5.7. Araştırmanın Yedinci Alt Problemine İlişkin Bulgular ve Yorumlar
5.7.1. Türkiye ve Kosova İlköğretim 8 Sınıf Müzik Dersi İçerik
Medidas Alom´etricas
A fim de estimar a estrutura da vegetac¸˜ao foram trac¸ados vinte e dois transectos de 20 metros de comprimento por dois metros de largura, onde se considerou os principais parˆametros para caracterizac¸˜ao das populac¸˜oes florestais (Jaton e Thomson, 1994). A localizac¸˜ao inicial e final de cada transecto era obtida por aparelho GPS.
Para cada indiv´ıduo arb´oreo ou arbustivo com altura superior a 1,5m eram levantados: o diˆametro da copa, por estimativa; a circunferˆencia `a altura do peito, medindo-se o tronco das ´arvores a 1,4m de altura; a altura; a esp´ecie, baseada nos nomes populares; e a distˆancia entre os indiv´ıduos, obtida a partir de amostragem zig-zag (Figura 4.4) (MacDonald et al., 1990).
Figura 4.4: Metodologia de amostragem das comunidades vegetais.
Os estratos herb´aceo e gram´ıneo n˜ao foram levantados, sendo apenas descritos como presentes ou ausentes, e a porcentagem de solo exposto era estimada. A densidade m´edia de abertura das copas era tamb´em estimada utilizando a metodologia proposta por MacDonald
et al. (1990).
Atrav´es de uma equac¸˜ao de geometria simples extraiu-se da circunferˆencia `a altura do peito, o diˆametro `a altura do peito (Equac¸˜ao 4.1):
DAP = CAP
π (4.1)
Os dados de distˆancia entre os indiv´ıduos foram convertidos para dados de densidade de ´arvores no transecto (DT)(Equac¸˜ao 4.2), dividindo-se o n´umero de indiv´ıduos do transecto por unidade de ´area:
DT = n
As caracter´ısticas que definem a estrutura f´ısica j´a foram mencionadas. Existem tamb´em as caracter´ısticas que definem a estrutura biol´ogica das comunidades florestais. Uma mistura de esp´ecies, incluindo seu n´umero e abundˆancia relativa, define a estrutura biol´ogica de uma comunidade (Smith e Smith, 1998).
Normalmente, para comunidades maduras, existe uma distribuic¸˜ao mais igualit´aria de esp´ecies, havendo um maior n´umero de esp´ecies com muitos indiv´ıduos e, conseq¨uente- mente, uma maior diversidade flor´ıstica. Em comunidades em fases iniciais de regenerac¸˜ao observamos uma ou duas esp´ecies dominantes, que superam em n´umero todas as outras esp´ecies da comunidade, e chegam a representar 80% de toda a comunidade (Smith e Smith, 1998). A diferenc¸a entre essas duas florestas est´a na sua diversidade de esp´ecies.
Atrav´es da Equac¸˜ao 4.3 ´e poss´ıvel medir a dominˆancia das esp´ecies:
DR = T otalIA T otalIn
(4.3) onde DR ´e a densidade relativa,T otalIa ´e o total de indiv´ıduos da esp´ecie A eT otalIn ´e o
total de indiv´ıduos de todas as esp´ecies.
A partir da densidade relativa podemos calcular a diversidade flor´ıstica. Um m´etodo freq¨uentemente utilizado ´e o ´Indice de Shannon (Equac¸˜ao 4.4), adaptado da comunicac¸˜ao ou da teoria da informac¸˜ao, que considera a riqueza e a igualdade das esp´ecies e considera o n´umero bem como a abundˆancia relativa das esp´ecies (Smith e Smith, 1998). Este ´ındice foi calculado para todos os transectos.
H = −
s
X
i=1
(pi)(log2pi) (4.4)
onde H ´e a diversidade flor´ıstica, s ´e o n´umero de esp´ecies epi ´e a proporc¸˜ao de indiv´ıduos
na amostra total pertencente aithesp´ecies. Ou podemos substituirp
iporDR.
Fotografias Hemisf´ericas
Fotografias voltadas para o c´eu tiradas a partir do ch˜ao da floresta com uma lente hemisf´erica produzem imagens circulares que registram o tamanho, a forma e a localizac¸˜ao de aberturas no seu interior e tˆem sido largamente utilizadas nos estudos de estrutura e transmiss˜ao de luz (Frazer et al., 1999).
Utilizamos duas metodologias distintas para a aquisic¸˜ao das fotografias hemisf´ericas, j´a que n˜ao possu´ıamos uma lente super-grande-angular ou olho-de-peixe. Na primeira cam- panha de campo uma m´aquina fotogr´afica anal´ogica, com lente de 35mm e um teleconversor de 12, nos fornecia uma distˆancia focal simulada de 17,5mm. No segundo campo a mesma m´aquina possu´ıa uma lente de 30mm somada a um teleconversor de 12, o que nos forneceu uma distˆancia focal simulada de 15mm.
Em dois trechos de cada transecto as copas eram fotografadas, em ˆangulo zenital, com as lentes olho-de-peixe adaptadas. Os trechos fotografados localizavam-se a cerca de 7 e 21 metros do ponto inicial do transecto, a fim de se obter a representac¸˜ao m´edia do dossel da comunidade amostrada.
Das fotografias eram extra´ıdos o ´Indice de ´Area Foliar (IAF) e a porcentagem de abertura do dossel (PAD), utilizando o software Gap Light Analyzer (GLA v.2) (Figura 4.5), que extrai a informac¸˜ao a partir da relac¸˜ao entre os n´ıveis branco e preto por unidade de ´area. Para tanto as fotografias em papel foram escaneadas e transformadas em arquivos formato “.tif” com resoluc¸˜ao de 300dpi, fazendo com que as formas captadas pela fotografia n˜ao fossem perdidas no processo de digitalizac¸˜ao. Apenas as caracter´ısticas estruturais do dossel foram consideradas.
(a) (b) (c)
Figura 4.5: Tratamento das fotos hemisf´ericas.Em (a) a fotografia hemisf´erica original. Em (b) a fotografia original foi registrada no software GLA, o c´ırculo vermelho corresponde `a ´area da fotografia que ser´a analisada. Em (c) vemos a imagem bin´aria que servir´a para a quantificac¸˜ao da estrutura do dossel.
No entanto, as fotografias obtidas na primeira campanha de campo n˜ao foram totalmente circulares, haja vista que a lente se encontrava no “limite” do grupo de lentes super-grande- angular. Esse imprevisto nos obrigou a criar uma alternativa para o maior aproveitamento da ´area das fotos. Para cada fotografia uma faixa de n´ıveis de branco (255) e outra faixa de n´ıveis de preto (0) eram acrescentadas (Figura 4.6), permitindo um maior aproveitamento das informac¸˜oes contidas na fotografia, sem contudo modificar as informac¸˜oes a serem extra´ıdas. O devido cuidado foi tomado para que uma faixa n˜ao possu´ısse tamanho superior `a outra, o que se acontecesse forneceria valores falsos acerca dos atributos estimados.
Umidade Atual
O radar al´em de permitir uma boa penetrac¸˜ao das ondas na cobertura vegetal, possui tamb´em sensibilidade `a umidade. A restituic¸˜ao da umidade superficial dos solos a partir do sinal radar ´e essencial para a introduc¸˜ao em modelos hidrol´ogicos ou de conte´udo de ´agua na vegetac¸˜ao e tamb´em ´e parˆametro essencial para estimativa da biomassa (Dechambre, 2003).
(a) (b)
Figura 4.6: Metodologia para aproveitamento da ´area das fotografias. Uma faixa branca e uma faixa preta eram acrescentadas em cada fotografia, sendo tomado o devido cuidado para que o c´ırculo envolvente (b) recobrisse ´areas de mesmo tamanho nas duas faixas. Essa t´ecnica permitiu aproveitar maior ´area da fotografia sem modificar os valores, j´a que uma faixa tendia a anular a outra.
Sob os transectos da segunda campanha de campo foram coletadas porc¸˜oes superficiais do horizonte A para determinac¸˜ao do teor de umidade presente na amostra de solo. Para cada transecto duas amostras eram retiradas, uma no segundo quinto e a outra no quarto quinto do transecto. As amostras foram envolvidas em filme transparente de PVC, que ´e um tipo de embalagem imperme´avel e vedada, impedindo a perda de umidade durante o transporte.
As amostras, em estrutura deformada, foram colocadas em recipiente de peso conhecido e novamente pesadas. Em estufa com temperatura entre 105◦C e 110◦C as amostras per- maneceram por 24h, sendo ent˜ao transferidas para dessecadores at´e que esfriassem e ent˜ao fossem pesadas novamente (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu´aria, 1997).
O c´alculo proposto pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu´aria, 1997) para a extrac¸˜ao da Umidade Gravim´etrica foi utilizado (Equac¸˜ao 4.5):
U midadeGravimetrica = 100(a − b)
b (4.5)
ondea ´e o peso da amostra de solo ´umida (g) e b, o peso da amostra de solo seca (g).