BÖLÜM II. TARIMIN FİNANSMAN İHTİYACI VE TÜRKİYE’DE TARIMA
2.3 Krediler
2.3.6 Türkiye Mikro KOBİ Finansman Programı
O PTB, desde 1945 até 1964, teve muitas de suas ações políticas influenciadas pelo Partido Comunista Brasileiro. Primeiro, procurando conter sua influência junto aos trabalhadores e depois formando aliança com os comunistas para atuação na política nacional. Com uma visão etapista, o PCB defendeu um programa de transformações, pretendendo desenvolver um capitalismo nacional como primeira fase das futuras lutas em direção ao socialismo.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi fundado em março de 1922, durante um congresso operário promovido em Niterói, Rio de Janeiro, sob o impacto da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia. Seu surgimento coincidiu com o declínio do movimento operário nascente no país, da influência do anarquismo, que até
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então ocupava lugar de destaque na inspiração das primeiras lutas populares. Em toda a sua existência, o PCB só viveu três curtos períodos de legalidade: os dois primeiros na década de 1920 e o terceiro no final da Segunda Guerra Mundial, quando caiu a ditadura do Estado Novo.
Maria Paula Nascimento Araújo314, ao analisar a importância do PCB no cenário político, afirma que, entre 1945 e 1948, depois de um longo período de dura perseguição, o PCB pôde atuar num contexto de legalidade. Com a redemocratização, o PCB transformou-se num partido de massas com duzentos mil membros. A definição de sua linha programática era, de certa forma, a mesma de 1935, ou seja, a realização de uma revolução democrático-burguesa e antiimperialista. O que mudava era a adoção de uma linha pacífica para a realização dessa tarefa. De 1945 a 1947, o partido assumiu uma posição moderada de “união nacional”, procurando sempre como primeira etapa os meios pacíficos para a solução dos problemas, para depois dar início à revolução. A partir de 1947, quando o partido foi declarado ilegal e teve reduzido seu espaço de atuação, colocou-se como crítico e opositor do governo Dutra. A oposição se estendeu ao governo Vargas, iniciado em 1951, e ao PTB. Entre 1948 e 1954, devido à cassação de seu registro, seguida da invalidação do mandato de seus parlamentares, o partido se inseriu numa nova fase, marcada pela clandestinidade e pelo isolamento.
Nesse período, apesar de o PCB não fazer oposição ao sindicalismo oficial comandado pelo PTB, os comunistas tentavam atuar paralelamente à estrutura legal, criando outras organizações agrupadas em centrais, como, por exemplo, a Confederação de Trabalhadores do Brasil (CTB) e o Movimento de Unificação dos Trabalhadores (MUT).315
As ações dos comunistas nesse período eram determinadas pelo Manifesto de Agosto. O documento defendia o confisco e nacionalização de empresas públicas e privadas, um governo democrático e popular, doação de terras, melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, entre outros. Com essa forma de atuação, o
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ARAÚJO, Maria Paula Nascimento. A utopia fragmentada: as novas esquerdas no Brasil e no mundo na década de 1970. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. p. 74 -75.
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partido buscava o isolamento, abstendo-se de qualquer tipo de aliança com governo ou partido.
Devido a esse isolamento, os comunistas afastaram-se do movimento sindical oficial, a partir daí comandado pelos petebistas. Essa posição trouxe algumas conseqüências, como por exemplo, o afastamento dos trabalhadores que viam nos sindicatos órgãos representativos. Além disso, entre 1947 e 1952, houve uma diminuição da sua influência sobre os trabalhadores, provocando um esvaziamento de seu quadro de militantes que não aceitavam a nova orientação partidária.
Entretanto, já em 1952, o Comitê Central do partido aprovou uma proposta de retorno à militância nos sindicatos oficiais e aproximação com os trabalhistas, especialmente com o PTB. Apesar disso, essa aproximação não significaria apoio a Getúlio, criticado por sua prática de conciliação e aliança com os interesses dos grandes proprietários. Por isso mesmo, após o suicídio de Vargas, a união entre os dois partidos foi reforçada. Outro ponto que contribuiu para a união dos dois partidos foi o gradual abandono das posições radicais do Manifesto de Agosto. Dessa maneira, pode-se afirmar que os primeiros ensaios dessa aliança ocorreram nas eleições de 1955, com o PCB assumindo, juntamente com os reformistas do PTB, a defesa das reformas de base. A ação do PTB e a direção política e social adotada após a morte de Vargas afinavam-se em muitos aspectos com a prática comunista. No IV Congresso do PCB, realizado três meses após a morte de Getúlio, decidiu-se que o partido não faria alianças partidárias ou eleitorais, motivo pelo qual criticavam a aliança do PTB com o PSD, dizendo ser esse último um partido afastado dos projetos reformistas e nacionalistas. Essa era a orientação da direção nacional que, todavia, pressionada pelas bases, passou a apoiar a aliança PSD/PTB.316
Na verdade, esse apoio era endereçado ao PTB, e só em conseqüência disso, o PCB passava a apoiar também a chapa de Juscelino Kubitschek e Goulart, já que o Partido Comunista não se uniu a nenhum outro partido. Assim, PCB e PTB atuaram juntos desde então nos sindicatos oficiais, defendendo o antiimperialismo e as reformas de base. A partir de 1957, o PCB passou a adotar uma via pacífica para a
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revolução brasileira e a união com outros partidos. Essa posição foi adotada no Manifesto Político de 1958, data em que também fortaleceu sua aliança com o Partido trabalhista Brasileiro. Após o suicídio de Vargas, o PTB se redirecionou, adotando o reformismo social pregado por Alberto Pasqualini, contribuindo, dessa forma, para a aproximação dos comunistas. A linha reformista adotada pelo PTB era condizente com a linha programática do PCB, com proposta de mudança social dentro do próprio capitalismo. O PCB entendia que primeiro o país deveria atingir uma primeira etapa “democrático-burguesa” para então atingir seu objetivo: o socialismo. Embora a finalidade última de Pasqualini fosse diversa da meta do PCB, a idéia de reformas sociais por dentro do capitalismo era um ponto em comum. Outro fator favorável foi a posição mais à esquerda assumida pelos trabalhistas do PTB no governo JK, mais distante das primeiras orientações getulistas.
A orientação comunista, além de prever uma revolução social pacífica, almejava a integração e organização de todas as forças, incluindo operários, camponeses, pequena burguesia e capitalistas nacionais contrários à política norte-americana. Assim, nas eleições de 1958, por ocasião das eleições parlamentares, os comunistas concorreram pela legenda do PTB, pretendendo formar uma bancada nacionalista de pressão à votação das reformas de estrutura. Apesar disso, petebistas e comunistas não se furtaram a adotar uma prática fisiologista, vinculando-se e participando de postos dos órgãos do Estado por entenderem que, dessa forma, por dentro do Estado, poderiam efetivar as reformas sociais.
Portanto, percebe-se que a relação PTB/ PCB não seguiu uma linha única, ela se modificou diante dos desdobramentos políticos do período. Assim, essa relação, que nos primórdios da criação do PTB era de oposição aos comunistas, passa a ser, a partir de 1954, de conciliação e atuação conjunta até 1964.317
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