5. MARMARA BÖLGESİ’NİN TOMOGRAFİK TERS ÇÖZÜMÜ
5.4 Tomografik Ters Çözüm
4,2% 23,0% 27,2% 45,6% Sudeste Sul Norte-Nordeste Centro-Oeste
Elaboração: Cleps, G. D. G., out./2004. Fonte: SUPERHIPER, n.342, 2004, p. 62.
Com relação à localização das principais lojas das redes, o Quadro 4 oferece importantes informações. A concentração das principais empresas do auto-serviço dá-se nos estados da região Sudeste. Somente o Grupo Bompreço, devido a sua história e sede, restringia sua atuação aos estados nordestinos. O mesmo pode-se afirmar com relação à Cia Zaffari, com sede no Rio Grande do Sul. Por outro lado, entre as dez maiores empresas relacionadas, seis delas atuavam em São Paulo (Pão de Açúcar, Carrefour, Sonae, Wal-
Mart, Sé e a Cooperativa de Consumo.); quatro, no Rio de Janeiro (Pão de Açúcar, Carrefour, Sendas e Wal-Mart); três, em Minas Gerais (Carrefour, Sendas e o Sé); e
apenas uma, no Espírito Santo, o Carrefour.
A constituição de grandes redes no setor de distribuição, conjugada às possibilidades dadas pelas novas formas de organização e pela tecnologia, proporcionaram às empresas de distribuição um maior poder de negociação junto aos fornecedores que, por sua vez, necessitam cada vez mais dos distribuidores para que seus produtos sejam consumidos em grande escala. Uma das principais mudanças observadas no relacionamento entre distribuidores e fornecedores é a realização de parcerias e os contratos em longo prazo. A parceria inclui a reposição de produtos com empregados da própria indústria, a troca de informações para o lançamento de novos produtos ou para promoções, o monitoramento do nível de estoques, acordos para a fabricação de produtos destinados às marcas do distribuidor, entre outros.
QUADRO 4
Localização das Principais Redes de Hipermercados que Atuam no Brasil, por Estados – em 2004.15
EMPRESAS LOCALIZAÇÃO
COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO (DBD)
Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
CARREFOUR
Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.
BOMPREÇO*
Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
SONAE Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, e São Paulo. CASA SENDAS Minas Gerais e Rio de Janeiro.
WAL-MART Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. JERÓNIMO MARTINS – SÉ
SUPERMERCADOS**
São Paulo e Minas Gerais. CIA ZAFFARI Rio Grande do Sul. G. BARBOSA Bahia e Sergipe
COOP São Paulo
* Empresa adquirida pelo Grupo Wal-Mart, em 2004;
** Empresa adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar, em 2003. Elaboração: Cleps, G. D. G., set./ 2004.
Fonte: SUPERHIPER (vários números).
No cadastramento dos fornecedores, além do preço, da qualidade dos produtos e da pontualidade da entrega, são exigidos descontos para lançamentos, promoções, vendas em datas especiais, inaugurações de lojas, etc. O lançamento de produtos com marca própria constitui uma das estratégias mais utilizadas pelas empresas. O conhecimento dos hábitos de consumo e a coordenação das atividades, através da logística, permitem às empresas lançarem marcas próprias possibilitando o aumento da concorrência. Atualmente quase todos os hipermercados possuem marcas próprias e cartões de fidelidades. Tal prática ajuda a fortalecer a imagem da loja, completar a linha de produtos e cativar os consumidores. Dos produtos de marca própria, 55% são de mercearia, 19% são de bazar, 14% são de higiene e saúde e 12% são de limpeza. Destacam-se nessa atividade o
Atacadista Makro (com a marca Aro), os Hipermercados Carrefour e Pão de Açúcar, entre
outros. (Pesquisa de campo realizada em jun./2004)
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Um importante fator que tem impulsionado à concorrência é a diferenciação na oferta de serviços. O Carrefour, por exemplo, está introduzindo o selo de qualidade na avaliação de dez produtos e em todos os perecíveis. Esse selo é condição para que o produto possa ser vendido em todas as lojas do grupo, inclusive em outros países. Já o Pão
de Açúcar, através de visitas às fazendas de criação e do controle de qualidade, avalia a
linha de carnes e dos seus derivados. Em trinta lojas do grupo a carne vendida é controlada desde a criação até o abate, recebendo um certificado de qualidade da FUNDEPEC (Fundação de Desenvolvimento da Pecuária de Corte). (Pesquisa de Campo, nov./2004)
Importante tendência dos hipermercados na atualidade é a substituição das grandes lojas, com mais de 15 mil m2 de áreas de vendas, pelas lojas compactas, que vão de cinco mil a 6,5 mil m2. Isso se deve ao fato da escassez e do encarecimento de grandes terrenos e da diminuição dos lucros. Nas décadas de 1970 e 1980 um hipermercado faturava duzentos milhões de dólares anuais. Uma grande rede de hipermercados como, por exemplo, o
Grupo Pão de Açúcar, com 497, fatura anualmente cerca de R$ 12,7 bilhões.
Segundo a Associação Mineira de Supermercados (AMIS, 2003), os hipermercados compactos possuem um mix de cinqüenta mil produtos. Número não muito menor do que os setenta mil de um hipermercado convencional. Com o novo modelo, as redes poderão inserir-se em outras regiões com investimentos menores, permitindo acelerar a expansão de suas lojas. Os hipermercados que estão investindo neste novo modelo de loja são: o Extra, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, e o Carrefour.
No decorrer dos anos, tendo em vista um cenário de crescente acirramento da competição no setor, as grandes empresas de hipermercados continuam a dedicar-se ao desenvolvimento do processo de consolidação e modernização. Tendo como objetivo ampliar ou manter sua participação no mercado, as grandes empresas estão buscando reduzir custos e aumentar sua eficiência e produtividade. Para atingir tais metas elas estão construindo novos pontos de vendas e/ou optando pela aquisição de outras redes.
Nos últimos anos, esse processo de concentração tem aumentado visto que, em 1997 as cinco grandes redes varejistas (Pão de Açúcar, Carrefour, Sonae, Bompreço/Ahold
e Sendas) detinham 27% das vendas. Em 2001 elas já concentravam 39% das vendas. Esse
aumento pode ser explicado, em parte, pelo processo de internacionalização do setor e o posterior processo de aquisição de outras redes.
Os dados da Tabela 2 revelam que, entre as dez maiores empresas classificadas no ranking geral da ABRAS de 2003, apenas cinco possuíam capital inteiramente brasileiro
(Sendas – RJ, Cia. Zaffari – RS, G. Barbosa – SÉ, Coop. Cooperativa de Consumo – SP, e
Irmãos Bretas – MG), o que evidencia o aprofundamento da internacionalização do setor
desde 1995.
A tabela informa ainda que, no ano de 2003, 37,6% do faturamento total do setor estava concentrado entre as cinco maiores redes de capital internacional que atuavam no Brasil (Carrefour, Cia. Brasileira de Distribuição, Bompreço, Sonae e Wal-Mart). Enquanto apenas 6,8% do faturamento correspondia, portanto, às empresas de capital brasileiro classificadas entre as dez maiores do setor.
As grandes empresas estão investindo não só na aquisição de grandes redes, como também no seguimento de supermercados. Trabalhando com bandeiras variadas elas pretendem atingir públicos e classes de consumidores diferentes (A, B e C) e em diversas regiões do país. Buscando expandir a área de atuação, algumas das grandes empresas estão desenvolvendo várias e importantes estratégias para serem utilizadas nos próximos anos. Entre elas podemos destacar: o Grupo Carrefour que pretende aumentar o número de lojas em formato de vizinhança, além de investir em postos de combustível com a bandeira
Carrefour; o Grupo Pão de Açúcar que iniciou a construção de um megacentro de
distribuição na Grande São Paulo e pretende ampliar suas vendas on-line, para isso criou um projeto denominado de Pd@net, que possibilita o fechamento de negócios entre a rede e seus fornecedores; o Grupo Sonae que pretende firmar suas marcas regionais e a bandeira
Big nos hipermercados e planeja, ainda, investir em São Paulo com a aquisição de novos
estabelecimentos para fidelizar o consumidor e padronizar as lojas; O Sendas que tem planos de expandir suas lojas pelo estado do Rio de Janeiro, na região dos Lagos; a Rede
Wal-Mart que, com a construção de lojas próprias, pretende ampliar sua atuação nos
grandes centros, como o Rio de Janeiro. 16
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TABELA 2
Classificação das Dez Maiores Empresas do Setor de Auto-Serviço que Atuam no Brasil – 2004.
Posição UF Cidade-Sede EMPRESA Nº
Lojas Origem do Capital Faturamento em % 1 SP São Paulo Companhia Brasileira de Distribuição 497 Brasileiro e Francês 14,6 % 2 SP São Paulo Carrefour Comércio e
Indústria Ltda. 329 Francês 12,6 %
3 RS Porto Alegre
Sonae Distribuição Brasil
S/A 148 Português 4,2 %
4 PE Recife
Bompreço S/A
Supermercados do Nordeste 118 Holandês 4,0 %
5 RJ
São João de
Meriti Sendas S/A 76 Brasileiro 2,6 %
6 SP Osasco Wal-Mart Brasil Ltda. 25 Americano 2,2 % 7 RS Porto Alegre Cia. Zaffari Com. E Ind. 26 Brasileiro 1,3 %
8 SP Santo André Coop. Coop. De Consumo 21 Brasileiro 1,0 %
9 SE
Nossa Sra.
Do Socorro G. Barbosa Comercial Ltda. 32 Brasileiro 1,0 %
10 MG Contagem Irmãos Bretas, Filhos e Cia. 40 Brasileiro 0,9 %
Elaboração: Cleps, G. D. G., out./2004. Fonte: SUPERHIPER, n. 342, 2004, p. 34.
Além dessas pretensões, as grandes redes de hipermercados estão desenvolvendo importantes estratégias para consolidar seu crescimento e domínio. Tais estratégias vão desde o aumento nos investimentos no marketing das lojas e nos produtos de marca própria, à criação de cartões de fidelidade, na busca de preços competitivos, em pressões sobre as indústrias e fornecedores – a exemplo da cobrança de taxas sobre gôndolas e exposições de produtos, na doação de “enxovais”, entre outras. O “enxoval” constitui-se na doação de produtos para as novas lojas que estão sendo instaladas, ou seja, se a indústria desejar vender na nova loja ela deve “presenteá-la” com produtos para a sua inauguração.
A cobrança de taxas pelo uso de gôndolas e por produtos colocados em destaque nas lojas, tem sido prática normal entre os hipermercados e chegam a representar, em termos de lucros, mais do que a própria venda dos produtos. O próprio sistema delivery, entrega de produtos em domicílios abandonado em outras épocas, vem sendo utilizado pelos hipermercados para competir com os supermercados de vizinhança. Esse sistema tem aumentado significativamente as vendas. Só para ilustrar, em 2001 as vendas com entrega
em casa representavam 1,6% das vendas; em 2002, a 1,8% e, em 2003, chegou a 1,9%. (SUPERHIPER, 2004, p. 26) Devido a estas estratégias adotadas pelas grandes redes, a indústria se vê acuada, sem poder de reação, o que dificulta a relação entre fornecedores e grandes varejistas. Esse embate tem prejudicado a implantação do ECR (Resposta Eficiente do Consumidor), que se constitui como um conjunto de ferramentas de gestão entre a indústria e o varejo, possibilitando a eliminação de ineficiências na cadeia produtiva. Porém, tal processo só pode ser viabilizado se existir transparência de informações entre fornecedor e varejista. Visando diminuir a dependência em relação às grandes redes, as indústrias passaram a investir na venda direta aos pequenos e médios varejistas.
Com relação à distribuição espacial das maiores redes, pode-se observar que elas estão concentradas na região Sudeste, predominantemente em São Paulo. Das dez maiores redes do auto-serviço que atuam no Brasil, sete possuem sua sede no estado de São Paulo, duas em Minas Gerais e uma no Rio de Janeiro, o que, mais uma vez, vem demonstrar a importância da Região Metropolitana de São Paulo para o setor em análise, conforme quadro seguinte.
QUADRO 5
Classificação das Dez Maiores Empresas do Setor de Auto-Serviço Localizadas na Região Sudeste – 2003. Classificação na Região Classificação Geral Cidade-Sede Empresa
1 1 São Paulo – SP Companhia Brasileira de Distribuição 2 2 São Paulo – SP Carrefour Comércio e Indústria Ltda. 3 5 S. João de Meriti – RJ Sendas S/A
4 6 Osasco – SP Wal-Mart Brasil Ltda. 5 8 Santo André – SP Coop Cooperativa de Consumo 6 10 Contagem – MG Irmãos Bretãs, Filhos e Cia. 7 11 Belo Horizonte – MG DMA Distribuidora S/A 8 14 São Paulo – SP Sonda Super. Exp. e Importação Ltda. 9 19 São Paulo – SP D’Avó Supermercados Ltda. 10 20 Sertãozinho – SP Savegnago Supermercados Ltda.
Elaboração: Cleps, G. D. G., out./2004. Fonte: SUPERHIPER, n. 342, 2004, p. 34.
Estabelecidas às margens das principais rodovias regionais, essas lojas estão localizadas no eixo Rio – São Paulo – Belo Horizonte, região de maior concentração populacional e poder aquisitivo do país. Como metrópole global a Região Metropolitana de São Paulo concentra o maior número de estabelecimento do setor supermercadista e hipermercadista brasileiro.
De acordo com a ABRAS, das quinhentas empresas analisadas em 2003, o estado de São Paulo concentrava 1.253 lojas de auto-serviço (29,68% do total). Delas, 110 eram hipermercados (8,7%), localizados principalmente na RMSP (cerca de 1,69% deles). No interior do estado, os hipermercados estão localizados nos municípios com mais de 100 mil habitantes, com exceção da cidade de Itatiba que conta com uma unidade do Extra
Hipermercados, do Grupo Pão de Açúcar. Esses números, mais do que uma simples
estatística, evidenciam a forte concentração espacial existente no setor. A Tabela 3 ilustra estas informações.
O maior número de lojas do setor de auto-serviço está concentrado no Sudeste que, além de possuir o melhor poder de consumo do país, detém também um maior número de grupos atuando. Assim, essa é a região em que o faturamento do setor é maior. Segundo a ABRAS (2003), em 2002 existiam na região sudeste 1.843 lojas as quais tiveram um faturamento total de 8,9 bilhões de dólares. A análise da tabela revela que os estados que apresentavam o maior número de lojas (das 500 empresas classificadas pela ABRAS em 2003), são os que possuem o maior mercado consumidor, considerados como os mais populosos do país. Outro fato a ser mencionado diz respeito ao poder aquisitivo. Conforme podemos observar, os cinco estados que concentram o maior número de lojas são: São Paulo com 1.253 (29,68%); Rio Grande do Sul com 579 (13,72%); Bahia com 535 (12,67%); Minas Gerais com 321 (7,60%); e Paraná com 303 lojas (7,18%). Logo após vem o estado do Rio de Janeiro com 269 lojas (6,37%).
Prosseguindo a análise sobre a concentração espacial das grandes redes na região Sudeste, cabe observarmos algumas particularidades sobre Minas Gerais. Conforme demonstra o Quadro 6, que apresenta as dez maiores empresas do ramo com sede no estado, cinco delas estão sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O que, mais uma vez, vem demonstrar o interesse das redes nas grandes aglomerações urbanas.
TABELA 3
Brasil: Localização e Número de Lojas do Auto-Serviço por Estados – 2004.*
CLASSIFICAÇÃO ESTADO NÚMERO DE
LOJAS
% SOBRE O