5 KANAL KORUMA YAPILARI
5.2 Tahliye Yapıları
Na m aioria das propost as de curricula ant eriorm ent e apresent adas a prim eira et apa do processo de desenvolvim ent o curricular t eve por base um levant am ent o das necessidades de ensino em Ciência&SI G. Est as abordagens, frequent em ent e designadas de “ cim a para baixo” (t op- dow n) , t raduzem as preocupações de adequação da ofert a de ensino aos requisit os de invest igação e às crescent es pressões da indúst ria e do mercado de t rabalho em profissionais qualificados na área dos SI G e t ecnologias associadas. Nest e cont ext o, o processo de desenvolvim ent o curricular é frequent em ent e conduzido em função dos perfis académ icos e profissionais ident ificados, a part ir dos quais são derivados obj ect ivos e com pet ências de aprendizagem que, por sua vez, fornecem indicações sobre os cont eúdos a seleccionar e sequência das aprendizagens a prom over. À luz da Teoria Técnica Curricular ( Kem m is, 1988) , o desenvolvim ent o do curriculum é vist o com o um processo de resolução de problem as, assent e num conj unt o de procedim ent os e et apas sequenciais que fornecem orient ações m et ódicas e que põem em evidência a sua nat ureza prescrit iva. Tr at a- se de concepções curriculares que encont ram a sua fundam ent ação nas problem át icas que giram em t orno dos m odelos dom inant es de descrição e gest ão da educação que colocam a ênfase nos result ados.
Est as abordagens de desenvolvim ent o curricular vão ao encont ro da m et odologia propost a pelo Pr oj ect o Tuning ( Buchberger & Buchberger, 2003; Gonzá lez & Wagenaar, 2003, 2005; Tuning- Proj ect , 2004) que, part indo de um a correct a ident ificação dos perfis académ icos e profissionais, est abelece pont os de referência para a concepção e im plem ent ação dos program as de est udos. O significado at ribuído aos result ados de apr endizagem (learning out com es) , expressos em t erm os de com pet ências a adquirir, é alcançado por via das caract eríst icas que definem um det erm inado perfil académ ico ou profissional. Nest a perspect iva, o conceit o de perfil, ao t raduzir o com port am ent o desej ável, ou o result ado a alcançar no final de um processo de aprendizagem , rem et e para a noção do curriculum com o um pr odut o, com o desenvolvim ent o curricular a assem elha r- se a um exercício t écnico, em que os obj ect ivos são est abelecidos e os cont eúdos são seleccionados, organizados e est rut urados para a obt enção de result ados m ensuráveis. À sem elhança das t eorias behaviorist as, est a concepção de curriculum encar a a aprendizagem essencialm ent e com o um processo de aquisição de nov os com por t am ent os/ com p et ên cias ( sab er- fazer ) , qu e se m an ifest am n u m
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quadr o de r espost as específicas a est ím ulos t am bém específicos e independent es dos pr ocessos m ent ais que ocor r em no aluno4 4.
Em bora os result ados de aprendizagem sej am vist os com o o reflexo de um a m u dan ça de paradigm a ( da t ransm issão de conhecim ent os para a aquisição de com pet ências) e com o um cont ribut o para a m udança de enfoque do processo de ensino- aprendizagem ( do professor para o aluno) , a m et odologia Tuning para a const rução, im plem ent ação e disponibilização de curricula não aparent a dar respost as ao m odo com o as diferent es caract eríst icas e expect at ivas dos alunos são cont em pladas no processo de desenvolvim ent o curricular. Por out ro lado, e apesar de, no act ual cont ext o de expansão, diversificação e int ernacionalização do ensino superior, o m odelo Tuning assum ir com o pressupost os fundam ent ais a necessidade de est abelecer um sist em a de graus facilm ent e com preensível e com parável e de, num a perspect iva de ensino ao longo da vida, prom over a criação de via s de aprendizagem flexíveis, não fica claro, num a concepção const rut ivist a do conhecim ent o, o m odo com o a diversidade das realidades sociais, cult urais e polít icas (com im plicações inevit áveis ao nível das form ações de base dos alunos) são consideradas no m odelo propost o, com vist a a prom over a equidade e igualdade de oport unidades necessárias ao est abelecim ent o de um Espaço Eur opeu de Ensino Superior coerent e, com pat ível, com pet it ivo e at ract ivo para os est udant es europeus e de países t erceiros.
Nest e cont ext o, a m et odologia que guiou a pr esent e propost a de desenvolvim ent o de curricula em Ciência&SI G assent ou num a abordagem inversa, i.e. um a abordagem de baixo para cim a ( bot t om - up) , pondo em evidência um a opção que procura cont rariar a act ual t endência em conform ar e condicionar o processo de desenvolvim ent o curricular a fins e result ados pré- det erm inados. Part indo do pressupost o que num a fase inicial do processo de desenvolvim ent o curricular não deverão ser t om adas decisões que, subor dinadas a obj ect iv os específicos, possam v ir a lim it ar ou rest ringir a abrangência e a capacidade de inovação e adequação do processo curricular,
4 4 Em contraste, e com o refere Johnson (S. D. Johnson, 1992) os curricula contemporâneos ao
colocarem a ênfase na com preensão e não nos processos de m em orização, de m odo a prom over a aquisição de com petências cognitivas de alto nível, pressupõem que o enfoque do desenvolvim ento curricular deverá ser dado aos processos intelectuais. Estes processos ocorrem na m ente e, deste m odo, não são facilm ente observáveis, razão pela qual têm vindo a ser frequentem ente negligenciados nos processos de desenvolvim ento curricular. Contudo, as pesquisas recentes na Psicologia Cognitiva têm vindo a fornecer um conjunto de conceitos e técnicas adequadas à identificação e descrição dos processos intelectuais. Estes processos intelectuais, vistos com o as operações m entais que possibilitam ao aluno adquirir novos conhecim entos e aplicá- los em situações que lhes são fam iliares, em contextos diversificados e na resolução de novos problem as, assentam na construção de aprendizagens que prom ovam o controlo por parte dos alunos das operações m entais necessárias à aquisição de novos conhecim entos e à sua explicação, dem onstração e aplicação.
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a m et odologia propost a, assent e num a concepção de curriculum com o processo ou práxis, assum e com o pont o fundam e nt al da abordagem a im plem ent ar a ident ificação exaust iva dos conhecim ent os passíveis de virem a ser cont em plados num a variedade de propost as de curricula em est udos pós- graduados em Ciência&SI G, apt as a dar respost as a diferent es necessidades, expect at ivas e requisit os académicos, profissionais e/ ou pessoais. Apesar dest a abordagem part ilhar m uit as das preocupações e pressupost os subj acent es ao GI S&T Model Curricula , a m et odologia seguida reflect e as diferent es condições de desenvolvim ent o do proj ect o e coloca em evidência u ma am plit ude de possibilidades de desenvolvim ent os fut uros que poderão vir a cont ribuir para o seu aperfeiçoam ent o.
Por outro la do, e à luz da Teoria Crít ica do Design do Cur r iculum &I nst rução avançada por S. Pet rina ( Pet rina, 2004) , assum e - se que est a opção, que poderem os designar de em inent em ent e inclusiva, assent a no pressupost o que as opções a t om ar sobr e “ o que ensinar ?” / “ o que aprender?” não deverão ser realizadas num a et apa inicial do processo de desenvolvim ent o curricular, excluindo à part ida os principais act ores envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem , m as ant es ser part ilhados por t odos aqueles que int ervêm nesses processos. Dest e m odo criam- se as condições para um a efect iva alt eração dos paradigm as cognit ivos, epist ém icos e educacionais.
Assim , a prim eira et apa do processo de desenvolvim ent o curricular consist iu num a ext ensa revisão bibliográfica que conduziu ao levant am ent o, t ant o quant o possível exaust ivo, do conj unt o de t em as, conceit os, t ecnologias, m et odologias de análise e cam pos de invest igação ligados à Ciência de I nform ação Geográfica. A selecção bibliográfica procurou at ender aos pressupost os de abrangência e profundidade dos curricula , assegurando quer a inclusão dos t em as e m at érias que t êm vindo a ser abor dados em obr as de referência, quer os t em as em ergent es t rat ados em obras m ais recent es, das quais se dest aca a “A Research Agenda for Geographic I nform at ion Science” ( McMast er & Usery, 2005) .
De m odo a garant ir que o le vant am ent o realizado cobriria os principais t em as suscit ados pelo uso dos SI G, a pesquisa com eçou por incidir em obras generalist as e de referência, que, t ant o quant o possível, perm it issem est abelecer as front eiras do corpo de conhecim ent o da Ciência&SI G e, consequent em ent e, a abrangência e âm bit o dos curricula . De seguida foi efect uado um novo levant am ent o bibliográfico, que dest a vez incidiu sobre obras de caráct er m ais específico com vist a a possibilit ar o aprofundam ent o dos t em as e t ópicos ident ificados na fase ant erior. A t ent at iva de descrição de conhecim ent os de nat ureza especializada conduziu diversas vezes à t ransposição da front eira inicialm ent e est abelecida, pondo em evidência a
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nat ureza m ultidisciplinar da Ciência&SI G. Por out ro lado, a ident ific ação de t ópicos e m at érias ligados às áreas da Det ecção Rem ot a, Geoest at ist ica, Geocom put ação, Cart ografia e Topografia, ent re out ras, desafiaram um processo de desenvolvim ent o curricular que se pret endia não subj ugado a um a visão disciplinar ou depart am ental.
No t ot al foram analisadas 13 0 obras, 20 generalist as e as rest ant es 100 de nat ureza m ais específica. Sem pre que possível foram consideradas obras publicadas em língua port uguesa, quer por m ot ivos de int egração de m at érias e t em át icas que perm it issem ret rat ar aspect os part iculares da realidade port uguesa ( em ergência dos SI G em Port ugal, organism os ligados à produção de inform ação geográfica, proj ect os nacionais desenvolvidos na área das Ciência da I nform ação Geográfica, ent re out ros) , quer pela necessidade de est abelecer um a t erm inologia de base, ainda não consolidada e longe de ser consensual, sobre os t ópicos e conceit os fundam ent ais relacionados com a Ciência&SI G. Est a opção foi com plem ent ada pela consult a de alguns glossários e dicionários t em át icos ( Gaspar, 2004a, 2004b; Panagopoulos, 1999; Teixeira & Christ ofolet t i, 2000) que perm it iram analisar o m odo com o um a t erm inologia de referência anglo - saxónica t em vindo a ser t raduzida e int erpret ada. A list agem da bibliografia consult ada nest a et apa do proj ect o const a da Tabela I I I .1 ( Anexo I I I ) .