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Roma I Tanı Kriterleri

2.5. KONSTİPASYONUN DEĞERLENDİRİLMESİ, TEDAVİ VE BAKIMI

2.5.4. Tedavi ve Bakımı

No convívio com os sujeitos foi possível identificar que o planejamento em diálogo

é uma das dimensões que interferiram nos processos educativos do grupo.

 

Uma vertente dos processos educativos desenvolvidos no contexto estudado

constitui-se de saberes musicais sistematizados para a rotina de ensaio. As habilidades

musicais são nesse momento desenvolvidas em processos educativos mediados pela

regente e educadora musical que, nesses papéis assumidos, procurou se munir de recursos

e estratégias com a finalidade de orientar os/as coralistas a superar suas dificuldades e

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limitações.

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A compreensão do que seja música possibilitou a educadora elaborar

perspectivas de educação musical adequadas à realidade contextual dos coralistas. Tal

elaboração compreendeu planejamento e avaliação dos processos de ensino e

aprendizagem ali empregados.

Na situação preparatória dos ensaios, a regente procurou delinear práticas

educativas e humanizadoras. Com isso, extrapola o intuito único de ensaiar o repertório,

como acontece comumente em outros tipos de grupo. A educadora buscou potencializar os

significados próprios do grupo: partiu de sua percepção de problemas dialogada com seus

integrantes, além dos objetivos anteriormente formulados com o surgimento do “Entre

Amigos”. Por meio de reflexões e ações pessoais e compartilhadas, a maestrina procurou

conduzir o trabalho coletivo mediante propostas de educação musical e mediante as

expectativas dos que ali participam.

Para Hentschke e Del Ben (2003) e Mizukami (2002), o planejamento de ensino é

uma projeção daquilo que é pretendido pelo educador ou pela educadora para seus

educandos e educandas. Essa tarefa requer dele ou dela dialogar com a situação na qual

vai atuar, refletir sobre ela e experimentar o que foi pretendido colocar em prática,

elaborando novas estratégias de ação relativas ao contexto educativo com o qual está

comprometido ou comprometida. Planejar exige um retomar constante de ações e

reflexões sobre a prática educativa, num crescente processo de entendimento sobre

conceitos, ajustes às características dos educandos e educandas (estilos de aprendizagem,

etnia, gênero, motivação, idade, conhecimentos prévios), adaptação de materiais, aspectos

instrucionais, entre outros elementos da prática educacional (MIZUKAMI, 2002). Para

isso é necessário ao educador ou a educadora conduzir seu agir-refletir inicialmente por

meio de uma percepção direcionada a saber quais sejam os propósitos essenciais de uma

coletividade, especialmente aqueles que justificam a existência de processos de ensino e

aprendizagem no contexto de atuação.

No caso específico do estudo, há propósitos delineados desde a formação do grupo

que orientam o seu planejamento administrativo e pedagógico. Como já havia sido

mencionado neste estudo, o grupo surgiu a partir de perspectivas concretas, tanto da

intenção de promover o encontro de seus componentes para conversar e compartilhar a

respeito do dia a dia de cada um, quanto de cultivar a música em outras perspectivas como

contribuir para entidades sociais e gravar um CD de recordação, no qual estariam

      

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registradas as suas cantorias e execuções instrumentais, com canções que tivessem

vinculações com diversos momentos das trajetórias de vida de seus componentes.

Com um olhar dirigido para os integrantes do grupo, com suas peculiaridades e

histórias de vida, a maestrina se depara com as realidades ali presentes e, tal como foi

mencionado anteriormente neste estudo, formula metas objetivadas em desenvolver “um

conhecimento musical através do canto” por meio da construção de um repertório que

resgate “músicas significativas para cada uma das pessoas” (JOLY, 2009, p. 113).

As preparações da educadora são baseadas em metas a longo ou médio prazo, mas

também em objetivos secundários de curto prazo, em muitas das vezes formulados

dialogicamente e em decorrência de alguma correção ou reelaboração de rumos. Isto fica

evidente no trecho de uma mensagem de e-mail da maestrina, quando diz: “[…] seria

importante já termos o planejamento do próximo ensaio… Volto a colocar as metas para

a próxima semana”.

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Em determinadas semanas, foi necessário que os planejamentos fossem elaborados

rapidamente. Somente assim, os problemas que iam surgindo na prática poderiam ser

superados e, consequentemente, as comunicações tiveram que ser agilizadas por e-mails e

telefonemas. Assim uma providência poderia ser tomada rapidamente e de forma eficaz,

com um propósito bem definido.

Episódios desse tipo podem ser observados, por exemplo, em duas comunicações,

uma realizada por Paulo, um dos principais mentores do grupo (destinada à maestrina e a

três outros colaboradores do projeto), e outra enviada pela maestrina (destinada de uma só

vez ao mentor mencionado, a mim e a um colaborador), como está demonstrado a seguir:

[…] você já deve ter notado que eu sou uma pessoa que, pela minha vida profissional, fui treinado fortemente em "planejamento". A partir deste input e das definições de ordem "artística" que vocês estão fazendo, sim, necessitamos de detalhar o processo para atingir o fim. Tudo o que já passou serve de plataforma para nossos passos a seguir. […] Enfim, o que quero salientar é que, definida uma meta, temos de detalhar os passos para chegar lá. Vamos ver como ficamos na próxima semana.

Prezado Paulo e Pessoal, Você tem razão com relação ao planejamento. Nesse ponto acredito que a visita do Glauber foi estratégica. Bem, conversamos na próxima terça, mas acho que seria importante já termos o planejamento do próximo ensaio, sempre com vistas a chegar no CD, o que implica um melhoramento musical do grupo. Volto a colocar as metas para a próxima semana. [...] 1. Definir as tonalidades para os arranjos das músicas: Smile,

      

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Yesterday e Correnteza; 2. Ensaiar "É tarde ela dorme" e checar se a tonalidade está adequada.74

  

O diálogo promovido especialmente por esses dois personagens, Ilza e Paulo, foi

muito importante para a tomada de decisões e para a condução de ações palpáveis no

grupo. De forma a definir maneiras de pensar e planejar que potencializassem os novos

rumos que iam se delineando ao longo daquelas semanas, cada um argumentou a partir do

seu modo de ver o que deveria ser feito nos próximos ensaios – nesse caso específico em

decorrência de um projeto de gravação, mas em outros, objetivou-se a preparação de

saraus e apresentações.

Paulo frisou o detalhamento do processo na fase de planejamento – solicitando uma

pormenorização antecipada dos passos para se atingir aquela meta. Ilza procurou definir

objetivamente quais seriam as ações tomadas no próximo encontro, incluindo

explicitamente os alvos musicais a serem focalizados e implicitamente as estratégias

pedagógico-musicais para alcançá-los. Em cada modo, as visões são complementares e

cooperativas, pois são construídas em ideais comuns.

Tal processo de trocas de ideias e construções de conhecimentos estendeu-se aos

demais participantes: contou com a colaboração de alguns (em opiniões isoladas trocadas

por e-mail) e contou com contribuições mais amplas (em decisões tomadas em ocasiões

especiais de reflexão, planejamento e tomadas de decisão, com a participação de todas as

pessoas do grupo

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). O diálogo estabelecido nas participações, nos planejamentos e

escolhas, repercutiu diretamente nas dinâmicas dos ensaios e na qualidade das

aprendizagens, pois trouxe sentido e motivação para compreensões e desenvolvimentos

ativos da música em perspectivas próprias do contexto.

Conforme o decorrer de um ensaio ou de alguns deles o planejamento foi

redefinido, baseado no que foi sendo construído a cada momento, tanto nos bons

aproveitamentos quanto nas dificuldades de realização detectadas. Como todo retorno a

um novo processo de planejamento depende de avaliação relativa ao que se fez, a

observação sobre cada fato recente, sobre o aproveitamento e sobre os obstáculos não

vencidos, passou a ser um fator imprescindível para o bom andamento do trabalho.

      

74 Veja as mensagens no Apêndice R, no final deste estudo.

75 Em relação a isso veja, por exemplo, os episódios relatados nos trechos de diários de campo DC XII – 1, DC XVI – 1 e DC XVIII – 3.

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Como afirma Hentschke e Del Ben (2003, p. 184), “as informações obtidas pela

avaliação […] são o ponto de partida para repensarmos nossa prática de ensino e

replanejá-la […] Avaliar é estabelecer um diálogo entre o que foi planejado e o que

constituiu, de fato, a prática de ensinar”.

Benzer Belgeler