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Telekomünikasyon & Crm Pazarlarının EtkileĢimleri

2. MOBĠL ĠLETĠġĠM SEKTÖRÜ

2.4 Telekomünikasyon & Crm Pazarlarının EtkileĢimleri

O município de Campinas é subdividido, conforme citamos, em cinco distritos de saúde: Norte, Sul, Sudoeste, Noroeste e Leste, cada qual com uma estrutura de Vigilância em Saúde, com uma média aproximada de 20 profissionais por equipe. Devido ao processo de descentralização das ações de vigilância do CRST, existem equipes de ST atuantes em cada uma destas VISAs. As VISAs municipais são coordenadas pela COVISA, que é a central de vigilância do município. Com o envolvimento dos profissionais das Visas no processo de formação da CRBz e posterior incorporação na construção do Projeto de Vigilância nos Postos de Combustível, tal projeto foi inserido como atividade do programa de exposição a produtos químicos e riscos a saúde humana, já existente nas Visas. Assim, cada distrito possui profissionais do núcleo de vigilância epidemiológica, de saúde do trabalhador, de saúde ambiental e/ou do núcleo de vigilância sanitária envolvidos no projeto. Na ação de vigilância no posto, propriamente dita, participa uma média de três profissionais, de acordo com a disposição de cada distrito, seja por um médico, enfermeiro, engenheiro de segurança e/ou tecnólogo em saúde ambiental.

O principal instrumento utilizado é o Roteiro de Vistoria de Ambientes e Processo de Trabalho de Postos de Combustíveis a Varejo e Postos de Abastecimento40, que contém dados referentes ao Posto, trabalhadores e condições ambientais. Conforme relatado: “Essa prática de fiscalização o pessoal da vigilância já faz, mas só que antes não tinha um olhar pra o

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Os itens do roteiro contem dados relativos: 1) à empresa; 2) população trabalhadora; 3) jornada de trabalho; 4) produtos comercializados; 5) instalações físicas; 6) dados sobre as áreas operacionais e equipamentos; 7) do atendimento as normas legais, onde são solicitados documentos como o PPRA, PCMSO, Laudo Elétrico, Corpo de Bombeiros, CIPA (acima de 20 trabalhadores), uniforme e Meio Ambiente (NBR 13786/97); 8) Funções e Atividades Básicas dos trabalhadores; 9) Identificação dos Riscos Ocupacionais; 10) Avaliação Ambiental de Ruído e Iluminância; 11) Caracterização do Ambiente do entorno; 12) Considerações Finais sobre a Inspeção; 13) Procedimentos adotados (notificação, infração, interdição ou outro) e equipe técnica.

risco do benzeno. Antes eles iam lá, por exemplo, pra ver a questão do poço ou do solo contaminado. Esse projeto trouxe um olhar mais dessa integração” (Profissional ST 12). Dessa maneira, esse projeto pode ser considerado como mote da discussão trabalho, saúde e ambiente, objeto em torno do qual foi construída a experiência concreta de fortalecimento dos atores do SUS, para dar conta da complexidade dessa relação. A fim de compreendermos o andamento do projeto dentro da visa municipal entrevistamos dois profissionais envolvidos nessa atividade, no distrito sudoeste, com as seguintes características, descritas por eles:

Uma área periférica com crescimento acelerado, dos maiores pra Campinas, e com um nível sócio-econômico com bastante vulnerabilidade.(...) Tem o distrito industrial da cidade inserido na sudoeste e o aeroporto de Viracopos, que também em termos de vigilância e saúde do trabalhador é bem importante. A gente tem desde trabalho informal, por conta da situação socioeconômica até trabalhador de aeroporto, que faz toda carga e descarga, Viracopos é o maior aeroporto de carga do país. Então é bem diversificado aqui e tem o distrito industrial que tem bastante trabalhador (Profissional VISA 1).

O distrito sudoeste possui sete áreas contaminadas relacionadas ao funcionamento dos postos de combustível e duas por indústrias, segundo os entrevistados. Conforme planejado e descrito no Termo de Referência do Projeto, na etapa piloto cada distrito faria inspeção em dois Postos de combustível e a equipe do distrito definiria os critérios para a escolha desses postos. Frise-se que os profissionais da Visa participaram das capacitações, das reuniões para elaboração do projeto, das aplicações e revisões do roteiro, e ressaltam essa integração com o CRST e CRBz, na seguinte fala: “(...)desenharam junto com a gente uma proposta de ação desse projeto. O que nós vamos fazer no posto de combustível, o que nós vamos olhar, isso em conjunto” (Profissional VISA 1). No distrito sudoeste foram priorizados dois postos em áreas contaminadas, um deles pelo risco de proximidade com um Hospital e outro pelo fácil acesso. As atividades de vigilância nos dois postos foram efetivadas por quatro profissionais, são eles: um engenheiro de segurança, um técnico de segurança, um visitador sanitário e uma médica. Os entrevistados relataram que na prática dividiram as questões do roteiro entre si, a médica ficou responsável pelos dados dos trabalhadores do posto, como análise do PCMSO e PPRA, enquanto os demais profissionais ficaram envolvidos com as questões do trabalho no Posto e da relação com o ambiente. Os entrevistados afirmam que ao chegar nos Postos, a equipe procura conversar com o responsável presente naquele momento e é aplicado o roteiro para verificação in loco da veracidade das respostas. A equipe procura dialogar também com os trabalhadores, mas não foi discutida a inserção do sindicato nessas atividades, que ficaram

restritas aos profissionais da vigilância em cada distrito. Considera-se que, mesmo tratando de uma experiência piloto, a participação dos trabalhadores e do sindicato é de suma relevância.

Os profissionais nos falam da possibilidade de intervenção no momento da vigilância ou depois, tomando por referência a informação coletada, que alimentará um banco de dados. No caso das informações sobre o PCMSO e PPRA, foi feita a análise comparada dos documentos, das capacitações e confirmado com os trabalhadores a fidedignidade dos Programas e dos dados contidos. Da parte que trata das informações sobre o posto, para o entrevistado: “(…) nós temos que pegar todas as informações importantes a respeito do posto, principalmente como trabalha esses frentistas (...)nas diversas situações de trabalho dentro do posto” (Profissional VISA 2).

As Leis mais importantes usadas nas atividades de vigilância dos Postos, de acordo com os entrevistados, são as leis federais do MTE número 651441 (de 23/12/1977), que altera o capítulo V, titulo II, da consolidação das Leis Trabalhistas relativo a segurança e medicina do trabalho e a Portaria 3214 (08/06/1978), que trata das Normas Regulamentadoras, utilizadas para subsidiar as questões do risco ambiental, de saúde ocupacional e instalações elétricas, NR 7, 9 e 10, respectivamente. Do MS, é referida a Portaria 51842 (25/03/2004), que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e a Portaria 3120 (de 01/07/98) usada como diretriz e instrumento de orientação técnica das ações de VISAT.

No âmbito Estadual, o Código Sanitário do Estado de São Paulo, Lei 10.083 (de 23/09/1998) é considerado o principal instrumento e base de ação da Vigilância: “A nossa base de atuação e autuação é o código sanitário estadual, a lei 10.183 publicada em 98, que tem lá um capítulo específico pra saúde do trabalhador, saúde e trabalho” (Profissional CVS). Assim como a Portaria do CVS de número 02 (de 28/03/2007), que obriga a apresentação de uma

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No artigo 154 dessa lei consta a obrigatoriedade das empresas de cumprirem outras disposições com relação à matéria, existentes em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios e convenções coletivas de trabalho, o que autoriza aos profissionais do SUS a aplicação do Código Sanitário Estadual

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No anexo desta portaria consta a Norma de qualidade da água para o consumo humano, que atribui ao nível municipal o dever da vigilância da qualidade da água, em sua área de competência, de acordo com as diretrizes do SUS. O curioso desta portaria está no Padrão de potabilidade para substâncias químicas que representam risco à saúde, em que é considerada potável a água que contenha o Valor Máximo Permitido de Benzeno é de 5 ug/l;

série de documentos no ato do cadastramento da solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano proveniente de mananciais subterrâneos, como os poços profundos. As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são referidas, pois tratam das adequações para instalação e funcionamento do Posto de combustível.

Após a realização das duas inspeções piloto em cada distrito de saúde foi feita uma reunião no CRST, com os profissionais de todas as VISAs para a apresentação dos resultados, avaliação do roteiro e compartilhamento das experiências. Conforme programado, o CRST de Campinas assumiu o atendimento dos trabalhadores dos Postos para avaliação de saúde, como sinaliza o entrevistado: “Eles vão fazer audiometria, hemograma, exames de função renal, tudo o que for preciso pra ser atendido pelos médicos daqui do CRST.” (Profissional VISA 2). Um aspecto considerado por profissional entrevistado é a importância de trazer os trabalhadores para serem atendidos no CRST, por haver constrangimento dos mesmos para responder questões no próprio local de trabalho e em horário de expediente, o que poderá facilitar a compreensão da rotatividade da categoria de frentistas, já expressa pelos sindicalistas entrevistados: “Porque eles também, os frentistas, saem de um posto vão pra outro, essa questão acho que é importante a gente está investigando” (Profissional VISA 2).

Para realizar o atendimento desses trabalhadores foi desenvolvida, pelos profissionais do CRST, da Visa e da CRBz, uma Ficha de Acolhimento em Saúde do Trabalhador para exposição a riscos químicos43, com objetivo de coletar os dados sobre o trabalhador e sua saúde. Segundo os profissionais entrevistados, a experiência de elaboração do protocolo de atenção à saúde dos ex-trabalhadores Shell/Cyanamid/Basf, já relatada, auxiliou no processo de construção dessa ficha, pois os profissionais do CRST tinham conhecimento prévio dos procedimentos de atenção à saúde diante dos riscos químicos e adaptaram-na ao projeto: “(...)demos uma reestruturada no que já tinhamos, porque nos baseamos no acolhimento da experiência da Shell. Então isso realmente nos facilitou bastante” (Profissional ST 12). Além do atendimento dos trabalhadores, está prevista a organização de grupos focais com tais trabalhadores para discutir o processo de trabalho, os riscos à saúde e ambiente, a fim de

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A ficha contém dados como: 1) Identificação; 2) Origem do encaminhamento; 3) Situação Ocupacional (ativo, desempregado, vinculo, etc); 4) Situação Previdenciária; 5) Histórico Ocupacional (características dos empregos anteriores e atual); 6) Situação de saúde (sintomas, medicamentos, afastamentos, etc); 7) Exposição Ambiental (contaminação solo, água, ar, etc); 8) Conduta, orientações, solicitação de exames, consulta médica, audiometria, etc; 9) Profissional responsável.

captar outros elementos não contemplados nesse instrumento: “(...) pra pegar mais informações, detalhando e tendo uma idéia mais ampliada” (Profissional ST 12). Com a finalização da etapa piloto do projeto, os profissionais envolvidos pretendem concluir as adequações do protocolo de vigilância e de acolhimento dos trabalhadores, a fim de subsidiar a ação tanto na rede de saúde de Campinas, quanto para outros municípios.

Benzer Belgeler