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Temel Koçluk Becerileri ve Koçluk Becerilerinin Geliştirilmesi 1 Beden Dil

İKİNCİ BÖLÜM KOÇLUK

2.3 Temel Koçluk Becerileri ve Koçluk Becerilerinin Geliştirilmesi 1 Beden Dil

A educação brasileira é um dos setores produtivos mais regulamentados pelo Governo Federal. Essa regulamentação está associada ao papel do Estado como agente regulador e co- responsável pela prestação de serviços educacionais (já que a oferta desses serviços também é facultada à iniciativa privada por autorização do poder público). O Estado Brasileiro, por meio dos poderes legislativo, judiciário e executivo, cada um em sua esfera de atuação, tem o papel de legislar, de julgar,de desenvolver e implementar políticas públicas para a educação superior. Ao desempenhar seu papel regulador, o Estado cria um sistema de normas e regras que determinam quem pode e quem não pode atuar no setor, a forma como cada agente deve atuar, suas responsabilidades, seus direitos, enfim, tudo o que se relaciona à atuação nesse setor produtivo e econômico.

Uma decorrência da regulamentação governamental para a educação superior é o estabelecimento de fronteiras no setor educacional e no processo de concorrência. Isso implica que as IESs tenham um espaço territorial de atuação em que os concorrentes não podem atuar. Essa regulamentação também impede que o fenômeno da globalização alcance o setor educacional, fazendo com que a concorrência internacional, presente em outros setores da economia, não exista entre as IESs.

A regulamentação da educação nacional está vinculada à estrutura da legislação educacional brasileira, que segue a hierarquia das normas jurídicas: a Constituição Federal e as Emendas Constitucionais, que constituem a legislação maior, seguidas da LDB e demais leis que a complementam, dos Decretos, das Portarias Ministeriais, das Resoluções e Pareceres da Câmara de Educação Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Antes, a legislação educacional brasileira apresentava-se fragmentada. Podia-se verificar um corte entre os ensinos fundamental e médio, à época chamados de primeiro e segundo graus, e a educação superior. Os ensinos de primeiro e segundo graus eram regulamentados pela Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e pela Lei n.º 5.692, de 11 de agosto de 1971, bem como por outros dispositivos legais. Já a educação superior era regulamentada pela Lei n.º

5.540, de 28 de novembro de 1968, e sua legislação complementar. Atualmente, toda a educação brasileira, que envolve a educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e a educação superior, encontra-se regulamentada por um único texto legal, a LDB, promulgada em 1996. De fato, a Lei n.º 9.394/96 configurou-se efetivamente apenas como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Nela não se encontram disposições indicativas de conteúdos estruturais e operacionais. Sua pretensão é oferecer apenas uma diretriz para que regulamentações de natureza estrutural e operacional se façam por meio de novas leis, decretos, resoluções e portarias.

Nesse sentido, a regulamentação da educação superior brasileira passa especificamente pela nova LDB, pelo Decreto n.º 3.860, de29 de julhode 2001, e pelas demais normas legais que organizam a estrutura operacional do sistema educacional segundo seis critérios fundamentais: (1) a finalidade da educação superior, (2) a categoria administrativa das IESs, (3) os tipos de IESs, (4) os níveis de cursos e de programas oferecidos, (5) as modalidades de ensino e (6) a natureza das atividades.

O primeiro critério refere-se às finalidades da educação, dentre as quais se destacam prioritariamente: (1) estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; (2) formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; (3) incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem no meio em que vive; (4) promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradasna instituição.

O segundo critério refere-se à categoria administrativa, segundo o qual as IESs se classificam como públicas, quando criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público; ou privadas, quando mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. As instituições públicas podem ser federais, estaduais ou municipais, enquanto as instituições privadas podem assumir as mais diversas formas de constituição de sociedades civis e comerciais, com e sem finalidade lucrativa. Ao se organizarem assim, as IESs brasileiras tornam-se um macrossistema composto por dois subsistemas independentes, autônomos, complementares e dissociados: a entidade mantenedora e a entidade mantida.

Nesse macrossistema, a entidade mantenedora que possui personalidade jurídica torna-se responsável pelo processo de credenciamento da IES no MEC, bem como por toda a capacidade instalada e pelos recursos (humanos, financeiros, materiais, tecnologia, entre outros) para que a entidade mantida possa desempenhar suas atividades de natureza acadêmica de forma autônoma e independente. Como o próprio nome já enfatiza, o papel da mantenedora é efetivamente ode manutenção da entidade mantida.

O terceiro critério refere-se aos tipos de IES. Quanto aos tipos, as IESs podem funcionar como universidades, centros universitários, faculdades integradas, faculdades, institutos ou escolas superiores e institutos superiores de educação de caráter profissional.

O quarto critério refere-se aos níveis de cursos e programas oferecidos, que abrangem os cursos seqüenciais por campo de saber, os cursos de graduação, os cursos de pós-graduação e os cursos de extensão.

O quinto critério refere-se às modalidades de ensino, que envolvem o tradicional ensino presencial, o ensino semipresencial (quando o ensino é realizado nas modalidades presenciais e a distância) e o ensino a distância. As modalidades de ensino a distância e semipresencial, instituídas pela nova LDB, ganharam recentemente o suporte do avanço tecnológico, que tem contribuído para que estas se tornem cada vez mais eficientes e eficazes em suas ações.

O sexto critério refere-se à natureza das atividades, quais sejam, as de ensino, pesquisa e extensão. Destaca-se que, no caso das universidades, essas três atividades devem ser indissociáveis e constituem o seu pilar de sustentação.

Além dessas regulamentações, a nova LDB instituiu inovações, merecendo destaque a implantação de um rigoroso sistema de avaliação institucional e a obrigatoriedade de elaboração e implementação do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) por parte das IESs brasileiras.

Ao instituir esses dois instrumentos balizadores e de aferição da qualidade dos serviços educacionais, o Governo Federal, por meio de regulamentação, determina como as instituições devem desempenhar funções gerenciais básicas, como é o caso do planejamento, da organização, da liderança e do controle, interferindo assim em sua dinâmica institucional e de gestão universitária.