UŞAK TİCARET VE SANAYİ ODASINDA MÜŞTERİ BEKLENTİ VE ALGILAMALARINA İLİŞKİN BİR ARAŞTIRMA
3.1 UŞAK TİCARET VE SANAYİ ODAS
No sistema page flipping, também conhecido como frame-sequential, as imagens do olho esquerdo e direito vão se alternando, e não há uma mistura entre elas, nem para armazenamento. Os óculos eletrônicos também devem alternar-se em sincronia com a exibição das imagens, porém diferente dos métodos anteriores apresentados, a freqüência para o page flipping é o dobro da utilizada em interlace e
line-blanking. As imagens são mostradas numa taxa de 60 frames por segundo
(dobro do padrão NTSC) e devido a isso a freqüência adequada é de 120 Hz. Neste sistema evita-se o flickering. A imagem abaixo ilustra que não há campos misturados num mesmo frame, cada frame é uma imagem (seja à esquerda ou direita) completa.
Ilustração 139: Seqüência de imagens exemplificando o funcionamento do sistema page flipping. Fonte:
http://vis.eng.uci.edu/mediawiki/images/a/ab/Stereo_Introduction_Part1_Part2.pdf
Neste sistema o adaptador de vídeo pode rapidamente alternar entre os quadros, onde cada um contém campos inteiros (cada frame possui os dois campos compondo a mesma imagem). Esta alternância de imagens a essa velocidade exige uma placa de vídeo de alta performance.
Desvantagens: a placa de vídeo precisa suportar o modo page flipping pela
bios, ou então ter suporte com driver para poder usar esta tecnologia; a placa de
vídeo necessita ter memória suficiente para carregar as duas imagens ao mesmo tempo durante a exibição (o que é um problema para as placas de vídeo mais antigas); o monitor precisa suportar uma taxa de varredura (atualização da tela – em inglês refresh rate) de 120Hz (os monitores que suportam uma taxa destas, têm custo bem elevado).
Vantagens: os óculos são relativamente simples e neste sistema, diferentemente dos anteriores, não há perda de resolução vertical, ela é máxima, e devido a isso é o sistema com melhor efeito visual.
3. Sync-Doubling
Este sistema, também conhecido como Above-and-Below, ou Sub Field, utiliza-se um dispositivo externo entre o monitor e a placa de vídeo, para se conseguir sincronizar o sinal “dobrado” e obter o efeito estéreo em tela cheia.
A imagem que sai da placa de vídeo é exibida como vemos no exemplo abaixo. A imagem do olho esquerdo fica na parte de cima da imagem e a imagem do olho direito, na parte de baixo da imagem. No exemplo abaixo, a imagem está sendo visualizada sem estar com o sinal passando pelo dispositivo sincronizador.
Imagem Esquerda
Imagem Direita
Ilustração 140: Modelo de imagem composta, para exibição no sistema sync-doubling. Fonte:
http://www.iart3d.com/ENG/Products/3D%20Glasses/3D%20Glasses_Eng.htm
No sistema sync-doubling as imagens só serão expandidas e fundidas na hora da exibição. Após a placa de vídeo gerar o sinal de vídeo normal, o sistema externo (dispositivo) que adicionará um sinal extra de pulso para sincronismo vertical. O monitor então não verá a diferença do sinal de vídeo e exibirá a imagem em tela inteira, e não meia tela.
Desvantagens: resolução vertical cai pela metade; o hardware é relativamente complicado; o software precisa ser inteligente para manter a compatibilidade entre as interfaces gráficas existentes (como Windows, por exemplo).
Vantagens: software relativamente simples; não é necessário uma placa de vídeo de alta velocidade para ficar livre do flickering.
4. Line Blanking
O Line-Blanking assim como o Sync-Doubling, usa um hardware externo (circuito) para exibir imagens 3D para o LC Shutter Glasses. Ele foi projetado basicamente para aqueles que querem visualizar imagens do sistema entrelaçado em sistemas não-entrelaçado. Seu principio é simular um ambiente de visualização entrelaçado usando um hardware. Quando a placa de vídeo envia o campo par (ou impar) para o circuito, este irá mascarar os campos pares (ou impares) fazendo que seu tempo de duração dobre. Ou seja, se no tempo de duração de um frame, metade do tempo é para a exibição do campo par, e metade para a exibição do campo impar, agora cada campo terá a duração de um frame.
Portanto com este sistema pode-se ver uma imagem 3d (o tempo de duração para vermos a imagem direita e esquerda e compormos no nosso cérebro a imagem 3d) a cada dois frames, um para o olho esquerdo outro para o olho direito. Em outras palavras, ele irá reduzir a taxa de atualização da tela (varredura) pela metade para os shutter glasses. Desta forma, para se evitar flickering temos que dobrar a varredura de 60 para 120 Hz, para que os óculos vejam cada imagem em 1/60 avos de segundo, e não 1/30 (para ver a 30 quadros por segundo, e não 15 fps).
A imagem poderá ser visualizada num monitor progressive-scan e não apenas interlaced. A imagem abaixo ilustra como uma imagem entrelaçada seria exibida num equipamento não-entrelaçado, antes de se ativar o sistema Line
Blanking (os campos pares e ímpares seriam exibidos ao mesmo tempo durante
Ilustração 141: Imagem 3d interlaced visualizada num equipamento deinterlaced sem line blanking. Fonte:
http://www.iart3d.com/ENG/Products/3D%20Glasses/3D%20Glasses_Eng.htm
Desvantagens: resolução vertical cai pela metade, e o adaptador de
hardware é relativamente complicado.
Vantagens: relativamente fácil de implementar a tecnologia e utilizá-la; pode ser usado em placas de vídeo no modo interlaced.
5. Outras tecnologias
No Brasil o Prof. Dr. Hélio Augusto Godoy-De-Souza, é uma das poucas pessoas no meio acadêmico, que possui estudos voltados à produção fotográfica e audiovisual estereoscopia.
O pesquisador já desenvolveu alguns trabalhos e experimentos junto à UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e atualmente continua sua pesquisa na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul).
Entre os trabalhos desenvolvidos pelo professor Hélio, estão:
• Análise e testes de algumas técnicas de codificação de vídeos estereoscópicos (MPEG1 e MPEG2);
• Ensaios investigativos a respeito da estereoscopia digital em vídeo;
• Testes de sistemas de visualização;
• Criação de novo sistema de visualização e testes comparativos. Além do mérito por se engendrar num campo de pesquisa pouco explorado entre nós (numa área em que há carência de pesquisa), o Prof. Dr. Hélio Augusto
Godoy-De-Souza propôs um novo sistema interessante, que é o formato “Campo- Sequencial Anaglífico” (SOUZA, 2007c).
Neste sistema, que é uma adaptação do “Campo-Seqüencial” (Interlaced), visto na página 138 desta pesquisa, trabalha fazendo um tratamento anaglífico aos canais de vídeo (imagem esquerda e direita), antes de sua composição no sinal Entrelaçado. Ou seja, o sinal além de estar entrelaçado, também é anáglifo.
Abaixo, para melhor elucidação, temos imagens na seguinte seqüência: quadro de vídeo estereoscópico do tipo campo-sequencial; quadro de vídeo estereoscópico do tipo anaglífico campo-sequencial; e quadro de vídeo estereoscópico do tipo anáglífico comum (não entrelaçado).
Ilustração 142: Quadro de vídeo estereoscópico do tipo campo-sequencial. Fonte: http://hgodoy.sites.uol.com.br/EstereoUFSCar/FatorZ/VideoShutterGlass.htm
Ilustração 143: Quadro de vídeo estereoscópico do tipo anaglífico campo-sequencial. Fonte: http://hgodoy.sites.uol.com.br/EstereoUFSCar/FatorZ/VideoShutterGlass.htm
Ilustração 144: Quadro de vídeo estereoscópico do tipo anáglífico comum (não entrelaçado) . Fonte: http://hgodoy.sites.uol.com.br/EstereoUFSCar/FatorZ/VideoShutterGlass.htm
A vantagem deste sistema é por ser possível visualizar a imagem entrelaçada, sem óculos eletrônicos (shutter glasses), pois a imagem está num formato anáglifo. Além disso, os testes feitos pelo pesquisador mostraram que neste sistema a separação das cores de cada canal é muito mais eficiente do que no modo anaglífico comum - que se constitui de um vídeo em exibição sem entrelaçamento, onde ambas as imagens aparecem ao mesmo tempo, em todos os campos (fields) da imagem, sendo que cada uma com seu filtro de cor correspondente.
Em comparação feita pelo pesquisador, seus testes mostraram que a produção de um vídeo no sistema anaglífico entrelaçado, para codificação em MPEG2, usado em DVD´s, garante menos fantasmas (embora também apresente certa cintilação) do que os vídeos codificados como anaglíficos não-entrelaçados (SOUZA, 2007b).
Segundo sua pesquisa, os vídeos anaglíficos não-entrelaçados enfrentam problemas de ordem técnica em função dos métodos de compressão de dados utilizados na codificação dos arquivos de vídeo nos sistemas digitais. Os processos de compressão de dados podem degradar as relações de cores existentes nas imagens anaglíficas destruindo a estereoscopia dessas imagens. Ele percebeu que isso ocorre tanto no formato de vídeo “AVI ” (arquivo de vídeo do sistema Microsoft) como no formato “MPEG” (Motion Picture Expert Group), amplamente utilizados nos DVD´s. Devido a isso, acredita que o sistema anaglífico entrelaçado, não sofra tanta interferência dos codec´s de vídeo (SOUZA, 2007a).