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Topkapı Sarayı’nın rölövesi ve kuşbakışı görünüşü

Integrando-se as imagens processadas (Figura 2.1) na etapa pré-campo ao modelo batimétrico (Figura 3.7 e 3.14) proposto anteriormente, foi possível a visualização da feição geomorfológica mais marcante: o canal submerso. Além dessas ferramentas, foram utilizados também os registros dos perfis batimétricos na descrição qualitativa e quantitativa de outras formas de fundo identificadas e descritas abaixo, como as dunas submersas, recifes e regiões com fundo plano. Algumas dessas feições só foram possíveis ser identificadas através dos perfis batimétricos brutos, obtidos em campo, pois com o intervalo da célula do grid de 500m, feições com dimensões menores que isso foram ignoradas pelo modelo.

3.2.1 – Canal submerso

O canal submarino do rio Apodi-Mossoró está situado ao largo da foz, com cerca de 30 km em forma da letra “J”, e apresenta duas direções principais: NW-SE na parte mais rasa (com largura máxima de 5km e mínima de 3 km) e NE-SW na porção mais profunda, estendendo-se até a isóbata de 20 m (largura média de 1,4km). As orientações do canal apresentam as mesmas direções das principais feições estruturais observadas no continente (Costa Neto, 1997; ver capítulo 01).

A partir da análise das imagens de satélite, é difícil a identificação de sua ligação do canal submarino com a foz do rio, provavelmente devido à pluma de sedimentos em suspensão próxima à costa, que impede a penetração. Entretanto, através do modelo batimétrico, pode-se identificar esta ligação através de um pequeno canal, continuição sul do trecho de direção NE-SW, de baixa amplitude e com cerca de 4 km de largura (Figura 3.13e).

O flanco S do setor interno da porção de direção NW-SE é abrupto, formando com gradiente de declividade de cerca de 0,4° (Figura 3.15). O flanco N é mais suave e em degraus, com um gradiente de cerca de 0,30° com a presença de patamares que podem representar forma de escarpas residuais de reativação neotectônica (Stewart & Hancock, 1990) (Figura 3.15).

IMA, S

.F.,

2006)

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O trecho do canal de direção NE-SW possui as maiores profundidades da área, chegando a 30 metros de profundidade. A relação Profundidade/Largura é muito alta (Figura 3.16) o que mostra um entalhamento bastante expressivo nesta porção do canal. Este entalhamento está relacionado tanto aos elementos estruturais NE-SW presentes na área (no continente e na plataforma), como também a influência do alto de Icapuí a oeste da área estudada, que causou um soerguimento da porção norte/oeste da área em relação a porção leste. Os flancos desta parte do canal são homoclinais e abruptos, apresentando gradiente de declividade de até 1,30° e médio de 0,8°.

Figura 3.15 - Trecho do perfil batimétrico 10 , mostrando a fisiografia do canal. Nota-se que flanco S é mais

3.2.2 – Dunas Submersas

Essas feições têm amplitude de 1 a 5 m (Figura 3.17) em relação ao fundo, com orientação preferencial paralela em relação à linha de costa e direção das cristas NE-SW. Ocorrem na plataforma interna, principalmente na porção leste da área (Figura 3.14). Estas dunas geralmente apresentam comprimento de onda de 200 m a 1,5 km nas porções mais distais da plataforma, e em alguns casos, possuem um flanco abrupto na direção W, podendo indicar uma remobilização pelas correntes de maré vazante.

Figura 3.16 - Trecho do perfil batimétrico 23 , mostrando a fisiografia do canal. Nota-se um forte entalhamento do

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No perfil sonográfico (Figura 3.18), as dunas submersas são representadas por diferentes bandas de cores. Essas bandas correspondem as cristas e vales das dunas, com comprimento de aproximadamente 1 km. A cor e o coeficiente de reflexão indicam que, provavelmente, as cristas são compostas principalmente por sedimentos siliciclásticos, e os vales são formados principalmente por rochas carbonáticas. Acredita-se que a sedimentação carbonática ocorreu durante a elevação do nível do mar no Holoceno. As construções carbonáticas estão localizadas perto das bordas do canal. A ocorrência contínua dessas duas feições são interpretadas como resultado de uma forte energia dentro do canal, que canaliza o influxo clástico bacia adentro, dando condições do desenvolvimento lateral das bioconstruções (Pessoa Neto, 1999).

Quanto à origem das dunas, faz-se necessário estudos mais específicos como testemunhagem, datações e levantamentos sismoestratigráficos em maior detalhe. Entretanto, baseado no conhecimento da dinâmica atual da área, supõe-se duas possibilidades. A primeira

Figura 3.17 - Trecho do perfil batimétrico 31, mostrando as dunas presentes na porção leste da área.

Figura 3.18 - Trecho do perfil sonográfico mostrando as diferenças de litologia entre os vales e as cristas das dunas

quantidade de sedimentos significante, ao ponto de formar essas formas de leito.

3.2.3 – Fundo Plano

Feição com relevo plano a suavemente ondulado, com gradiente variando de 0,05° nas porções mais próximas à costa, até 0,001° nas porções mais distais dos perfis batimétricos (Figura 3.19). Este tipo de fundo está presente em todos os perfis batimétricos.

Na porção W da área, os trechos mais proximais à costa, possuem estruturas que mostram discretas mega-ondulações, com comprimento de onda de cerca de 5 a 7 km, e uma amplitude de no máximo 4 m, e mínimo de 1,5 m.

O fundo plano possivelmente desenvolve-se devido à predominância de sedimentos bioclásticos e/ou a ausência de energia suficiente (regime hidrodinâmico) para a formação de outras formas de leito.

Figura 3.19 - Trecho do perfil batimétrico 02 na porção NW da área, mostrando o relevo plano com gradiente de

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3.2.4- Recifes

Apresentam-se como feições elevadas de forma abrupta no fundo submarino. Encontram-se principalmente na porção E da área, sendo classificadas por Costa Neto (1997) em lineares ou isoladas e por Santos et al. (2005) em construções carbonáticas orgânicas e recifais.

¾ LINEARES: Estruturas lineares semelhantes aquelas encontradas por Costa Neto (1997), ocorrem na porção E da área, entre as profundidades 15 e 20 m. Os registros batimétricos mostram formas de paredões com o relevo variando de 4 a 10 m, e largura de 300 a 500 m (Figura 3.20). Ocorrem de forma muito abrupta, com os flancos quase verticais. Estes tipos de recife são chamados de “urcas”, enquanto os que apresentam grande continuidade lateral são denominados por Costa Neto (1997) riscas. Esta denominação está presente nas cartas náuticas da DHN e é amplamente utilizada pelos pescadores e populações costeiras.

¾ ISOLADOS: Estas feições situam-se principalmente na porção E da área, como os recifes lineares. Morfologicamente, mostram um topo plano e convexo, com amplitude de relevo de cerca de 4 m e extensão de 30 a 60 m. Ocorrem em profundidades que variam de 8 a 20 m.

Figura 3.20 - Trecho do perfil batimétrico 28 na porção mais distal da borda do canal mostrando os recifes

Os dados coletados através do correntômetro S4 forneceram informações sobre o período, direção e velocidade das corrente, no qual é possível se entender a dinâmica e a capacidade de transporte dessas correntes.

Os diagramas da figura 3.21 indicam a predominância das correntes na plataforma continental adjacente à foz do rio Apodi-Mossoró, com direção ESE-WNW, sendo a maré de vazante a de maior intensidade, apesar da maré enchente ocorrer de forma significativa na área. O sentido e a velocidade da corrente existente na profundidade de 8 m pode ser bem visualizado no gráfico de vetor da corrente (Figura 3.22a). Entretanto, a componente E-W é difícil de ser observada, sendo necessário analisar os dois parâmetros individualmente. A figura 3.22b e 3.22c mostram respectivamente o sentido de onda (em azimute) e a magnitude de velocidade (componentes E + N). Observa-se que o sentido do fluxo apresenta uma componente ESE-WNW associada ao regime de marés. Durante o fluxo da maré enchente, as correntes se propagam no sentido da onda <300°, com velocidade média de 20 cm/s (Figura 3.21 e 3.22e). Durante a maré vazante o fluxo muda para >100° e as velocidades são mais intensas atingindo em média 30cm/s. O aumento total na velocidade da corrente é certamente devido à passagem do ciclo de quadratura para sizígia. Isto é mostrado por um aumento de aproximadamente 1m na variação do nível de mar durante a aquisição dos dados (Figura 3.22e). A variação no valor da corrente associada à corrente de maré poderia ser causada pela presença de correntes termohalinas, em parte, devido a entradas de água doce do rio Apodi- Mossoró. Entretanto, não existem dados suficientes que possam comprovar esta afirmação.

50.0 100.0 150.0 200.0 250.0 300.0 N ú m e ro d e re g is tro s Direção de Maré

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Figura 3.22 – Parâmetros hidrodinâmicos processados a partir dos dados obtidos pelo correntômetro S4:

(a) diagrama de vetor da corrente, (b) sentido de onda (em azimute), (c) magnitude das velocidades, (d) temperatura e (e) profundidade da coluna d`água indicando os fluxos de maré.

processos costeiros (Frazão, 2005).

Tabela 3.6- Valores máximo, mínimo, médio e desvio padrão das intensidades das correntes na área.

Estação S4 Máxima- Corr.(cm/s) Mínima- Corr.(cm/s) Média- Corr.(cm/s)

Desvio Padrão Direção das correntes

Porto-Ilha 36,72 0,20 16,40 8,70 E-W

A intensidade máxima das correntes (36,72 ± 8,7 cm/s), pelo menos para o período medido, não tem competência para transportar grandes quantidades de sedimentos, sendo descartada a hipótese de que as dunas submersas foram formadas por transporte sedimentar recente na plataforma. Entretanto, é possível que ocorra a remobilização de parte desse sedimento, tendo em vista que essa velocidade tem competência para transportar pequenas quantidades de sedimentos no sentido ESE-WNW, possivelmente gerado por uma circulação residual anti-horário da força de Coriolis, formando as cristas de direção NE-SW. Frazão (2005), para a região do canal do rio Açu, atribuiu a manutenção da morfologia das dunas submersas à predominância do estágio de maré vazante. O mesmo pode ser atribuído para o canal do rio Apodi-Mossoró.

O conhecimento da direção e intensidade das correntes na área estudada é de fundamental importância não só no conhecimento do transporte sedimentar, mas também num possível derramamento de hidrocarbonetos, para se prever a migração da pluma contaminante. Para tanto, faz-se necessário um estudo mais detalhado do regime de ventos (direção e intensidade) da área estudada.

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PLLEEIISSTTOOCCEENNOO//HHOOLLOOCCEENNOO

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Norte e tentar entender a evolução paleogeográfica desta região do Pleistoceno até o recente. Devido às condições oceanográficas, altura das ondas, ventos entre outras, fez com que o perfilador sísmico oscilasse bastante, registrando em algumas horas, feições de ruídos e ondulações, noutras a ausência de registro devido à formação de bolhas de ar que impediram do som se propagar.

Figura 4.1- Imagem de satélite LANDSAT 7 ETM+ com o modelo batimétrico proposto, mostrando a

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