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TEDARİK ZİNCİRİNDE HARCANAN SÜRELERİN AZALTILMASINDA YÖNETİMSEL

1. REKABET VE REKABET GÜCÜ

1.3. TEDARİK ZİNCİRİNDE TESLİM ZAMANLAMASI BOYUTU

1.3.2. TEDARİK ZİNCİRİNDE HARCANAN SÜRELERİN AZALTILMASINDA YÖNETİMSEL

Com a expansão colonial, surgiram novas concepções de território, espaço e, consequentemente, novas cidades, como aglomerações urbanas espanholas e indígenas.

52 Desde o século XVI, a província do Río de la Plata abrange, ao norte, Cuzco; ao sul, Buenos Aires,

incluindo o Paraguai e Tucumán; pelo oeste, o Pacífico e, ao leste, faz limite com o Brasil. Essa região, a partir de 1559, está sob a jurisdição da Real Audiencia de la Plata, que inicia suas atividades em 1561, na cidade de La Plata, atual cidade de Sucre. Após a expulsão dos jesuítas, em 1767, anexaram-se os territórios das Misiones de Mojos y Chiquitos, hoje o Departamento de Beni e Santa Cruz de la Sierra. Em 1785, são desmembrados os territórios do Río de la Plata, Paraguai e Tucumán. A Real Audiencia de la

Como menciona Kern (2006b), “construir a ordem nesta nova cidade iberoindígena, significa também a organização de uma nova sociedade. Afirmou-se nesta época que a cristianização do índio deveria estar integrada à sua redução a polis, ou seja, à vida da cidade”. Dessa forma, foi fundada a cidade de Assunção, em 15 de agosto de 1537, por Juan de Salazar Espinosa53, nas margens do rio Paraguai (Fig. 2).

Para que os europeus instalassem povoados, cidades e portos em lugares estratégicos para a entrada nas tierras adentro e abastecimento das embarcações, era necessário que os conquistadores conhecessem os grupos indígenas locais e as áreas ocupadas por eles, bem como que ocorresse a criação de alianças com os indígenas da região conquistada. Logo, ao eleger um lugar para fundar povoado ou cidade, o conquistador reunia vários requisitos para a segurança, como o apoio dos indígenas locais, a captação de recursos alimentares para toda a população e a obtenção de riquezas, especialmente ouro e prata. Segundo Dominguez Compañy, os espanhóis buscavam se estabelecer em

zonas pobladas para obtener mano de obra que levante la nueva ciudad y sobre todo que sean lo suficientemente abundantes para repartirlas en encomienda entre los nuevos pobladores y contribuyan con ‘moderados’ tributos ‘de los frutos de la tierra’. Claro que la ley no olvida que al mismo tiempo el encomendero tiene la obligación de enseñarle la doctrina cristiana y a vivir en forma civilizada (1978, p. 30).

A necessidade de mão-de-obra indígena durante essas fundações levou o governador de Buenos Aires a enviar um ofício, em 1681, ao Padre Superior da Província (Alexandro Balaguer), solicitando o envio de mil famílias indígenas (a maioria Guarani) que estavam nas reduções, para a fundação de um novo povoado na cidade, pois

[…] provienen la seguridad y medios de la defensa […], como principal puerta e única al reparo y conserbacion de estas Provincias, […], no solo porque estando en el esta gente, proxima a las operaciones de qualquier invasión nos la ayuden a reparar, sino también en el mas a propósito y acomodado a los indios, […] (GARRA, 1681, DOCUMENTO I-29-3-11).

Além disso, a cidade de Assunção foi instalada mediante acordos amistosos e a utilização de mão-de-obra indígena que ocupava a região. Estes grupos eram conhecidos

53 Juan de Salazar Espinosa foi enviado por Mendoza para entrar no interior da região do rio Paraguai

juntamente com Domingo de Irala. Fundou a cidade de Assunção, que estava sob o rio Paraguai, possivelmente, a 120 léguas abaixo do porto Candelária.

como Carios, Guarani ou Tapes. Essa proximidade com os indígenas foi necessária não apenas como mão-de-obra, ou seja, como cativos dos espanhóis, mas,

para poderlos evangelizar y, por tanto, los lugares elegidos para establecer

nuevas ciudades de españoles deber ser ‘poblados de indios y naturales a quien se pueda predicar el Evangelio, pues este es el principal fin para que

mandamos hacer los nuevos descubrimientos y poblaciones’, atrayéndolos por todos los medios a nuestra Santa Fe Catolica (COMPAÑY, 1978, p. 30) [grifo nosso].

Além dos acordos com os grupos indígenas da região, desde o século XVI, os soberanos espanhóis tornam explícitas, através de leis, as chamadas Leyes de Indias, as normas por meio das quais as cidades coloniais deveriam ser projetadas e organizadas, ou seja, “as ruas e os quarteirões de casas deverão ser traçadas ‘com régua e corda’, caracterizando-se por serem inteiramente regulares e geométricas” (KERN, 2006a; 2006b). Também deveriam ser instaladas próximas a cursos d’água, rios ou canais fluviais, com abundância de água para abastecer a população, mesmo em período de seca prolongada, como no caso da região do Alto Paraguai e do Pantanal54. Logo, o lugar escolhido para implantação da cidade de Assunção e, posteriormente, de Santa Cruz de

la Sierra, na Bolívia, não teriam problemas com a escassez de água, visto que as cidades

foram instaladas praticamente nas margens dos rios Paraguai e Grande.

Ao contrário das cidades espanholas, os jesuítas mantiveram como estratégia instalar as missões mais distantes dos rios na tentativa de dificultar o acesso dos inimigos aos povoados missioneiros. Para superar os problemas de abastecimento de água nas missões, os jesuítas espalharam nos povoados fontes, “muitas delas em pedras adornadas por motivos missionais e inseridas num complexo sistema hídrico” (BAPTISTA, 2009, p. 174).

Após as disputas de Nuflo de Cháves e Andres Manso, na Chiquitania “[…], cada uno de esos capitanes fundó una ciudad para capital de sus respectivas gobernaciones:

54 A partir de estudos arqueológicos que relacionavam a estratégia de instalação dos assentamentos por

povos indígenas pré-coloniais e os níveis hidrológicos do rio Paraguai, Peixoto (2005) afirma que “a distribuição espacial dos sítios indica que os assentamentos são, preferencialmente, instalados numa superfície naturalmente mais elevada do terreno, às margens de lagoas e canais fluviais e, eventualmente, próximos aos rios, possibilitando o acesso a diferentes ambientes e a vários pontos do território”.

Manso la de Santo Domingo de la Nueva Rioja, sobre el río Parapetí, y Chaves la de Santa Cruz de la Sierra, […]” (MOLINA, 1993, p. 03).

A cidade de Santa Cruz de la Sierra, fundada em 1561 por Nuflo de Cháves, transformou-se no principal assentamento na região dos indígenas Chiquito. Segundo Freyer, durante a fundação da cidade e instalação das encomiendas espanholas, seu território “se extendía hasta el Paraguay em el sur y desde la serranía situada a los pies de los Andes orientales en la actual Bolivia hasta los límites del Brasil en el noroeste” (2000, p. 21).

As rotas expedicionárias percorridas pelos conquistadores europeus partiam da cidade de Assunção, subiam o rio Paraguai através de bergantines55 e entravam nas tierras adentro até a cidade de Santa Cruz de la Sierra, conhecida como Santa Cruz la Vieja (Fig. 2). As entradas, geralmente, ocorriam a partir dos portos instalados nas

margens do rio Paraguai.

[…] desde el año de 1537 hasta el de 1573, se fue cursando el camino desde la Assunpcion hasta Santa Cruz la Vieja, navegando por el Rio Paraguay arriba cerca de 300 leguas, y despues tomaban tierra para ir a la dicha ciudad, que estaban tierra adentro mas 60 leguas como dixe (ARCE, 1713, p. 16, DOCUMENTO I-29-5-95).

Como vimos anteriormente, um dos principais objetivos de Cháves ao instalar o povoado de Nueva Asunción, na Chiquitania, foi, sem dúvida, transladar os espanhóis que estavam em Assunção para essa região: assim, estariam mais próximos das minas de Potosi e do Peru. Em 1564, Nuflo de Cháves retorna à cidade de Assunção para buscar sua família e também com o propósito de persuadir as autoridades locais a acompanhá- lo até Santa Cruz de la Sierra e, posteriormente, Chuquisaca (atual Sucre), pois,

seria fácil que aquella real audiencia confirmase al gobernador en el gobierno.

Este pensamiento fue adoptado por muchos y principalmente por el gobernador y el obispo quienes en poco tiempo alistaron mas de trescientos españoles, entres ellos el gobernador, el obispo, siete clérigos y

frailes, Felipe de Cáceres, Pedro Dorantes, Pedro Segura con su mujer y su hijo Cristoval Saavedra, Rui Gomez Maldonado y otros, y además muchos indios

55 Segundo Costa e Silva, “bergantim era uma espécie de barco para navegação tanto marítima como

fluvial, variando de um a três mastros. Os espanhóis do rio da Prata utilizaram-se muito de pequenos

bergantins à vela e a remo, para suas viagens exploradoras pelos rios Paraná e Paraguai e por outros rios

de las encomiendas de los referidos españoles y de las de Chaves y su gente. De modo que aunque no había objeto de guerra, apenas se había visto

hasta entonces espedicion tan numerosas, como si se llevase la idea de abandonar al Paraguay. (…), salió la espedicion el año de 1564 parte

embarcada y el resto por tierra dirigido todo por Chaves. Este que deseaba

aumentar la gente en su provincia, tuvo habilidad de hacer que le siguieran al paso muchos indios de Atirá, Ipané y Guarambaré y otros de los que aun no estaban reducidos por los 22 grados de latitud. Llegaron á juntarse todos enfrente de la laguna de los guatós (…). Allí pasaron el rio Paraguay y entraron en la jurisdicción y gobierno de Chaves que incluia las provincias de Chiquitos, Moxos y Matogrosos. […] vieron que Chaves con dichos indios formó un pueblo treinta leguas antes de llegar á santa Cruz, llamándole Itatí, por haber estraido los pobladores de la provincia de este nombre. Finalmente todos llegaron á

santa Cruz; […] (AZARA, 1943 [1847], p. 341) [grifo nosso].

Sendo assim, a partir do século XVI, os espanhóis instalaram portos ao longo do rio Paraguai, com o objetivo de estabelecer lugares seguros para o aprovisionamento das embarcações e entrada a oeste, nas tierras adentro (Fig. 2). Logo, esses portos se tornaram pontos de referência para as expedições seguintes até as riquezas minerais de Potosi. Quando a idealização espanhola em alcançar essas riquezas foi interrompida, sobretudo, pela constatação de que as minas estavam sob monopólio dos conquistadores do Peru, os espanhóis começam a empreender o processo de colonização da Chiquitania, com a fundação da cidade de Santa Cruz de la Sierra, em 1561, e o estabelecimento do sistema de encomiendas. Nesse novo espaço,

[…] conviven paralelamente la sociedad occidental y la indígena, cada una con sus condiciones sociales propias, agrupaciones, formas de vida, etc., no obstante la preocupación y el interés de la Corona de atraer al aborigen a vivir ‘en concierto y policía’, es decir, en forma cristiana, pues al lado de los interés puramente materiales que implicaba la colonización española de América, no cabe duda que el Imperio hispánico, […], procuró incorporar estos pueblos a

la civilización europea y ‘quiso crear en éste sociedades análogas a aquellas

que habían forjado la cultura occidental’ (COMPAÑY, 1978, p. 48) [grifo nosso].