BÖLÜM 2: TÜRKİYE’DE SOSYAL GÜVENLİK KAVRAMI VE
2.1. Türkiye’de Sosyal Güvenlik Sistemi ve Tarihçesi
As Figuras 5.15 e 5.16 apresentam, respectivamente, a distribuição das amostras na carta MCT e o gráfico % de Argila x Va, para as amostras cedidas pela Geola. Noris. Os pontos seguem a
mesma codificação das Figuras anteriores.
c ' e ' 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Pouco Ativos Ativos L A L A ' L G ' N G ' N S ' N A N A '
Figura 5.15 - Localização das amostras da Geola. Noris na carta MCT.
Com apenas 2 amostras, das 20 ensaiadas, ocorreu conflito entre a classe MCT e a atividade dada pela adsorção de azul de metileno. Uma é LG', com CA = 13,9 e a outra é NG', com CA = 9,77. Ambas são descritas em Souza(1992) como solos residuais jovens, de gnaisse e de migmatito, respectivamente.
A microscopia eletrônica indicou uma microestrutura característica de caulinita não laterizada, para a amostra da classe LG' (página 37, Anexo 2) e de solo laterizado, para a amostra NG' (página 38, Anexo 2).
Para as demais amostras, as previsões, tanto da classificação MCT, quanto da adsorção de azul de metileno, são compatíveis entre si e com as descrições encontradas em Souza(1992).
Porcentagem de Argila (< 0,005 mm) Va 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00 LA' LG' NA NA' NG' NS' Pouco Ativos Ativos Muito Ativos
Figura 5.16 - Valor de azul versus porcentagem de argila para as amostras da Geola. Noris.
5.4.4.5. AMOSTRAS DA PROFA. TERESINHA
As Figuras 5.17 e 5.18 apresentam os resultados dos ensaios efetuados nas amostras cedidas pela Profa. Teresinha.
Destas amostras, apenas uma apresenta discordância entre os resultados da classificação MCT e os da adsorção de azul de metileno. Trata-se da amostra denominada, por Bonuccelli(1992), Santa Efigênia Vermelho, pertencente a classe NA' da MCT e com CA = 9,2, portanto com adsorção de solo laterizado (pouco ativo).
Esta amostra foi submetida à microscopia eletrônica e, as fotografias acham-se no Anexo 2, página 39. Nelas pode ser vista uma microestrutura característica de solo laterizado.
Foi fotografada também, a título de curiosidade, a amostra designada Itacolomi, segundo Bonuccelli(1992), pertencente à classe NS' da MCT e de CA = 17,9 (página 40, Anexo 2). Nas fotografias notam-se estruturas similares às da caulinita e/ou ilita, placóides e estratificadas, confirmando a previsão dada pela adsorção de azul de metileno (argilo-minerais ativos).
c ' e ' 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Pouco Ativos Ativos L A L A ' L G ' N G ' N S ' N A ' N A
Figura 5.17 - Localização das amostras da Profa. Teresinha na carta MCT.
Porcentagem de Argila (< 0,005 mm) Va 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00 NA' NG' NS' Pouco Ativos Ativos Muito Ativos
Figura 5.18 - Valor de azul versus porcentagem de argila para as amostras da Prof.a.
5.4.4.6. AMOSTRAS DA UFSCAR
Nas Figuras 5.19 e 5.20 são apresentados os resultados obtidos para as amostras cedidas pela UFSCAR. c ' e ' 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Pouco Ativos Ativos L A L A ' L G ' N G ' N S ' N A ' N A
Figura 5.19 - Localização das amostras da UFSCAR na carta MCT.
Porcentagem de Argila (< 0,005 mm) Va 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00 LA' LG' NA' NG' Pouco Ativos Ativos Muito Ativos
A coleta de amostras executada por Ferreira(1993), conforme dito anteriormente, foi feita em 10 perfis verticais, de forma que se tivessem 2 amostras por perfil, uma acima e outra abaixo da linha de seixos, supostamente de comportamentos laterítico e não laterítico segundo a classificação MCT. Estranhamente, das 10 amostras colhidas abaixo da linha, apenas 3 foram classificadas como de comportamento não laterítico.
Da adsorção de azul de metileno, obtiveram-se 11 amostras com atividade de argilo- minerais do tipo "laterízados" (pouco ativos) e 9 ativos ou não laterizados.
Admitindo-se que amostras de solos colhidas acima da linha de seixos deveriam ter comportamento laterítico, segundo a MCT (o que pode não ser sempre verdadeiro), e observando-se mais detalhadamente os resultados, pode-se verificar que, das oito possibilidades resultantes do confronto Classificação MCT x Adsorção de Azul de Metileno, em função da posição da coleta no perfil, tem-se a situação mostrada a Tabela 5.3.
Tabela 5.3 - Resultados possíveis do confronto entre a Classificação MCT e a adsorção de azul de metileno, em função da posição da coleta dos solos no perfil vertical. Posição no Perfil Comportamento
segundo a MCT Valor de CA Resultado do Confronto Número de Amostras nessa Situação Laterítico < 11 Concordante 7 Acima da LS Laterítico > 11 Discordante 2
Não Laterítico < 11 Incerto -
Não Laterítico > 11 Concordante1 1
Não Laterítico < 11 Discordante - Abaixo da LS Não Laterítico > 11 Concordante 2 Laterítico < 11 Concordante2 4
Laterítico > 11 Incerto 4
1 - Solo acima provavelmente não laterizado. 2 - Solo abaixo provavelmente laterizado. Ambos indicam erro de avaliação na coleta.
Segundo os dados mostrados na Tabela 5.3, ficam caracterizadas, para essas amostras, apenas dois casos de divergência entre a classificação MCT e os resultados da adsorção de azul de metileno.
No primeiro caso, existem dois solos colhidos acima da linha de seixos, com comportamento laterítico, segundo a MCT, e valores de CA acima de 11,0, indicando discordância de previsão. Nessas duas amostras foram feitos ensaios de difratometria de raios X, um pelo autor e outro por Ferreira(1993), sendo encontrados argilo-minerais do grupo das montmorilonitas nas duas amostras e ainda, dos grupos das ilitas e das vermiculitas em uma delas.
Já no segundo caso, os solos foram colhidos abaixo da linha de seixos (4 amostras), seus comportamentos são lateríticos, segundo a MCT, e as adsorções de azul de metileno são compatíveis com as de solos lateríticos (pouco ativos).
Neste caso, há incerteza quanto ao critério de previsão correto, pois esperava-se que, sendo solos retirados abaixo da linha de seixos, seus comportamentos fossem de solos não lateríticos. Por outro lado, o fato de terem sido retirados abaixo da linha de seixos não implica, necessariamente, em comportamento não laterítico, porém, a adsorção indica a presença de argilo-minerais bastante ativos que, supõem-se, serem característicos de solos não lateríticos.
Para essas 4 amostras, também existem resultados de difração de raios X e, em todas, foram encontrados argilo-minerais do grupo das montmorilonitas, em 2 delas também do grupo das ilitas, em 2 do grupo das caulinitas e em 1 dos grupos das vermiculitas e das cloritas. Cabe lembrar que, destes 4 ensaios de difratometria, 3 foram executados por Ferreira(1993) e 1 pelo autor, conforme explicitado no Anexo 3.
Como pode ser visto até agora, existe uma concordância bastante grande entre os resultados da classificação MCT e os da adsorção de azul de metileno (242 em 297 ou 81,5%); já nos casos onde há discordância de resultados (ou previsões), existe uma tendência da adsorção de azul de metileno fazer uma previsão mais acertada quanto ao tipo de argilo-mineral presente na fração fina dos solos, conforme confirmado pelos dados obtidos da difração de raios X e/ou da microscopia eletrônica de varredura.
5.5. CONCLUSÕES
Conclui-se, baseado nos resultados apresentados, que a adsorção de azul de metileno, pelo método da mancha, produz resultados tão bons, ou até melhores, que os obtidos da classificação MCT, quanto à capacidade de identificar o tipo de argilo-mineral presente na fração fina dos solos.
Isto, entretanto, não implica em imprecisão da classificação MCT, pois ela foi desenvolvida visando qualificar comportamento de solos, quando compactados e não, tipos de argilo-minerais nele presentes. No comportamento influem, tanto o tipo do argilo-mineral, quanto sua quantidade, pois pode-se ter, eventualmente, argilo-minerais muito ativos (deletérios) em pequenas quantidades, que seus efeitos não se fazem sentir quando o solo é compactado.
Esta característica peculiar da MCT, de qualificar comportamento do solo quando compactado, não pode ser reproduzida somente pelos resultados da adsorção de azul de metileno, pelo menos, não até o momento. Ainda não se sabe até que nível de atividade pode ser tolerado na fração fina do solo, sem que haja comprometimento de seu desempenho, quando utilizado em determinado tipo de obra de engenharia.
Isto só será possível quanto for descoberta a relação ideal entre a atividade admissível da fração argila (seja expressa em termos do coeficiente de atividade ou do valor de azul), a quantidade
de argila e a distribuição granulométrica do solo, que deve ter importância decisiva na fixação dos limites para os outros dois fatores citados anteriormente.
De qualquer forma, existe uma forte convicção por parte do autor, que a utilização do ensaio de adsorção de azul de metileno pelo método da mancha é promissora para a caracterização da fração fina de solos tropicais. As pesquisas, nesse sentido, devem ser incentivadas para que, num futuro próximo, obtenha-se um sistema de classificação baseado na adsorção de azul de metileno e na distribuição granulométrica, o que facilita sobremaneira a compreensão e uso de classificações de solos.