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Türkiye’deki Hayata Uyum

7. Suriyeli Kadınların Gelecek Planları

7.2 Türkiye’deki Hayata Uyum

Conforme referido anteriormente, um dos objectivos deste projecto consiste na criação de uma prova de repetição de pseudo-palavras. Considerando as características dos diversos testes já existentes, bem como a influência de determinados factores na capacidade de repetição de pseudo-palavras, descritas na revisão da literatura, estabeleceram-se os seguintes critérios para a construção desta prova: extensão silábica, tipos silábicos, tipos de pseudo-palavras e acento.

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2.2.1.1. Extensão silábica

Em conformidade com os vários estudos consultados, estipulou-se como critério para a construção desta prova a extensão silábica, ou seja, o número de sílabas que os estímulos apresentam. Assim, pretendeu-se que a prova fosse composta por itens de extensão silábica variada, tendo em conta que este é considerado um factor de influência no desempenho da repetição de pseudo-palavras, assumindo-se que o aumento do número de sílabas implica um menor desempenho na repetição (Bishop et al, 1996; Botting & Conti-Ramsden, 2001; Girbau & Schwartz, 2007; Rispens & Parigger, 2010, entre outros).

Definiram-se, então, grupos de pseudo-palavras monossilábicos (com apenas uma sílaba), dissilábicos (com duas sílabas), trissilábicos (com três sílabas) e polissilábicos (com quatro e cinco sílabas), sendo cada um dos grupos composto por 8 itens, perfazendo um total de 40 itens - 120 sílabas. A inclusão de itens monossilábicos justificou-se pela elevada percentagem de palavras monossilábicas existentes no corpus TA90PE, conforme se constatou através da ferramenta FreP (Vigário et al, 2005).

2.2.1.2.Tipos silábicos

Um outro critério controlado nesta prova é a estrutura silábica dos estímulos, que segundo a literatura, influencia a capacidade de repetição de pseudo-palavras, nomeadamente, estímulos com sílabas que impliquem uma maior complexidade articulatória, como no caso da presença de grupos consonânticos, apresentam uma taxa de sucesso inferior ao dos estímulos com sílabas consideradas simples (Ibertsson et al, 2008; Marshall & van der Lely, 2009).

A variação das estruturas silábicas presentes nesta prova, isto é, a proporção de sílabas de cada tipo silábico em cada posição de palavra, teve por base o estipulado nos dados disponíveis na ferramenta FreP para as frequências de tipos silábicos no corpus TA90PE (Vigário et al, 2006), considerando-se ainda a sua distribuição nas diversas posições na palavra – posição inicial, medial e de fim de palavra e em monossílabos.

2.2.1.3. Tipo de pseudo-palavra

Assumindo que as pseudo-palavras podem ser criadas de diversas formas, determinaram- se os seguintes processos de criação dos estímulos da prova:

26  Substituição de vogal – substituição de uma ou mais vogais de palavras reais do português

europeu;

 Substituição de consoante – substituição de uma das consoantes de palavras reais do português europeu;

 Transposição silábica – definindo-se pela alteração da ordem interna das sílabas de uma palavra do português europeu;

 Combinações ilegais - junção de um radical e de um sufixo existentes na língua, cuja combinação viola as regras gramaticais da mesma;

 Adição/omissão de fonema – adição ou supressão de um fonema em palavras reais do português europeu.

2.2.1.4. Acento

Para este critério considerou-se não só as frequências de palavras com diferentes acentuações, mas também as frequências de tipos silábicos em posição tónica, isto é, acentuada, e de tipos silábicos em posição átona, não-acentuada, descritos por Vigário et al (2006).

Combinando os critérios acima estipulados: o número de sílabas disponíveis para esta prova, a sua distribuição nas várias posições na palavra, o processo de formação dos estímulos, a extensão silábica e o acento, determinaram-se os estímulos para esta prova (Apêndice A). Salienta-se o facto de o recurso a diversos processos de formação de pseudo-palavras consistir unicamente no método escolhido para a elaboração dos estímulos.

Ressalva-se ainda o facto de algumas das pseudo-palavras elaboradas poderem ser associadas a mais do que um processo de formação como é o caso de “char” que neste projecto resultou da substituição da consoante inicial da palavra por [ʃ], mas cujo produto final pode igualmente resultar da omissão da vogal inicial da palavra real “achar” ou da adição da consoante em coda [ʃ na palavra “chá” (Apêndice A).

A fim de estudar a influência lexical na repetição de pseudo-palavras, acrescentou-se um outro grupo de itens com a mesma estrutura silábica dos itens construídos a partir da combinação “ilegal” de radicais e sufixos existentes no português europeu, fazendo variar apenas alguns sons, essencialmente vogais, à semelhança do trabalho realizado por Casalini et al (2003). Acrescentaram-se ainda dois itens para avaliar a ordem serial silábica, através da transposição da

27 sílaba medial para a posição inicial de palavra (Apêndice B). Com a adição destes dez itens, houve uma alteração na dimensão dos grupos determinados para a extensão silábica e, consequentemente, um aumento do número total de sílabas da prova. Nomeadamente, destes dez itens, quatro apresentam quatro sílabas e seis apresentam cinco sílabas, o que conduz a um acréscimo de 46 sílabas, perfazendo, assim, um total de 166 sílabas.

2.2.2 – Frequências de ocorrência das unidades fonológicas

A fim de uniformizar a distribuição dos tipos silábicos na prova, foram calculadas as frequências de ocorrência dos tipos silábicos existentes na prova. Procedeu-se ainda à análise da frequência relativa dos tipos silábicos de acordo com a posição que ocupam na palavra, comparando os resultados com as frequências de ocorrência estudadas para um corpus do português europeu falado (Vigário et al, 2005, 2006; Freitas et al, 2006).

Conforme se pode observar através da análise do quadro 23 (Apêndice C), apenas cinco tipos silábicos obtiveram uma alteração na sua percentagem final superior a 1%, sendo o caso mais notável o da estrutura silábica CV (4,24%). No entanto, e como foi referido anteriormente, este é o tipo silábico mais frequente, pelo que não parecem ser importantes as alterações finais nas frequências dos tipos silábicos.

Observa-se, ainda, no Apêndice C (Quadro 24), que as diferenças mais significativas ocorrem no tipo silábico CV, para todas as posições na palavra. A elevada percentagem de sílabas com esta estrutura em posição intermédia na palavra (31,33%) deve-se ao facto de no corpus usado na ferramenta FreP haver uma elevada percentagem de palavras dissilábicas (42,55%) em contraste com as palavras polissilábicas, por oposição ao estipulado nesta prova em que o número de itens polissilábicos equipara-se ao dos dissílabos, no caso dos itens trissilábicos e, supera-os no caso dos itens de quatro e cinco sílabas. Desta forma, as sílabas que ocupam a posição intermédia foram preenchidas pela estrutura silábica em maior número, neste caso a estrutura CV. Por esta razão, nas restantes posições na palavra também se observam alterações nas frequências de ocorrência.

No caso da estrutura silábica V, apesar de se verificar uma diferença de quase 5% na posição inicial entre as percentagens disponíveis na ferramenta Frep e na prova, este tipo silábico não deixa de ser mais frequente nesta posição, comparativamente às restantes. No caso dos monossílabos, sugere-se que a diferença assente no facto de no corpus usado na ferramenta FreP

28 estarem presentes palavras como “a” “o” “e” frequentes em construções frásicas no discurso coloquial, que não se justificariam numa prova deste tipo.

Para os restantes tipos silábicos não se constataram diferenças superiores a 3%, pelo que não parecem haver diferenças importantes nas suas frequências de ocorrência.