BURSA’DA SAĞLIK TURİZMİNİN ELMAS MODELİ ANALİZİ
5.2. SAĞLIK TURİZMİ VERİ ANALİZİ
Como temos vindo a expor ao longo do trabalho, as TIC aplicadas ao estudo do instrumento pode ter um impacto positivo e benéfico quando aplicado ao trabalho dos alunos, em contexto de aula com o professor, em contexto individual, em trabalho colaborativo e ou até como forma de inovar em contexto performativo e melhorar possíveis medos associados à exposição pública.
Acreditamos pela nossa experiência adquirida e desenvolvida, ao longo dos anos de docência, através do trabalho realizado com os alunos, que a introdução de ferramentas tecnológicas associadas ao estudo do instrumento pode, quando bem utilizada e tendo como objetivo específico a diminuição do medo sentido em apresentações públicas e em contextos performativo, ser uma ferramenta valiosa no combate à ansiedade performativa e medo do palco, quer pela simulação do contexto, quer pela repetição de padrões cuja dificuldade não esteja ainda dominada pelo aluno.
Antes de apresentarmos os nossos argumentos, gostaríamos de apresentar, ainda que de forma sintética, já que este não é o objetivo do nosso trabalho, os sintomas comummente associados ao medo e à ansiedade:
A importância das novas tecnologias áudio como forma de promover a autonomia no estudo do Oboé
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1. Sintomas psicológicos
Durante apresentações públicas (provas, concertos, audições), há alunos cuja resiliência psicológica diminui e isso traduz-se, entre outros sintomas, no aumento do ritmo cardíaco, em palpitações, em hiperventilação, boca seca, suores e tonturas. Valentine (2002, p. 160 cit. in Williamon, 2011, p. 11) afirma que há uma espécie de resposta de fuga associada a um estádio primitivo relacionada com a sobrevivência dos nossos antepassados, que pode ser extremamente prejudicial para os músicos, que requerem uma enorme destreza e um enorme controlo da musculatura fina para serem capazes de tocar os seus instrumentos. Este medo, reflexo de experiências passadas poderá condicionar experiências presentes e futuras e ter um impacto negativo sobre a atenção dos alunos.
2. Os sintomas comportamentais
Neste aspeto, os comportamentos podem traduzir-se em tremores, rigidez, nervosismo e expressões de pânico, que podem ser transmitidos ou apreendidos pelos outros (a audiência) e até impossibilitar a performance.
3. Sintomas cognitivos ou mentais
Estes são sintomas relacionados com sentimentos subjetivos provocados por pensamentos negativos e por doses excessivas de ansiedade sobre a performance, que podem ter impactos negativos sobre a autoestima pela associação ao sucesso performativo. Este tipo de sintomas também se associam à falta de concentração e atenção e podem comprometer os recursos necessários para a performance, aumentando ainda mais a ansiedade e o medo da exposição.
Wilson (2002, cit. in Williamon, 2011, p. 11) elege três fatores potenciadores destes sintomas, que contribuem para uma perceção de ameaça e de ansiedade:
1. A denominada de ansiedade-traço, que se trata de uma predisposição natural do indivíduo em tornar-se ansioso, como resposta a situações potenciadoras de stress;
2. A dificuldade da tarefa, que está dependente da mestria e da preparação de cada indivíduo, pelo qual se torna essencial, o treino, o estudo e os ensaios, de forma a que a tarefa seja
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percecionada como atingível e simples. Desta feita, é imprescindível que a preparação e a exigência posta na tarefa escolhida estejam adequadas ao perfil do aluno;
3. O stress situacional que tem que ver com as circunstâncias e o ambiente onde é desempenhada a tarefa (Leglar, 1978; Abel & Larkin, 1990; Brotons, 1994, LeBlanc et al., 1997).
Tal como afirma Williamon (2011, p. 11), torna-se assim “razoável concluir que os músicos
podem empregar proveitosamente técnicas que reduzam o seu medo da performance.”13 Para além
das técnicas de relaxamento que auxiliam o aluno/músico a trabalhar o medo, acreditamos que também as TIC podem constituir-se como uma forma facilitadora de trabalhar a ansiedade e o medo.
O mesmo autor alerta porém que apesar da “natureza debilitante do comportamento fisiológico e dos sintomas cognitivos da ansiedade, os performers devem ter em conta que a sua estimulação pode, na verdade, beneficiar a performance.”14 (Williamon, 2011, p. 12), pelo facto, de potenciar o aumento das aptidões, enquanto que níveis fracos de ansiedade poderem dar origem a performances fracas. É necessário assim, o professor surgir como um agente que consiga aumentar a espontaneidade do aluno, bem como, encorajar novas visões musicais recorrendo a ferramentas tecnológicas, através das quais os alunos possam treinar de forma mais autónoma e independente, de forma a que consigam ultrapassar cumulativamente ou não os três fatores potenciadores dos níveis de ansiedade, referidos anteriormente.
Sendo que a maioria das técnicas de relaxamento está indicada para alunos do ensino superior ou músicos profissionais, parece-nos que para alunos mais novos e dos primeiros graus, como é o caso, seria extremamente benéfico recorrer a um mundo que os alunos tão bem conhecem e no qual se movimentam sem problemas.
Acreditamos que com utilização deste mundo em conjunto com as competências musicais bem avaliadas dos alunos pode oferecer “um caminho claro para o músico acentuar as forças e eliminar as fraquezas, bem como, ganhar um maior controlo sobre a modelagem e o desenvolvimento de uma persona musical única.” (Williamon, 2011, p. 13).15. Naturalmente, não partimos do princípio que todas as técnicas ou estratégias adotadas que tenham que ver com o mundo da tecnologia possam vir a ser totalmente eficazes relativamente ao trabalho com a ansiedade e o medo, pois há
13 “Therefore, it is reasonable to conclude that musicians can profitably employ techniques to reduce their fear of
performance.”
14 “Despite of the debilitating nature of physiological behaviour and cognitive symptoms of anxiety, performers
should be aware that arousal can, in fact, benefit performance.”
15 “a clear path for the musicians to accentuate strengths and eliminate weakness, as well as to gain greater control
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indubitavelmente preferências individuais e contextos situacionais muito específicos que despoletam reações nos alunos que nós, como professores, não conseguimos nem podemos controlar. Todavia, é essencial que haja uma abertura de espírito por parte dos professores e até dos alunos, para experimentar determinadas técnicas e atividades.