• Sonuç bulunamadı

Hanımına Zina İsnadı Sebebiyle Yeminleşme ve Lânetleşme (Mülâ‘ane)

Sustentabilidade urbana e proteção do patrimônio histórico têm grandes pontos em comum, mas também diferem e algumas vezes são conflitantes. Ambas são de interesse internacional e produziram instituições autorizadas, convenções, documentos. Além disso, estão lidando basicamente com as mesmas esferas de interesse – os desafios internacionais relacionados ao ambiente físico –, sendo que as duas têm uma abordagem analítica e científica para definição, identificação e solução dos problemas. Mais do que isso, ambas remetem-se a um princípio ético fundamental: deixar o ambiente para as futuras gerações em um estado no qual as reservas e os valores fundamentais não se tornem indisponíveis (ROALD, 1999).

Existem diferenças, no entanto, uma das quais diz respeito à visão de que sustentabilidade é uma filosofia em seus próprios direitos, interdisciplinar por natureza, enquanto a proteção do patrimônio pode ser encarada como uma disciplina baseada em uma filosofia (apesar das ambições holísticas que são compartilhadas pela maior parte das disciplinas). A proteção do patrimônio pode ser identificada por um número de instituições bem estabelecidas; já a sustentabilidade é dividida em um amplo número de disciplinas, representando o desenvolvimento de diferentes princípios de controle de qualidade, a maioria ainda em estágio de tentativa e erro.

Para DALIBARD (1999), a sustentabilidade urbana é mais abrangente que a conservação. A conservação urbana, como uma abordagem da sustentabilidade urbana, geralmente se aplica a áreas bem definidas. É adaptada a entidades que têm unidade, caráter e

identidade, ligadas não apenas ao seu ambiente físico, mas também à sua história e à sua população. Atividades sociais e culturais são vitais à implementação da conservação urbana. O aspecto do desenvolvimento cultural é a consideração dominante.

A conservação urbana tem existido há algum tempo, de uma forma ou de outra. Nos últimos trinta anos, ela avançou rapidamente nos países desenvolvidos, fazendo com que os países em desenvolvimento possam aprender com os erros cometidos. Para BONNETTE (1999), conservação é uma filosofia, uma atitude, uma forma de se comportar. Já desenvolvimento é um processo, a tentativa de uma vida melhor, a busca de felicidade. Sustentabilidade, dessa forma, é a estratégia através da qual uma profunda simbiose entre conservação e desenvolvimento pode ser alcançada. Essa estratégia é a administração da mudança, a única resposta à sobrevivência.

Ambas disciplinas estão trabalhando em busca de uma estratégia comum, que possibilite a integração de interesses e oriente o enfrentamento dos grandes impasses da urbanização contemporânea. Entretanto, elas apontam diferentes ângulos: enquanto a sustentabilidade se origina de uma filosofia global e caminha atualmente para se concretizar em nível regional, a proteção do patrimônio se move em direção a desafios ambientais mais profundos. Os dois movimentos se encontram na cidade, mas ainda têm que ser propriamente integrados (ROALD, 1999).

Para obter conservação – e então qualidade de vida – com sustentabilidade na área urbana, deve haver coesão social, um clima propício à manifestação de oportunidades econômicas, um ambiente seguro e saudável, um senso de lugar e uma identidade segura. No entanto, afirma DALIBARD (1999), não existem receitas. Cada vizinhança, distrito, vilarejo ou cidade tem uma dinâmica diferente. A falência do planejamento urbano moderno se origina na suposição contrária, produzindo a homogeneização do espaço.

! os moradores (cidadãos e representantes de organizações da comunidade); ! o setor privado (empresários e trabalhadores e líderes trabalhistas);

! o setor público (políticos, servidores públicos, assim como servidores locais); ! os profissionais (planejadores, engenheiros, arquitetos, economistas,

educadores, e outros).

Os atores não são novos, mas seus papéis mudaram nos últimos anos e continuam a mudar. Por um longo tempo, o governo foi o principal ator, seguido pelo setor privado e pelos profissionais. No entanto, mais e mais moradores e trabalhadores locais têm assumido o papel principal, devido, principalmente, à existência de um público melhor informado e educado, que se envolve em questões que afetam suas vidas (DALIBARD, 1999).

A identificação das leis que serviram no passado para moldar cidades e territórios fornece o conhecimento necessário para compreender o significado da dimensão histórica da experiência humana, permitindo a consciente administração e o controle das transformações (LAROCHELLE e IAMANDI, 1999). Concebido no interior do processo de transformações globais do ambiente construído, o planejamento necessariamente integra conservação e inovação.

Segundo LACERDA (1999), a idéia de permanência das estruturas ambientais urbanas está diretamente associada à idéia de mudança. As políticas de intervenção para essas estruturas podem possibilitar a permanência por meio da conservação de estruturas existentes. Com relação à idéia de mudança, as políticas de intervenção podem também transformar essas estruturas. O território fica então praticamente dividido em dois tipos de áreas: de conservação e de transformação. Áreas de conservação são aquelas com certa tendência na ocupação do território caracterizadas por certa unificação na tipologia das edificações e por uma ocupação urbana consolidada. A qualidade desses espaços públicos em termos construtivos, tipológicos e

de infra-estrutura é melhor que aquela observada nas demais áreas da cidade, embora isso não signifique que são exceção à necessidade periódica de reparos, melhorias e conservação.

As principais áreas de conservação urbana são:

! os tradicionais centros e bairros;

! as áreas mais consolidadas da população pobre;

! os bairros originados de projetos urbanos nos anos 40 e 50;

! os bairros que estão freqüentemente passando por um intenso processo dinâmico de reformulação.

Conservação é também uma forma de intervenção em áreas originadas pela precária ocupação da população de baixa renda, mas que nas décadas recentes têm sido capazes de implementar um processo de qualificação urbana (LACERDA, 1999). As intervenções públicas nessas áreas devem ter o objetivo de propiciar a manutenção da qualidade do espaço público, a modernização e complementação da infra-estrutura, além de melhorias nos serviços públicos.

Áreas de transformação, ao contrário das áreas de conservação, são aquelas em que o processo histórico não produziu urbanização de qualidade ou uma identidade própria. São as áreas mais recentes de urbanização, onde tanto construções privadas quanto de uso coletivo são precárias e claramente transitórias. São áreas com favelas e urbanização difusa, estruturadas ao redor de poucos serviços urbanos ou infra-estrutura, nas quais a significativa degradação na qualidade das construções ocorre pela obsolescência construtiva, locacional e funcional – como, por exemplo, no caso de complexos industriais dentro da malha urbana. Em todos os casos, áreas de transformação apresentam ampla descontinuidade na cidade, explicitando a grande necessidade de complementação e substituição de representativa parte do ambiente construído.

Com relação à proteção do patrimônio, o fundamento que deverá autorizar as ações em nível local é algo mais difícil de identificar. Se, por um lado, o conceito e a metodologia de indicadores introduziram instrumentos flexíveis para adquirir experiência em assuntos sustentáveis; por outro, esses indicadores lidam apenas com dados que podem ser cientificamente definidos e quantificados. A cidade – como um fenômeno – representa tanto valores objetivos quanto subjetivos, fazendo com que a redução da questão urbana a ocorrências mensuráveis seja uma posição injustificável, que poderia diminuir ou mesmo eliminar o papel da cultura no processo de planejamento, considerando-a um elemento irrelevante (ROALD, 1999).

Benzer Belgeler