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2 MAKRO DEĞĐŞKENLERĐN DEĞERLENDĐRĐLMESĐ

2.3. Faiz Oranı

2.4.4. Türkiye’de Enflasyonun Tarihsel Gelişimi ve Etkiler

A relevância do assunto Idade Média para as pesquisas modernas se deve, dentre outras coisas, conforme Benévolo, às descobertas arqueológicas que desacreditaram as convicções até então aceitas como verdades. A Idade Média para o Renascimento foi a idade das trevas, da ignorância e, por isso, um assunto proibido. Quando a reputação renascentista foi abalada, a Idade Média, assim como outros períodos históricos esquecidos, passaram a ser objetos de estudo, pois o que importava é que fossem originais. Assim, a

maneira de Vasari foi substituída pela noção de estilo. A concepção de maneira

exaltava a genialidade do artista. Já a noção de estilo pouco se importa com a autoria, privilegia apenas a noção de originalidade.132

O surgimento do objeto original trazendo à luz verdades agora verdadeiras trouxe a consciência de que apenas o original possuía valor. Esta nova forma de encarar as artes superou a visão evolucionista que se tinha até então. Assim, o valor dado à evolução das artes foi substituído pelo valor atribuído à sua autenticidade. A superação da visão evolucionista liberou o artista para que olhasse para todas as manifestações artísticas de qualquer período histórico. Dessas considerações, surgiu a superação da valorização de uma única manifestação estética como sendo a verdadeira. A partir de então, qualquer manifestação artística que fosse original teria valor.

Foi assim que a arquitetura gótica e a Idade Média passaram a ser objeto de estudos. O estigma anterior de idade das trevas havia desaparecido.

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“...no sé c ulo XVIII a p a la vra “ e stilo ” sub stitui o te rmo “ ma ne ira ” p a ra d e sig na r a q uilo q ue é ine re nte a um a rtista , a uma é p o c a o u a uma fo rma d e a rte . (...) o e stilo é uma ma ne ira p a rtic ula r o u a ind a o mo d o d e p inta r e d e se nha r na sc id o d o g ê nio p a rtic ula r d e c a d a um na a p lic a ç ã o e e mp re g o d e id é ia s. No ta -se q ue a e xp re ssã o fo rma l d a p e rso na lid a d e p e rma ne c e sub o rd ina d a a um c o nc e ito a b stra to . Essa e xp re ssã o p e sso a l p a re c e se c und á ria à s p e sso a s imb uíd a s d e c la ssic ismo . (...) p o ré m um no vo se ntid o d a p a la vra e stilo , d e c a rá te r fo rma l e nã o ma is p e sso a l, va i se d e sta c a r. (...) e m sua s c o nsid e ra ç õ e s so b re a p intura , Ma nc ini, o mé d ic o d e Urb a no VIII, d izia : “ c a d a a rtista te m a p ro p rie d a d e c o mum d e se u sé c ulo e ta mb é m a

p ro p rie d a d e ind ivid ua l” . Era d a r a o e stilo uma a c e p ç ã o te mp o ra l.” (Ba zin, G . Histó ria d a histó ria d a a rte . p . 45.)

Surgiram assim os chamados neos: o neobarroco, o neogrego, o neo- renascimento, o neogótico, o neochinês, o neoetrusco, o neobizantino, o neomouro, e vários outros. Assim, quando Ruskin iniciou a sua pesquisa sobre a Idade Média, ele encontrou as condições propícias para tal.

Como já visto, as idéias de arquitetura de Ruskin provêm de sua

concepção de natureza. A relação de dependência entre os elementos na qual

um ajuda o outro deu origem à noção de composição natural. Sabe-se que o

período no qual Ruskin viveu, a Revolução Industrial, representou para a cultura britânica uma total desestruturação em termos de costumes e valores. O mundo medieval estava desabando e o mundo capitalista avançando. A sensação de medo e perdas era corriqueira e foi preciso se apegar a alguns aspectos do passado para poder enfrentar o presente e o futuro.

Meneguello133 introduziu uma dúvida na opinião usualmente atribuída ao medievalismo do século XIX. Será que o neogótico foi uma manifestação de volta ao passado ou de adaptação ao presente?

A cidade de Manchester, ícone da cidade industrial do século XIX, ao construir o edifício de sua prefeitura o fez em estilo neogótico. Será que isso representou uma volta ao passado? Como é que a cidade mais industrial do mundo se volta ao passado para construir a imagem de sua administração? Esse

medievalismo, segundo Meneguello, não significou a volta ao passado, mas a afirmação do presente. Nesse sentido, a visão mítica da Idade Média parece ter criado uma atmosfera mágica introduzindo uma concepção de fé necessária ao então presente para poder suportar a devastação dos costumes impetrado pelo capitalismo da revolução industrial.

A visão mítica da Idade Média, representada pelo estilo neogótico, minimizou a sensação de perda que imperava. Isso, ajudou ao invés de prejudicar, a construção do modo de produção capitalista em sua fase

industrial. É incrível, mas essa sensação ainda habita a paisagem das cidades

133 Me ne g ue llo , C . Da ruina a o e d ifíc io . Ne o g ó tic o , re inte rp re ta ç ã o e p re se rva ç ã o d o p a ssa d o

inglesas, principalmente no interior. Sempre que o olhar se levanta, depara-se com uma agulha neogótica orientando e confortando ao mesmo tempo. É o pensamento mítico e mágico do espaço da cidade. O espaço é composto por fadas, serpentes, borboletas, dragões e demônios em forma de gárgulas, pináculos, esculturas, pinturas, que aparecem e desaparecem conforme a luminosidade do dia nos muros e construções da cidade. Uma atmosfera de magia e encantamento cria a sensação de que os edifícios têm vida e se comunicam com as pessoas. Os prédios parecem respirar e conversar com o transeunte. É o espírito animista da Idade Média que encanta a cidade através da arquitetura.

“...quando não existe diferença entre as partes que compõem o universo ocorre a visão mítica da natureza. (...) o pensamento mítico pressupõe um princípio de identidade entre tudo e todos. (...) o mítico descansa sobre a evidência de que os fenômenos da natureza e os da vida individual e social estão integrados e não possuem senão o valor enquanto signos voltados à força vital. (...) é um universo cosmomórfico, onde o pensamento e a palavra não se diferenciam do sentimento e do gesto. (...) a linguagem mítica permite aos homens representar e valorizar os seus atos através dos quais expressam sua afetividade através de seus corpos. Constitui um sistema de figuração. Por exemplo, cria uma identidade entre o homem e a árvore, entre a mulher e a água.”134

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Fo to . G á rg ula , Unive rsid a d e C e ntra l La nc a shire , Pre sto n, UK

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Fo to . De ta lhe “ mã o fra nc e sa ” re sid ê nc ia e m O xfo rd

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Fo to . G á rg ula e m O xfo rd

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SOBRE A FILOSOFIA DO CONDE DE SHAFTESBURY E A ESTÉTICA DE