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5. TÜRKİYE’DE İFADE ÖZGÜRLÜĞÜ

5.1. T.C Anayasası

O primeiro serviço sistemático de limpeza urbana no Brasil começou oficialmente em 25 de novembro de 1880, no Rio de Janeiro, então capital do Império. Na ocasião, o imperador D. Pedro II assinou decreto aprovando o contrato de "limpeza e irrigação" da cidade, executado por Aleixo Gary e, mais tarde, por Luciano Francisco Gary, de cujo sobrenome origina-se a palavra gari,

75 que hoje designa os trabalhadores de limpeza urbana nas cidades brasileiras (Jucá 2002).

Mais de um século depois ainda não existem no Brasil, dados precisos sobre a quantidade de resíduos sólidos produzida nos municípios. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (IBGE 2002), realizada pelo IBGE, revela que nos anos recentes houve tendência de melhora da situação de destinação final do resíduo sólido coletado no país. Mesmo assim, no ano 2000, cerca de 47% dos resíduos sólidos gerados no país era destinada a aterros sanitários, 22,3% a aterros controlados e apenas 30,5% a lixões45. Entretanto, a maioria dos

municípios, aproximadamente 63%, destinava seus resíduos sólidos urbanos (RSU) a “lixões”. Cerca de 32% depositavam em aterros (13,8% sanitários e 18,4% aterros controlados) e finalmente 5% não informaram o destino dados aos resíduos. Mesmo com este quadro precário, houve melhora, já que em 1989 a parcela de municípios que declarava tratar seus resíduos de acordo com a legislação era de apenas 10,7%. Fato é que, apesar desses dados darem a idéia de que há tendência ao aumento da destinação adequada da maioria dos resíduos gerados, há indício de que nem sempre a declaração de que os estes são levados a „aterros sanitários‟ ou „aterros controlados‟ pode não refletir uma gestão de qualidade dos resíduos sólidos urbanos (MMA 2004). “Mais de 80% dos municípios vazam seus resíduos em locais a céu aberto, cursos d'água ou em áreas ambientalmente protegidas, a maioria com a presença de catadores, entre eles crianças, denunciando os problemas sociais que a má gestão do lixo acarreta” (JUCÁ 2002).

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Aterro sanitário: processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo, particularmente, resíduo sólido domiciliar. Fundamenta-se em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, permitindo a confinação segura em termos de controle de poluição ambiental, proteção à saúde pública.

Aterro controlado: técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.Porém, geralmente não dispõe de impermeabilização de base, o que compromete a qualidade das águas subterrâneas, nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados. Devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação, sua qualidade é inferior ao aterro sanitário. (Fonte: Ambiente Brasil)

76 Em relação ao tratamento do lixo, apenas uma reduzida parcela dos municípios brasileiros conta com unidades de compostagem46 e reciclagem. Ainda

assim essas unidades fazem uso de tecnologia pouco moderna, com segregação de recicláveis em correias transportadoras e compostagem em leiras a céu aberto, e posterior peneiramento. Muitas unidades instaladas em passado recente estão hoje paralisadas por dificuldades dos municípios em operá-las e mantê-las de modo conveniente (JUCÁ 2002).

A produção diária de resíduos sólidos per capita no Brasil tem média de 0,52 kg/dia por habitante, mas existe perspectiva de elevação da produção para os próximos anos, mantidas as tendências atuais crescimento de renda e consumo. Isso pode ser bastante problemático porque, preservado o cenário em que existem pequenos incentivos econômicos para a reciclagem, assim como políticas públicas ainda tímidas para a regularização da disposição final, problema da gestão de RSU tende a se agravar (MMA, 2004).

É recente no Brasil a noção de que pessoas, empresas, ou entes públicos devem se responsabilizar pelo melhor manejo possível dos resíduos que venham a produzir. O descompromisso com “o seu próprio lixo” se expressa rotineiramente no país. Desde o passageiro ou motorista que lança papéis, copos ou latas às ruas pelas janelas de automóveis particulares ou coletivos, até a empresa ou condomínio que despeja suas sacolas de lixo em esquinas ou lotes vagos. No topo da “cadeia de irresponsabilidades”, prefeituras e gestores municipais mantêm lixões e depósitos ilegais em terrenos afastados de seu município.

Para a pesquisa acadêmica em população e meio-ambiente, ou consumo e meio-ambiente, há o problema da ausência de dados para subsidiar a pesquisa empírica. Bastante se tem dito sobre o tema, mas os trabalhos se ressentem de verificação empírica. Mesmo os censos demográficos brasileiros vieram a incorporar o quesito sobre a destinação dos resíduos sólidos apenas 1991 (Hakkert 1996).

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Processo de transformação de materiais orgânicos, como palha e estrume, em compostos orgânicos utilizáveis na agricultura. Envolve transformações de natureza bioquímica, promovidas por microorganismos presentes no solo que têm na matéria orgânica sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono (http://www.planetaorganico.com.br/composto.htm ).

77 Além do mais existem limitações ao uso de uma pesquisa da natureza e dimensão do censo demográfico para a busca de informações mais detalhadas sobre um tema como os resíduos sólidos urbanos. Há um alto custo de oportunidade de se incluir um maior número de questões sobre um problema específico no censo. O nível de detalhamento intra-urbano dos dados do censo não é ilimitado. Os intervalos inter-censitários talvez sejam muito extensos para a especificidade da questão. A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), realizada anualmente desde 1976, também possui a questão da coleta de resíduos sólidos47, mas não atinge todos os municípios nem o nível de

desagregação intra-urbano desejável para a temática.

Resta então o fato de que compete ao poder público local, ou alguma agência supra-local específica, produzir e disponibilizar dados confiáveis e atualizados sobre resíduos sólidos48. Em período recente o Ministério das Cidades

tem conduzido um esforço de construção de uma base de dados de alcance nacional, de acesso livre pela rede mundial de computadores (Internet)49, o

chamado Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) que é uma rica fonte de dados sobre aspectos urbano-ambientais como água, esgoto e resíduos sólidos, que parece, aliás, ainda pouco explorada pelos estudos de PMA. Contudo, a base dedos do SNIS é formada a partir dos dados coletados e organizados primariamente pelas próprias prefeituras brasileiras. Ainda que tenha servido como incentivo para o aperfeiçoamento das instituições locais de gestão do problema, o relatório base publicado pelo Ministério das Cidades destacava que havia inconsistências e lacunas nos dados disponíveis, especialmente ligadas a organização da informação por parte dos municípios. Sua qualidade e quantidade dependiam e ainda dependem da qualidade do trabalho realizado ao nível local (Brasil 2004 – Anexo B, p. B6).

47 A presença do quesito é certa pelo menos desde 1981 conforme se depreende de trabalhos

como Beltrão e Sugahara (2005) e Motta e Sayago (1998).

48 A gestão de resíduos sólidos urbanos é, aliás, uma atribuição do poder público municipal

segundo a legislação brasileira (Decreto-Lei 239/97, de 9/9/1997. disponível em

http://www.resol.com.br/textos/PORdecretoLei239-97.pdf ).

49 As informações do SNIS para resíduos sólidos urbanos estão disponíveis online em relatórios (e

dados tabulados) a partir do ano de 2002. O sitio eletrônico trás dados de saneamento, água e esgoto para anos anteriores. Cf. http://www.snis.gov.br/.

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Benzer Belgeler