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3.5.5.1 “Eu, a família e a escola”

“Eu, a Família e a Escola” é uma atividade que surgiu em contexto da área curricular e disciplinar do estudo do meio e que se desenvolveu quer para o conhecimento do meio quer para a promoção dos afetos. Esta atividade, no que respeita ao Currículo Nacional do Ensino Básico e Competências Essenciais encontra-se enquadrada na área do estudo do meio. Como principais competências específicas, nesta área do saber temos o “Reconhecimento e identificação dos elementos espácio-temporais que se referem a acontecimentos, factos, marcas da história pessoal e familiar (…) ” (p.81). Pertence ainda ao bloco dois “ À descoberta dos outros e das instituições”.

Nesta atividade, foi essencial que o aluno fosse capaz de identificar os elementos do meio mais próximo, em particular a família e a escola. Perante isto, ele tinha que expressar e comunicar aos colegas quais os membros da sua família com quem mais contactam e quais os colegas da escola do que mais gostam e o papel que o próprio desempenha nestes dois espaços (ver figura 28).

Partindo assim de uma conversação em grupo sobre a importância da escola e da família, emerge a atividade suprarreferida, tendo sido posteriormente solicitado aos alunos que elaborassem um desenho individual que caracterizasse o “Eu”, a “Família”, e a “Escola”. Após terminarem o registo gráfico tinham de apresentar o seu trabalho à turma e explicar e justificar o que haviam desenhado, e especificar o que consideravam ser a família, a escola e o “eu”.

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Considerando a atividade anterior e refletindo acerca dela, verificou-se que os alunos se empenharam na realização da mesma, tendo contudo demonstrado dificuldades em comunicar à turma o que haviam desenhado.

Relativamente à estratégia utilizada para a investigação-ação, importa referir que esta atividade era uma forma de perceber qual a importância que os alunos atribuíam aos dois elementos (família e escola) essenciais ao seu desenvolvimento social e afetivo.

Na semana seguinte e ainda neste contexto, surgiu uma nova atividade denominada “Gosto da minha família porque…”. Esta atividade enquadra-se, tal como a anterior, na área do estudo do meio, inserida no bloco um, “à descoberta de si mesmo”, visando as competências específicas do “Reconhecimento e identificação dos elementos espácio-temporais que se referem a acontecimentos, factos, marcas da história pessoal e familiar (…) ” (p.81). Esta tem a finalidade de dar a oportunidade aos alunos de exprimirem os seus sentimentos em relação a família.

Esta atividade envolve a interdisciplinaridade, uma vez que visa desenvolver também a área da expressão plástica e a expressão oral no âmbito da língua portuguesa.

Neste contexto, os alunos deviam construir um retrato da sua própria família, sendo esta atividade baseada no recorte de papel de revistas e formação de imagens ou figuras usando para o efeito apenas as mãos. Pretendia-se ainda, com esta tarefa que eles evidenciassem os motivos que os levavam a gostar da sua família e assim entender que importância atribuíam aos membros da sua família (ver figura 29).

Analisando a atividade “Gosto da minha família porque…”, considero que se revelou dinâmica, na medida em que os alunos se interrogavam como podiam fazer um desenho sem usar um lápis, assim como demonstraram predisposição e à vontade em querer falar à turma sobre a sua família. Por último, a maioria dos alunos revelou que gosta do pai, da mãe e dos irmãos porque lhes davam muito carinho e beijinhos. Porém, evidenciam-se o aluno D, que confidenciou que gostam da mãe e do pai, e que tinha saudades deles pois estavam em França, a trabalhar. Destacou-se ainda a aluna B, que expressou tristeza, quando falou da sua família, uma vez que a sua mãe ultimamente não lhe dava beijinhos, porque o seu irmão bebé não a deixavam dormir.

Esta atividade revelou-se fundamental para perceber que valor ou importância os alunos demonstram pelas suas famílias, uma vez que os pais são responsáveis pelas primeiras aprendizagens e desempenham uma série de papéis na vida dos filhos. “ É sobre eles que recai

o dever de proporcionar aos filhos um ambiente onde eles se sintam amados e estimulados” (Stoppard citado por Magalhães, 2007, p.276).

Figura 29 – Alunos na apresentação dos seus trabalhos

3.5.5.2 Preferências e gostos dos alunos

A atividade construção de um gráfico das cores preferidas dos alunos surgiu também na área curricular e disciplinar de estudo do meio, inserida no bloco um, “À descoberta de si mesmo”, visando as competências específicas do “Reconhecimento e identificação dos elementos espácio-temporais que se referem a acontecimentos, factos, marcas da história pessoal e familiar (…) ”(p.81).Interessa referir que esta atividade permitiu ainda desenvolver a área da matemática e da língua portuguesa, uma vez que se utilizou um gráfico onde todos registaram as cores que elegem como favorita e também se promoveu a expressão oral através de um debate entre os grupos, para que estes pudessem verificar, segundo o gráfico, as cores mais e menos eleitas pelos elementos da turma.

Posteriormente, na aula de matemática, os alunos puderam ainda desenhar no seu caderno (ver figura 30) o gráfico obtido no âmbito do estudo do meio, tendo-se, deste modo, desenvolvido aprendizagens simples basicamente relacionadas com estatística como contar, comparar, medir e sequenciar dados.

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Figura 30- Gráfico no caderno de Matemática

O intuito desta tarefa foi essencialmente conhecer as preferências dos alunos e também envolvê-los na construção de um gráfico das suas cores preferidas (ver figura 31). Portanto, partindo desta atividade, pretendemos estimular a participação democrática dos alunos, segundo situações reais, para melhor se conhecerem a si próprios e aos colegas. Neste sentido, este tipo de atividade tem por base os jogos cooperativos de conhecimento, pois estes traduzem- se em “dinâmicas lúdicas de participação horizontal, pelas quais os membros de um grupo obtêm informação e opiniões sobre si mesmos, sobre os outros membros e sobre o próprio grupo (Jares, 2007, p.71). Para o efeito, cada aluno, num determinado grupo, elegeu a sua cor predileta, ficando todos a conhecer a sua escolha.

Figura 31 - Aluna a registar a cor que mais gosta