• Sonuç bulunamadı

2 MAKRO DEĞĐŞKENLERĐN DEĞERLENDĐRĐLMESĐ

2.3. Faiz Oranı

2.5.5. Türkiye’de Đthalatın Tarihsel Gelişimi ve Etkiler

Ruskin sofreu influências de diversos intelectuais principalmente a de um grande impacto parece ter sido a do conde de Shaftesbury, filósofo inglês do século XVIII.

Anthony Ashley Cooper, conde de Shaftesbury, criador de uma filosofia da natureza, afirmou que a origem de tudo está na natureza. Para ele a

natureza possuía uma lógica que regula a todos. Essa lógica, por estar em todos e regular a todos, cria a sensação de que existe um todo em estado de equilíbrio. Todos os elementos, animados ou inanimados, passando pelos fenômenos físicos naturais, estão submetidos a esse imperativo que governa a todos indiscriminadamente.135

Do mesmo modo que Shaftesbury, Ruskin concebeu a origem de tudo na natureza. Uma lógica paira sobre tudo criando a sensação de existir um

todo. Para Shaftesbury, o homem percebe essa lógica através de seus

sentidos. As sensações se transformam em conceitos que, conforme o filósofo, sempre buscam explicações que proporcionam algum tipo de conforto.

Ruskin também imaginou a apreensão da lógica natural pelos sentidos. Assim, a sua concepção de primeira impressão passa pelo uso da imaginação do artista que interpreta a lógica da natureza.

Dessa forma, o sensível para Shaftesbury e Ruskin se transforma em razão ao chegar à mente. Assim, a frase de que sentimos conceitos eleva os sentidos à categoria de razão. A comunhão entre o homem e a natureza ocorre quando ele é possuído por essa lógica natural, o que fez com que Shaftesbury

135

“ ...to rna -se ine vitá ve l p a ra o filó so fo ind a g a r se o mund o o rd e na -se p o r me ro a c a so o u se , a o c o ntrá rio , p o d e -se fa la r num to d o o rg a niza d o se g und o fins ne le insc rito s p o r uma inte lig ê nc ia o u um d e síg nio (d e sig n) to d o p o d e ro so , sá b io e p e rfe ito . (...) a ssim, nã o é p ro p ria me nte p a ra a s c o isa s q ue o na tura lista o lha , ma s p a ra sua d isp o siç ã o , c o mo já a firma va Aristó te le s: q ua nd o q ua lq ue r uma d a s p a rte s o u e strutura s se e nc o ntra e m q ue stã o , se ja e la q ua l fo r, nã o se d e ve sup o r q ue é p a ra sua c o mp o siç ã o ma te ria l q ue se d irig e a a te nç ã o , o u q ue e la é o o b je to d a d isc ussã o , ma s sim a re la ç ã o d e ta l p a rte c o m a fo rma to ta l.” (Pime nta , P. A ling ua g e m d a s fo rma s: e nsa io so b re o e sta tuto d o b e lo na filo so fia d e Sha fte sb ury. Sã o Pa ulo : te se FFLC H/ USP, 2002, p .19).

concluísse pela existência de uma inteligência superior e divina. Para o filósofo, o homem não está a sós, ele está protegido por uma instância superior que o guia.136

Do mesmo modo que Shaftesbury, Ruskin sentiu a presença desse divino que desenhou a natureza e a pôs em movimento. Ruskin utilizará esse pensamento na forma de metáfora ao se referir ao trabalho humano.

O pensamento de Shaftesbury, conforme Pimenta, é um raciocínio sistêmico, no qual um mundo é constituído por sistemas internos a outros sistemas que, por sua vez, pertencem a sistemas maiores, atingindo o sistema mor que regula a todos. Ou seja, uma dinâmica de interdisciplinaridades entre tudo e todos define a concepção de natureza de Shaftesbury.

O pensamento sistêmico de Shaftesbury fez com que enxergasse um tipo de relacionamento entre os elementos naturais, no qual todos dependem uns dos outros. Assim, a árvore, por exemplo, depende da terra e da água da chuva e do calor do sol para existir, o homem precisa dos animais e dos vegetais para se alimentar, e assim sucessivamente. Todos os elementos naturais precisam uns dos outros para existir. Shaftesbury chegou a concluir que nenhum

elemento vive a sós, todos dependem uns dos outros.

A concepção de composição natural ruskiniana é muito parecida com a lógica de Shaftesbury. No entanto, a racionalidade do pensamento de Ruskin provém de suas associações que não se prendem à concepção de sistemas.

Para Shaftesbury, a matéria é composta por um desenho que se adapta ao desejo de uma mente. Do mesmo modo Ruskin pensou um desenho original composto por linhas curvas não fechadas para viabilizar a sua política da

composição natural.

136

“ ...a ra zã o c o nsta ta , a tra vé s d e uma a va lia ç ã o , uma inte rd isc ip lina rid a d e e ntre a p e rc e p ç ã o d a ha rmo nia e a ne c e ssid a d e d e um d e síg nio c o mo se u fund a me nto , e o q ue se g a nha c o m isso nã o é a p e na s a c o mp re e nsã o d o q ue a nte s se p e rc e b ia , ma s ta mb é m, a c o nsc iê nc ia d e q ue ne nhum to d o ind ivid ua l p o d e se r c o mp le to e m si me smo , visto q ue sua p ró p ria fo rma to ta l ind ivid ua l só e nc o ntra se ntid o na re la ç ã o c o m o utro s se me lha nte s q ue c o m e le re la c io na m e c o nstitue m um to d o ma io r.” (Pime nta , P. A ling ua g e m d a fo rma s. p .21).

O filósofo chamou o criador de designer do universo. O termo design é a formalização de um traço que obedece ao seu desejo de estabelecer um tipo de relacionamento no qual um ajuda o outro. Design, para Shaftesbury, vem do italiano desígnio. No entanto, nem todas as formas naturais são possuidoras de inteligência. O filósofo classificou os elementos naturais a partir de três graus: o das formas mortas, o das formas formadas, e o das formas formantes.

As mortas não possuem inteligência, no entanto se relacionam com as demais. As formadas possuem inteligência, e as formantes são formadas que possuem a capacidade de criar formas formadas.

Ruskin não seguiu esta classificação, ele se limitou a comentar o desenho dos elementos naturais qualificando-os de criativos.

O homem, segundo Shaftesbury, classifica-se na categoria de formas formantes e, assim como o divino, pode criar. Shaftesbury acreditou que o

divino havia criado a natureza, no entanto, reconheceu que o homem também

é criativo. A sua capacidade criativa possui alguns limites, pois o homem não é

deus. No entanto, pode imitar o seu trabalho. Ruskin, do mesmo modo, admitiu

que o homem não era deus e que para criar precisava imitar o seu trabalho. Imitar a natureza não significou para Shaftesbury, assim como para Ruskin, copiá-la, mas interpretar a sua lógica.

A arte para Shaftesbury é o instrumento para a emancipação social, pois a estética deve educar a sociedade para aproximá-la da mente universal e assim integrar o homem na natureza.137

137

“ ...o re c uo ne c e ssá rio p a ra o a juste e nte o Eu e o mund o q ue lhe a p a re c e c o mo e xte rio r, a p ro c ura d e uma sinto nia q ue , uma ve z o b tid a , p e rmitirá c o mp re e nd e r a íntima re la ç ã o

ne c e ssá ria e ntre o Eu e o mund o a p a rtir d e um me smo p rinc íp io . (...) nã o se tra ta , p o r um la d o , d e a b a nd o na r to d a p re te nsã o ã so c ia b ilid a d e ,ma s, sim d e re g ula r a c o nd uta e m so c ie d a d e d e mo d o a d a r um p a sso a lé m d e uma so c ia b ilid a d e p rimá ria e insufic ie nte . (...) a ling ua g e m d o d e sig n (...) p e rmite a firma r q ue o ho me m tra nsfo rma d o p e lo tra b a lho d e si me smo , c ie nte d a fina lid a d e e inte nç ã o q ue a na ture za lhe d e stino u, te m a c o nsc iê nc ia d e q ue há la ç o s p o ssíve is d e so c ia b ilid a d e sup e rio re s, p le na me nte d e a c o rd o c o m o d e sig n na na ture za . (...) a

p e rsp e c tiva c o nsmo p o lita nã o é a d a c id a d e , ma s a d o p rinc íp io c ó smic o q ue ha b ita o ho me m. (...) a re sp o sta d e Sha fte sb ury é ine q uívo c a : o fim e o d e síg nio d a na ture za no ho me m é a so c ie d a d e .” (Pime nta , º A ling ua g e m d a s fo rma s. p . 88).

A função da estética é igual em Shaftesbury e Ruskin, isto é, tem o poder de salvação. O belo, para os dois, pode integrar o homem na ética

natural, educando-o a praticar a sociabilidade natural. Foi assim que

entenderam o belo como sendo verdadeiro.

Shaftesbury deu especial atenção à pintura, ao passo que Ruskin privilegiou a arquitetura. Os dois propuseram uma pintura que tivesse por técnica a

dissolução dos contornos dos elementos componentes do quadro. A penetração dos corpos teria por função expressar a lógica natural dando a sensação de que existe um todo. No entanto, Ruskin é mais romântico do que Shaftesbury, pois a pintura ruskiniana, assim como a de Turner não impõe um texto subjacente, ao contrário, abre a possibilidade para que o observador penetre no quadro e crie o seu próprio texto, coisa que a pintura de

Shaftesbury não admitiu.

Assim, o belo para Shaftesbury e Ruskin possui o poder de revelar para