C. Özel Durumlar
III. Talak İçin Kullanılan Sözler
Segundo o diagnóstico geral da urbanização brasileira, elaborado pelo MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (2000), apesar da tendência de redução do ímpeto de crescimento demográfico até o ano 2025, as elevadas e crescentes taxas de urbanização observadas no Brasil nas últimas décadas – 61,15%, em 1975; 81,21%, no ano 2000; além da previsão de crescimento para 88,94%, em 2020 – colocam o país no mesmo contexto que caracteriza a América Latina e o mundo como um todo: um generalizado e oneroso agravamento dos chamados problemas urbanos, ocasionado por seu crescimento desordenado e, por vezes, fisicamente concentrado, pela ausência ou carência de planejamento, pela demanda
não atendida por recursos e serviços de toda ordem, pela obsolescência da estrutura física existente, pelos padrões ainda atrasados de sua gestão e pelas agressões ao ambiente urbano.
Mudanças recentes no processo de urbanização e na configuração da rede de cidades, em função das transformações na dimensão espacial do desenvolvimento econômico, contribuíram para reforçar a heterogeneidade econômica e social no desenvolvimento das regiões e cidades brasileiras. As diferentes escalas de cidades da rede urbana brasileira – regiões metropolitanas e cidades grandes; cidades médias; pequenas cidades; cidades novas da franja pioneira e cidades patrimônio – possuem desafios próprios para o seu desenvolvimento sustentável. Apesar de suas peculiaridades regionais e locais, todas abrigam, com maior ou menor intensidade, problemas intra-urbanos que afetam sua sustentabilidade, particularmente os decorrentes de: dificuldades de acesso à terra urbanizada, déficit de moradias adequadas, déficit de cobertura dos serviços de saneamento ambiental, baixa qualidade do transporte público, poluição ambiental, desemprego e precarização do emprego, violência urbana e marginalização social.
No entanto, apesar da magnitude desses problemas, do ponto de vista interurbano a rede de cidades do país propicia oportunidades em função de suas potencialidades humanas e econômicas. Além disso, podem ser observados sinais positivos de desenvolvimento, tais como maior dinamismo econômico e social das cidades, articulação mais ampla entre governo e sociedade, democratização da esfera pública, fruto de experiências inovadoras e boas práticas de gestão local (MUELLER et al., 1997).
A elaboração da Agenda 21 brasileira – cujo objetivo é definir uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o país, a partir de um processo de articulação e parceria entre governo e sociedade – é um desses sinais. O processo de criação da Agenda 21 nacional vem sendo conduzido pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e
Agenda 21 (CPDS), a partir de critérios e premissas específicas, que privilegiam uma abordagem multisetorial da realidade brasileira e um planejamento a longo prazo do desenvolvimento do país. A metodologia de trabalho utilizada selecionou as áreas temáticas que refletem a problemática sócio-ambiental do país e definiu a necessidade de proposição de novos instrumentos de coordenação e acompanhamento de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável (CNUMAD, 1996).
A escolha dos seis temas centrais da Agenda 21 brasileira foi feita de forma a abarcar a complexidade do país, dos Estados, municípios e das regiões, segundo o conceito da sustentabilidade ampliada, permitindo planejar os sistemas e modelos ideais para o campo, com o tema Agricultura Sustentável; para o meio urbano, com as Cidades Sustentáveis; para os setores estratégicos de transportes, energia e comunicações, com o tema Infra-estrutura e Integração Regional; para a proteção e o uso sustentável dos recursos naturais, com o tema Gestão dos Recursos Naturais; para a justiça social, com o tema Redução das Desigualdades Sociais; e para a Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável.
As propostas enunciadas para cada um dos subtemas indicados pelo MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (2000), uma vez sistematizadas e selecionadas através da aplicação de matrizes analíticas desenvolvidas pelos consultores de integração temática, foram consolidadas e ordenadas em quatro estratégias de sustentabilidade urbana, identificadas como prioritárias para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras. São elas:
! aperfeiçoar a regulação do uso e ocupação do solo urbano e realizar o ordenamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população, com promoção da eqüidade, eficiência e qualidade ambientais; ! desenvolver e incentivar a aplicação de instrumentos econômicos no
! promover mudanças nos padrões de produção e consumo da cidade, reduzindo custos, desperdícios e fomentando o desenvolvimento de tecnologias urbanas sustentáveis;
! estimular o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a dimensão ambiental urbana, com a efetiva participação da sociedade.
Assim, a cidade brasileira do século XXI poderá ser palco de uma vida urbana enriquecida, desde que se operem as necessárias transformações dos padrões insustentáveis de produção e consumo causadores da degradação dos recursos naturais e econômicos do país, afetando as condições de vida da população nas cidades.
"No centro de Fedora, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera, vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Fedora. São as formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra, não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém, vendo Fedora tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura, Fedora já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de vidro. (...) No atlas do seu império, ó Grande Khan, devem constar tanto a grande Fedora de pedra quanto as pequenas Fedoras das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e um minuto mais tarde deixa de sê-lo."12
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