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2. GENEL BİLGİLER

2.5. Yoga

2.5.3. Yogada Kullanılan Nefes Teknikleri ve Yararları (Pranayama)

2.5.3.4. Tam Nefes

O Master, a partir de 1962, se fortaleceu enquanto organização dirigente, estreitando os laços das associações em nível estadual e mantendo uma liderança na defesa da reforma agrária. Nesse mesmo período, foi iniciado um contato maior com outras entidades, com a realização de atividades conjuntas entre o Master, os sindicatos urbanos e as entidades de estudantes. Esses laços foram fortalecidos a partir da posse do governador Meneghetti quando, com a intensifi cação da repressão, a solidariedade emprestada por esses setores passou a ser fundamental à luta dos sem-terra.

O I Encontro Camponês Estadual, convocado pelo Master, após várias tentativas frustradas, foi em 31 de março e 1o de abril de 1962, sendo

convidadas as 150 Associações de Sem-Terra e Uniões de Agricultores Sem-Terra.13

Em 5 de agosto de 1962, o Master instalou uma assembléia permanente e lançou um documento às autoridades do Governo Federal e estadual, no qual reivindicava a aprovação de uma Reforma Agrária Radical e posicionava- se contra a violência enfrentada pelos agricultores sem-terra. Ao mesmo tempo, aderiu ao Pacto de Unidade e Ação com os operários e estudantes – a Aliança Operário-Estudantil-Camponesa. Também exigiu do IGRA a entrega imediata de terras prometidas pelo governo estadual. Ressalta-se que a entrega dos primeiros lotes pelo Governo Brizola aos sem-terra havia ocorrido em junho de 1962 (131 lotes em Camaquã), e a maior parte deles só foi distribuída em dezembro de 1962, um mês antes de deixar o governo do estado, pressionado pelo Master.

Após várias tentativas, o I Congresso do Master realizou-se de 15 a 17 de dezembro de 1962. A tese central dos debates foi a “necessidade de uma reforma agrária que acabe com a propriedade latifundiária e entregue

13 Pelos dados coletados, existiam associações de agricultores sem-terra em 75 municípios;

a vida dessas associações era bastante instável, girando principalmente em função dos acampamentos.

terra aos camponeses”. A pauta incluía o tema do associativismo rural e a discussão e aprovação dos estatutos do órgão estadual, resoluções e moções. Conforme Ari Saldanha (Entrevista, novembro/1983), a realização do Congresso não obteve, de início, o apoio do governador Brizola, pois ele preferia que o mesmo ocorresse mais tarde. Mas a direção do Master insis- tiu, entendendo que o Congresso deveria se realizar antes da posse de Ildo Meneghetti (dia 31 de janeiro de 1963). Segundo Saldanha, foi apenas depois de tudo estar decidido que o governador Brizola apoiou a sua realização.

O Congresso foi precedido de alguns encontros regionais preparatórios em Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas e Uruguaiana e contou com a presen- ça de mais de cem pessoas – 72 delegados e 28 representantes do governo estadual, Câmara Municipal, sindicatos urbanos, estudantes, representações de outros estados e Lindolpho Silva, pela ULTAB. No Congresso, foram aprovados uma carta de reivindicações e os Estatutos e eleitos a diretoria e o conselho deliberativo do Master.

A Carta Reivindicatória aprovada pelo I Congresso (1962) levantava, como fundamental, a luta pela Reforma Agrária Radical, objetivando dar terra aos camponeses e acabar com a propriedade latifundiária, com os seguintes pré-requisitos:

estabelecer um limite máximo para a área da propriedade territorial; regulamentar a venda, doação ou concessão em usufruto das terras desapropriadas dos latifún- dios; eliminação do parágrafo 16 do Artigo 141 da Constituição Federal para que as desapropriações pudessem ser feitas com títulos resgatáveis a longo prazo; desa- propriação, preliminarmente, das áreas marginais das principais vias de transporte e próximas aos centros urbanos. Também foram aprovadas moções exigindo a entrega imediata das terras já desapropriadas pelo governo estadual e a regularização da situação dos camponeses. (Terra Livre, jan/1963)

Como se vê, eram posições semelhantes às defendidas pelo Congresso de Belo Horizonte, realizado em novembro de 1961, e mais radicais, se comparadas com as propostas do Estatuto do Primeiro Núcleo do Master, elaborado em junho de 1960.

Mesmo reafi rmando a proposta de criação de associações de agricultores sem-terra, pequenos e médios agricultores, a Carta levantava a importância do “apoio e ajuda à criação de sindicatos rurais e incentivo à sindicalização dos trabalhadores rurais”. Também constava o apoio do Master à luta do povo brasileiro pela emancipação nacional, à Declaração de Goiânia e à Declaração de Princípios do I Encontro de Libertação Nacional, assim como à Carta de Princípios do I Congresso Nacional de Lavradores e Tra- balhadores Agrícolas, realizado em Belo Horizonte (Terra Livre, n.118 de janeiro de 1963).

Por ocasião do Congresso, o coordenador do IGRA, Paulo Schmidt, prometeu que o governo do estado distribuiria, até fi ns de janeiro de 1963,

as glebas desapropriadas aos sem-terra habilitados e garantiu a participação ativa do IGRA na campanha de sindicalização rural promovida pelo Master. Ainda em relação ao Congresso destacam-se a escolha da diretoria de- fi nitiva da Federação dos Agricultores Sem-Terra, Pequenos e Médios Pro- prietários, e a tentativa dos “brizolistas” de escolher uma diretoria composta apenas de elementos de sua corrente, indicando, para presidente, Milton Serres Rodrigues, e, para secretário-geral, Romeu Barlese. Isso quando o plenário já tinha uma chapa formada propondo Milton Serres Rodrigues para presidente; Euzébio França para secretário-geral e Ari Saldanha para primeiro-secretário. Diante dessa divisão, foi elaborada uma chapa con- ciliatória incluindo Barlese como um dos vice-presidentes da Federação. Contudo, Barlese não abriu mão de sua chapa e as duas foram para votação, ganhando a do plenário, por 55 votos contra 16.

Depois do Congresso, segundo dados coletados no Última Hora, Mil- ton Serres absteve-se de uma participação ativa no Master, assumindo o exercício da presidência Romeu Barlese. Logo depois este foi substituído14

por Rosauro Charlat de Souza e, meses mais tarde, por Euzébio França e por Ari Saldanha, quando, já com Ildo Meneghetti no governo do estado, a repressão intensifi cou-se, fi cando a partir de então os comunistas com a hegemonia na direção do Master.

Quanto à disputa entre brizolistas e comunistas, segundo entrevista realizada com Ari Saldanha, o governador Brizola realmente tinha interes- se em impedir a participação dos comunistas no Master (entrevista com Ari Saldanha, em agosto de 1982 e em novembro de 1983). Segundo conta Saldanha, o governador chegou, através de Milton Serres Rodrigues, a so- licitar sua saída da diretoria do Master, senão a entidade perderia sua sede social, paga pelo governador.

A TERCEIRA FASE DO MASTER:

Benzer Belgeler