Com a evolução tecnológica da internet, a reportagem passou a utilizar recursos que, como explica Olegário (2012), não eram possíveis na época, por exemplo, da Copa de Mundo de 1998. Porém, a partir de 2002, além de melhorias na qualidade de som dos aparelhos celulares, apesar da instabilidade das linhas, já foi possível contar com a internet para o envio de reportagens pelo sistema File Transfer
Protocol, conhecido pela sigla FTP. Bastava gravar a matéria e mandar anexado por email, como é feito atualmente.
Conforme Nair Prata (2008), mais do que o rádio digital, a grande novidade da radiofonia é a presença na WEB. Em 2008, Prata já indicava a presença de centenas de rádio online. E cada vez o número de opções cresce mais, principalmente em variedades de gêneros. Conforme Prata (2008, p. 62):
Em dois campos, principalmente, a webradio chama a atenção. Primeiramente na questão dos gêneros, já que são muitas as novidades nesta área. A notícia, só para citar um exemplo, antes apenas sonora, agora agrega também elementos de outras mídias, como o texto e a imagem, além de ser também possível recuperar uma informação por meio de um banco de arquivos permanentes. Outro campo é o da interação, onde o impacto da tecnologia provoca fortes mudanças, com os usuários comunicando-se de novas formas entre si e com a emissora. Um detalhe, porém, difere o site da
webradio de tantas outras páginas da internet: um botão para a escuta sonora
da rádio.
Ao clicar nesse ícone, o usuário poderá ouvir a transmissão radiofônica. Mas, para entender a mensagem transmitida, não é preciso o auxílio visual da página, que pode ser minimizada. A mensagem tem sentido apenas pelo áudio. A transmissão sonora da webradio é muito semelhante a qualquer outra a que estamos acostumados: música, notícia, prestação de serviços, promoções, esporte, programas comandados por comunicadores.
Como destaca Nair Prata (2008), as rádios WEB se assemelham com as hertzianas, no sentido do formato de transmissão e informação pelo rádio. O diferencial de uma rádio que faça futebol, como é o caso da já citada Rádio Galera,
onde Samuel de Souza Santos atua como narrador, é o fato de que pode transmitir muitos jogos que outras emissoras não se dedicam a cobrir, principalmente de competições de menor apelo público e comercial. Portanto, levando em conta a situação, no que diz respeito ao processo de digitalização do rádio no Brasil, o que se tem, na realidade, é um panorama que apresenta, de um lado, a migração de rádios e, de outro, a criação de emissoras online, o que não é o mesmo que rádio digital, apesar das diversas semelhanças, principalmente no que envolve a qualidade de som. Nair Prata (2008, p. 03) diferencia o significado entre WEB rádio e rádio digital:
O rádio digital, na verdade, oferece possibilidades, além de uma melhor qualidade de som, de recursos que ampliam os formatos de programação atualmente conhecidos e novos canais de interatividade. O rádio na web é também uma forma de radiofonia digital, só que muito mais ampla, muito mais dinâmica, que abarca um número maior de novas possibilidades de gêneros e formas de interação. A webradio também é de fácil operacionalização e manuseio, fatores determinantes para o sucesso de qualquer tecnologia. Não é à toa que hoje em dia a transmissão radiofônica via internet faz parte do dia-a-dia de associações, ONGs, comunidades diversas e universidades, sendo tarefa impossível precisar o número de emissoras que estão na rede. Quando se fala que o futuro do rádio é digital, percebe-se que isto não quer dizer necessariamente a digitalização das ondas hertzianas120, mas uma
nova forma de transmissão que se dá pela internet.
Apesar da tradição das rádios de Porto Alegre, Grêmio e Internacional também observaram o meio como uma oportunidade de mercado e opção para seus ouvintes torcedores. Atualmente, o Internacional tem apostado em formatos audiovisuais. O clube possui um canal de vídeos no Youtube, onde posta reportagens especiais sobre acontecimentos relacionados ao cotidiano, principalmente no que diz respeito aos jogos. Geralmente, quando o Internacional contrata um novo atleta, a TV Inter, como o canal é conhecido, entrevista o jogador primeiramente, antes das demais emissoras de rádio e televisão. O canal TV Inter pode ser acessado no site do clube121, no “menu de notícias”, reservado para postagens da assessoria de imprensa. O Grêmio, por sua vez, além de contar com transmissões e reportagens através da Grêmio TV, possui também uma rádio própria, a Rádio Grêmio122. Mas o clube foi além. Em janeiro de
120 As ondas de rádio ou hertzianas são perturbações físicas causadas pela interação de dois campos:
o elétrico (E) e o magnético (H), variáveis no tempo e perpendiculares entre si. Essas ondas são capazes de se propagar no espaço, irradiadas por uma antena. Podem ser geradas em qualquer frequência, mas, em telecomunicações, são utilizadas ondas de frequência superior a 100 kHz, passando por um processo denominado modulação. O hertz é nomeado em homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, que fez grandes contribuições científicas na área do eletromagnetismo.
121 Ver: https://www.youtube.com/user/assessoriainter.
2015, a direção gremista firmou uma parceria e lançou uma emissora em FM, a Rádio Grêmio Umbro123 90,3 MHz. Conforme o site do clube, são transmitidos, aos moldes da rádio WEB, além dos jogos do time principal, partidas das categorias de base.
O trabalho inicia com a pré-jornada, trazendo os preparativos para o jogo, movimentação dos vestiários e chegada da torcida. Passa pela transmissão do jogo e encerra com a repercussão do resultado, coletivas do técnico, dos atletas e dirigentes. A Grêmio Rádio Umbro 90.3 FM alcança mais de 90 municípios do Rio Grande do Sul, localizados em algumas das principais regiões como Serra, Metropolitana de Porto Alegre e alguns pontos do litoral gaúcho (GRÊMIO, 2015).
Outra vantagem, conforme Nair Prata (2008, p. 08), das rádios WEB, em relação às hertzianas, está, justamente, na questão do alcance. E com a mobilidade nos diversos modelos de aparelhos de smartphones, tablets e notebooks existentes, uma transmissão via web pode ser acessada de qualquer parte do mundo:
A mobilidade talvez seja um dos temas mais destacados pelos conservadores quando o debate é o crescimento da webradio. O desenvolvimento tecnológico está proporcionando a criação de novos aparelhos que vêm diminuindo de tamanho a cada dia. Como aconteceu com o transistor, que livrou o rádio de fios e tomadas na década de 50, hoje a nanotecnologia busca alternativas para a criação e produção em série de pequenos receptores via web que podem ser acessados – como o ouvinte está acostumado – no carro, em vários cômodos da casa, no campo de futebol ou durante uma caminhada. Nos primeiros anos da radiofonia, as pessoas se espantavam com a capacidade de alcance das transmissões e se falava no milagre da presença à distância. Hoje, com a web, o alcance passa a ser mundial. Isto é, pela internet, qualquer emissora, por menor que seja e por mais rudimentares que sejam suas transmissões, pode ser acessada de qualquer computador em qualquer lugar do mundo. Certamente que essa transformação dá uma nova dimensão às rádios de pequena expressão, antes limitadas a um raio restrito de transmissão. Muito comuns hoje em dia, por exemplo, são as rádios universitárias na web que, de repente, ganham projeção mundial, algo antes impensável pelas ondas hertzianas.
De acordo com Cyro César (2009), foi a partir de 2003124 que começaram os estudos de rádio digital no Brasil125. Em 2005, o engenheiro Gilberto Kussler apresentou relatório à Anatel de estudo de transmissão digital no Sistema Globo de
123 A UMBRO é uma marca inglesa de materiais esportivos. Fornecedora oficial do Grêmio em 2015. 124 “Os primeiros receptores digitais chegaram ao mercado brasileiro em 2006 por meio da Visteon
Sistemas Automotivos, que desenvolve equipamentos de áudio para automóveis” LOPES, acesso em 2015. Ver: http://tudoradio.com/conteudo/ver/2-O-Radio-Digital
125“Em 2005, a Rádio Gaúcha foi a primeira emissora comercial brasileira a realizar uma transmissão
experimental de recepção digital do Brasil pelo padrão IBOC (In-Band-On-Channel), da empresa iBiquity Digital. Outro sistema testado pela Rádio Nacional de Brasília é o Digital Radio Mondiale (DRM) desenvolvido e adotado por países europeus”, (KLÖCKNER). Acesso em 2015. Ver: https://blog.ufba.br/portaldoradio/linha-do-tempo/.
Rádio (VIANNA E FIALHO, 2009). Como a história mostra, até o rádio chegar a esse ponto, houve diversos tipos de mudanças de caráter tecnológico ao longo das últimas décadas. Chama atenção o fato de que, em comum a tudo isso, em relação ao rádio, provocou-se um questionamento bastante parecido entre diferentes épocas. Assim como, segundo Ferraretto (2010) e Silva (2005), questionou-se se a TV iria “matar” o rádio, passou-se a uma pergunta parecida, alterando apenas a televisão pela internet, na pergunta: Será que a internet pode “matar” o rádio?
De fato, percebe-se que o rádio não morreu, pelo contrário. Da mesma forma como aconteceu durante os anos 1950, quando a TV, com atraso, estabeleceu-se no Brasil, o rádio procurou formas de adaptar-se, diante da nova mídia.A pergunta não é se as tecnologias irão decretar o fim do rádio, mas, onde o rádio vai parar? Assim como questiona-se, atualmente, para onde o jornalismo irá? A tecnologia digital vem provocando modificações de ordem estrutural. Dois casos recentes no Rio Grande do Sul, refletem muito bem o estado de dúvidas quanto ao futuro do jornalismo e dos meios. Talvez, mais do que o rádio, o futuro dos jornais impressos também está em pauta de discussão. Em abril de 2015, o Grupo Pampa de Comunicação divulgou nota esclarecendo que, em função, principalmente do alto preço do dólar americano, o jornal O Sul126 deixava de circular no formato impresso, permanecendo apenas a versão online, gratuita.
No rádio de Porto Alegre, ocorreu fato semelhante com a Rádio Ipanema, de propriedade do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Apesar da tradição da emissora, que se dedicou durante 30 anos à difusão do gênero rock and roll, a decisão, conforme o diretor de jornalismo da Band no Rio Grande do Sul, Renato Martins, foi estratégica127. No dia 18 de maio de 2015, a Ipanema migrou para a internet e a Band assumiu a frequência 94.9 FM, com a mesma programação da frequência 640 AM. A medida adotada pelo Grupo Bandeirantes, além de referir-se a questões financeiras, a exemplo do que ocorreu como o jornal O Sul, teve a ver também com outros dois fatores. O primeiro focou na busca de audiência e aposta no jornalismo e esporte. E a segunda tem a ver com a transferência das emissoras AM para FM, decretada pela
126 Ver: http://www.coletiva.net/noticias/2015/04/o-sul-deixa-a-versao-impressa-e-fica-so-no-online/. 127 http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/05/radio-ipanema-saira-do-ar-em-fm-a-partir-
presidente Dilma Rousseff, em 2013. Conforme reportagem de Mônica Tavares, para o jornal O Globo128 (2014):
Em novembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto autorizando as emissoras de rádio AM migrarem para a faixa de FM, mas ele precisava ser regulamentado. A medida, que beneficiará cerca de 1.700 rádios AM de todo o país ou 90% do total, vai melhorar a qualidade da recepção para os ouvintes e evitar que a audiência destas emissoras diminua cada vez mais.
Esse tipo de iniciativa não é novidade para o Grupo Bandeirantes de comunicação, como descreve Cyro César (2009). Segundo o autor, “em 1990, foi criada a Rede Bandeirantes de Rádio, a primeira no país em operação via satélite, com setenta emissoras FM e sessenta AM em mais de oitenta regiões do Brasil”. (CÉSAR, 2009, p. 65).
Magnoni e Carvalho (2010) descrevem que o Brasil vive um processo de transição das transmissões analógicas para as digitais. Em 2015, esse processo de alteração seguiu indefinido. Conforme matéria de Paulo Higa129 (2015) para o Tecnoblog, informativo sobre tecnologia do site R7, no caso das TVs, a expectativa de desligamento total do sistema analógico está prevista para o ano de 2018. Conforme o Ministério das Comunicações, mais de 93% dos municípios precisam captar o sinal digital, para que o desligamento, enfim, ocorra. Conforme Higa (2015), o cronograma é o seguinte:
O Ministério das Comunicações definiu, em junho de 2014, o cronograma do desligamento do sinal analógico em cada município. Com a transição, que está sendo aguardada especialmente pelas operadoras, a frequência de 700 MHz será liberada para o 4G. No Brasil, as redes móveis de quarta geração usam atualmente as faixas de 1.800 MHz e 2.600 MHz. Os primeiros a terem o sinal de TV analógica desativado serão os moradores de Rio Verde, município de 197 mil habitantes localizado em Goiás que foi escolhido para ser a cidade piloto. Isso acontecerá no dia 29 de novembro de 2015. Ao longo de 2016, o desligamento será feito em grandes capitais: Brasília (3 de abril), São Paulo (15 de maio), Belo Horizonte (26 de junho), Goiânia (28 de agosto) e Rio de Janeiro (27 de novembro).
Segundo Magnoni e Carvalho (2010, p. 10), o sistema brasileiro de rádio digital foi implantado “por meio da portaria 290 (de 30 de março de 2010) que instituiu o SBRD, sem escolher o padrão lógico que será utilizado para digitalização do rádio”.
128 Ver: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/transferencia-do-sistema-de-radio-am-para-fm-
deve-comecar-no-fim-do-ano-11858417.
De acordo com César (2009, p. 260), o Brasil havia escolhido, inicialmente, o padrão americano, conhecido como In Band on Channel (Iboc).
O modelo tinha ganho a preferência, pois opera tanto em analógico, quanto digital. Porém, quando os primeiros testes foram realizados, em 2003, o sistema apresentou muitos problemas, tais como, pouca capacidade de propagação, delay de oito segundos do sinal digital em relação ao analógico e impossibilidade de utilização de receptores portáteis.
O Governo Federal compreende que a mudança servirá para qualificar o som e para uma operação mais eficiente nos espectros das frequências moduladas e ondas médias. Por enquanto, o Ministério das Comunicações está em período de testes para avaliar que tipo de sistema pode ser adotado pelo Brasil, ou, se o próprio país poderia desenvolver um tipo próprio. E segundo, ainda, Magnoni e Carvalho (2010, p. 10), um tempo mais longo de transição pode ser fundamental para que se defina, da melhor forma, uma nova legislação que atenda, tanto os sistemas de rádio, quanto o público ouvinte. Uma das preocupações que se tem, quanto ao futuro, é sobre os preços dos equipamentos. A ideia é que sejam acessíveis à população, de maneira geral:
Também cresce a possibilidade de que não haja mais um aparelho de recepção exclusiva para o veículo, um novo “radinho digital a pilhas”. Os telefones celulares multimídia já incorporaram a recepção de internet móvel, de rádio e de televisão. Com o espantoso índice de progressão desse tipo de telefonia no Brasil, será mais lógico, e até mais barato para o ouvinte, a compra de um terminal multiuso.
Reportagem do informativo online Olhar Digital (2015), amplia a discussão sobre os motivos pelos quais o Brasil ainda não implantou o rádio digital de forma definitiva, e por que esse processo ainda estaria e lenta progressão:
A principal vantagem da transmissão digital, claro, é em relação à qualidade do áudio. Agora, vamos aos problemas. Por que será que ainda não temos rádio digital por aqui?!... As dificuldades de implantação envolvem questões práticas e técnicas. Existem pelo menos quatro formatos de rádio digital mundo afora: um americano, dois formatos europeus e um formato japonês. Mas infelizmente nenhum atende às necessidades do Brasil. Outro problema são as rádios piratas. Enquanto no rádio analógico uma interferência produz um chiado na transmissão, no rádio digital, qualquer interferência maior simplesmente interrompe completamente a transmissão – nem o chiado se ouve...
Ainda, conforme a reportagem, “cerca de 50% das emissoras brasileiras possuem parque técnico com mais de 40 anos”:
Testes com transmissão digital no Brasil ainda mostraram que a cobertura das antenas digitais tem uma limitação física maior do que as analógicas. Assim, não seria possível atingir a mesma cobertura da transmissão analógica com o mesmo número de antenas. O que isso significa? Mais dinheiro... Resultado dessa situação? No Brasil, o rádio online – distribuído pela internet – chegou na frente. À medida que cada vez mais pessoas possuem dispositivos móveis conectados e a infraestrutura de banda larga móvel do país melhora, mais gente aproveita para curtir as rádios online ou os serviços de streaming de música. Ou seja, existem boas chances do rádio digital brasileiro não passar de projeto. O tempo dirá (OLHAR DIGITAL, 2015).
Todos os sistemas que compreendem os sinais de AM e FM, no caso do rádio, e UHF e VHF, no caso da televisão, são sinais que fazem parte de um enlace130 de radiocomunicação. Carvalho, Badinhan e Horta (2011, p. 37), explicam a relação desses sinais, dentro chamado canal rádio:
É um segmento do espectro de frequências, com largura de banda BW, ocupado pela onda eletromagnética que transporta a informação. O espaço livre é o meio físico das comunicações via rádio. O canal rádio é o sistema que apresenta o menor custo, porém as ondas eletromagnéticas, por se propagarem no espaço livre, encontram problemas de distúrbios e interferências, o que evidencia sua fragilidade. Um enlace de radiocomunicação é formado por equipamentos chamados de transceptores, capazes de captar e retransmitir os sinais, interligando todo o sistema. Dentre os vários sistemas de rádio estão as transmissões de TV nas faixas de VHF e UHF, as rádios comerciais FM e AM e as comunicações via satélite.
Existe uma grande confusão sobre o que realmente está acontecendo com o rádio, neste momento efetivo de convergência entre meios. No caso da já referida Rádio Ipanema, do Grupo Bandeirantes, o que ocorreu é que a emissora migrou para a internet. A frequência FM continua existindo, porém, a Ipanema foi substituída pela Band. Aliás, quando se fala em convergência, principalmente devido às rápidas transformações proporcionadas pela tecnologia nos últimos anos, tem-se a impressão de que a palavra reflete alguma coisa extremamente atual, ou um processo que está exclusivamente focado em um futuro próximo. Na verdade, a convergência está acontecendo, porém, é errado afirmar que esse processo é de agora. Conforme Briggs e Burke (2006, p. 262), “os rótulos históricos tendem a se fixar às sociedades segundo o que parece ser, por uma variedade de razões, sua principal tecnologia de comunicações” Briggs e Burke (2006) querem dizer que, o termo convergência, tão “atual”, é muito mais amplo do que, simplesmente, um rótulo ligado à tecnologia, principalmente quando compreende o avanço dos computadores.
Na sequência, este capítulo Os Narradores Contemporâneos, apresentará a história de Marco Antônio Pereira, narrador técnico, criativo, que começou a marcar seu nome na história do rádio porto-alegrense, no final dos anos 1980, início dos 1990, atuando pela Rádio Guaíba. Com passagem pela equipe da Bandeirantes, foi na Rádio Gaúcha que o narrador se consagrou. Porém, demitido pela Gaúcha em 2015, retornou à Caldas Júnior, para seguir sua trajetória.