BÖLÜM II. TARIMIN FİNANSMAN İHTİYACI VE TÜRKİYE’DE TARIMA
2.3 Krediler
2.3.5 Türkiye'de Tarımsal Finansmanda Yeni Arayışlar
A União Democrática Nacional foi fundada em 7 de abril de 1945. Contrária à ditadura do Estado Novo, a UDN tinha como característica principal a intensa e constante oposição a Getúlio Vargas e a seus seguidores, os getulistas. Em termos partidários, a agremiação udenista se mantinha afastada do PTB e próxima ao PSD, defendendo e representando os interesses dos proprietários de terra. Possuía também ligações com a imprensa, influenciando a opinião pública e intensificando uma aberta propaganda negativa contra os getulistas.305
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Otávio Dulci 306 ressalta o caráter ambíguo da UDN, que, embora estivesse inserida no sistema, não o aceitava. Identificando-se com a escola Superior de Guerra, propunha uma orientação contrária ao “populismo” de natureza liberal, o que Dulci chama de orientação “antipopulista”. No plano institucional, o “antipopulismo” ressaltava a liberdade individual e as instituições representativas.
A vitória de Vargas, em 1950, promoveu uma mudança nas bases do poder. Surgiram como setores importantes os industriais e o operariado, grupos que permitiram a volta de Getúlio, um pelo apoio financeiro e outro pelo contingente eleitoral.307 No Congresso, a UDN, partido de oposição e especializada em denúncias de corrupção administrativa, paralisava a prática política do governo. Até que, por fim, acusou Getúlio de planejar um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, e exigiu a renúncia do presidente. Nesse sentido, a atuação da UDN foi crucial para o desfecho de 1954: ao mesmo tempo em que denunciou o atentado a Lacerda, no qual morreu o major Rubens Vaz , pediu o impeachment, encaminhado pelo líder da bancada, Afonso Arinos. Na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas, após uma reunião com os ministros, admitiu renunciar, contudo, de manhã, suicidou-se.308
O vice João Café Filho, da coligação PTB-PSP, era mais próximo dos adversários de Getúlio. Por isso mesmo, o novo ministério e os cargos do governo eram perfeitamente identificados com as forças políticas que desencadearam a crise de 24 de agosto de 1954, grande parte pertencente à UDN: na Aeronáutica, o Brigadeiro Eduardo Gomes, na Casa Militar, Juarez Távora, na chefia da Casa Civil, o deputado Monteiro de Castro, na Chancelaria, Raul Fernandes e na pasta da Justiça, Prado Kelly.309 Mesmo tendo sido eleito pela coligação PTB-PSP, Café Filho compôs o governo com as forças de oposição.
Na eleição de 1955 para presidente, a UDN concentrou esforços para evitar a volta dos getulistas ao poder, tentando atrair o PSD e isolar o PTB. Entretanto, calculando que teria maior vantagem política se estivesse aliado ao mito de Vargas e ao PTB, o 306 DULCI, 1986, p. 38-39. 307 DULCI, 1986, p. 105. 308 DULCI, 1986, p. 123. 309 DULCI, 1986, p. 125.
PSD manteve a aliança. Mesmo assim, a UDN procurou reduzir a distância que a separava do PSD e do PTB, buscando formar uma união nacional para pleitear as eleições. No entanto, os pessedistas não abriram mão de laçar JK para presidente, o que dificultou uma coalizão desse tipo.
Prevendo a derrota, a UDN tentou modificar as regras da eleição, sugerindo uma emenda que exigia maioria absoluta. Em caso de vitória relativa, a disputa eleitoral seria decida pelo Congresso. A proposta, no entanto, foi recusada pelos parlamentares. Venceu JK e Jango, da aliança PSD/PTB.310 Essa inconformidade da UDN, contrária a democracia, é ressaltada por Delgado:311
Tanto no pleito de 1950 quanto no de 1955, inconformada com os resultados que não a favoreciam, a UDN tentou impugnar as eleições, alegando que os candidatos vitoriosos não haviam alcançado maioria absoluta dos votos, requisito esse que não estava previsto pela legislação eleitoral do Brasil. A UDN, durante esses acontecimentos já deixava despontar certa orientação antidemocrática[...].
Em 1958, nas eleições para a Câmara e para as Assembléias estaduais, o PTB aliou-se à UDN em alguns estados, visando derrotar o PSD. A aliança foi bem sucedida em Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. O caráter desse tipo de aliança, todavia, era fugaz, devido ao aumento da mobilização popular a favor das reformas, aproximando sempre mais UDN e PSD.
No pleito presidencial de 1960, a UDN antevia a perspectiva de vitória sobre o PTB. Percebendo no eleitorado uma tendência oposicionista, os udenistas apostaram em Jânio Quadros, vitorioso nas eleições para presidente da República. Porém, para vice, saiu vencedor João Goulart, do PTB. Após sete meses de um governo contraditório, Jânio renunciou. O pedido foi aceito imediatamente pela maioria PTB/PSD no Congresso. Segundo a Constituição, a presidência seria passada a João Goulart, que, entretanto, era visto pelos udenistas como herdeiro de Vargas. Os oposicionistas, para evitarem que o vice-presidente “getulista” assumisse seu posto, tentaram, por meios militares, impedir a volta de João Goulart, que na época estava em visita oficial à China, ao Brasil.312 Diante da resistência ao golpe militar
310
DULCI, 1986, p. 133.
311
DELGADO.In: FERREIRA; DELGADO, 2003, p. 138.
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pelos diversos setores da sociedade, inclusive pelo Congresso, foi acordado o parlamentarismo. No governo parlamentarista, a UDN tinha como preocupação principal restringir os poderes do presidente, procurando para isso o fortalecimento do parlamentarismo. Nesse sentido, formulou uma aliança extra-oficial com o PSD, visando impedir a morte prematura desse regime.
Em 1962, o PTB atingiu um crescimento notável, formando com a UDN lados opostos na arena política. Assim, o PTB já se igualava ao PSD em número de cadeiras no Congresso Nacional em 1963, encaminhando-se para se tornar, em breve, o maior partido brasileiro. Não obstante, na batalha pelas reformas, Goulart procurava atrair a UDN, não obtendo êxito nesse sentido. Esse partido, juntamente com o PSD, rejeitava as propostas apresentadas pelo PTB, paralisando o Congresso em face do Executivo. Portanto, a UDN, não satisfeita com a ferrenha oposição parlamentar e institucional, estendeu sua atuação para uma conspiração militar-civil cujo principal objetivo era a derrubada do governo. Além dos políticos, em sua maioria da UDN, também faziam parte da conspiração empresários, estudantes, intelectuais e membros do clero.313