BÖLÜM IV: SEKTÖRDEKİ BAŞLICA SORUNLAR VE ÇÖZÜM ÖNERİLERİ
B- Üretim Sorunları
13- Tarım politikalarının etkisiyle oluşan problemler:
A discussão sobre gestão no contexto da estrutura judiciária, já ficou dito, é tema recente entre nós. Frente a essa circunstância, houve a tendência de importar-se o modelo vigente na iniciativa privada, procedendo-se a algumas adaptações para que vigorasse no contexto do Judiciário.61 Essa prática trouxe alguns resultados positivos, porém insuficientes diante das particularidades da Administração Pública, notadamente no âmbito da estrutura judicial.
Paralelamente a isso, dá-se que a maior parte das iniciativas relacionadas aos processos de Gestão Judiciária têm como pano de fundo o processo de industrialização da jurisdição, fruto do fenômeno da judicialização. Essa consideração mostra-se relevante, notadamente para o presente trabalho, porque como será possível perceber, as práticas de gestão nesse campo decorrem de uma perspectiva parcial e incompleta.
Oportuno considerar aqui, que as providências relacionadas à Gestão Judiciária cumprem relevante e significativo papel na organização e no funcionamento dos órgãos judiciais na atualidade e que sem as mesmas, seria inviável pensar-se na atuação do Judiciário de forma tão ampla como ocorre na atualidade. A reflexão que se quer trazer a baila, é no sentido de que a Gestão Judiciária se estrutura a partir de uma visão insuficiente do complexo universo judicial.
O processo de judicialização teve como um de seus principais efeitos, já ficou dito, a industrialização da jurisdição, em razão da qual os juízes produzem decisões em escala industrial.62 Paralelamente, o Judiciário tem um passivo histórico com a sociedade relacionado a uma quase crônica morosidade na sua atuação. Essas duas circunstâncias somadas, o volume industrial de processos e a morosidade, criaram o ambiente próprio à idéia de gestão ligada à quantidade de processos e à celeridade. Mais em menos tempo.
Eis aí a perspectiva já mencionada. Não se pretende negar que o gestor deve necessariamente trazer à pauta dos debates a reflexão sobre volume e tempo, no entanto, parece claro que a agenda judiciária não se esgota nesse binômio. A idéia de gestão tem
61
BORDASCH, Rosane Wanner da Silva. Gestão cartorária: controle e melhoria para a razoável duração dos processos. v. IV. Coleção Administração Judiciária – Poder Judiciário do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, mar 2009.
62 CNJ – Conselho Nacional de Justiça. Justiça em números. Disponível em: <http://www.cnj.jus.br/programas-
partido da equivocada percepção de que a celeridade, enfim, o tempo, é o senhor da qualidade.
Colhe-se no ponto a pertinente lição, assim lançada:
Seguindo Dínio de Santis Garcia, é enganosa a idéia de que ‘a melhor justiça seria a que decidisse a causa de imediato, assim que formulada a queixa pela parte lesada’.
A assertiva, fundada no princípio da segurança jurídica, se justifica: o processo judicial guarda natureza eminentemente dialética e visa, como meio de realizar o justo, o descobrimento da verdade.7
Sendo assim, o processo deve, entre outras coisas, se acautelar quanto à possibilidade de o autor deduzir fatos inverídicos ou, ainda verdadeiros, insuscetíveis de produzir os efeitos jurídicos deles esperados.
Esta a razão fundamental porque, como uma das maiores conquistas do Direito Processual, tem-se consagrado o princípio da bilateralidade da audiência como um dos pilares em que se assenta a justiça organizada, ressalvada tão só a possibilidade de sua relativização em casos excepcionais. Não basta, todavia, a oitiva do réu, impondo-se o oferecimento às partes de iguais oportunidades de demonstração de sua verdade – admitindo-se, por hipótese, sua pluralidade -, e isso exige tempo muitas vezes superior ao quanto desejado, ao menos por uma das partes.
Concluída a fase de busca da verdade, as partes têm a faculdade de se manifestar quanto aos elementos trazidos à base instrumental – os autos do processo – e, cumpridas eventuais formalidades outras, a ação estará madura para julgamento em primeiro grau de jurisdição.
Proferida sentença, de mérito ou não, as partes interessadas podem recorrer pelo menos a uma segunda instancia, de maneira que o tempo necessário para sua apreciação em grau de recurso passa a constituir drama maior que sentença judicial contrário a seus interesses, ao menos aos jurisdicionados de boa-fé.
A bem da verdade, a lei processual é farta na estipulação de prazo para a realização de atos, quer pelas partes quer pelos órgãos jurisdicionais. Mas, à exceção dos prazos processuais impostos às partes, porque peremptórios, eles dificilmente são respeitados – seja por causa da saturação dos órgãos judicantes seja por razões outras. Surge, então, a idéia de estimar a duração do processo mediante o padrão dos chamados prazos razoáveis.63
Parece fora de dúvida que o tempo, mais propriamente a celeridade, se constitui em valor que deve ser preservado como uma conquista da moderna ciência processual, no entanto, igualmente parece não ser correta a visão que esgota nesse elemento as discussões sobre gestão e aprimoramento da jurisdição. Para o objetivo do trabalho, interessa a perspectiva da gestão vista naquele segundo sentido, relacionado à atividade jurisdicional propriamente considerada e que opera sobre o processo.
63
DIAS, Rogério A. Correa. Administração da Justiça: a gestão pela qualidade total. Rio de Janeiro: Millenium, 2004. p. 3-5.
Parece então, adequado destacar nesse contexto algumas providências usualmente adotadas nesse campo e os reflexos das mesmas no universo judicial, de acordo com o rol elencado em algumas páginas anteriores, em três tópicos específicos.
3.3 PRINCIPAIS PROVIDÊNCIAS ADOTADAS NO CAMPO DA GESTÃO JUDICIÁRIA