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Para o conteúdo corpo-oposição, relacionam-se as brincadeiras e os jogos infantis que têm como motivo principal15 situações opositivas no interior do jogo, que exigirão do sujeito relacionar-se com a oposição do corpo do outro e de seu próprio corpo com o espaço de jogo. Assim, as situações opositivas estão presentes nos jogos coletivos, como: futebol, voleibol, handebol, lutas etc. e devem ser trabalhadas com as crianças em jogos infantis que exijam essa relação de oposição como motivo principal do sujeito na brincadeira, ou jogo, buscando criar ações corporais opositivas (situações de ataque e defesa), como exemplo, brincadeiras, como: pega-

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Motivo principal: revela-se tanto na estrutura do jogo (pois encarnam as relações que foram historicamente objetivadas na estrutura do jogo), como nas mediações do professor nas tarefas de ensino e de aprendizagem que irá organizar na seleção dos jogos e brincadeiras das atividades da cultura corporal. (BAURU, 2015). Para melhor compreensão dos sistemas de motivos, ler: Teoria da Atividade de Leontiev.

pega, pega-congela, gato e rato, elefantinho colorido, garrafão, mãe de rua, patinho feio, corre cutia etc.

Para as atividades que envolvem o conteúdo corpo-habilidade e desafios corporais, apresentam-se os jogos ou brincadeiras que carregam em si a relação de domínio motor da própria ação corporal como motivo principal. No mundo adulto, essas ações estão implicitamente presentes em atividades como o atletismo e nas várias formas de ginástica.

Na educação infantil, atividades que exijam desafios motores - do mais simples, como andar em um terreno plano, ao mais complexo, como andar em um terreno pedregoso, ou andar ultrapassando vários obstáculos - permitirá à criança lançar-se em novos desafios e, gradualmente, superá-los para se lançar em outros movimentos ainda mais complexos e com mais qualidade, permitindo-lhe um maior domínio consciente de novas formas de movimento (ZAPORÓZHETS, 1987).

desenvolvimento de sua motricidade não ocorre de forma isolada; está incluído no contexto mais amplo do desenvolvimento da atividade da criança e depende das tarefas que se colocam para ela e dos motivos que a impulsionam a atuar (ZAPORÓZHETS, 1987, p. 72).

Coloca-se, então, como objetivo de ensino, o domínio de diversas formas de movimento em que o corpo humano possa se apropriar no desenvolvimento da motricidade de forma consciente e voluntária.

Portanto, para o trabalho com as crianças de 4 e 5 anos, propõem-se brincadeiras e jogos, como: pula sela, cambalhota, amarelinha, carrinho de mão, cobrinha, aumenta-aumenta, perna de pau, perna de lata, elástico etc.

Propõe-se, também, uma atividade reflexiva, em que o professor organize uma roda dialogada com a leitura dos livros infantis do escritor Ziraldo, com os personagens das várias partes do corpo, para que a criança, por meio do movimento, perceba a função de suas partes e o movimento corporal como todo. Como exemplo: ler para as crianças “O Joelho Juvenal” e, na sequência, propor movimentos, como: correr, agachar, levantar, agachar, subir escadas, ajoelhar-se, etc., orientando a criança a observar o seu próprio movimento e o dos colegas durante a atividade, para a criança perceber a ação motora envolvida. Após, retornar novamente na roda para refletir sobre as ações executadas e quais partes do corpo utilizou nas atividades. De acordo com as respostas das crianças, pode-se instigá- las com perguntas mais elaboradas para analisarem o movimento do corpo e as

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ações motoras realizadas nas atividades - isto permitirá à criança tomar consciência de seu próprio corpo e de seus movimentos.

Esse conteúdo pode ser trabalhado em circuitos com obstáculos, elementos, utilizando-se do playground, caixas, pneus, desníveis do terreno etc.

Sugerem-se, também, outras atividades utilizando-se de instrumentos, como: bolas, arcos, petecas, que, inicialmente, podem ser utilizados de maneira exploratória, mas que, gradativamente, vá se ensinando as funções de todos os instrumentos como objetos sociais, produzidos historicamente na atividade humana. Por exemplo, o arco, como elemento da ginástica rítmica, carrega um conhecimento histórico-social que necessita ser apropriado pela criança. Isto não significa que o professor irá lhe ensinar a ginástica rítmica, mas poderá mostrar às crianças um vídeo com apresentação de atletas para ser apreciado e, inicialmente, por imitação as crianças se lançarão em movimentos mais simples com o arco. Um profissional especialista poderá até montar um projeto sobre o assunto, visando ampliar os conhecimentos das crianças.

A expressão corporal é uma linguagem do corpo em que as crianças podem vivenciar a gestualidade, as sensações, as emoções, os sentimentos no diálogo com outras linguagens, como: a musical, a das artes cênicas, a da dança, a da literatura, a das artes visuais, a das artes circenses, a da mímica etc.

Para esse conteúdo, relacionam-se as brincadeiras e atividades de imitação e criação de formas artísticas que tenham, como motivo principal, a relação de criação de uma dimensão artística para as ações corporais. Essa dimensão está presente em atividades, como a dança: balé, jazz, hip-hop, dança circular, frevo etc., atividades circenses (movimento do trapezista, malabarista, equilibrista etc.) e também na mímica.

Para o trabalho com as crianças na educação infantil, propõem-se as brincadeiras de roda, de estátua, de imitação de figuras e situações, brincar de circo, brincar de dança, de mímico etc.

Inicialmente, as crianças engajam-se nas brincadeiras com gestos livres e espontâneos; aos poucos, o professor deverá orientar seus gestos e encorajá-las a vivenciarem, apreciarem e criarem novas formas artísticas. Para isso, é preciso que o professor amplie o repertório infantil, possibilite novos conhecimentos de forma lúdica e as crianças possam perceber diferentes possibilidades de movimento,

explorando o corpo no espaço (planos altos, médio, baixo), na velocidade (rápido e lento) e em diferentes ritmos.

Utilizando-se de imagens artísticas visuais, cênicas e danças, propor que as crianças representem pela imitação e, depois, criem suas próprias imagens corporais. Essa atividade enriquecer-se-á se for realizada em frente ao espelho para que observarem os seus movimentos.

Outras atividades podem ser propostas, como:

brincadeira do espelho: em duplas, utilizando o corpo do colega como espelho e, alternadamente, um deverá imitar os movimentos do outro. A atividade se torna mais agradável com um fundo musical;

brincadeira do escultor, também em duplas, um deverá ser o escultor e o outro a matéria a ser esculpida;

imitação de animais, como: rolar como o tatu-bola, pular como o sapo, saltar como o macaco, etc.; de objetos, como: carro, avião, trem, etc.; de pessoas: adultos, idosos, gigante, anão;

desafiá-las a formar figuras, como: números, letras, formas, utilizando o próprio corpo, em duplas e/ou em grupos;

narração de uma história, em que as crianças deverão dramatizar as situações que lhes são apresentadas.

Essas orientações permitirão ao professor organizar o ensino-aprendizagem da área de movimento, tendo como tema o eixo corpo no campo interdisciplinar com outras áreas de conhecimento.

Benzer Belgeler