3.4. Teknoparklar
3.4.9. Teknoparklar ve Savunma Sanayi
Os DRI tiveram sua origem há mais de 50 anos. Seguem dados do seu histórico, retirados de Pregnancy Place (2013).
Em 1898 nos Estados Unidos, ocorreu a primeira tentativa de criar um dispositivo de segurança para criança. Se tratava de um saco com uma corda para fixá-lo no veículo com a finalidade de evitar que a criança se levantasse ou caísse com o veículo em movimento.
No ano de 1930, foi desenvolvido o primeiro modelo de assento para crianças pelos designers de automóveis; no entanto, a finalidade deste era a mesma que a anterior, ou seja, manter a criança sentada. Somente, em 1960, os assentos foram desenvolvidos com objetivo de enfrentar a problemática de falta de segurança em caso de acidente. Este modelo foi projetado para manter a criança virada de costas à direção do deslocamento e evitar ferimentos em acidentes.
Pouco tempo depois, estes dispositivos foram retirados do mercado por terem baixa comercialização. Os pais não adquiriam os dispositivos por não conhecerem sua utilidade e por considerarem um custo desnecessário.
A partir de 1970, os fabricantes resolveram investir em educação sobre os benefícios dos dispositivos para conseguirem atingir uma boa comercialização. A partir daí, com o engajamento de diversos setores, conseguiram a introdução da lei pertinente ao uso da cadeirinha para criança. Em 1984, quase metade da população utilizava as cadeirinhas e seu uso cresce até os dias atuais.
3.2.1. Tipos e vantagens do DRI
Os dispositivos de retenção infantil não diminuem o risco de sofrer um acidente de trânsito, no entanto, oferecem proteção contra os traumas, reduzindo as consequências dos acidentes (FIA, 2009).
De acordo com WHO (2013), estes dispositivos protegem as crianças, reduzindo a probabilidade do acidente ser fatal em 70% em recém-nascidos e entre 54% e 80% em crianças maiores. Para maior eficácia do equipamento e proteção da criança, ele deve ser instalado corretamente.
A função de um dispositivo de retenção infantil é a mesma de um cinto de segurança para um adulto, ou seja, manter a criança no assento para que, em casos de colisões ou freadas bruscas, a criança não seja empurrada contra o interior do veículo ou jogada para fora dele. Além de ser fácil de usar, de acordo com FIA (2009, p. 16), “o sistema de retenção deve absorver a energia cinética (criada pelo movimento da criança durante o impacto) sem causar danos”.
Existem diversos modelos de DRI, ou cadeirinhas, como são popularmente conhecidas. Estes modelos são divididos em grupos que levam em consideração a idade, tamanho e peso da criança. Para Romero (2005), minimizar as consequências, ou evitar um acidente, é dever do adulto. Assim, cabe ao adulto também utilizar cadeirinhas adequadas para a criança que será transportada, bem como a instalação correta do equipamento, seguindo as especificações do fabricante e manual do veículo.
O lugar mais seguro para o transporte de crianças é no banco traseiro do veículo. Existem diversos tipos de sistemas de retenção infantil, que são classificados conforme apresentado na Tabela 4. Segundo FIA (2009), para crianças dentro de uma determinada faixa etária, porém, acima do peso e altura recomendados, deve-se utilizar o cinto de segurança abdominal e diagonal de três pontas adaptado corretamente.
Tabela 4 - Categorias de pesos para sistema de retenção infantil
Grupo Faixa etária Descrição
0 Menores de 1 ano Crianças com peso menor de 10 kg
0+ Menores de 1 ano Crianças com peso menor de 13 kg
I De 1 a 4 anos Crianças com peso de 9 kg a 18 kg
II De 4 a 6 anos Crianças com peso de 15 kg a 25 kg
III De 6 a 11 anos Crianças com peso de 22 kg a 36 kg Fonte: Adaptado de FIA (2009)
As crianças classificadas no grupo 0 ou 0+ ainda não estão com o desenvolvimento físico completo. FIA (2009) ressalta que o crânio ainda é muito flexível e, um acidente, ainda
que com pouco impacto, pode acarretar em deformações do crânio e cérebro, assim como em órgãos da região do tórax, em virtude da flexibilidade da caixa torácica. A região pélvica do bebê ainda é muito instável, inviabilizando o uso de cintos, como o de adultos, por não suportarem a força gerada no caso de impactos. Desse modo, o DRI da Figura 1a é o mais indicado para este grupo, oferecendo maior proteção quando é instalado no sentido contrário ao da marcha do veículo e no banco traseiro.
No grupo I, o crânio da criança ainda se encontra em formação, fazendo com que o dispositivo tenha que limitar os movimentos da cabeça para frente durante um impacto frontal e oferecer proteção contra impacto violento no caso de um impacto lateral, devendo oferecer também proteção contra o contato com o interior do veículo, tanto em impactos frontais como laterais (Figura 1b).
Os assentos elevadores (Figura 1c) são indicados para o grupo II. Eles têm a função de elevar a posição de assento e devem ser utilizados até que os cintos abdominais e diagonais se encaixem adequadamente. No entanto, existem também os assentos elevadores sem encosto, conforme mostra a Figura 1d, com modelos projetados para crianças de 15 kg a 36 kg.
Figura 1 – Tipos de DRI: (a) Grupo 0 ou 0+; (b) Grupo I; (c) Grupo II; (d) Grupo III
Fonte: FIA (2009)
Apesar da eficácia apresentada pelo equipamento, ele não vem instalado no veículo, como ocorrem com cintos de segurança, por exemplo. De acordo com WHO (2013), isto dificulta ainda mais o uso do dispositivo, principalmente em países de baixo e médio desenvolvimento, visto que sua aquisição e instalação devem ser realizadas pelos pais.
O uso de DRI varia de um país para outro, e tem sido generalizado em todos os países desenvolvidos. Para concluir, seus principais benefícios podem ser elencados (MOHAN et al., 2008):
O uso de cadeiras de segurança para crianças pode reduzir a morte de recém-nascidos por acidentes de trânsito com automóveis em 71%, e em crianças pequenas em 54%; As cadeiras de segurança para crianças agem da mesma forma que o cinto de segurança
para os adultos;
O uso dos dispositivos de segurança apropriados depende da idade e peso da criança. Para maior eficácia, as cadeiras para crianças recém-nascidas devem ser instaladas no sentido oposto ao movimento. No entanto, para crianças um pouco maiores, as cadeiras devem ser instaladas na direção do deslocamento. Os assentos são indicados para crianças mais velhas.