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Taksim Resmi Senedi Örnekleri

3. İPOTEK, TRAMPA VE TAKSİM İŞLEMLERİ

3.3. Taksim (Paylaşma)

3.3.7. Taksim Resmi Senedi Örnekleri

Neste segmento, temos por objetivo responder à seguinte pergunta: O que vem a ser “lingüisticamente criativo”? Acreditamos que o indivíduo criativo utiliza certos recursos na linguagem para atingir seus objetivos e com base nos estudos de Matos (1994) responderemos a essa pergunta.

A criatividade é um conceito bastante aberto e variável, que pode ser visualizada por meio de um continuum que se estenderia de um pólo muitíssimo criativo a outro, pouquíssimo criativo. Dessa forma, os indivíduos evidenciariam ser mais criativos ao realizarem determinadas ações em determinados contextos, ao passo que outros manifestariam ser menos criativos em situações semelhantes. (cf. Matos, 1994: 163)

Para Van Djik (1992), os usuários da língua atribuem aos seus enunciados atos convencionais particulares, forças ilocucionárias capazes de persuadir o outro. Benveniste (1976:295) afirma que todos que sabem falar uma língua têm domínio implícito desses conceitos. Segundo Chomsky (apud Koch, 1984: 23), a língua é o objeto ideal, lugar da liberdade, da criatividade individual. Benveniste (1976: 286) corrobora essa afirmação ao alegar que, ao produzir um discurso, o indivíduo se apropria da língua, não só com o objetivo de transmitir mensagens, mas com a finalidade de atuar, de interagir socialmente, instituindo-se como “eu” e constituindo-se ao mesmo tempo como interlocutor. Segundo Mainguenau (1996: 21):

os enunciadores não se contentam em transmitir conteúdos representativos, empenham-se constantemente em posicionar-se através

do que dizem, a afirmar-se afirmando, negociando sua própria emergência no discurso antecipando as reações do outro.

Diante dessas afirmações, percebemos que é pela linguagem que o homem se realiza socialmente, expressando o que pensa e sente e ouvindo o que os outros pensam e sentem. Por meio dos textos verbais e não-verbais há sempre alguém tentando agir sobre outra pessoa e vice-versa.

É por meio da linguagem que o homem modela seus pensamentos, suas emoções, seus atos. É pela linguagem que ele influencia e é influenciado. Linguagem e pensamento estão intrinsecamente relacionados e para que ocorra a criatividade essas habilidades devem fluir naturalmente. Para Barbosa (1991: 17),

se linguagem e pensamento estão umbilicalmente relacionados, como afirmamos, e se ambos se nutrem de nossa imaginação criadora, o primeiro passo para produzirmos um texto que realmente expresse nossa linguagem, nosso pensamento, nossa imaginação criadora, deve ser no sentido de liberá-los de toda sorte de condicionamentos que os tornam padronizados e mecânicos.

Assim como Barbosa, acreditamos que qualquer falante é capaz de usar criativamente as palavras para atingir seu objetivo e se comunicar com eficácia, mas para tanto, precisa se libertar de padrões convencionais e deixar fluir sua imaginação.

Matos (1994:161) enfatiza que a escrita criativa viria a ser a

escrita que exprime os pensamentos e sentimentos do autor imaginativamente, às vezes de modo singular e poético, principalmente através de padrões relacionados de linguagem e pensamento. Esse modo de escrever é, talvez, mais motivado pela necessidade que tem, o escritor, de expressar sentimentos e idéias idiossincramente, em vez de produzir textos factualmente exatos ou logicamente seqüenciados.

O autor acredita que o indivíduo criativo utiliza certos recursos para interpretar e escrever divergentemente. Matos (1994: 162) postula, também, que para os lingüistas é fundamental o conceito chave de criatividade. Para ele, é criativo um indivíduo que possui a capacidade de produzir e compreender um número infinito de frases. Essa afirmação é inspirada nas reflexões e obras do lingüista norte-americano Noam Chomsky por sua ênfase no aspecto criativo do uso lingüístico. Enquanto os lingüistas de orientação gerativo- transformacional destacam a capacidade humana de produzir frases, especialistas em psicolingüística da aprendizagem de línguas aludem a outro aspecto importante da criatividade lingüística: a capacidade que possuem os falantes de uma comunidade de inventar palavras para designar conceitos em um determinado contexto.

Segundo Matos (1994: 164), psicólogos cognitivistas tendem a considerar como criativos aqueles atos que envolvem a resolução de problemas. Lingüisticamente elas consideram que

problemas expressionais ou comunicacionais existem ou podem existir, na interação humana (desde a compreensão plena até o desentendimento, a incomunicação), que formas (palavras, locuções, frases, parágrafos, blocos de discurso mais extensos) podem ser criadas de maneira inovadora e com prováveis efeitos nos interlocutores. Segundo a visão cognitivista de que o viver é uma macroatividade constante de resolver problemas, partindo-se de soluções possíveis para chegar-se a soluções preferíveis, o comunicar- se é saber produzir mensagens criativamente adequadas ao ouvinte ou ao leitor, ao contexto ou à situação, bem como ao assunto tratado.

Na visão desse autor, todos os seres humanos são lingüisticamente criativos e por meio de sua língua materna essa habilidade se manifesta desde a forma mais simples até a mais complexa, mas nem por isso menos eficaz. Ser lingüisticamente criativo onde, quando, como, por quê e para quê? Matos (op.cit.: 163) enfatiza que ser “lingüisticamente

criativo é saber brincar como os elementos constitutivos do universo”. De acordo com o

autor, esse saber brincar envolveria uma gama vastíssima de atos lingüísticos. Esses atos são exemplificados pelo autor como apenas sugestivos, podendo ser complementados pela imaginação criadora dos leitores. Segundo Matos, um aprendiz de português é criativo ao:

• inventar jogos de palavras, fazer trocadilhos; • metaforizar de maneira inusitada;

• fazer uso de analogias e comparações;

• sugerir títulos alternativos para poemas, contos, romances, etc.; • redigir textos humorísticos;

• transformar poemas em textos em prosa e vice-versa;

• sugerir nomes para conceitos que ainda não foram representados lingüisticamente . Um exemplo: CRIASIÇÃO (palavra resultante da fusão de criação + aquisição); • propor nomes para super-heróis ainda inexistentes na literatura infanto-juvenil. Um

exemplo: PAXION (um personagem promotor da paz universal);

• traduzir, lúdico-literalmente, frases do português ao inglês (ou outras línguas); • explorar os recursos morfológicos existentes em língua portuguesa, criando palavras

não-dicionarizadas. Exemplo: insaber, magnificar, desvirtudes, criatória, poucamente, ternurosa, optação;

• criar “jingles”;

• realizar paródias de slogans, mensagens publicitárias, poemas, músicas;

• transformar um texto gravado (áudio) em texto escrito. O saber traduzir uma mensagem, de uma forma de representação a outras, pressupõe uma flexibilidade cognitiva que não tem sido devidamente orientada pela escola;

• transformar um texto discursivo em diagrama arbóreo, hierárquico, rede semântica, mapa cognitivo.

Assim como Matos, acreditamos que um indivíduo lingüisticamente criativo é aquele que utiliza certos recursos na linguagem (recursos acima mencionados) para atingir seus objetivos. Ressaltamos que não precisa ser um Guimarães Rosa para cunhar palavras ou fazer derivações lexicais das mais diversas, não tem que ser um Machado de Assis ou Fernando Pessoa para demonstrar que sabe escrever. Mesmo sem ter esses atributos em tão alto grau como os referidos autores, o aprendiz de línguas é cognitivamente competente para usar a língua de modo criativo. Ao professor de Língua Portuguesa cabe a responsabilidade de propor atividades que assegurem o desenvolvimento desse potencial.