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Temel Mali Tablolara İlişkin Açıklamalar

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3.1.2. Temel Mali Tablolara İlişkin Açıklamalar

A proposta da miniaula foi feita pelo grupo dos colaboradores. Cinco professores se dispuseram a preparar uma aula de 30 minutos e desenvolvê-la no locus de pesquisa. Assim, pretendeu-se ensejar um ambiente de debate sobre a condução e mobilização dos assuntos das suas áreas específicas, focando os elementos da organização, dinâmica e planejamento da aula. As etapas das mini- aulas foram as seguintes:

1ª etapa - Discussão do tempo de realização, da organização da aula e o objetivo da experiência.

2ª etapa - elaboração de um plano de aula com orientação da autora (encontros individuais e não presenciais para a preparação).

3ª etapa - A realização da aula.

4ª etapa - Análise e reflexão coletiva da experiência.

Após a realização das aulas, o grupo discutiu sobre os elementos apresentados, como a menção a filmes; uma boa fluência verbal; boa postura; segurança no conteúdo; gestão de sala; diferentes autores evidenciando o ano e contexto da obra; valorização dos clássicos pertinentes ao conteúdo, valorização da escrita como meio de “atrair” a atenção do aluno, utilização de resumo como recurso didático, registro de tópicos da aula de acordo com as explicações

Muitos colaboradores identificaram-se com o estilo do docente, compartilhando que gostam de fazer o resumo com base nos tópicos abordados. Um colaborador questionou o cuidado que o professor deve ter de não ficar passando na frente do projetor. Disse que aprendeu isso em um curso de formação de professores.

Acrescentou outro professor:

[...] o aluno não aprende apenas em sala de aula. Uso o resumo como recurso para o aprendizado de maneira diferente- o aluno é que faz o seu próprio resumo (DC6).

Continua sua fala, ao evidenciar a importância de levar o aluno a raciocinar, levantando questões e relacionando o conteúdo à realidade, ao cotidiano do campo de trabalho. Afirmou ainda; “eu sempre faço perguntas além do resumo”. O compartilhamento de um método foi socializado: “uso revistas e artigos como apoio e reforço ao conteúdo. Posteriormente, peço os comentários dos alunos” (DC6).

Foram identificadas características nas miniaulas vivenciadas pelo grupo de colaboradores, tais como: boa postura, fluência verbal, segurança no conteúdo apresentado; a importância de anotar os tópicos a serem abordados; apresentação de nomes de autores em suas citações, o ritmo da fala, gestão de sala e interação dos alunos com o conteúdo. Um docente informou que elaborou a ementa da sua disciplina junto com os alunos: “na primeira aula busquei sondar as necessidades e dúvidas dos alunos para finalizar a ementa” (DC7).

Outro colega parabenizou e comentou: “Para aprender, o aluno precisa ver, ouvir e pegar” (DC2). Outro professor chamou a atenção para a consciência que precisa ter acerca das expressões que se passa quando se é abordado pelo aluno.

Depois das discussões sobre a dinâmica da sala de aula, bem como sua organização e mobilização dos saberes, os professores elaboraram um perfil do professor do ensino superior.

Estar bem informado não significa saber tudo, mas sim o que é necessário saber, conhecer as fontes de informação e utilizá-las como instrumento e com maestria. Significa saber resgatar a informação das fontes assim que desejar, no momento oportuno (DC1).

O professor deve ensinar a localizar, buscar, resgatar e processar a informação quando necessário for (DC5).

O aluno não pode ser mais avaliado com base na quantidade de informação que colocou na sua cabeça, decorando e repetindo as mesmas coisas, deve ser por meio da capacidade de interpretação da informação e na utilização quando preciso (DC3).

O professor vai precisar entender a personalidade de seus alunos, ajudá-los a serem criativos e desenvolver a capacidade ética, afetiva e de relacionamento de cada um (DC6).

Mudar os alunos de “procuradores” de emprego para “criadores” de empregos (DC4).

A conclusão do grupo de colaboradores volta-se para a docência do ensino superior como profissão, sendo que o professor deverá estar em contínuo aperfeiçoamento; desenvolvendo habilidades cognitivas voltadas à resolução de problemas, sabendo comunicar-se eficazmente e formando um conceito de seu trabalho, consciente de seus valores e normas, sempre fundamentado na ideia de educação.

A perspectiva de transformação da prática docente foi visível na instituição, expressas por meio das falas dos professores colaboradores no final do encontro.

Os encontros nos proporcionaram conhecimentos relevantes para a nossa vida profissional (DC1).

As discussões sobre a educação superior contribuíram muito para uma reflexão acerca do meu desempenho como professor, principalmente no que diz respeito ao relacionamento com os alunos no dia a dia (DC2). A troca de experiências em sala de aula foi muito rica, principalmente por ter mostrado que na maioria das vezes os professores apresentam fragilidades semelhantes e que enfrentam praticamente as mesmas dificuldades no relacionamento com os alunos (DC8).

Durante os encontros foi possível perceber que no processo de ensino- aprendizagem o desafio é constante, tornando-se estimulante para aqueles que têm paixão pela arte de aprender a ensinar e ensinar a aprender (DC4).

Os momentos de reflexão exerceram um ótimo aporte para nosso aperfeiçoamento como docente no que se refere aos desafios da nossa profissão (DC5).

Percebemos que algumas dificuldades enfrentadas são as mesmas de outros professores. Dessa forma, foi possível trocar grandes e enriquecedoras experiências (DC6).

Foi positivo o conhecimento da forma e da técnica, isto é, como relacionar a teoria, com a prática (DC7).

A chance de compartilhar experiências e trocar ideias com colegas de outras áreas e que, ainda assim, possuem dificuldades semelhantes (DC8).

Cecília, lembro-me do primeiro dia de um curso que fiz com você em outra instituição em 2005, quando fomos questionados sobre a profissão e respondi ser bancário. Era muito fácil para mim ser bancário.... Difícil mesmo foi ser professor. E passar isso, de maneira inequívoca, para o aluno , em especial, para as demais pessoas do meu convívio. Sobretudo para não me verem como alguém que passou à ocupação de professor apenas como “bico”. Pois bem, desde aquele curso, passei a exercitar a resposta “professor” em todas as oportunidades que pude. E passei a sentir- me mais feliz, pois acho agora muito mais bonito e respeitável ser professor, do que bancário (DC3).

E ainda os momentos de reflexão trouxeram a memória a minha trajetória e a alegria de compartilhar experiências (DC9). Agradeço ao grupo o aprendizado, apesar de muito jovem tive a abertura de ensinar e aprender (DC10).

Esta investigação por meio da metodologia colaborativa demonstrou reflexões das questões da profissão docente, reorientando de forma coletiva as práticas pedagógicas. A dimensão da reflexividade assumiu um significado na medida em que o ato de repensar da ação foi abordado por diferentes intervenções elaboradas pelos professores colaboradores, transformando-se assim em um debate analítico, dinâmico e interativo.

7 ELABORAÇÃO DA COMPETÊNCIA PROFISSIONAL: COMPREENSÃO DA

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