3. İPOTEK, TRAMPA VE TAKSİM İŞLEMLERİ
4.3. Kat İrtifakının Kat Mülkiyetine Çevirme
A relação entre criatividade e inteligência vem sendo estudada de diversas maneiras por muitos teóricos que tratam do assunto. Os estudiosos afirmam que essas habilidades não podem ser vistas como sinônimos e que o aluno criativo se difere do aluno inteligente.
O processo intelectual é bastante complexo. Essa complexidade é demonstrada pelas diferentes abordagens sobre o que é a inteligência. Para se avaliar a inteligência são utilizados testes de Q. I. (Quociente intelectual) ou testes de rendimento intelectual. Esses testes não são completos, pois avaliam apenas uma das áreas do pensamento, que é o raciocínio convergente, isto é, aquele que oferece apenas uma resposta para resolver o problema e punem os indivíduos criativos que sempre oferecem mais de uma resposta para o problema. (cf. Wechsler, 1993: 123)
Gardner (2000: 30) corrobora a afirmação acima. Para o autor, existe, no nosso intelecto, uma pluralidade de inteligências e esses testes medem apenas a capacidade de responder rapidamente a itens de tipo lógico-matemático ou lingüístico e deixam de lado as demais inteligências. A nossa sociedade coloca as inteligências lingüística e matemática num “pedestal” e grande parte dos testes de Q. I. está baseado na alta valorização dessas capacidades. Sendo assim, se o indivíduo se sai bem em linguagem e lógica, deverá sair-se bem em testes de Q. I.
O autor (op. cit.: 20) acrescenta, ainda, que os testes de Q. I. predizem o desempenho escolar com muita exatidão, porém não predizem de maneira satisfatória o desempenho numa profissão depois da instrução formal. Tomemos por exemplo dois indivíduos: um “mediano” que obteve notas médias nos testes de Q. I. e outro “superior” que obteve notas altas. O que acontece com eles depois que a escola é concluída é que, muitas vezes, o aluno “mediano” torna-se bem-sucedido na profissão que escolheu por ser considerado por todos que estão a sua volta como um indivíduo talentoso. Já, o aluno “superior” pode ter pouco sucesso na carreira escolhida, por ser considerado “comum” em suas realizações.
Os exemplos acima reforçam o quanto a avaliação dos testes de Q. I. é falha. Precisamos ter um olhar crítico frente a esses testes e também observar como existem
maneiras diferentes das pessoas desenvolverem capacidades importantes para seu modo de vida. Haja vista o caso dos marinheiros que encontram seu caminho em torno de centenas ou milhares de ilhas, olhando para as constelações de estrelas no céu, sentindo a maneira pela qual um barco passa sobre a água e observando alguns marcos dispersos. Uma palavra para a inteligência nessa sociedade de marinheiros provavelmente se referiria a esse tipo de habilidade para navegar. (Gardner, 2000: 14)
Gardner tem uma visão pluralista da mente e reconhece que os indivíduos têm forças cognitivas diferenciadas e estilos cognitivos contrastantes. O autor enfatiza a pluralidade do intelecto e afirma que a mente humana possui sete tipos de inteligências:
• Inteligência lógico-matemática é a capacidade lógica e matemática, como a capacidade científica;
• Inteligência lingüística é o tipo de capacidade exibida em sua forma mais completa, talvez pelos poetas;
• Inteligência espacial é a capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e de ser capaz de manobrar e operar utilizando esse modelo, como os marinheiros;
• Inteligência musical é a capacidade de percepção e produção musical, assim como Mozart;
• Inteligência corporal-cinestésica é a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos utilizando o corpo inteiro, ou partes do corpo, assim como os atletas;
• Inteligência interpessoal é a capacidade de compreender outras pessoas, o que as motiva, como elas trabalham, assim como os professores, vendedores;
• Inteligência intrapessoal é a capacidade de formar um modelo acurado e verídico de si mesmo e de utilizar esse modelo para operar efetivamente na vida.
É de suma importância que reconheçamos e estimulemos todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Segundo Gardner (2000: 18), nós todos somos tão diferentes em grande parte porque possuímos diferentes combinações de inteligências. A competência cognitiva humana é melhor descrita em termos de um conjunto de capacidades, talentos ou habilidades mentais que chamamos de
“inteligências”. Todos os indivíduos normais possuem cada uma dessas capacidades em certa medida, os indivíduos diferem no grau de capacidade e na natureza de sua combinação.
Numa visão tradicional, a inteligência é definida operacionalmente como a capacidade de responder a itens em testes de inteligência. Já a teoria de Gardner, das Inteligências múltiplas, pluraliza o conceito tradicional. De acordo com essa teoria, uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente cultural. A capacidade de resolver problemas permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa. (Gardner, 2000: 21)
Getzels & Jackson (apud Wechsler, 1993: 123) realizaram estudos para comprovar que há diferenças entre criatividade e inteligência. Esses autores classificaram os estudantes em termos de alta criatividade e alta inteligência. Os resultados dessa pesquisa revelaram que há uma relação mínima entre criatividade e inteligência e constataram também que tanto o grupo mais inteligente quanto o mais criativo obtiveram resultados bem mais satisfatórios do que a média da população.
Mackinnom (apud Wechsler, 1993: 124) em um de seus testes realizados com arquitetos e pesquisadores comprovou que existe um mínimo de inteligência nas realizações criativas, entretanto concluiu também que alta inteligência não garante alto nível de criatividade.
Kneller (1978: 21) corrobora as afirmações acima. Para o autor:
A correlação entre inteligência e criatividade é alta sem todavia ser absoluta. As crianças de Q. I. baixo ou mesmo médio tendem para baixa ou média criatividade. O oposto não é, entretanto, necessariamente verdadeiro. Alto Q. I. não garante alta criatividade.
Como podemos verificar, na visão desses autores, inteligência não pode ser confundida com criatividade. Há uma diferença entre essas habilidades, embora não seja fácil de ser identificada e para ocorrer a criatividade é necessário um mínimo de
inteligência. Observamos, em nossa prática pedagógica, que a maioria dos educadores, assim como a sociedade, desprezam a definição de inteligência, proposta por Gardner, e consideram como inteligentes aqueles alunos que obtêm notas altas nas avaliações. Notamos que não sabem distinguir o aluno de alto Q. I. do aluno criativo, pois muitas vezes consideram a pessoa altamente inteligente como sendo altamente criativa.
Em termos de comportamento, o aluno criativo é bastante diferente do aluno considerado inteligente. De acordo com Kneller (1978: 85), o aluno criativo é desajustado, está preocupado só com suas idéias e não em ser aceito pelo grupo. Possui um comportamento irônico frente à obsessão de seus colegas com roupas, automóveis, atletismo e namoros.
Pesquisas revelam que os educadores preferem os alunos de alto Q.I. aos de alta criatividade. Kneller (1978: 87) apresenta alguns motivos dessa preferência. Para o autor, o aluno criativo:
• é menos estudioso e ordeiro, mais interessado em suas próprias idéias do que no seu trabalho per se;
• é excessivamente crítico;
• procura tarefas difíceis, que não raro combinam diversas áreas de conhecimento;
• possui idéias espontâneas que são mais difíceis de serem avaliadas do que o trabalho menos original;
• muitas vezes é desleixado e precipitado, mais atento a idéias do que à aparência e menos preocupado em merecer a aprovação do professor.
Diante do exposto acima, observamos o quanto o aluno criativo se difere do aluno considerado inteligente. Com base nessas informações, torna-se fácil para o educador identificar, em sala de aula, o aluno criativo e tentar compreendê-lo em suas atitudes.