2.8. Ordu İle İlgili Tespit ve Önerileri
3.13.1. Ticaret Hayatına Dair Tespitleri
3.1.3.2. Ticarî Hayata Dair Önerileri
Como já adiantamos, neste tópico, iremos nos deter mais na classificação de Canotilho, já que bastante citada pela doutrina, mas queremos mencionar também outras classificações, pois as consideramos muito elucidativas e didáticas. Por outro lado, concluímos que não é possível fazer uma sobreposição entre essas classificações, pois, mesmo com algumas similaridades, cada uma segue um critério próprio.
1.6.4.1 A classificação de Canotilho
Essa tipologia é a base eleita por Canotilho (2002, p. 1.150) para delimitar o tema dos princípios jurídicos, dentro dos quadros do Direito Constitucional. Para ele, os princípios constitucionais podem ser divididos em princípios jurídicos fundamentais, princípios políticos constitucionalmente conformadores, princípios constitucionais impositivos e princípios garantia. Em cada um deles, podem ser encontrados subprincípios, que não citaremos para não perdermos a objetividade deste trabalho, e não porque eles seriam menos importantes.
a) Princípios jurídicos fundamentais
Consideram-se princípios jurídicos fundamentais os princípios
historicamente objectivados e progressivamente introduzidos na consciência jurídica e que encontram uma recepção expressa ou implícita no texto constitucional. Pertencem à ordem jurídica positiva
e constituem um importante fundamento para a interpretação, integração, conhecimento e aplicação do direito positivo (CANOTILHO, 2002, p. 1.151, apenas o último grifo é nosso).
Em tal categoria, cita os princípios da proibição do excesso de poder; da publicidade dos atos jurídicos; da exigibilidade, adequação e proporcionalidade dos atos dos poderes públicos em relação aos fins que eles prosseguem (“justa medida”); e do acesso aos tribunais.
b) Princípios políticos constitucionalmente conformadores
Designam-se por princípios politicamente conformadores os
princípios constitucionais que explicitam as valorações políticas fundamentais do legislador constituinte. Nestes princípios se
condensam as opções políticas nucleares e se reflecte a ideologia inspiradora da constituição. Expressando as concepções políticas triunfantes ou dominantes numa assembléia constituinte, os princípios político-constitucionais são o cerne de uma constituição
política, não admirando que: (1) sejam reconhecidos como limites do
poder de revisão; (2) revelem os princípios mais directamente visados no caso de alteração profunda do regime político (idem, p. 1.152).
Como exemplo, apresenta os princípios
definidores da forma de Estado; da estrutura do Estado; os estruturantes do regime político e os caracterizadores da forma de governo.
c) Princípios constitucionais impositivos
Nos princípios constitucionais impositivos subsumem-se todos os
princípios que impõem aos órgãos do Estado, sobretudo ao legislador, a realização de fins e a execução de tarefas. São,
portanto, princípios dinâmicos, prospectivamente orientados (idem, p. 1.152-1.153).
Menciona, como exemplo, os princípios da independência nacional e da correção das desigualdades na distribuição de riqueza e do rendimento.
d) Princípios-garantia
Há outros princípios que visam instituir directa e imediatamente uma
garantia aos cidadãos. É-lhes atribuída uma densidade autêntica de
norma jurídica e uma força determinante, positiva e negativa. Refiram-se, a título de exemplo, o princípio de nullum crimen sine
lege e de nulla poena sine lege (cfr. art. 29.º), o princípio do juiz
natural (cfr. art. 32.º/7), os princípios de non bis in idem e in dúbio pro
reo (cfr. arts. 29.º/4, 32.º/2) - (Idem, p. 1.153).
1.6.4.2 Outras classificações
Sampaio Doria ensina que há três ordens de princípios constitucionais: os da estrutura, os das atribuições e os da liberdade individual.
Os princípios constitucionais da estrutura, também chamados de princípios estruturais, são os “que interessam de perto a physionomia geral do Estado” (DORIA, 1926, p. 19). Os das atribuições, denominados também princípios privativos, são aqueles “que definem as competências peculiares aos órgãos da soberania” (idem, ibidem). Já os princípios relativos à liberdade individual, também chamados de princípios liberais, são os “que amparam os direitos individuaes contra possíveis violências das autoridades publicas” (idem, p. 20).
Sérgio Sérvulo da Cunha (2003, p. 272) também propõe uma interessante classificação. É a que divide os princípios constitucionais, ou “princípios indutores de um sistema”, em princípios fundantes, estruturantes e estruturais.
Princípios fundantes são aqueles que refletem “condições de existência da Constituição”. São os princípios gerais do Direito, entre eles os “princípios da liberdade, da isonomia e da proporcionalidade, e os princípios técnicos concernentes à natureza da Constituição, como os princípios da supremacia e da rigidez” (CUNHA, 2003, p. 273).
Princípios estruturantes “são princípios que estabelecem e organizam a Constituição [...]. São princípios estruturantes, por exemplo, aqueles segundo os quais determinadas matérias são incluídas na Constituição, seja originária, seja derivadamente” (idem, ibidem).
Os princípios estruturais são também chamados de “princípios intencionais”. O autor cita entre eles “os princípios sociais, o princípio democrático, o princípio do pluralismo” (idem, p. 274).
Jorge Miranda, por sua vez, em classificação citada por Luiz Alberto David Araujo (2000, p. 88), divide os princípios constitucionais em princípios constitucionais substantivos, que podem ser axiológicos fundamentais e políticos constitucionais, e em princípios constitucionais instrumentais ou adjetivos.
José Afonso da Silva (2005), após resumir as categorias dos princípios constitucionais, também com base em CANOTILHO, passa a distinguir entre princípios fundamentais e princípios gerais do Direito Constitucional. Princípios fundamentais integram o Direito Constitucional positivo e
[...] contêm as decisões políticas fundamentais que o constituinte acolheu no documento constitucional. Os princípios gerais formam tema de uma teoria geral do Direito Constitucional, por envolver conceitos gerais, relações, objetos, que podem ter seu estudo destacado da dogmática jurídico-constitucional [...]. É certo, contudo, que tais princípios (os gerais) se cruzam, com freqüência, com os princípios fundamentais, na medida em que estes possam ser positivação daqueles (SILVA, 2005, p. 95).
José Afonso da Silva ressalta a relevância dos princípios fundamentais e por isso nos ocuparemos deles no próximo tópico. Antes, porém, vejamos como Luís Roberto Barroso (1996 apud ARAUJO; SERRANO, 2005, p. 69), classifica os princípios.
Para Barroso, há três ordens de princípios: os princípios fundamentais do Estado brasileiro, os princípios gerais e os princípios setoriais ou especiais. Entre os fundamentais, elenca o republicano, o federativo e o da separação de poderes, entre outros. Entre os princípios gerais, indica o da legalidade, o da isonomia, o do juiz natural, etc. E, finalmente, dentre os setoriais ou especiais, são colhidos os da Administração Pública, os da organização dos Poderes, os da tributação e orçamento, e outros.
Vejamos agora a respeito dos princípios fundamentais.