2. SATIŞ VE HİBE İŞLEMLERİ
2.2. Bağış (Hibe)
2.2.7. Bağış Türleri
a) Teorias associativas
Associacionismo, como o próprio nome já diz, consiste em associar idéias, oriundas da experiência. Para Kneller (1978: 40), “quanto mais freqüentemente, recentemente e
vividamente relacionadas duas idéias, mais provável se torna que, ao apresentar-se uma delas a mente a outra a acompanhe.”
Segundo essa teoria, as novas idéias surgem a partir das velhas. O pensador frente a um problema recorre a combinações de idéias, até resolvê-lo. A nova idéia aparece dessa nova combinação. O interessante é que essas idéias originais não aparecem aos poucos e sim repentinamente. (cf. Kneller, 1978: 40)
Para Lipman (2001: 112), “quanto maior for o número de associações que fizermos
em nosso pensar, mais consistente será a textura de significados de tal pensamento.”
O autor (op. cit.: 140) acrescenta, ainda, que
se tentarmos compreender termos como “pensamento” e “criatividade” utilizando uma perspectiva muito ampla, podemos colocar a questão da seguinte maneira: pensar é fazer associações, e pensar criativamente é fazer associações novas e diferentes.
Nós, assim como Lipman e Kneller, acreditamos que, para criar, o indivíduo tem que, por meio de conhecimentos armazenados, fazer novas associações e interagir com eles, reproduzindo, desenhando o “novo”, tendo como suporte os traçados do “velho”.
b) Teoria da Gestalt
Segundo a teoria gestaltista, o pensamento criador começa com uma situação problemática que de certa maneira se torna incompleta. O pensador, então, enxerga esse problema como um todo, tenta variadas abordagens para o problema e chega finalmente a uma solução. (cf. Kneller, 1978: 40)
O sujeito criativo está sempre à procura de soluções para falhas na informação. Para Wertheimer (apud Wechsler, 1993: 5), a experiência é muito importante para o preenchimento da gestalt. No entanto, o significado de recordações passadas é mais relevante do que a lembrança do fato ocorrido, no pensamento criativo. De combinações de experiências passadas decorre o pensamento produtivo, ao passo que o pensamento reprodutivo é a lembrança por si só.
Diante dessas considerações, observamos que essa teoria também acredita que é por meio de conhecimentos armazenados que o indivíduo é capaz de construir o novo.
c) Teorias psicanalíticas
A psicanálise é, atualmente, a mais influente das teorias sobre criatividade. Para Freud (apud Kneller, 1965: 41),
a criatividade origina-se num conflito dentro do inconsciente (o id). Mais cedo ou mais tarde o inconsciente produz uma solução para o conflito. Se a solução é “ego-sintônica”- se reforça uma atividade pretendida pelo ego, ou parte consciente da personalidade, teremos como resultado um comportamento criador.
Segundo Kneller (1978: 41), a criatividade e a neurose possuem a mesma origem, ou seja, há uma espécie de conflito no inconsciente. Para o autor, a pessoa criativa e a neurótica são movidas pela mesma energia, a do inconsciente.
Para Kneller (op. cit.: 138), vários pensadores acreditavam que o gênio e a loucura estivessem relacionados entre si. Inventores, artistas, cientistas e outras pessoas criativas foram vistos como loucos.
De acordo com a teoria psicanalítica freudiana, a criatividade e a neurose são provenientes do conflito do inconsciente. No entanto, no indivíduo criativo haveria um
relaxamento maior entre as barreiras do ego e do id, possibilitando que os impulsos criadores, provocados pelo inconsciente para solucionar conflitos, conseguissem transpor o limiar da consciência. (cf. Wechsler, 1993: 6)
Como podemos observar, segundo a teoria freudiana, a criatividade é vista como uma maneira de solucionar conflitos. Quando o educador oferece oportunidades para o aluno pensar, está também propiciando momentos para que ele possa resolver os seus conflitos internos. Com isso, há uma mudança no comportamento do educando, ou seja, ele fica menos agressivo. Para Raths (1997: 4),
quando as crianças têm oportunidades para pensar, quando tais oportunidades fazem parte do currículo e são apresentadas dia após dia, e semana após semana, começam a modificar seu comportamento.
O humor e a fantasia são típicos da pessoa criativa. A originalidade que se manifesta no humor e na fantasia são oriundos do inconsciente. Quando o ego se relaxa, ela acontece, permitindo que as intuições do inconsciente venham à tona. (cf. Kneller, 1978: 43)
Na perspectiva dos psicanalistas freudianos, a criatividade é uma espécie de continuação das brincadeiras infantis, um substituto para elas. Pois da mesma maneira que a criança soluciona seus problemas por meio de brincadeiras, também a pessoa adulta resolveria seus conflitos por meio de uma solução criativa. (cf. Wechsler, 1993: 6)
Diante do exposto acima, concluímos que, para aumentar o número de pessoas criativas, é necessário estimular as brincadeiras infantis e o humor na sala de aula. Para Kneller (1978: 43),
a relação da criatividade com o folguedo infantil atinge máxima clareza, talvez, no prazer que a pessoa criativa manifesta em jogar com idéias, livremente em seu hábito de explorar idéias e situações pela simples alegria de ver aonde elas vão levar.
Para os freudianos, o indivíduo criativo não é desajustado. Ele possui, ao contrário do que pensam as pessoas, em geral, um ego muito flexível. É muito confiante, consegue viajar pelo seu inconsciente e retornar a salvo com suas descobertas. (cf. Kneller, 1978: 43)
Todo indivíduo sente muita satisfação em criar. A criação faz muito bem para o seu espírito. Nesse momento de criação, seu intelecto e seu sentimento estão em perfeita
harmonia. É como se ele abraçasse o mundo com muita força. Segundo Kneller (1978: 43) na “realização espontânea do eu o homem une-se novamente com o mundo – com o
homem, a natureza, e ele mesmo.”
Embora todos os indivíduos sejam criativos, observamos que muitas vezes essa habilidade não se manifesta. Para Wechsler (1993: 7), a sociedade é a maior responsável pelo não surgimento da criatividade, pois evita mudanças que afetem seu equilíbrio. As pessoas acabam se conformando com as regras impostas por ela, acabam reprimindo seus desejos emocionais e a conseqüência disso é a neurose.
d) Teorias humanistas
De acordo com a teoria humanista, a criatividade é concebida como uma vocação do ser humano à auto-realização. Carl Rogers foi uma das figuras mais importantes dessa teoria, sua preocupação era com as forças positivas que o indivíduo traz dentro de si. Na visão desse autor, para fazer desabrochar o potencial criativo é necessário que haja algumas condições interiores: abertura às experiências, lugar interno de avaliação e habilidades para viver o momento presente. (cf. Wechsler, 1993: 8)
Ser criativo é sempre estar aberto às experiências, ao passo que uma pessoa não criativa é totalmente fechada. Para Kneller (1978: 50),
a criatividade é, pois, a capacidade de permanecer aberto ao mundo – sustentar a percepção alocêntrica contra a autocêntrica secundária, e ver as coisas em sua plenitude e realidade, em lugar de o fazer em termos de hábito e interesse pessoal. A falta de criatividade, por outro lado, é o estado de achar-se fechado à experiência.
A pessoa criativa possui características que a diferenciam das demais. Carl Rogers (apud Wechsler, 1993: 9) apresenta algumas:
• tolerância às ambigüidades;
• ausência de rigidez nos comportamentos e pensamentos; • confiança nos sentimentos e percepções;
• procura da auto-realização, desfrutando o momento presente e adaptando-se ao meio;
• busca de organização contínua da personalidade.
Observando essas características, podemos constatar que a criatividade está relacionada com saúde mental, ou seja, o indivíduo que possui uma mente sã é aquele que consegue se auto-realizar por meio de criações.
Na visão de outro humanista famoso, Rollo May (apud Wechsler, 1993: 9), a criatividade é definida como uma imersão total em uma idéia. Para favorecer esse processo, estão envolvidos tanto os componentes físicos: pressão alta, perda de apetite, batimentos cardíacos acelerados e componentes psicológicos (nervosismo, angústia, tensão). Esses componentes são oriundos da enorme concentração do desejo de criar. É um processo altamente emotivo.
e) Teorias desenvolvimentais
Piaget (apud Wechsler, 1993: 10) postulou que a imaginação criadora advinha do processo de assimilação, em estado de espontaneidade. Segundo ele, a idade não diminui a capacidade de o indivíduo criar, porém é integrada com a inteligência.
Alguns teóricos analisaram a criatividade em etapas. As fases que favorecem o desenvolvimento da criatividade são: as fases do conflito iniciativa x culpa (fase fálica, de acordo com Freud) e a fase do conflito intimidade x isolamento (fase genital, de acordo com Freud). Para Gowan (apud Wechsler, 1993: 10), “nessas fases, o conflito se relaciona
com o amor pelo outro, sendo que na primeira, o amor é edipiano ou amor pela figura parental do sexo oposto, e na segunda, o amor é do tipo heterossexual, do adulto jovem, por determinadas pessoas.”
De acordo com essa teoria, a criatividade resulta de amar e receber amor. O amor é que inspira a criatividade. Para comprovar tal afirmativa, Gowan (apud Wechsler, 1993: 10) apóia-se no fato de que poetas e escritores sempre enaltecem o amor, seja ele, correspondido ou não.
Um olhar retrospectivo tanto sobre civilizações primitivas como sobre as altamente desenvolvidas mostra que uma antiqüíssima sabedoria consiste em atribuir às forças do grupo um papel decisivo na estruturação da vida social. Em 1914, em Viena, reconheceu-se que é mais fácil resolver problemas individuais dentro do grupo. Surgiu então o psicodrama, teoria profunda do grupo, que reúne métodos individuais e de ação. Jacob L. Moreno (1959: 106) foi o fundador dessa teoria e explica com clareza o termo:
Drama é uma palavra grega e significa “ação” ou (algo que acontece). Psicodrama pode então ser definido como “o método que penetra a verdade da alma através da ação. A catarse que ele provoca é por isso uma “catarse de ação”.
O psicodrama tem como fundamento o princípio da espontaneidade criadora, a participação desinibida de todos os integrantes do grupo na produção dramática e a catarse ativa. Escolha, percepção e papel devem estar espontaneamente prontos para atender às exigências da presente situação, sempre em constante evolução. Para Moreno, a espontaneidade é a arma mais eficaz do homem criador e por meio do “Teste de espontaneidade”, pode-se observar e medir o grau de adequação e originalidade. Vejamos como Moreno (1959: 58) conceitua espontaneidade:
Espontaneidade (latim – sua sponte = do interior para o exterior) é a resposta adequada a uma nova situação ou a nova resposta a uma situação antiga. Espontaneidade atua no presente, aqui e agora. Está, estrategicamente, ligada às oposições polares “automatismo-reflexão” e “produtividade-criatividade”.
De acordo com o autor, a espontaneidade é mais antiga que a sexualidade, a memória e a inteligência e, embora seja a mais antiga em termos universais, é a força menos desenvolvida nas pessoas e, freqüentemente, inibida e desencorajada pelas instituições culturais. Para Moreno, o desenvolvimento da espontaneidade deveria ser exigido por todos os educadores, uma vez que essa habilidade é essencial para se criar.