1.4. Halka Arz Yöntemleri
1.5.1. Talep Toplama Yöntemi
A amostra FAF-D7-1 foi isolada da fração em acetato de etila das folhas de J.
acuminatissima, apresentando-se como um sólido amarelo amorfo. A Figura A42 (p. 192)
mostra o espectro no IV de FAF-D7-1. A banda em 3342 cm-1 é característica de estiramento de O-H. Absorção em 2931 atribuída a estiramento de C-H de cadeia alifática. Os sinais intensos registrados em 1117, 1057 e 1017 cm-1 são característicos de estiramento de C-O.
O espectro de RMN de 1H de FAF-D7-1 (Figura A43, p. 193) mostra um dupleto em
δH 4,10 (J = 8,0 Hz), um tripleto registrado em δH 3,95 (J = 8,0 Hz), sinais sobrepostos na
região δH 3,78-3,53 e um multipleto em δH 3,31 característico de átomos de hidrogênio
carbinólico. O tripleto em δH 1,15 (J = 7,0 Hz) é característico de átomos de hidrogênio de
grupo metila ligado a um grupo metileno.
O espectro de RMN de 13C e o subespectro de DEPT 135° (Figuras A44 e A45, p. 194 e 195, respectivamente) mostram um sinal em δC 105,4 de carbono não-hidrogenado ligado a
dois átomos de oxigênio. Os sinais registrados em δC 83,5, 78,6 e 77,4 correspondem a átomos
de carbono ligados a oxigênio e mono-hidrogenado. Os sinais em δC 65,1, 62,1 e 58,0
correspondem a átomos de carbono metilênicos ligados a nitrogênio. O sinal em δC 16,2 é
atribuído a átomo de carbono de grupo metila.
O mapa de contornos HSQC de FAF-D7-1 (Figura A46, p. 196) mostra correlação do sinal em δH 4,10 com o sinal de carbono em δC 78,6. O sinal registrado em δH 3,95 mostra
correlação com o sinal de carbono em δC 77,4. O sinal em δH 3,75 correlaciona-se com o sinal
de carbono em δC 83,5. Os sinais em δH 3,72 e 3,58 mostram correlação com o sinal de
carbono em δC 65,1. Os sinais registrados em δH 3,77 e 3,55 mostram correlação com o sinal
de carbono em δC 58,0 e os sinais em δH 3,65 e 3,54 correlacionam-se com o sinal de carbono
em δC 62,1. O sinal em δH 1,15 apresenta correlação com o sinal de carbono registrado em δC
16,2.
O mapa de contornos COSY de FAF-D7-1 (Figura A47, p. 197) mostra correlação entre os sinais de hidrogênio em δH 4,10 e 3,95. O sinal em δH 3,95 correlaciona-se também
com o sinal em δH 3,75. O sinal em δH 1,15 correlaciona-se com os sinais de hidrogênio em δH
3,77 e 3,55.
O mapa de contornos HMBC de FAF-D7-1 (Figura A48, p. 198) mostra correlação do sinal de hidrogênio em δH 4,10 com o sinal de carbono metínico registrado em δC 77,4 e com
o sinal de carbono metilênico em δC 62,1. O sinal de hidrogênio em δH 3,95 correlaciona-se
com os sinais de carbono em δC 65,1 e 83,5. O sinal de hidrogênio em δH 3,75 correlaciona-se
com os sinais de carbono em δC 105,4 e 65,1. Os sinais de hidrogênio registrados em δH 3,72 e
3,58 correlacionam-se com o sinal de carbono em δC 77,4. O sinal de hidrogênio em δH 1,15
correlaciona-se com o sinal de carbono em δC 58,0. As análises de RMN sugerem que o
composto FAF-D7-1, corresponde à substância 3-etil-8-oxa-3-azabiciclo [3,2,1] octano-1,6,7- triol. De acordo com o levantamento feito na literatura esta é uma substância inédita.
Cálculos BLYP/6-31G * de otimização da geometria foram realizados para FAF-D7-1 com uma geometria de partida com base em diferentes estruturas de 3-etil-8-oxa-3-azabiciclo [3.2.1] octano-1,6,7-triol. A estrutura 3-etil-8-oxa-3-azabiciclo [3.2.1] octano-1,6,7-triol contendo os grupos hidroxi na posição endo nos átomos de carbono 6 e 7 (E = -669,23573863 Hartree) é a mais estável quando comparada às demais estruturas analisadas. Além disso, cálculos de deslocamento químico de carbono foram realizados para as geometrias otimizadas em mesmo nível de cálculo. Correlações de dados experimentais de RMN de 13C de FAF-D7- 1 com deslocamentos químicos de carbono calculados de 8-oxa-3-azabiciclo [3.2.1] octano- 1,6,7-triol-3-etil (R2 = 0,9920) mostram maior coeficiente de correlação do que para as demais estruturas analisadas. Como resultado, as análises experimentais e teóricas de FDF- D7-1 correspondem ao alcaloide 3-etil-8-oxa-3-azabiciclo [3.2.1] octano-1,6,7-triol.
3-etil-8-oxa-3-azabiciclo [3.2.1] octano-1,6,7-triol: IV (ATR; cm-1) ν 3342, 2931, 1117, 1057, 1027,1921, 668, e 616; RMN de 1H (400 MHz; CD3OD) δH 4,10 (H-7), 3,95 (H-6), 1,15 (H- 10); RMN de 13C (100 MHz; CD3OD) δC 105,5 (C-1), 83,5 (C-5), 78,6 (C-7), 77,4 (C-6), 65,1 (C-4), 62,1 (C-2), 58,0 (C-9) e 16,0 (C-10). O H N O OH CH3 O H 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
3.7.2. Análise Estrutural de FAF-DA8
A amostra FAF-DA8 foi isolada da fração em acetato de etila das folhas de J.
acuminatissima após fracionamento em coluna de sílica gel e recristalização em clorofórmio e
metanol, obtendo-se um sólido branco amorfo de p.f. = 282,2-286,8 °C. Apresentou teste de Liebermann-Burchard positivo para esteroides.
O espectro na região no IV de FAF-DA8 (Figura A49, p. 199) mostra banda de absorção em 3448 cm-1 atribuída a estiramento de O-H. As absorções na região de 2917, 2848 cm-1 e de 1471 e 1378 cm-1 foramatribuídas respectivamente a estiramento angular de C-H de cadeia alifática (Silverstein et al., 2006; Pavia et al., 2010).
O espectro de RMN de 1H de FAF-DA8 (Figura A50, p. 200) mostra vários sinais na região entre δH 5,38 e 3,95 característicos de átomos de hidrogênio alquenílico, carbinólico e
de grupos hidroxílicos (Kojima et al., 1990; Kasai et al., 1987). Os demais sinais registrados entre δH 1,76 e 0,68 podem ser atribuídos a átomos de hidrogênio alifático de esteroides.
O espectro de RMN de 13C e o subespectro de DEPT 135° de FAF-DA8 (Figuras A51 e A52, p. 201 e 202, respectivamente) mostram sinais similares aos registrados para FHF- HD10 (Figuras A6 e A7, p. 156 e 157, respectivamente), indicando que FAF-DA8 trata-se de uma mistura de derivados de β- sitosterol e estigmasterol. Os sinais registrados em δC 102,6,
78,5, 78,3, 75,4, 71,7 e 62,9 podem ser atribuídos a um substituinte glicosídeo em C-3 de ambos os esteroides. A Tabela 3.5 (p. 62) mostra dados de RMN de 13C de FAF-DA8 e do sitosterol-3-O-D-glicopiranosídeo e estigmasterol-3-β-O-D-glicopiranosídeo. No gênero
Justicia, esses compostos foram relatados apenas para a espécie J. flava (McGaw et al.,
2008).
3.7.3. Análise Estrutural de FAF-A9
A amostra FAF-A9 foi isolada da fração em acetato de etila das folhas de J.
acuminatissima após fracionamento em coluna de sílica gel e recristalizada em clorofórmio e
metanol, obtendo-se um sólido cristalino de p.f. = 122,4-123,6 °C.
O espectro de RMN de 1H de FAF-A9 (Figura A53, p. 203) mostra sinais em δH 7,80 (2H,
d, J = 8,0 Hz) e 6,84 (2H, d, J = 8,0 Hz) atribuídos a hidrogênio aromático. O sinal registrado
em δH 10,6 é atribuído a hidrogênio carboxílico. O espectro de RMN de 13C e o subespectro
de DEPT 135° (Figuras A54 e A55, p. 204) mostra sinal em δc 167,2 atribuído a carbono
OH COOH
aromático não hidrogenado e sinais em δC 131,6 e 115,3 são atribuídos a átomos de carbono
aromático hidrogenado. Os dados de RMN de 13C de FAF-A9 estão de acordo com os dados descritos na literatura para o ácido p-hidroxibenzóico (Yayli et al., 2003).
Ácido p-hidroxibenzóico:
Ácido p-hidroxibenzóico:RMN de 1H (400 MHz; CD3OD) δH 10,6 (COOH), 7,80 (H-2 e H-
6), 6,84 (H-3 e H-5); 13C NMR (CD3OD): δ (ppm); 167,2 (COOH), 161,6 (C-4), 131,6 (C-2 e
C-6), 121,4 (C-1), 115.3 (C-3 e C-5). Esse composto é descrito pela primeira vez em espécies do gênero Justicia.
3.8. Identificação dos compostos isolados de FAG