• Sonuç bulunamadı

2.2. Rotavirüs

2.2.9. Tedavi

A primeira etapa foi realizada em 2003, totalizando 13 dias de campo, pela equipe do LEEH-IB da USP, dentro do projeto O ige s e Mi oe oluç o do Ho e a A i a ,

coordenado pelo Prof. Dr. Walter Alves Neves. Ao se depararem com uma área repleta de cacos espalhados na superfície, inclusive uma área de aproximadamente 100 m2 com grande concentração de cacos de avantajadas dimensões, além de alguns vestígios líticos, a equipe realizou uma coleta sistemática de superfície com plotagem de cada fragmento com estação total. Mapas da coleta de superfície da área com maior concentração de vestígios foram feitos em escala de 1:20cm. Foi gerada também uma planta baixa do sítio inteiro que possibilitou a visão do local com a distribuição superficial dos remanescentes (ver capítulo 4).

O material foi retirado em 2 etapas: coleta de superfície e primeira raspagem abaixo das concentrações superficiais. Cada peça recebeu um número individual seqüencial de uma retirada para outra. Durante a coleta, com evidenciação das concentrações, a cada pincelada

86 novos cacos revelavam-se abaixo, dando a sensação de que potes teriam quebrados in situ. Com a exposição dos vestígios a impressão que os pesquisadores tiveram foi a de um a a do o e e te , de ido ao ta a ho avantajado dos fragmentos (foto 3) dispersos em concentrações.

Foto 3 - Cacos de grandes dimensões em superfície. Extraído de Neves et.al., 2004: 253

Após um ano e meio de pesquisas de laboratório com os vestígios cerâmicos, a segunda etapa de trabalho de campo foi realizada pelo Setor de Arqueologia do MHNJB-UFMG no mês de setembro de 2010. Os cadernos de campo da primeira etapa informavam que mais vestígios estavam no sítio, abaixo das duas retiradas

executadas em 2003.

Com o andar da remontagem dos vasilhames no laboratório, a ausência de bases foi notada ao passo que fragmentos de um mesmo pote estavam situados muito próximos dos outros, corroborando com a hipótese de terem quebrado no lugar, embora alguns fragmentos, especialmente menores, tenham se deslocado poucos metros. Desta forma, uma das razões para a nova intervenção foi a necessidade de se conseguir mais fragmentos que completassem as remontagens, principalmente, as bases

de alguns potes. Além disso, esperava-se que outras categorias de vestígios pudessem ser encontradas.

Foto 4 - Aspectos iniciais da intervenção em 2010: limpeza da serrapilheira e marcação das quadras. Autora Luiza Câmpera

87 Enfim, pretendíamos entender os motivos de transporte de certos vestígios, enquanto os demais pareciam estar in situ.

Em campo, o primeiro passo foi uma limpeza da camada de serrapilheira superficial (foto 4) e a localização com bandeirinhas dos cacos restantes em superfície. Em seguida, recuperamos as marcações da topografia de 2003. Escavamos uma superfície ampla na área de concentração superficial, denominada de Quadrado dos potes, procurando expor em nível natural a posição dos fragmentos. Realizamos também, a oeste desta área, três sondagens de 1m2 cada, uma no abrigo norte, outra, no abrigo sul e uma entre as duas para verificar se haveria outras concentrações de vestígios (para localização exata da área escavada ver capítulo 4). Ao todo escavamos 33m2, entre superfície ampla e sondagens.

Subdividimos o Quadrado dos potes, com 100m2, em 25 quadras de 4m2, como demonstra a figura 1 na página seguinte, uma projeção da malha de subquadrículas criadas pela equipe do MHNJB-UFMG sobreposta à planta baixa produzida pela equipe do LEEH-IB da USP. Através de análises preliminares em laboratório, tinhamos noção da distribuição do material dentro do quadrado artificialmente delimitado, desta forma optamos por escavar primeiramente as regiões periféricas (quadras G8, metade da G7, K8, J11), em seguida as centrais (H10, I8, I9, I10).

Graças aos trabalhos de laboratório, percebemos, de fato, que se tratava de um único episódio de ocupação. Assim, não havia razão de se procurar uma estratigrafia com valor cronológico. As retiradas do material foram realizadas de modo arbitrário, em função da densidade dos vestígios, ou seja, quando uma superfície estava totalmente exposta e não tinha como mais ser escavada devido às concentrações de materiais, retirávamos o material.

Realizamos plantas baixas dos vestígios em escala de 1:10 e fotos de cada retirada de material em todas quadras. A profundidade de ocorrência de vestígios variou de um local para outro dentro do Quadrado dos potes, enquanto na parte central desta área os vestígios apareceram até os 20cm, em partes periféricas da região a profundidade não ultrapassou os 10cm. As cotas de profundidade de cada retirada foram estabelecidas com o auxílio da estação total.

88 Figura 20 - Mapa de dispersão dos cacos coletados em superfície dentro e fora do denominado Quadrado dos Potes, em 2003. Sobreposto a ele, a malha de quadrículas definidas por sistema alfanumérico realizada pelo Setor de Arqueologia do MHN-UFMG. Digitalização e Montagem: Igor Rodrigues e Raquel Gabriel

89 Cada peça recebeu um numero geral da quadra bem como um número individual, de modo a facilitar, junto ao desenho, a remontagem dos fragmentos, não só desta etapa de campo como os que estavam no laboratório à espera de seus pares, como aguardado.

De modo geral, percebemos que as partes superiores dos potes foram coletadas em 2003, ao passo que as partes inferiores dos potes foram encontradas com a escavação em 2010, corroborando com a idéia de única ocupação. Pela diferença de profundidade do material da área central do Quadrado para as partes periféricas, a idéia de que os potes tinham quebrado no lugar ficou mais clara, pois os vestígios da região periférica remontaram com os que estavam na parte central, indicando um deslocamento de cacos da parte central para periférica.

Com estação total, estabelecemos curvas de níveis que foram amarradas aos pontos gerados pela etapa de campo de 2003. Assim, criamos um modelado do terreno em 3D (ver capítulo 4) para facilitar a análise do transporte de materiais e sedimentação dos vestígios.

Benzer Belgeler