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Can Dündar ve Erdem Gül Kararı (E Y No 2015/18567, K Y No 2016)

5. TÜRKİYE’DE İFADE ÖZGÜRLÜĞÜ

5.2. Anayasa Mahkemesi Kararları

5.2.3. Can Dündar ve Erdem Gül Kararı (E Y No 2015/18567, K Y No 2016)

Em nosso caso trata-se de lidar com a coexistência espacial das variáveis sócio-demográficas e de geração de resíduos, ou de outra forma, com a coexistência espacial de áreas de ponderação do Censo Demográfico 2000 e distritos de coleta da SLU. As situações possíveis para a superposição são variadas, mas recorreremos à exposição de apenas duas, o que já permite fazer uma idéia do procedimento básico aplicável as demais variações.

Imaginemos que o ambiente digital do software nos permite lidar com duas camadas (layers) de mapas: uma onde se tem os limites das áreas de ponderação e outra dos distritos de coleta, e que ambas tem apenas as linhas-limite de cada polígono, de forma não-opaca ou sem preenchimento. Em nosso esquema ilustrativo os polígonos são respectivamente Ai e di (FIGURA 1 e FIGURA 2). Na

primeira situação (FIGURA 1), a qual chamaremos de simples, temos um único distrito (d) que coexiste simultaneamente com duas AP‟s. Para a compatibilização das malhas assumimos a existência de não mais um mas dois distritos agora denominados d1 e d2 os quais se associam a cada uma das AP‟s, A1 e A2. Na situação seguinte (FIGURA 2) – que chamaremos complexa, mas que não é certamente a mais complexa que podemos encontrar – temos de novo um único distrito que se coexiste espacialmente com três AP‟s. Após a compatibilização o distrito original (d) será tomado como três diferentes distritos d1, d2, e d3, associados a cada uma das três AP‟s.

A compatibilização das áreas deve ter em conta dois aspectos importantes no que tange a escolha de qual das camadas “comanda”, por assim dizer, a compatibilização. Em primeiro lugar, há que se escolher a camada que prevalece quanto a abrangência territorial. Este aspecto já esta implícito em nossa exposição acima: em nosso caso o conjunto de polígonos que será reestruturado é dos distritos de coleta, que se adaptam à nova configuração ditada pela estrutura territorial das AP‟s.

87 interesse do trabalho. Temos dois conjuntos de variáveis fundamentais: as sócio-

demográficas – oriundas do Censo 2000 – e as ligadas à geração e composição dos resíduos sólidos produzidos em cada distrito. Quanto as primeiras, a solução da questão está de certa forma implícita à escolha da unidade de análise do trabalho. O trabalho analisa diferenciais de geração de resíduos sólidos entre as AP‟s, logo não se dá maior destaque aos diferenciais internos a cada uma destas unidades territoriais. As variáveis criadas a partir do censo são referentes a cada área, sejam estas variáveis médias, percentuais ou índices. Distinto é o caso das características da geração de resíduos.

Dissemos que o registro da produção de resíduos é feito com referencia a cada distrito de coleta. Nada se diz quanto a possível heterogeneidade interna a cada um deles. Logo, na ausência de melhor informação, precisamos fazer dois pré-supostos:

a. a quantidade produzida é homogeneamente distribuída dentro da área de cada distrito;

b. a quantidade produzida é diretamente proporcional a área do distrito, isso é, em cada percentual x de área se produz o correspondente ao mesmo percentual da produção total de resíduos do distrito.

Estes presupostos são indispensáveis para solucionar o problema da compatibilização. Teremos que cada área de ponderação encerra a geração de resíduos que corresponde à soma da geração dos distritos que com ela coexistem espacialmente. Além disso, a produção daqueles distritos que forem divididos entre distintas AP‟s será distribuída entre estas em proporção igual ao percentual de área que participar de cada AP. Torres (2005) propõe procedimento análogo para estimar a população de uma área de interesse sobre a qual não tem informação desagregada, mas que coexiste espacialmente com outra para a qual o censo demográfico fornece este dado:

O SIG fornece a ferramenta não apenas para visualizar a superposição, mas também para estimar a população da área. Nesse caso o pesquisador deve considerar que a densidade populacional de C [que não se conhece] é igual a de B [que se conhece] ... se a área de C representa 10% da área de B ... a população de C corresponde a 10% da população de B (p.318-319).

88 O autor observa que a suposição de distribuição homogênea da população

dentro da área pode ser flexibilizada se houver necessidade e possibilidade de readequar a escala de representação da área da qual se conhece a informação, “descendo” por exemplo, da escala de análise do município para a de distritos ou de setores censitários (Torres 2005 p. 319). Em nosso caso não há desagregação possível dos distritos de coleta, embora possa ser cabível alterar a análise de alguma área de ponderação cuja população possua características demasiado heterogêneas para ser tratada como uma unidade de análise. No entanto, como veremos, um dos critérios usados pelo IBGE para a definição das áreas de ponderação é justamente o grau de homogeneidade sócio-demográfico interno. Certamente existem limites para esta coesão interna, como é peculiar a quase todo conjunto definido por algum critério especifico, mas assumiremos aqui que o grau de homogeneidade alcançado pela definição censitária é suficiente, e em casos especiais faremos referência à heterogeneidade de áreas específicas.

Como em outras formas de compatibilização entre bases de dados produzidas independentemente, há alguma arbitrariedade neste procedimento. Este fato, no entanto, não torna inválidos os resultados obtidos, desde que enfrentamos aqui limitações que por hora não são superáveis no âmbito desse trabalho. Em face da ausência de dados mais adequados, o desafio é extrair dos subsídios disponíveis a maior gama possível de informações úteis.

3.3. Os dados de tipo de ocupação por área da Secretaria

Benzer Belgeler