5. GERÇEK MEKANDA HAREKET MODELLERİNİN İNCELEMEK AMACIYLA YAPILAN ANALİZLER
5.3. Gözleme ve Analize Dayalı Yöntemlerle Gerçek Mekandaki Algı Düzeylerinin ve Hareket Modellerinin Belirlenmesi
5.3.1. Topkapı Sarayı Hazine Bölümü’nde Gözlemsel Analizler ve Sonuçları
No Brasil, com o alvará de abril de 1809, o Príncipe Regente concedeu aos inventores de máquinas e artes, um privilégio temporário, desde que apresentasse o plano de seu invento à Real Junta do Comércio. Surgiu assim, a origem da proteção à propriedade industrial354.
Anos mais tarde, Dom Pedro I criou a primeira lei específica355 acerca da proteção da propriedade inventiva. O privilégio seria concedido àqueles que aperfeiçoassem ou criassem novas invenções356.
Em outubro de 1882, criou-se a segunda lei específica357 sobre invenções que concedia privilégios aos que criassem novos produtos ou melhorassem uma invenção já privilegiada por terceiros. Havia, assim, duas modalidades de proteção, uma para a invenção totalmente nova e outra para o seu aperfeiçoamento358.
Desta forma, os países perceberam ser salutar a elaboração de normas extraterritoriais sobre a propriedade intelectual. Pois, afinal, com o desenvolvimento do comércio internacional e a busca de novos lugares para se investir, era necessário alargar as fronteiras dos institutos jurídicos que garantiriam a realização de acumulação de capital por parte dos países pioneiros no modelo capitalista industrial. Logo se verificou a necessidade de elaborar um sistema internacional de patentes junto com um sistema de proteção às marcas, ou seja, um sistema de propriedade industrial.
A origem do sistema de propriedade industrial adveio somente em 1883, que após algumas tentativas frustradas, finalmente um acordo internacional foi firmado em Paris, estabelecendo a Convenção Internacional para Propriedade Industrial, também conhecida como Convenção da União de Paris - CUP. Aderiram inicialmente
354
SOARES, J. C. T. Lei de patentes marcas e direitos conexos Lei 9279/96. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997.
355
Tal Lei específica se configura no Alvará de 28 de abril de 1.809 de Dom Pedro I , Príncipe regente do Brasil.
356
SOARES, J. C. T. Lei de patentes marcas e direitos conexos Lei 9279/96. Op.Cit. 357
A segunda norma brasileira acerca de propriedade intelectual surgiu com a Lei s/n de 28 de agosto de 1.830, registrada a fl. 129 do L. 5º do registro de Leis, Alvarás, e Cartas. Secretaria de Estado dos Negócios do Império, 30 de Agosto de 1830.
358
ao Acordo de Paris os seguintes países: Bélgica, Brasil, El Salvador, Equador, Espanha, França, Guatemala, Holanda Inglaterra, Itália, Portugal, Sérvia e Tunísia. Na exceção do Brasil, pouco depois os países latino-americanos abandonaram o acordo.
A Convenção da União de Paris deu origem ao hoje denominado Sistema Internacional da Propriedade Industrial, e foi a primeira tentativa de uma harmonização internacional dos diferentes sistemas jurídicos nacionais relativos a propriedade industrial. Por ser o primeiro acordo internacional referente à propriedade industrial, o Acordo de Paris estabeleceu regras extremamente simples e gerais dando flexibilidade aos países membros para conduzir seus sistemas de propriedade industrial através de suas legislações locais.
Outro evento relevante ocorreu em 1967, com a criação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual - OMPI, cuja função é estimular a proteção da Propriedade Intelectual em todo o mundo mediante a cooperação entre os Estados e estabelecer e estimular medidas apropriadas para promover, a atividade intelectual criadora e facilitar a transmissão de tecnologia relativa à propriedade industrial para os países em desenvolvimento tendo em vista acelerar o desenvolvimento econômico, social e cultural.
Em seguida, em junho de 1970, criou-se o Tratado de Cooperação em matéria de patentes359 com a finalidade de desenvolver o sistema de patentes e de transferência de tecnologia. Prevê, basicamente, meios de cooperação entre os países industrializados e os países em desenvolvimento. Ainda na década de setenta, foram instituídas também, algumas organizações internacionais, tais como a Organização Européia de Patentes e a Convenção Euraziana de Patentes360.
Seguindo a tendência mundial, o Brasil, em 1970, por meio da Lei 5.648/69, instituiu o INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial. O propósito de sua criação foi “constituir um subsistema onde a concessão de marca e patentes e a
359
Para maiores informações ver textos disponíveis em http://www.inpi.gov.br/. 360
participação no comércio da técnica se subordinassem a uma mesma ação cujo objetivo último fosse informado pelas diretrizes da política tecnológica” 361.
Logo em seguida, com o advento da Lei 5.772/71 instituiu-se no Brasil, o Código da Propriedade Industrial, e a partir de então, ficaram os direitos de propriedade intelectual devidamente assegurados no Brasil362.
Assegurar os direitos dos inventores se tornou tão expressivo a ponto de se encontrar previsão constitucional no direito brasileiro, como se visualiza pela leitura Art. 5º, XXIX, da Constituição Federal/88:
Art. 5º, XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do país;
Assim, tem-se que o direito brasileiro visa à proteção da propriedade intelectual. Note-se que o artigo 4º da Lei de Propriedade industrial dispõe que os tratados ratificados pelo Brasil são aplicáveis em igualdade de condição à lei interna. Este dispositivo está em consonância com o estatuído no art.5º, parágrafo 2º, da Constituição363. Existindo contradição entre as normas previstas na lei interna e aquelas estabelecidas em convenções ratificadas pelo Brasil, que garanta uma proteção mais eficaz ao direito de propriedade industrial, prevalecerão as normas internacionais364.
Posteriormente, em 1994, criou-se a Organização Mundial do Comércio – OMC e o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio (ADPIC - TRIPS). A OMC é uma organização independente, orgânica e funcionalmente, estabelecida por iniciativa de seus próprios membros, por meio de um acordo constitutivo e mais quatro anexos, também como status de acordo e
361
LOBO, T. T. Introdução à nova lei de propriedade industrial. São Paulo: Atlas, 1997, p.15. 362
SOARES, J. C. T. Lei de patentes marcas e direitos conexos Lei 9279/96. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997.
363
LOUREIRO, Luiz Guilherme de A. V. A lei da propriedade industrial comentada. São Paulo: LEJUS, 1999, p.30.
364
com relativa autonomia, entre os quais, destaca-se o ADIPC - TRIPS. Visam, o TRIPS e a OMC, regular os direitos de propriedade intelectual em esfera internacional.
As normas da convenção internacional que garantam uma proteção mais ampla sobre esses direitos têm hierarquia equivalente a uma norma constitucional, quando o tratado é transposto ao direito interno365. Ademais, cabe observar que os direitos de propriedade industrial constituem uma terceira categoria de direitos. Diferem dos direitos pessoais porque são direitos oponíveis a todos. Mas também diferem dos direitos reais porque têm existência relativamente breve, não são perpétuos. O titular da patente pode impedir qualquer pessoa de fabricar um produto protegido ou de utilizar o método coberto pela patente. Portanto, o direito de propriedade industrial é um direito
erga omnes366.
Quanto ao interesse público, a manifestação deste opera no sentido de reduzir os preços e aumentar a oferta do produto. Ao nível legislativo, o interesse público na entrada de novos produtores no mercado se acha demonstrado pelo disposto no art. 20 da Lei n.6.360/76, a lei do registro sanitário de medicamentos, que garante a comercialização de produtos similares, uma vez admitida à comercialização de um novo produto367.
No que se refere à formação do regime de propriedade intelectual, a corrente estrutural modificada parece ser a mais adequada para explicar o contexto internacional uma vez que se trata de uma necessidade a cooperação entre os Estados para a boa execução do sistema de patentes368. A negociação e a propositura de um padrão a ser seguido surgiram da necessidade de cooperação.
Do ponto de vista econômico, a importância que os bens de natureza intelectual adquiriram para os países produtores de tecnologia cresceu de forma significativa no comércio internacional. Os EUA, principalmente na década de 80,
365
LOUREIRO, Luiz Guilherme de A. V. A lei da propriedade industrial comentada. Op.cit., p.30. 366
Idem. Ibidem. p.35. 367
BARBOSA, Denis Borges. Uma introdução à propriedade intelectual. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris LTDA, p.36.
368
MARINHO, Maria Edelvacy Pinto. O regime de propriedade intelectual:a inserção das inovações biotecnologicas no sistema de patentes. Dissertação UniCEUB, Brasília, 2005, p.69.
conduziram uma política visando às reduções de barreiras técnicas e tarifárias para seus produtos. A ausência de leis propriedade intelectual protegendo alguns setores seria neste entendimento um entrave ao comercio internacional. A razão para tanto residia na diminuição da competitividade americana no mercado de alta tecnologia devido à entrada do Japão e da Coréia do Sul369.
Analisando o fundamento da existência do regime de proteção patentária verifica-se que a alteração se deu para ampliar o objeto protegido. Tal alteração ocorreu em razão do desenvolvimento de novas tecnologias antes não previstas e da necessidade dos Estados produtores de tecnologia impedirem a cópia e proteger o investimento de suas empresas. Outra alteração a ser evidenciada ocorreu no que se refere à adoção das normas dispostas nos acordos. Não era mais permitida a exclusão de setores de proteção pelos Estados-membros para promoção da indústria nascente, o estímulo ao desenvolvimento. Nesse sentido, o principio de que a propriedade intelectual é um bem, que os seus inventores/autores têm direitos reconhecidos pelos seus trabalhos, que a proteção independe de nacionalidade, que o tratamento entre nacionais e estrangeiros não deve ser diferenciado não foram alterados370.
Assim, nota-se a influência do poder, principalmente econômico, na moldagem das normas reguladoras do comercio internacional. Nesse processo, a capacidade dos países menos desenvolvidos de resistirem à imposição desses padrões (standards) normativos e fazerem valer seus próprios interesses fica bastante reduzida; em função, basicamente, de sua dependência de recursos externos371.
369
MARINHO, Maria Edelvacy Pinto. O regime de propriedade intelectual:a inserção das inovações biotecnologicas no sistema de patentes. Op.cit., p.71.
370
Idem. Ibidem., p.73. 371