6. BULGULAR ve TARTIŞMA
6.3. İleriye Dönük Öneriler
6.3.2. Milli Değerlerin Tanıtımlarının Daha İyi Yapılabilmesi Amacıyla 3 Boyutlu ve Çok Kullanıcılı Sanal Ortamlardan Yararlanılması
A adoção da proteção patentária no Brasil, decorreu de influência norte-americana382. Aderindo às convenções internacionais acerca do tema383, o Brasil, assim como muitos países latino-americanos que ratificaram as mais importantes convenções internacionais em matéria de proteção da propriedade intelectual encontraram dificuldades na transposição dessas normas para as legislações nacionais e, quando há transposição, a aplicação pode apresentar problemas384. Com segurança, afirma VANDERAA:
“A dificuldade de transposição e de aplicação efetiva das normas de direito internacional na área da propriedade intelectual penalizam os países em desenvolvimento não somente na atração de investidores, mas também nas negociações dos acordos de livre comércio com os outros países ditos desenvolvidos, cujas exigências de proteção não podem ser atendidas nesta
381
BARBOSA, Denis Borges. Uma introdução à propriedade intelectual. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris LTDA, p.31.
382
Ver Parte I acordo TRIPS e a influencia norte-americana. 383
Os países latino-americanos assinaram as principais convenções internacionais em matéria de propriedade intelectual, principalmente os acordos da OMC (ADPIC), de 1º de janeiro de 1995, sobre os aspectos do direito de propriedade intelectual que dizem respeito ao comércio. A obrigação de estar em conformidade com as legislações internas está mais ou menos completa segundo os países (em 1995, para a Argentina ; em 1996, para o Brasil). No Chile, a transposição dos acordos ADPIC atrasou com relação ao que estava previsto. Inicialmente, não politicamente prioritário, em seguida, sujeito ao lobbying por parte de alguns setores industriais (sobretudo, o setor farmacêutico, pois não existe patente específica para os produtos farmacêuticos, e o setor de produtos de luxo, que reivindica o reconhecimento do estatuto notório de marca), o projeto de lei ficou sob análise em instâncias legislativas durante mais de quatro anos, após a data prevista de implantação. Por fim, as modificações que deveriam ser feitas na lei de propriedade intelectual nº 19.039 foram aprovadas pelo Parlamento e pelo Senado no final de novembro de 2004. Apesar das promessas, a Bolívia está em atraso na transposição dos ADPIC, sendo necessário constatar a fraca vontade de fortalecer seu sistema de proteção da propriedade intelectual. O projeto de lei de fevereiro de 2001, que permitia alinhar a legislação boliviana aos ADPIC, não foi ainda analisado pelo Congresso.
384
Ver VANDERAA, Heloise. Proteção da propriedade intelectual: Implicação econômica no centro das preocupações dos países da América Latina. Revista do Programa de Mestrado em Direito do UniCEUB, Brasília, v. 2, n. 1, p. 334-344, jan./jun. 2005.
matéria e, particularmente, em matéria de luta contra a falsificação. Pressionados pelos países industrializados, os países da América Latina uniram- se no combate contra a pirataria, uma das exigências fundamentais em termos de proteção da propriedade intelectual para o desenvolvimento dos investimentos empresariais. De acordo com a vontade dos países industrializados de fortalecer a proteção da propriedade intelectual no plano internacional, os países em desenvolvimento, na primeira fila, o Brasil, consideram que essa proteção deva ser orientada no sentido de favorecer seu desenvolvimento. 385“.
Mesmo quando transpõem para as suas legislações internas as normas internacionais em matéria de propriedade intelectual, os países da América Latina têm dificuldades em aplicá-las dadas às retaliações dos países desenvolvidos. Exemplo de tal dificuldade encontra o setor farmacêutico uma vez que a legislação brasileira não possibilitou a proteção das patentes dos laboratórios farmacêuticos.
Até mesmo na transposição para a legislação brasileira, em 1996, do mais importante acordo elaborado pela OMC, o acordo TRIPS, houve dificuldade para o Brasil. Enquanto os textos correspondem aos critérios internacionais, o Brasil sofre da má aplicação dos dispositivos e das sanções existentes, tornando a proteção efetiva da propriedade intelectual muito frágil. Ameaçado nos últimos tempos por sanções econômicas norte-americanas e pressionadas pelos países desenvolvidos, o Brasil tenta dar prova de mais rigor diante dos graves problemas da defesa dos direitos de propriedade intelectual em seu próprio território.
Durante as negociações dos acordos de livre comércio, os países da América Latina, especialmente o Brasil, recusam qualquer comprometimento que vá além dos já acordados no âmbito dos TRIPS, ou dos acordos concluídos anteriormente pelos EUA. Em razão da difícil implantação dos dispositivos internacionais, o tema da
385
VANDERAA, Heloise. Proteção da propriedade intelectual: Implicação econômica no centro das preocupações dos países da América Latina. Doc.cit.
propriedade intelectual faz parte dos assuntos centrais e controvertidos dos acordos de livre comércio em discussão entre países da América Latina e países desenvolvidos386.
Sempre em conformidade com os convênios internacionais, os países latino-americanos desejam ampliar o sistema internacional de proteção da propriedade intelectual. O Brasil apresentou, em 28 de setembro de 2004, conjuntamente com a Argentina e com o apoio de vários países (Bolívia, Cuba, Equador, Irã, Quênia e Venezuela), uma proposta a OMPI de modificação do modo de ação da Organização, acusada de favorecer indevidamente os detentores de patentes e os países desenvolvidos. Aos olhos do Brasil, o nível de desenvolvimento do país deveria ser levado em conta quando se tratasse de exigir a proteção da propriedade intelectual, sabendo-se que um país em desenvolvimento não poder adotar as mesmas medidas de proteção que um país desenvolvido 387.
Esse grupo de países em desenvolvimento propõe a adoção de medidas a fim de que, em todos os países, os custos da proteção não prevaleçam sobre as vantagens; a preservação das cláusulas de interesse público e as flexibilidades previstas nas legislações nacionais de muitos países em desenvolvimento; e, no que diz respeito à transferência de tecnologia, levar em conta que os países em desenvolvimento que aceitaram obrigações mais penosas em matéria de propriedade intelectual carecem de infra-estrutura e de capacidade institucional para absorver essa tecnologia, pois o fortalecimento das normas de proteção da propriedade intelectual não permite estimular a transferência de tecnologia pelo investimento estrangeiro direto e pela concessão de licenças.
Em conseqüência, foi sugerida a criação de novo órgão subsidiário na OMPI encarregado de analisar as medidas a serem adotadas no âmbito do sistema de propriedade intelectual, a fim de garantir a transferência de tecnologia efetiva em proveito dos países em desenvolvimento. Os EUA reagiram vigorosamente a esta proposta, declarando que não viam como a frágil proteção dos direitos de propriedade intelectual poderia aumentar a competitividade e fomentar maior desenvolvimento
386
VANDERAA, Heloise. Proteção da propriedade intelectual: Implicação econômica no centro das preocupações dos países da América Latina. Doc.cit, p. 341.
387
tecnológico388. O interesse norte-americano é o de garantir a seus inventores, o retorno dos gastos de pesquisa tecnológica. Como bem ensina BARBOSA:
“Havendo patente, a confidencialidade de tais dados é necessária aos titulares de invenções protegidas para coibir a pesquisa alternativa (pois implica, para os demais possíveis produtores, em refazer os testes) e retardar ou tornar mais caro o acesso ao mercado após a extinção do privilégio. No entanto, é claro o interesse público na entrada no mercado de produtores alternativos, uma vez amortizados os gastos de pesquisa tecnológica.389”
O crescente papel do conhecimento e de investimentos na sua acumulação se evidencia quando se analisam setores estratégicos e intensivos em informação como biotecnologia, software e microeletrônica. A importação de conhecimento e tecnologia tem um papel importante para os países em desenvolvimento, contudo, para que sejam bem sucedidos na captação e uso das invenções, a capacitação se torna um pré-requisito à importação de tecnologia para que se possa ter conhecimento suficiente para focalizar a busca de tecnologia mais adequada. Do contrário, o processo de busca tecnológica se torna muito mais oneroso e passível de fracasso que o necessário.
Ante o exposto, evidencia-se a influência do poder econômico e político na elaboração de normas de economias emergentes como o Brasil. Contudo, cabe ao Brasil incrementar a capacitação de seus pesquisadores de forma a estimular a busca tecnológica e seu parque industrial.
7.2.2 O Comércio Internacional, as Patentes e o desenvolvimento econômico