2. KURAMSAL ÇERÇEVE
3.5. Veri Toplama Araçları
Para mim só reservam o espaço da quadra aberta, debaixo de sol quente e quando eu reclamo eles falam que não podem fazer nada porque o projeto foi jogado aqui, foi arremessado aqui dentro (Educador Social-V).
Falar de socialização e identidade social nos remete a abordagem do termo social. Abordar o social e a educação popular parece temas tão comuns que uma abordagem acadêmica fundamentada não teria tão importância nesse momento de valorização da renda e do capitalismo, “afinal, o social é tido como algo consensual e validado por todos, o que independeria das orientações teóricas e posições político-ideológicas de quem se apresenta” (WANDERLEY, 2010, p. 168).
Para mim social é tudo aquilo que está direcionado para todos. No meu ponto de vista quando se diz que um projeto é social significa dizer que deve estar acessível para todos e não simplesmente só para uma camada, mas sim para todos. Quando se faz essa separação [de que o social é destinado para classes em situação de vulnerabilidade], são as próprias pessoas que fazem isso, então quando se diz social eu entendo que deveria ser para todos. Por exemplo: a previdência social ela atende pobres e ricos, é para todos, se você paga a previdência ela é para todos, seja pobre ou rico, então social do meu ponto de vista é quando é para todos, todos devem e podem participar da Educação Integral (Educador Social-DR).
Estou na Escola Aberta desde quando começou. Comecei numa escola no Parque das Gaivotas, depois fui para a Ponta da Fruta. Eu era voluntária mesmo e não recebia nem ajuda de custo. Depois passei a receber uma ajuda de custo para transporte e alimentação, não é salário, mas a gente precisa e se melhorasse seria bem melhor. Para minha atividade melhorar precisa divulgar melhor, precisa ter mais atração para atrair as pessoas do bairro, a gente chama um chama outro, a gente fala que a pessoa pode produzir dois artesanatos e levar um para casa, acho que eles não vêm porque preferem ficar na rua, no computador, nos jogos na Lan house, eu penso que eles acham que a escola é um bicho, um monstro, eles não querem aprender, eles querem fazer por conta própria, já os que vêm fazem, gostam e chamam os colegas e é assim que a gente divulga. Quanto ao local de trabalho aqui o espaço é muito bom, está ótimo e quanto às pessoas da escola elas me tratam muito bem (Educadora Social-TN).
O termo sociedade designa o objeto por excelência da sociologia, de acordo com Berger (2001)7. Apontando o termo social como o adjetivo da sociedade, Berger mostra que do ponto de vista do senso comum o social pode ser visto de maneira informal, como uma reunião social ou uma atitude altruísta quando uma pessoa se preocupa com os outros. No entanto, para Berger, do ponto de vista da teoria sociológica
O sociólogo emprega o termo de maneira mais limitada e com maior precisão, para se referir à qualidade de interação, inter-relação, reciprocidade. Assim, embora dois homens conversando numa esquina não componham uma „sociedade‟, o que ocorrer entre eles será decerto „social‟. A „sociedade‟ consiste num complexo de tais fatos „sociais‟. E para darmos uma definição exata do social, é difícil melhorar a de Max Weber, segunda a qual uma situação „social‟ é aquela em que as pessoas orientam suas ações umas para as outras. A trama de significados, expectativas e conduta que resulta dessa orientação mútua constitui o material da análise sociológica (BERGER, 2001, p. 37). Como podemos constatar, para Berger, apesar de o sociólogo encontrar material de estudo em quase todas as atividades humanas, nem tudo pode ser analisado de forma sociológica. O olhar sociológico, o foco no social, na interação, constituem caminhos fundamentais na análise.
A interação social não é um setor compartimentalizado daquilo que os homens fazem uns aos outros. Constitui antes um determinado aspecto de todos esses atos. Em outras palavras, o sociólogo pratica um tipo especial de abstração. O social, como objeto de investigação, não constitui um objeto segregado de atividade humana. Ao invés disso, para empregarmos uma expressão tirada da liturgia luterana, o social está presente „em, com e sobre‟ muitos campos diferentes de tal atividade. O sociólogo não examina fenômenos de que ninguém mais toma conhecimento. Entretanto, ele olha esses mesmos fenômenos de um modo diferente (BERGER, 2001, p. 38).
Compreendendo o social de forma mais atual, para Wanderley (2010), existem enigmas do social que precisam ser desvendados. Ele utiliza o termo enigmas do social para demonstrar os mistérios, as perturbações, as incertezas que envolvem um conceito tão fundamental no mundo de hoje: o social.
7 Peter Berger faz uma análise já clássica da perspectiva sociológica. Apresenta a
Eu acredito na educação social, apesar de nem sempre ela ser praticada. Depende muito do gestor, depende muito do coordenador, mas nem sempre ela é praticada. Eu já trabalhei em outras instituições que nem sempre a educação social era vista dessa maneira, lá era vista como passatempo ao invés de ser uma coisa mais séria, era mais um lazer do que educação e isso depende muito dos profissionais. A escola em que eu trabalho está mais preocupada em tirar o menino da rua e levar para a escola, mas não dá as ferramentas necessárias para que esse aluno passe um tempo melhor, é somente uma quadra, uma bola, alguns jogos, mas não tem interesse de formar o cidadão ensinando a ele a ferramenta de uma profissão, um curso, uma renda extra, não, é somente uma bola na quadra para as crianças se entreter. A educação social está no início e depende muito do gestor e do professor comunitário. Se eles tiverem uma visão ampla, e se eles buscarem isso, o projeto é lindo, muito bonito, tem tudo para dar certo, mas como o Educador Social está ali embaixo ele nem sempre tem poder de voto, de dizer o que é melhor, o que não dar certo, então isso acaba prejudicando o projeto porque a visão do professor comunitário é totalmente diferente, ele acha que uma coisa dá certo mas para aquela comunidade não dá certo e o Educador Social não tem autonomia (Educador Social-DUAS).
De acordo com Wanderley (2010) a amplitude e intensidade da pobreza nos dias atuais, principalmente na América Latina, tornam as concepções de social e crise do social crucial para um melhor entendimento da realidade. Ele aponta que tem aumentado a pobreza, o desemprego estrutural e a exclusão, principalmente com o processo de globalizações e de políticas neoliberais a partir dos anos 1990 na América Latina.
A temática social está presente diuturnamente na agenda do G7 e dos governos nacionais, mesmo porque não faltam manifestações da Sociedade Civil contra as idéias e os planos hegemônicos em andamento. No espaço latino-americano, admite-se que os programas de estabilização da moeda e de combate à inflação são sinais de que houve uma melhoria econômica para todos, principalmente dos mais pobres e que o crescimento econômico pretendido terá a bonança anunciada (WANDERLEY, 2010, p. 172).
Eu trabalho aqui há mais de cinco anos e não tenho contato com quase ninguém da escola, somente a diretora e a coordenadora, mas na minha atividade não tem muitos problemas então não preciso chamar ninguém, eu não conheço a pedagoga da escola, não sei quem são os professores, só conheço os Educadores Sociais do Mais Educação. Na verdade existe uma separação, uma certa discriminação dos outros com o Mais Educação e com a Escola Aberta também, falam na escola que todos os problemas acontecem na Escola Aberta e não é verdade porque estou aqui no fim de semana e não vejo nada disso (Educadora Social- DR).
As globalizações têm provocado grandes transformações no mundo do trabalho. Nesse cenário, a questão social ressurge como fator preponderante na distribuição de riquezas devido ao aumento da exclusão social e da pobreza. Se não tem como mudar os rumos da globalização, que pelo menos o processo seja menos excludente. Neste contexto, o Educador Social pode contribuir como agente de intervenção no enfrentamento da exclusão social, apesar de seu trabalho aparecer dentro da lógica de precarização das relações de trabalho.
Para mim social é para todos. Social = Pessoas. Para mim o social soa como integração, o que se destina a todos. Mas na prática o social se destina àqueles que não têm oportunidade, excluídos, mas tinha que ser para todos. A educação social, além da cidadania, ela tinha que ser para todas as classes, tinha que ter nas escolas particulares também. Nas escolas particulares não se faz educação social, o pai paga para o aluno voltar no outro turno e fazer aula de inglês, natação, etc... e isso não é educação social, tinha que ser uma educação para formação de opinião para todos. Aqui a gente trabalha o caráter dessa criança, a gente quer que essa criança tenha o melhor futuramente, se agora ele tem problemas em casa, enfim, se tudo de „runho‟ acontece com ele, nosso trabalho aqui é fazer com que ele perceba que ele pode ser quem ele quer no futuro independente da condição que a vida dele impôs, ele é capaz de ser o que ele quer para melhor, a educação social tinha que ser isso. Aquele aluno da escola particular super instruído vai ser preparado para passar no Enem, na federal e geralmente vai fazer a medicina que ele quer fazer e a gente sabe que a gente não tem condições de fazer e às vezes esse cidadão “é podre como pessoa”, ele teve as melhores escolas, as melhores roupas, as melhores viagens, o melhor estudo, esse cidadão teve tudo o que ele quis, mas não teve o que ele precisava [a educação social] e esse futuro médico acaba se tornando insensível (Educadora Social-ARB).
A política neoliberal dos anos 1990, com raras exceções, tem provocado mais complicações para a questão social do que soluções. A exclusão, o desemprego estrutural e a pobreza aumentaram a partir dos anos 1980 na América Latina com a passagem do fordismo para a acumulação flexível do capital. Nesse contexto, as abordagens sobre o social ganham novos impulsos. Noções de justiça e igualdade aparecem coesas ao social.
Quando esta realidade se torna evidente para parcelas significativas de uma população, mesmo minoritárias, é tornada pública de algum modo, e se buscam medidas para equacioná-las gerando conflitos, convergências e divergências, ela se transforma numa questão social (WANDERLEY, 2010, p. 175).
Penso que a educação social deveria ser oferecida para todos, só que a gente precisa avaliar muito a realidade do local e na faculdade nos ensinam muito isso, mas quando a gente chega aqui percebemos que na realidade parece que é para nivelar por baixo. Eu perguntava aos alunos quando não tem Escola Aberta o que eles fazem? Um disse que tem TV a cabo e que fica o dia todo assistindo filmes em casa porque a mãe não deixa ele ficar na rua. Ele disse que a mãe só o deixa sair de casa se for para a Escola Aberta, a única coisa que esses alunos têm nos finais de semana é a Escola Aberta, já dentro de um bairro onde as pessoas têm uma qualidade de vida melhor as coisas são diferentes. A escola precisa ficar aberta sim, mas que a necessidade dessa escola não é a mesma necessidade da outra, aqui tem Pré-IFES e a sala fica cheia, enquanto lá na outra escola a necessidade é o esporte, o lazer, a dança, não sei te dizer o porquê, então as necessidades aqui dessa escola que os alunos tem um poder aquisitivo maior são diferentes, já na Região V (Terra Vermelha) eles procuram outras coisas. No período de férias a escola fica cheia e meu marido falava que com um sol desse de verão e praia8 perto esses meninos vem para escola, eles não tem o que fazer
mesmo. Já nessa escola o período de férias foi baixo. Nessa escola aqui precisaria de professores para hidroginástica, salva vidas, mais professores para o Pré- IFES (Educadora Social-DUAS).
A hipótese de Wanderley (2010) é que, enquanto a questão social na Europa girou enquanto questão operária, na América Latina ela se expressou de outro modo, recobrindo principalmente as questões indígenas, nacional, agrária, operária, de gênero e étnica.
Eu sinto muita dificuldade de trabalhar as questões sociais até porque eu trabalho em duas escolas diferentes. Então numa escola eu consigo desenvolver melhor meu trabalho porque a visão é outra, agora na outra escola não, na outra escola é somente aquele momento de quatro horas que eu estou lá somente para entreter, então você fica aqui, dá um joguinho pro menino, não tem um ensinamento, não tem uma troca de experiência, não se busca uma profissão, não se busca uma melhora de renda, é um lazer, só para passar o tempo, já na outra escola não a gente já tem uma visão diferente então lá você tem o compromisso não só de formar o time de futebol que representa a escola, o projeto, mas também tem a função de formar o cidadão, de formar o caráter dele e eu tenho vários alunos que vem para fazer o futsal, mas ,que num primeiro momento ele vem mais cedo para fazer a aula de informática e acabando ele vai seguir para o futsal (Educador Social-DUAS).
Os discursos em torno da questão social estão relacionados com o conceito de crise.
8
A praia para os alunos faz parte de seu cotidiano. Como tem uma relação muito próxima com o mar (basta atravessar a Rodovia do Sol) eles não vêem a praia como um lugar de lazer, diferente. Muitos também não vão à praia porque não tem dinheiro para comprar as coisas e se alimentar.
Vou entender crise como acirramento de contradições, conjunturas de rupturas fortes, desafios a serem enfrentados e momentos decisivos para agir, momentos para reformas estruturais ou revoluções […] E por crise
social vou entender o complexo destes elementos afetando os vínculos
que amalgamam a sociedade, num momento em que eles potencializam os conflitos e as tensões entre indivíduos, grupos, associações, instituições, movimentos e nações, suscitando rupturas de graus de amplitudes variáveis […] Os desdobramentos de crises mais globalizantes em crises parciais, mas não menos virulentas, em seus efeitos devastadores, merecem atenção redobrada. É sobre elas que eu escrevo (WANDERLEY, 2010, pp. 176-179).
Apesar de certa tendência, por parte dos governos latino-americanos, de negar a pobreza com discursos de crescimento econômicos, as noções de pobreza e desigualdade social continuam na agenda das interpretações de crise sobre o social.
Se entendermos, então, a pobreza como um processo de empobrecimento histórico e social, dados por determinantes econômicos, políticos e culturais, e os pobres como aqueles destituídos de poder, trabalho e informação, além dos indicadores clássicos de renda, programas e planos de redução adotados por governos de distintas extrações político-ideológicas podem minorar a situação dos que nela estão envolvidos, mas não superá-la na atual formação econômica social capitalista (WANDERLEY, 2010, p. 190).
O Programa Escola Aberta é muito importante porque tem gente aqui que não se interessa em ir para a praia e vem para a escola. Eu acho que eles não vão à praia porque lá tem que ter condições para comprar as coisas e eu acho que eles não têm, aí penso que eles preferem vir para a escola a outros lugares porque eles não têm poder aquisitivo maior. Eles vêm mesmo para cá principalmente para jogar, para se distrair. Mas temos muitas dificuldades, às vezes a gente quer oferecer uma coisa melhor para eles, mais oficinas e não temos condições porque temos que saber controlar o dinheiro que vem então a gente nem sempre consegue fazer o que a gente quer, por exemplo, no ano passado eu queria colocar oficina de violão mas com o dinheiro que tinha não dava porque eu tinha que continuar com as outras oficinas, aí a gente fica meio triste porque a gente não tem o que fazer para melhorar a Escola Aberta e eu gostaria de fazer mais, mas não consigo. Eu nunca vi interesse dos professores pela Escola Aberta. Peço licença, entro na sala, dou o meu recado e pronto, acabou. Eu nunca tive problemas com burocracia. A relação com o Mais Educação é muito boa, a gente tenta articular as atividades da semana com as do final de semana, alguns educadores da semana também trabalham nos finais de semana. Eu não tive muita dificuldade com materiais no ano passado porque eu só tinha duas oficinas. Quanto à participação temos alunos e comunidade nos finais de semana. Eles gostam muito das atividades, tem frescobol, totó, tênis de mesa e a quadra de esportes que eles gostam muito (Educadora Social-AA).
O que seria, então, o entendimento do social na atualidade? Wanderley (2010) aponta que há uma visão do social que é aceita por setores de todas as classes e que impede a busca de soluções estruturais para as questões sociais. Ele aponta três visões: primeira, o social é visto subordinado ao econômico, ou seja, se a economia estiver bem então o social será adequado. Segunda, o social é visto de forma setorial, ou seja, ele é interpretado apenas como sendo uma dimensão da sociedade, assim como economia, política e cultura. Terceira, o social é visto de forma mais restrita, ou seja, a pobreza e as desigualdades sociais são históricas e não são responsabilidades dos governos atuais.
Parece que o social é para crianças carentes, para ajudar todas as pessoas que tem uma renda pequena e para aqueles que não têm condição de fazer nada além de comer (Educadora Social-ARB).
Para mim o social significa sociedade. O social tem a ver com as classes sociais rico e pobre com diferenças enormes. Mas qualquer um bem orientado pode e deve mudar seu estado social (Educador Social- ARB).
Sim, eu atuo com educação social no meu dia a dia e tento fazer o máximo. Para que meu trabalho seja baseado em cima de uma educação social eu tenho que entender sobre a educação tradicional, escolar. Aquela escola aonde o aluno vai só para aprender conteúdos já está provado que não está funcionando, por outro lado a educação social sim é aquela educação onde busca você primeiro entender o aluno, o ambiente que ele vive para você então tentar transformar, então sempre estou atuando de forma social, com educação social e é evidente que em determinados momentos você tem que utilizar de outros meios, de outras técnicas para você trabalhar com o aluno, mas antes de tomar qualquer atitude no meu caso eu sempre atuo com educação social (Educador Social-DR).
Para Wanderley (2010), existe outra concepção teórica e prática na qual
O social compreende o conjunto das ações e relações, quer de cooperação quer de conflito, quer de integração quer de ruptura, que se estabelecem entre indivíduos, grupos, associações, instituições, nações, em todos os campos societários. Diz respeito aos vínculos que cimentam o tecido de uma sociedade e que, ao mesmo tempo, gestam os conflitos e contradições que levam a rupturas. Esses vínculos comparecem, em todas as sociedades, para atender essencialmente a três necessidades: as materiais, as de relacionamento interpessoal e as espirituais (arte, subjetividade, cultura, etc.). Em todos eles estão necessariamente presentes gente, povo, população, pessoas. Não é demais recordar aqui que a interpretação clássica de que o próprio capital é uma relação social envolvendo as classes no processo de produção capitalista. É comum, no seio de diversos segmentos da
população, a separação entre indicadores econômicos e indicadores sociais, usualmente olvidando as conexões determinantes entre a economia e o social. Essa concepção pode ser entendida como o social
universal (WANDERLEY, 2010, p. 205).
Wanderley (2010) procura recuperar o eixo estruturante do social que se integra organicamente ao político, ao econômico e ao cultural. Para isso, ele entende que estas esferas societais existem para que todos possam se realizar enquanto seres humanos,sejam indivíduos, pessoas, cidadãos ou sujeitos.
Se o social universal é a base de sustentação da vida em sociedade, alguém poderá dizer que se o social está em tudo, qualquer aplicação de recursos têm finalidade social. Assim, os defensores do pagamento das dívidas públicas com as privatizações de empresas estatais dirão que todo dinheiro arrecadado, ao reduzir despesas e melhorar a economia, têm uma finalidade social. Os governantes que primam sua gestão por fazer obras (pontes, viadutos, túneis, praças, estradas, etc.) dirão que além de serem uma necessidade de modernização, essas obras se destinam, direta ou indiretamente, ao social. E assim por diante. Isso tem uma certa dose de verdade, mas, nestes exemplos citados, a argumentação ignora um dado essencial: por que, para quê e para quem (WANDERLEY, 2010, p. 208).
Eu faço curso de psicanálise e falo sempre que aqui na escola está