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Belgede Chapter 1 G˙IR˙IS¸ (sayfa 71-81)

A Medida Provisória nº 127, de 4 de agosto de 2003, criou o programa de apoio emergencial às concessionárias de distribuição devido o adiamento da compensação do saldo da Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da "Parcela A" (CVA) determinado pela Portaria Interministerial nº 116, de 4 de abril de 2003. No projeto de conversão da referida MP foram incluídas, pelo Congresso Nacional, alterações na Lei nº 10.438/2002 que regulamenta, dentre outros temas, a universalização dos serviços de energia elétrica.

A principal alteração refere-se à restrição da responsabilidade das distribuidoras para o atendimento, sem ônus, somente para consumidores do Grupo B com carga

instalada de até 50 kW. Em linhas gerais, no que se refere à universalização, as seguintes alterações foram introduzidas na Lei nº 10.438/2002:

1. Restringe a responsabilidade das distribuidoras pelo atendimento sem ônus nas áreas de universalização para consumidores do Grupo B (tensão secundária de distribuição) com carga abaixo de 50 kW (Art. 14, incisos I e II). Anteriormente essa determinação abrangia todos os consumidores independentemente da classe ou tensão de fornecimento.

Art. 14. [...]

I - áreas, progressivamente crescentes, em torno das redes de distribuição, no interior das quais o atendimento em tensão inferior a 2,3 kV, ainda que necessária a extensão de rede primária de tensão inferior ou igual a 138 kV, e carga instalada na unidade consumidora de até 50kW, será sem ônus de qualquer espécie para o solicitante que possuir característica de enquadramento no Grupo B, excetuado o subgrupo iluminação pública, e que ainda não for atendido com energia elétrica pela distribuidora local; II - áreas, progressivamente decrescentes, no interior das quais o atendimento em tensão inferior a 2,3kV, ainda que necessária a extensão de rede primária de tensão inferior ou igual a 138kV, e carga instalada na unidade consumidora de até 50kW, poderá ser diferido pela concessionária ou permissionária para horizontes temporais preestabelecidos pela Aneel, quando o solicitante do serviço, que possuir característica de enquadramento no Grupo B, excetuado o subgrupo iluminação pública, e que ainda não for atendido com energia elétrica pela distribuidora local, será atendido sem ônus de qualquer espécie. (grifos nossos).

2. Atribui a regulamento da Aneel o investimento de responsabilidade da distribuidora relativo aos consumidores não contemplados na universalização. A diferença entre o valor das obras e o limite da distribuidora poderá ser custeada pelo consumidor ou por órgãos públicos, conforme regulamentação a ser definida pela Aneel.

Art. 14. [...] [...]

§ 1º O atendimento dos pedidos de nova ligação ou aumento de carga dos consumidores que não se enquadram nos termos dos incisos I e II deste artigo, será realizado à custa da concessionária ou permissionária, conforme regulamento específico a ser estabelecido pela Aneel, que deverá ser submetido a Audiência Pública.

§ 2º É facultado ao consumidor de qualquer classe contribuir para o seu atendimento, com vistas em compensar a diferença verificada entre o custo total do atendimento e o limite a ser estabelecido no § 1º.

3. Determina que as áreas atendidas por cooperativa de eletrificação rural terão as mesmas metas estabelecidas para a distribuidora, onde esteja localizada a respectiva cooperativa, conforme regulamentação da Aneel (Art. 14, § 6º).

Art. 14. [...] [...]

§ 6º Para as áreas atendidas por cooperativas de eletrificação rural serão consideradas as mesmas metas estabelecidas, quando for o caso, para as concessionárias ou permissionárias de serviço público de energia elétrica, onde esteja localizada a respectiva cooperativa de eletrificação rural, conforme regulamentação da Aneel (grifo nosso).

4. Esclarece que os aportes de recursos, aplicado a fundo perdido por órgãos públicos, não serão restituídos pelas concessionárias61.

Art. 14. [...] [...]

§ 7º O financiamento de que trata o § 5º deste artigo, quando realizado por órgãos públicos, inclusive da administração indireta, a exceção dos aportes a fundo perdido, visando a universalização do serviço, serão igualmente restituídos pela concessionária ou permissionária, ou se for o caso, cooperativa de eletrificação rural, devendo a Aneel disciplinar o prazo de carência quando o fornecimento for em áreas com prazos de diferimento distintos.

5. Prioriza o atendimento dos municípios com índice de eletrificação inferior a 85%, calculados com base nos dados do Censo 2000, podendo ser subvencionada parcela dos investimentos com recursos da RGR e da CDE.

Art. 14. [...] [...]

§ 12 No processo de universalização dos serviços públicos de energia elétrica no meio rural, serão priorizados os municípios com índice de atendimento aos domicílios inferior a oitenta e cinco por cento, calculados com base nos dados do Censo 2000 do IBGE, podendo ser subvencionada parcela dos investimentos com recurso da Reserva Global de Reversão, instituída pela Lei nº 5.655, de 20 de maio de 1971 e da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, de que trata o art. 13 desta Lei, nos termos da regulamentação.

6. Determina que o Poder Executivo estabeleça procedimentos para a atribuição da subvenção econômica às concessionárias e para a fiscalização da sua aplicação nos municípios beneficiados, proporcionando base legal para o Programa de Luz para Todos do Governo Federal.

Art. 14. [...] [...]

61 A Lei nº 10.438/2002 era ambígua, pois também determinava que os financiamentos feitos pelo poder público seriam restituídos posteriormente em função do cronograma de atendimento das áreas de universalização.

§ 13 O Poder Executivo estabelecerá diretrizes específicas que criem as condições, os critérios e os procedimentos para a atribuição da subvenção econômica às concessionárias e permissionárias de serviço público de energia elétrica e, se for o caso, cooperativas de eletrificação rural e para a fiscalização da sua aplicação nos municípios beneficiados.

Devido à nova redação da Lei, foi necessária a adequação da Resolução nº 223/2003. A Resolução nº 52/2004 restringiu a abrangência da universalização para consumidores com carga instalada até 50 kW e retirou a possibilidade de atendimento, sem ônus, para o aumento de carga. Dessa forma, o conceito de universalização, segundo a regulamentação da Aneel é:

Universalização: atendimento a todos os pedidos de nova ligação para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW, em tensão inferior a 2,3 kV, ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV, sem ônus para o solicitante, observados os prazos fixados nas ‘Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica’.

Belgede Chapter 1 G˙IR˙IS¸ (sayfa 71-81)

Benzer Belgeler