5.1. Kırtasiye Sektörünün Değer Zinciri
5.1.1. Değer Zincirindeki Sorunlar
5.1.1.2. Destek Faaliyetlerine İlişkin Sorunlar ve Çözüm Önerileri
5.1.1.2.3. Teknoloji
À semelhança do que se realizou para as entrevistas anteriores, a análise desta será efetuada através da particularização de cada uma das questões constantes no Apêndice D.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 1
De acordo com a DI/CO da GNR:
Além dos meios humanos e cinotécnicos, a Guarda dispõem de Kits de Deteção de Produto Estupefaciente, vulgarmente chamados de “Kits de Droga”, no dispositivo da Guarda:
25 Oferta: dados representativos, da situação geral de um determinado país ou continente, acerca do consumo
e tráfico de estupefacientes. Estes dados são relativos a apreensões realizadas pelas forças de segurança, à eficácia das medidas de combate ao tráfico e pelos questionários efetuados (SICAD, 2003, p.17).
Capítulo 6 – Trabalho de Campo — Apresentação, análise e discussão dos resultados
Tipo A - deve permitir reações de identificação fácil de alcaloides do ópio, opiáceos sintéticos e anfetaminas, utilizando um sistema diferenciador (cores, escalas ou outros), para que o resultado seja fiável e não dúbio.
Tipo B - deve permitir reações de identificação fácil de presença de Barbitúricos, utilizando um sistema diferenciador (cores, escalas ou outros), para que o resultado seja fiável e não dúbio.
Tipo C - deve permitir reações de identificação fácil de LSD-25 (dietilamida do ácido d-lisérgico), utilizando um sistema diferenciador (cores, escalas ou outros), para que o resultado seja fiável e não dúbio.
Tipo D - deve permitir reações de identificação fácil de Liamba, Haxixe, Óleo de Haxixe, utilizando um sistema diferenciador (cores, escalas ou outros), para que o resultado seja fiável e não dúbio. Tipo E - deve permitir reações de identificação fácil de Cocaína, utilizando um sistema diferenciador
(cores, escalas ou outros), para que o resultado seja fiável e não dúbio.
No entanto, a identificação das NSP’s por parte destes Kits nem sempre é fidedigna. O mesmo acontece com os meios cinotécnicos devido à novidade das substâncias.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 2
No âmbito da Lei de Organização da Investigação Criminal (LOIC), a GNR colabora com diversas entidades, como as Autoridades Judiciárias26, os restantes Orgãos de Polícia Criminal (OPC), sendo estes a PJ e a PSP e com o Serviço de Estrageiros e Fronteiras (SEF). Para além destes, ainda colabora com outras entidades europeias e internacionais como a EUROPOL e a INTERNATIONAL POLICE (INTERPOL).
Para além destes referidos supra, ainda colabora com a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), com o SICAD e com as CDT’s, com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), com o INFARMED e restantes autoridades de saúde.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 3
No que à formação dos militares da GNR concerne, as seguintes figuras traduzem o detalhe apresentado pela Escola da Guarda (EG) a nível de estupefacientes:
26“Autoridade judiciária: o juiz, o juiz de instrução e o Ministério Público, cada um relativamente aos atos processuais que cabem na sua competência;” (al. b) do art.º 1 do CPP)
Capítulo 6 – Trabalho de Campo — Apresentação, análise e discussão dos resultados
Figura 3 - Detalhe da EG acerca de estupefacientes (sessão nº 15) Fonte: DI/CO da GNR, Adaptado pelo autor
Figura 4 - Detalhe da EG acerca de estupefacientes (sessão nº 16) Fonte: DI/CO da GNR, Adaptado pelo autor
Nas figuras, a primeira coluna é referente ao nº da sessão, a segunda aos objetivos gerais e a terceira ao nº de tempos letivos. A quarta e quinta coluna são referentes aos objetivos específicos e elementos de consulta, respetivamente.
Capítulo 6 – Trabalho de Campo — Apresentação, análise e discussão dos resultados
Como se pode verificar através das figuras, durante a formação dos militares, são disponibilizados 6 tempos letivos para administrar conhecimentos acerca de estupefacientes, nomeadamente na sua definição e classificação, na identificação do regime jurídico aplicável ao consumo e tráfico e nos diferentes modos de atuação perante situações concretas.
No entanto, no que às NSP’s diz respeito, nada é referido. É somente dada, nesta fase, formação acerca dos estupefacientes de grande tráfico e consumo.
A informação relativa ao Regulamento de Formação de Guardas provem do Comando de Doutrina e Formação (CDF) da GNR.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 4
Apesar de, numa fase inicial da formação a temática das NSP’s não ser abordada, todos os anos são realizadas atualizações conforme o aparecimento de nova legislação. Estas atualizações são realizadas pelos órgãos competentes para estas matérias, nomeadamente o CDF, o CO da Direção de Operações (DO) e o CO da Direção de Investigação Criminal (DIC).
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 5
Com a análise do documento “GNR 2013 - dados das apreensões e intervenções com detidos” fornecido pela DI/CO da GNR, foi-nos possível constatar que, no ano de 2013, das 1927 apreensões de estupefacientes realizadas, 21 delas foram de substâncias que, como a própria designação no documento indica, são de cariz indeterminado. Ou seja, estas substâncias ainda não se encontravam controladas no momento em que foram apreendidas.
No entanto, é efetuada a divulgação de novos tipos de drogas, de consumo internacional, a todo o dispositivo.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 6
Através da análise dos documentos enunciados do ponto 4 ao 9 do Quadro 2 constante no Apêndice H, pode-se constatar que os meses de verão são os mais acentuados no que se relaciona com apreensões de estupefacientes. Para além das datas também se conseguiu aferir que as zonas costeiras apresentam um maior índice de apreensões efetuadas pela GNR.
Capítulo 6 – Trabalho de Campo — Apresentação, análise e discussão dos resultados
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 7
Pela análise do documento referido no ponto 6 do Quadro 2 constante no Apêndice H, foi possível aferir que o sexo predominante dos sujeitos alvos de apreensões por parte da GNR é o masculino.
Relativamente à sua faixa etária, esta varia consoante a sua tipologia. No que se refere ao consumo, a faixa etária predominante encontra-se entre os 20 e os 25 anos de idade. Referentemente ao tráfico, a faixa etária predominante encontra-se entre os 25 e os 30 anos de idade. É de salientar que os dados contidos no documento enunciado contém informação relativa aos anos de 2009 a 2013.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 8
Apesar de ainda não existirem estudos que reportem aos fatores que influenciam a atuação das forças policiais face à proliferação de novos estupefacientes, pela análise do estado da arte e da entrevista realizada ao SICAD pode-se constatar que a novidade e a rapidez com que estas surgem representam dificuldades na sua identificação. Apesar da intenção da criação de uma legislação europeia neste âmbito, esta ainda não é uma realidade. A legislação portuguesa dificulta o trabalho de quem se encontra no terreno por apenas apresentar sanções contraordenacionais. A falta de informação relativa às mesmas constitui também uma limitação quanto ao trabalho desempenhado pelas forças policiais por não existirem meios de deteção eficazes para a sua recolha e análise no momento. E, por último, as formas de comercialização, nomeadamente por catálogo e internet facilitam a acessibilidade a estas substâncias e por sua vez também dificultam a sua deteção.
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 9
De acordo com a DI/CO da GNR, “A adaptação é realizada pelos órgãos competentes, CDF, CO/DO e CO/DIC, quando é publicada nova legislação (e.g. smartshops).” No entanto, na formação de base dos futuros militares da GNR, ainda não se verificou o enquadramento das NSP.
Capítulo 6 – Trabalho de Campo — Apresentação, análise e discussão dos resultados
Apresentação, análise e discussão da questão n.º 10
Relativamente ao modus operandi relativo à fiscalização de estupefacientes, este varia conforme a situação que se apresente.
No caso de se fiscalizar um condutor e se suspeite que este tenha ingerido substâncias psicotrópicas, este é submetido a análises e posteriormente efetuado relatório médico, conforme especificado no art.º 81 do Código da Estrada. De acordo com o nº 1 do art.º 8 da lei nº 18/2007, de 18 de maio, as substâncias testadas serão: canabinoides, cocaína e seus metabolitos, opiáceos, anfetaminas e seus derivados.
Este apresenta-se como um dos exemplos do modus operandi usado na fiscalização de estupefacientes. Ou seja, conforme a situação, o modus operandi pode variar.