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6.TEMEL İŞ VE SORUMLULUKLAR,YETKİLER :

Belgede UYUM REHBERİ (sayfa 34-37)

ŞUBE, BİRİMLERİN ÇALIŞMA USUL VE ESASLARI

6.TEMEL İŞ VE SORUMLULUKLAR,YETKİLER :

A primeira implicação teórica deste estudo diz respeito à confirmação da hipótese de pesquisa. Através da análise exploratória dos dados coletados no survey, utilizando-se do método da modelagem de equações estruturais com estimação por mínimos quadrados parciais (HAIR; RINGLE; SARSTEDT, 2011), ao validar as relações identificadas entre os constructos da liderança e da cultura organizacional nas Agências da Previdência Social do INSS da região administrativa de Araraquara, foi possível responder ao problema central deste estudo, a saber: na percepção dos respondentes, a liderança afeta a cultura das agências do INSS pesquisadas, através de uma correlação positiva de alta significância estatística (COHEN, 1992).

É importante ressaltar que esta primeira conclusão do presente trabalho, isto é, a constatação do efeito da liderança sobre a cultura de uma organização pública, também foi verificada na literatura da área, no estudo de Ashikali e Groeneveld (2015), tendo utilizado do mesmo método investigativo (PLS-SEM) para constatar o efeito da liderança sobre a cultura organizacional no serviço público holandês.

Já a segunda implicação teórica deste trabalho corresponde à resposta a um dos problemas específicos desta pesquisa, qual seja, os tipos predominantes de liderança e de cultura organizacional identificados nas agências do INSS da região administrativa de Araraquara. Com a análise descritiva dos dados coletados no survey, utilizando-se da média aritmética, moda e mediana, foi possível concluir que a liderança transformacional, em seu componente influência idealizada (BASS; AVOLIO, 1993), é o estilo de liderança mais característico da gestão organizacional, e a cultura clã (CAMERON; QUINN, 2006) é o tipo cultural que mais representa os valores centrais da organização.

Dessa forma, tem-se, na percepção das equipes das agências do INSS em estudo, um estilo de liderança no qualo gestor tem o papel de fazer com que os interesses do coletivo prevaleçam sobre os interesses pessoais dos indivíduos, através do carisma do líder para com sua equipe de trabalho (CALAÇA; VIZEU, 2015). Tem-se também, novamente na

percepção das equipes das APS’s do INSS da região administrativa de Araraquara, uma cultura organizacional do tipo família, na qual o desenvolvimento, o comprometimento e a lealdade dos trabalhadores são almejados, juntamente como a valorização da participação da equipe na tomada das decisões organizacionais (CAMERON; QUINN, 2006).

Uma das possíveis explicações para estas constatações pode estar no advento da reforma gerencial da administração pública brasileira no final do século XX, isto é, na busca pela melhoria do desempenho no serviço público, através da tentativa de mudança do paradigma de gestão, de processos para resultados (ABRUCIO; PEDROTI; PÓ, 2010; PEREIRA; COUTO; SINDEAUX, 2015; HOFFMANN; LIMA FILHO, 2017). No caso específico do INSS, o estabelecimento de princípios gerais de gestão e governança (PEREIRA; COUTO; SINDEAUX, 2015).

Porém, a despeito das mudanças advindas com a referida reforma, na percepção das equipes das agências do INSS pesquisadas, é possível verificar também a presença de práticas burocráticas convivendo com as gerenciais (TRAESEL; MERLO, 2014). Isso porque, através da análise descritiva dos dados, bem como dos scores atribuídos aos constructos de pesquisa do modelo estrutural, foi possível observar a significância da liderança transacional, em seu fator gerenciamento por exceção (BASS; AVOLIO, 1993), e da cultura do tipo hierárquica (CAMERON; QUINN, 2006) para a gestão e os valores da organização. Isto significa que se faz também presente nas agências do INSS uma cultura organizacional pautada por valores, normas e regras que objetivam a estabilidade e a formalidade (BARRETO et al., 2013), bem como uma liderança com orientação individualista, na qual o gestor e a equipe racionalmente almejam seus próprios interesses (TRAPERO; LOZADA, 2010).

Desta forma, assim como no estudo de Reis (2014), os resultados presentes neste trabalho indicam que a reforma gerencial ocorrida no Brasil não foi completa, ao invés disso apresenta-se atualmente um momento de transição no setor público nacional, entre os modelos de gestão burocrático e gerencial, no qual ainda estão presentes características patrimonialistas e burocráticas convivendo com práticas gerenciais.

Com relação a terceira e última implicação teórica deste estudo, a mesma se refere à resposta ao outro problema específico desta pesquisa. Faz-se referência às correlações estatísticas identificadas entre os tipos de liderança e de cultura organizacional nas agências do INSS da região administrativa de Araraquara. Através da análise exploratória dos dados coletados no survey pelo método da MEE (HAIR; RINGLE; SARSTEDT, 2011), dentre as diversas correlações presentes entre os constructos da liderança e da cultura organizacional,

foi possível constatar que a que mais se destacou ocorreu entre o estilo de liderança transformacional (BURNS, 1978; BASS; AVOLIO, 1993) e o tipo de cultura clã (CAMERON; QUINN, 2006).

Através desta conclusão, é possível constatar a implicação gerencial de que, na percepção das equipes das agências do INSS pesquisadas, a cultura clã tem compatibilidade com a liderança transformacional nas referidas agências. Isto significa que, uma cultura caracterizada por um ambiente de trabalho no qual a equipe compartilha experiências pessoais e profissionais, buscando o desenvolvimento, comprometimento, lealdade e participação de todos (CAMERON; QUINN, 2006), é compatível com o estilo de liderança transformacional, no qual o gestor vai além das transações de trabalho e das relações contratuais, transcendendo os interesses individuais em prol da organização (BASS; AVOLIO, 1993).

Faz-se importante observar que a congruência dos resultados encontrados, tanto pela análise descritiva, quanto pela análise exploratória dos dados coletados neste estudo, propicia robustez para as duas últimas conclusões, já que, mesmo com a utilização de diferentes métodos estatísticos de análise, semelhantes observações foram verificadas ao se constatar a predominância da cultura clã (CAMERON; QUINN, 2006) e do estilo de liderança transformacional (BURNS, 1978; BASS; AVOLIO, 1993), bem como a correlação entre estes dois constructos como a que mais se destacou dentre as diversas correlações presentes entre a liderança e a cultura organizacional nas agências do INSS pesquisadas.

Neste sentido, corrobora também para a congruência dos resultados presentes nas análises descritivas e exploratórias deste trabalho, a constatação da ausência de liderança (BASS; AVOLIO, 1993) como o único estilo de liderança sem significância e correlação com a cultura das agências pesquisadas (CAMERON; QUINN, 2006). Tem-se ai, portanto, na percepção das equipes das agências do INSS da região administrativa de Araraquara, mais uma implicação gerencial proveniente desta pesquisa, a saber: o estilo de liderança pautado por um comportamento neutro e despreocupado (BARRETO et al., 2013), no qual os interesses individuais e coletivos são ignorados (MARQUES et al., 2007), isto é, a ausência de liderança, não tem significância nas agências pesquisadas e é incompatível com os tipos de cultura organizacional (CAMERON; QUINN, 2006) identificados nas referidas agências.

A última implicação gerencial decorrente deste trabalho diz respeito à caracterização da amostra de pesquisa, com relação ao seu envelhecimento e ao considerável tempo de serviço dos respondentes no INSS. Estas características da população estudada indicam que as agências do INSS da região administrativa de Araraquara podem vir a ter

problemas com seus quadros funcionais, tendo em vista o considerável quantitativo de servidores com possibilidade de se aposentar em curto prazo (BRESSAN et al., 2013).

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