BURSA’DA SAĞLIK TURİZMİNİN ELMAS MODELİ ANALİZİ
5.3. TERMAL TURİZM VERİ ANALİZİ
Para Arends, “a principal finalidade do ensino é ajudar os alunos a tornarem-se independentes e
autorregulados.” (Arends, 2008, p. 17).
Como temos vindo a ver, há já uma corrente de pensamento que defende e promove a utilização das TIC no processo de ensino/aprendizagem, incluindo no ensino da música e de um instrumento, pelos benefícios que traz, nomeadamente na promoção da independência dos alunos.
Os professores eficazes têm um repertório de práticas de ensino que estimulam a motivação dos alunos, melhoram os seus resultados na aprendizagem de competências básicas e contribuem para produzir um nível de compreensão mais elevado e alunos autorregulados. (Arends, 2008, p. 19).
Para tal acontecer, defendemos, tal como o autor afirma, a necessidade dos professores eficazes possuírem repertórios diversificados, que não estejam limitados a um conjunto restrito de práticas e que não haja a superioridade de um tipo de abordagem sobre o outro, tendo sempre em mente que a aprendizagem deve levar a que o aluno adquira a capacidade de encontrar o seu próprio caminho através do desenvolvimento das competências que lhe são intrínsecas, não criando nem constrangimentos nem estrangulamentos àquilo de que o aluno é capaz, criando espaço para o seu próprio desenvolvimento e ritmo de aprendizagem.
Tal como salienta Arends (2008, p. 288), as “competências – cognitivas e físicas – são os fundamentos com base nos quais se constroem aprendizagens mais elaboradas (incluindo o aprender a aprender)”, que é precisamente o caminho que leva à autonomia dos alunos, pois se queremos alunos com poder de independência e de autorregulação temos de ter bem presente que antes “de os alunos serem capazes de descobrir conceitos importantes, pensar de forma crítica, resolver ou escrever de forma criativa, têm primeiro de adquirir competências e informação básicas.”
Os alunos, principalmente quando iniciam o estudo de um instrumento, ou seja, quando estão no início da sua aprendizagem ainda não dominam as competências básicas, ao ponto de as
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conseguirem desempenhar de forma inconsciente, automática e precisa, nomeadamente se desempenharem tarefas ou atividades novas, que podem ser, como vimos, suscetíveis de criar níveis de stress ou de medo, pois por esta altura não dominam sequer, as suas competências de controlo. Esta premissa é extremamente importante principalmente quando se tratam de alunos que estão a iniciar um percurso no mundo da música e que têm mesmo de aprender toda uma linguagem e um conjunto de signos novos completamente desconhecidos, para além do instrumento que escolheram iniciar. Apenas com a experiência e o treino, é que os alunos vão adquirindo a capacidade de leitura e de resposta automática a situações novas, mas também àquelas que em teoria já dominam.
Mais uma vez salienta-se a importância de colocar à disposição tarefas que envolvam competências que os alunos já dominam, nomeadamente numa fase inicial, como é o mundo já conhecido oferecido pela tecnologia. Através da utilização das TIC aplicadas ao estudo do instrumento, podemos auxiliar e facilitar os alunos na sua aprendizagem de competências e informações básicas de estudo ao instrumento e que podem ser ensinadas de forma gradual e controlada até se tornarem automatizadas. É um tipo de ensino que vai ao encontro do denominado ensino ativo (Good, Grouws & Ebmeier, 1983), uma espécie de modelo de ensino de mestria (Hunter, 1982), de instrução explícita (Rosenshine & Stevens, 1986) e de modelo de instrução direta (Arends, 2008), que tentamos adaptar às nossas pretensões, visto que o modelo de instrução direta é um tipo de instrução muito virado para o desempenho e para a aquisição/ desenvolvimento de competências.
Assim, através do modelo proposto por Arends, e pelos princípios da aprendizagem social propostos por Bandura (1977) em conjunto com a utilização das novas tecnologias, como a forma mais eficaz para criarmos alunos cada vez mais independentes e autorregulados, acreditamos que conseguimos:
desenvolver estratégias motivantes e suscetíveis de captar a atenção e o interesse dos alunos, o que leva a que se interessem mais pela tarefa;
compreender e dividir as competências em componentes significativas;
analisar e ajustar a complexidade das tarefas definindo com alguma precisão, a natureza exata da competência específica ou da parte do conhecimento que se pretende transmitir e trabalhar antes de abarcar a sua totalidade;
adaptar a informação acerca do desempenho ao real desenvolvimento do aluno;
relacionar (e de encontro com o paradigma construtivista) novas competências com o conhecimento prévio e já adquirido dos alunos;
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auxiliar os alunos a centrarem-se mais no processo do que no resultado, facilitando o acesso à compreensão de eventuais técnicas incorretas, avaliando os seus próprios desempenhos;
intervir na memorização a longo prazo, que é essencial para se tocar um instrumento; influenciar uma atitude positiva perante a aprendizagem e a aquisição de novas competências;
motivar a reprodução de novos comportamentos e competências;
proporcionar uma prática guiada e orientada, de forma a que o aluno possa praticar de forma correta, apostando na qualidade mais do que na quantidade;
avaliar a compreensão e o domínio;
fornecer feedback imediato, especifico e significativo acerca da prática e do desempenho que se pretende ver cessado, corrigido ou reproduzido;
realizar demonstrações, incentivando a aprendizagem pela observação e imitação antes da reprodução individual;
proporcionar ao aluno ferramentas para uma prática independente, concedendo assim oportunidades de desempenhar sozinho competências recentemente adquiridas, prolongando o tempo da aprendizagem fomentando, assim, a sobreaprendizagem;
manter o aluno ativamente envolvido;
reproduzir individualmente a tarefa sem a presença do professor;
uma melhor gestão do tempo dedicado ao estudo do instrumento, quer durante as aulas, quer durante a prática individual.
Acreditamos desta feita que, através das TIC aplicadas ao estudo instrumental, torna-se mais fácil para o aluno aprender muitas das competências associadas à aprendizagem e ao desempenho artístico, abrindo um caminho mais rápido e eficaz para a sua automatização, pois na verdade, só através da automatização é que se dá o domínio total de uma competência e apenas assim, ela pode ser posta em prática de forma eficaz, nomeadamente em situações novas de aprendizagem, de treino ou que se apresentem como difíceis.
Embora, habitualmente o modelo de instrução direta esteja muito associada e centrada na figura do professor, e na unilateralidade do seu discurso, consideramos que este modelo em conjunto com outras modalidades e ferramentas incentivam, na verdade a independência dos alunos.
Admitimos também, que a partir das premissas expostas anteriormente, se pode evitar a constante repetição que muitas vezes leva ao aborrecimento e à monotonia, apostando-se na criação
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de tarefas e técnicas mais interessantes e criativas que não abalam com a motivação dos alunos, sendo que nesta aventura podemos sugerir o professor-criador, pois tem nas suas mãos instrumentos que facilitam a criação de novas e estimulantes formas de aprender um instrumento, sem deixar que isso afete a postura clássica, associada à aprendizagem de um instrumento musical.
Tal como salienta Rodrigues,
A flexibilização beneficia a construção de caminhos conducentes à obtenção de competências diversificadas produzidas e desenvolvidas tanto ao nível de competências cognitivas, como pessoais e sociais, designadamente, através de métodos participativos que posicionem os alunos no centro do processo de ensino-aprendizagem e fomentem a sua autonomia, preconizado pelas pedagogias construtivistas. (Rodrigues, n.d., pp. 1678-1679).