ANALİZLERİ GZFT
TARIM VE HAYVANCILIK
Neste ponto do trabalho e ao concluir a investigação é possível verificar as hipóteses inicialmente formuladas.
Relativamente à primeira hipótese: Não existe uma doutrina nacional de cooperação
Civil-Militar. Os conceitos, técnicas, tácticas e procedimentos no âmbito da cooperação Civil-Militar em uso a nível nacional inspiram-se essencialmente nos manuais dos EUA e da NATO, foi parcialmente validada com base na análise do primeiro
capítulo e através da questão nº 4 da entrevista à primeira amostra. Os conceitos, técnicas, tácticas e procedimentos da cooperação Civil-Militar a nível nacional inspiram-se essencialmente nos manuais da NATO. Quando apareceu a necessidade do Exército português elaborar doutrina neste âmbito, esta foi absorvida dos nossos aliados NATO. Por outro lado, através da pergunta nº4, verificamos que aquando a projecção inicial de forças para Timor pouco havia sobre estes assuntos, levando os comandantes a prepararem-se pela doutrina dos manuais portugueses da guerra subversiva. Contudo numa fase posterior alguns batalhões já procuraram, através dos comandantes e oficiais responsáveis por esta
Capítulo 5 – Conclusões e Recomendações
ASFORÇASNACIONAISDESTACADASEACOOPERAÇÃOCIVIL-MILITAR 36
área estudar doutrina aliada sobre o tema. Ainda em relação a este aspecto, o próprio escalão superior, a PKF, levou a cabo alguns estágios já no terreno, para a área do CMA. Na minha opinião, com estas duas fundamentações permite-nos concluir que apesar de o Exército com o passar do tempo ter demonstrado a preocupação em desenvolver manuais que auxiliassem as nossas FND, esse esforço foi produzido bastante depois do inicio da missão em Timor-Leste. Assim, verificamos que os todos os batalhões absorveram as técnicas e ensinamentos utilizadas nos manuais de guerra subversiva, apesar de terem uma estrutura ao nível da CIMIC tipicamente NATO.
Quanto à segunda hipótese: A estrutura das FND que actuaram no TO de Timor-Leste,
no quadro da cooperação Civil-Militar, visaram sobretudo aconselhar e apoiar a tomada de decisão dos respectivos Comandos perante situações específicas. A organização das FND não incluía formações especialmente vocacionadas para a cooperação Civil-Militar. Esta hipótese foi totalmente refutada como indica o observado no
2º capítulo e nas perguntas nº3, nº4, nº6 da entrevista à primeira amostra e nas perguntas nº3, nº4, nº5 da entrevista à segunda amostra. As FND, de facto, não incidiram no treino no âmbito da Cooperação, pois tinham como objectivo fundamental treinar as principais tarefas a que iam estar sujeitas em Timor-Leste. Contudo e apesar do conceito em voga no Exército ao nível da Cooperação Civil-Militar ser o “On Job Training”, houve uma preocupação de capacitar os elementos Estado-Maior responsáveis por estas actividades, com conhecimentos neste âmbito. Isto quer através de estágios e cursos, quer através da injecção de incidentes para que as forças pudessem treinar estas actividades. Através dos RFM e das entrevistas pudemos perceber que na organização da maior parte das FND, esta compreendia uma estrutura vocacionada para a CIMIC composta por uma célula CMA de Estado Maior e por equipas CMA nas subunidades. Estas estruturas no quadro da CIMIC, não só visavam aconselhar e apoiar a tomada de decisão do comandante perante situações específicas, mas também visavam a coordenação e o planeamento de acções de Cooperação Civil-Militar por toda a AOR. As subunidades do batalhão além das suas tarefas normais de segurança, tinham também a missão de executarem essas acções planeadas pela célula e equipas CIMIC da FND.
No que diz respeito à terceira hipótese: As FND utilizaram extensivamente a capacidade
supletiva das valências existentes da força, tirando também partido do grau de inserção das suas forças de escalão táctico Pelotão, operando no terreno. Ocasionalmente exploraram oportunidades pontuais, em associação com o Comando no Território Nacional, o escalão superior no TO, as autoridades locais e as ONGs.
Esta hipótese foi totalmente verificada, tanto pelo terceiro capítulo como pelas perguntas nº7 e nº8 da entrevista à primeira amostra, e as perguntas nº6, nº7 e nº8 da entrevista à
Capítulo 5 – Conclusões e Recomendações
segunda amostra. A caracterização do TO levou aos batalhões a adoptarem a disposição no terreno segundo o “conceito de quadrícula”. Isto possibilitou uma grande inserção das forças no TO, fazendo com que, a interacção com a população e a criação de laços de amizade permitisse levar a cabo outras missões que não as da segurança. Missões essas, que se propusessem a desenvolver as estruturas civis de Timor-Leste, tendo em vista criar condições que levassem o país a adquirir meios de subsistência para a retirada das forças. Após análise e estudo dos RFM e das entrevistas, principalmente das efectuadas à segunda amostra, verificamos que as FND até tinham uma capacidade significativa para desenvolver acções de Cooperação Civil-Militar, planeando um número bastante grande de acções. È bem verdade, que também tal foi possível através da acção do módulo sanitário e do modulo ou Destacamento de Engenharia, pois proporcionavam grande flexibilidade de empenhamento ao comandante.
De facto, aproveitando o grau de inserção no terreno das suas forças, a todos os escalões, as FND utilizaram muito para além da sua capacidade na exploração das oportunidades para melhorar a sua imagem perante a população e mostrar-se como uma força de segurança e apoio, em vez de uma força de imposição. Para isto, também ajudou as relações obtidas com as diferentes organizações internacionais, ONG`s, autoridades locais e mesmo o apoio vindo de Portugal.
Por fim a quarta hipótese: A cooperação Civil-Militar teve um efeito multiplicador das
possibilidades das FND no TO, e portanto, contribuiu para uma melhor aceitação e compreensão do papel da FND pela população local, permitindo simultaneamente, melhorar a protecção da força e cumprir integralmente a sua missão. Esta hipótese foi
totalmente verificada pelo quarto capítulo e pela análise dos RFM. A Cooperação Civil-Militar foi importantíssima na actuação das nossas FND. A organização das forças no âmbito da Cooperação Civil-Militar com as Células CMA e as Equipas CMA contribuiu, assinalavelmente, para a aceitação da nossa Força pelos Naturais de Timor, e para que a mesma pudesse actuar, mais assertivamente no TO.
O desenvolvimento das acções CMA possibilita a criação de um clima de confiança, facilita a interacção com a população, permitindo o estabelecimento de um ambiente propício ao prosseguimento da missão. O CMA/CIMIC foi uma das possibilidades para implementar a actividade de informações usada no TO de Timor-Leste por algumas FND. O CMA/CIMIC era usado em função das operações e na recolha de informação. Aqui as patrulhas CMA tiveram um desempenho fundamental pois possibilitavam o acesso às populações mais isoladas. Com tudo isto podemos afirmar que o CMA/CIMIC facilitava as operações concorrendo para a protecção da força e para a aceitação dos militares portugueses, cumprindo a sua missão.
Capítulo 5 – Conclusões e Recomendações
ASFORÇASNACIONAISDESTACADASEACOOPERAÇÃOCIVIL-MILITAR 38