2. KAVRAMSAL VE KURAMSAL ÇERÇEVE
2.3. Ağaç ve Orman Ürünleri
2.3.5. Türkiye'de Ağaç ve Orman Ürünleri Üretimi
Os termos compartilhamento da informação e colaboração são aplicados de forma muito próxima, mas possuem definições distintas de acordo com diversos autores. Para adentrar melhor nesta questão, buscar-se-á conceituar os dois termos distintamente para apontar suas diferenças e definir o posicionamento necessário para a condução deste estudo.
Primeiramente destacar-se-á o termo ‗compartilhar‘ que possui a sua origem no latim da palavra COMPARTIRI, sendo sua raiz na junção do prefixo COM, que significa ―junto‖, ao termo PARS, derivado do indo-europeu de raiz proto ―perə‖, que significa "parte, o que toca a cada um"12. Daí originou os termos partiri (latim clássico) e partire (latim
coloquial). Seu significado como verbo transitivo restringe a ―ter ou tomar parte em; participar de; compartir, quinhoar‖, tendo como sinônimos também ―aquinhoar‖ ou ―partilhar‖13. Em outros idiomas, compartilhar equivale aos termos ‗partager‘ no francês,
‗compartir‟ no espanhol, ‗condividere‘ no italiano, e ‗share‘ no inglês.
Dentro da área da Ciência da Informação, compartilhar é normalmente associado aos termos informação ou conhecimento para designar as trocas de informação entre os indivíduos detentores de determinada expertise. Mas, a aplicação desses termos associados à palavra tem sido utilizada sem haver um consenso. Nesse sentido, alguns autores fazem uso do termo ‗compartilhamento da informação‘ e outros de ‗compartilhamento do conhecimento‘. Percebe-se na literatura disponível, principalmente na literatura estrangeira, que a maioria dos autores utiliza a nomenclatura ‗compartilhamento do conhecimento‘ para designar as trocas informacionais existentes em todos os níveis. Sob uma perspectiva mais direta, destaca-se neste trabalho a crença de que um indivíduo pode sim transmitir seu conhecimento para outra pessoa, mas durante a transferência por meio
12
Fontes: http://origemdapalavra.com.br/arquivo-perguntas/2010/02/13/ e http://www.myetymology.com/latin/compartiri.html.
do processo de externalização14, o conhecimento se transforma em informação, quando
enviado e captado pelo receptor. Isso se deve ao fato de que o receptor da mensagem não possui o mesmo know-how e experiência que o portador do conhecimento e, esse fato, certamente, afeta o entendimento e a assimilação das ideias pelo receptor final. Sob esse prisma, adota-se para este estudo o termo ‗compartilhamento da informação‘ por acreditar que a ação de compartilhar está mais diretamente relacionada com a disseminação da informação para a construção do conhecimento propriamente dito, já que, como foi esclarecido anteriormente, o conhecimento é de difícil transmissão devido a sua complexidade e composição — arraigada na experiência e no know-how individual.
Nesse sentido, estabelece-se como definição do termo compartilhamento da informação o conceito defendido por Davenport (1998). Ele destaca ―o compartilhamento da informação como um ato voluntário de colocá-las à disposição dos outros. [...] O vocábulo compartilhamento implica vontade‖ (DAVENPORT, 1998, p.115). Lin (2007) corrobora esta definição delimitando o conceito de compartilhamento da informação como uma cultura de interação social em que ocorre a troca de experiências e habilidades. Ela também destaca que o compartilhamento é um processo diretamente relacionado à vontade ou ao desejo do indivíduo em comunicar-se diretamente com o outro, de doar conhecimento e ajudar os colegas de trabalho de forma prazerosa, possibilitando a troca ativa de informações e motivando o aprendizado e a construção do conhecimento.
Sob essa perspectiva, percebe-se a extensão do conceito de compartilhamento da informação como um processo voluntário da parte do indivíduo conhecedor capaz de promover a integração entre os envolvidos com abertura para o aprendizado contínuo e a transmissão mútua de conceitos e habilidades para promover a inovação. Assim, compartilhar informação é basicamente o ato de tornar um conteúdo disponível para os outros e, entre duas ou mais pessoas, esse processo permite a transformação do conhecimento individual para que ele possa ser entendido, absorvido e utilizado por outros atores como destacado por Ipe (2003). Sob essa miríade, fica claro que compartilhar não implica ceder à posse do conhecimento para o outro, mas sim, usufruir dele juntamente com os pares.
Por outro lado, a colaboração tem sido referenciada nos últimos anos e muito associada aos novos fenômenos da web como uma das mais ―novas e poderosas alavancas para reduzir custos, inovar mais rápido, criar parcerias com clientes‖ (TAPSCOTT; WILLIAMS, 2007, p. 10), integrando pessoas e direcionando esforços da organização.
14
De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997), o processo de externalização consiste na articulação ou transformação do conhecimento tácito (competências, juízos e intuições) em conhecimentos explícitos (competências e fatos susceptíveis), por meio de analogias, hipóteses e modelos.
Com sua origem também no latim, a palavra ‗colaborar‘ mostra suas raízes junto aos termos LABOR ou LABORARE que significam trabalho, esforço. Assim como no termo compartilhar, associou-se a essas palavras o prefixo COM que significa ‗junto‘ e que deriva do indo-europeu de raiz proto ―kom‖ (referente a ‗perto, com, junto‘)15. Assim, surge a
palavra COLLABORARE que significa ―trabalhar junto, em combinação‖16, ―trabalhar em comum com outrem na mesma obra, concorrer, cooperar para a realização de qualquer coisa‖17, tendo como sinônimos os verbos ―coadjuvar‖ e ―cooperar‖18. Nos idiomas
estrangeiros, possui equivalência com os termos „collaborer‘, no francês, ‗colaborar‘, no espanhol, ‗collaborare‘, no italiano, e ‗collaborate‘, no inglês.
Dessa forma, dentro do campo Ciência da Informação, a colaboração é compreendida como uma ação de ―atuar junto, de forma coordenada no trabalho ou nas relações sociais para atingir metas comuns, sendo que as pessoas colaboram pelo prazer de repartir atividades ou para obter benefícios mútuos‖ (ARGYLE, 1991 citado por CAMPOS et al., 2003, p. 25). Para Kaye (1991) colaborar
significa trabalhar junto, que implica no conceito de objetivos compartilhados e uma intenção explícita de somar algo — criar alguma coisa nova ou diferente através da colaboração, se contrapondo a uma simples troca de informação ou passar instruções (KAYE, 1991, apud Kaye, 1994, p. 20).
Assim, entende-se para fins desse estudo que a colaboração é uma estratégia de trabalhar e trocar informações em grupos compostos por indivíduos que trabalham juntos e com o mesmo objetivo, tendo assim a finalidade de aumentar a produtividade e alcançar metas comuns. É por isso que as atividades, realizadas por meio da colaboração em sua grande maioria, envolvem ações interligadas e os objetivos são comuns e compartilhados (GEROSA et al. 2001).
Sob a visão de ambos os termos e suas denominações, percebe-se que o compartilhamento está diretamente relacionado com as trocas de informação baseadas na vontade do indivíduo em contribuir, mesmo quando não participa diretamente da ação na qual está trocando informações. Já a colaboração tem relação direta de trocas que envolvem pessoas que constroem ações ou projetos conjuntamente, ou seja, cada envolvido possui interesse pessoal ou profissional em realizar a ação. Barros (1994) destaca essa relação ao afirmar que o compartilhamento é um conceito associado a dividir e distribuir com outros, enquanto colaboração é um trabalho de co-realização.
15 Fonte: http://www.myetymology.com/spanish/colaborar.html 16 Fonte: http://origemdapalavra.com.br/pergunta/pergunta-842/ 17 Fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues- portugues&palavra=colaborar 18 Fonte: http://www.dicio.com.br/colaborar/
Analisando esses dois conceitos, percebe-se que os termos compartilhar e colaborar caracterizam e delimitam tipos de comportamentos informacionais presentes no cotidiano das organizações modernas, conectados, ora pelas similaridades, ora pelas diferenças. Pela similaridade, o compartilhamento e a colaboração se equiparam por meio da ação de intercâmbio de informações entre os atores, além de ambos serem aplicáveis em qualquer ambiente informacional (profissional, pessoal, social, educacional, etc.). Já pelas diferenças, os termos deslocam-se para perspectivas comportamentais diferenciadas no que se refere à possibilidade de existir trocas de informação voluntárias ou não. Nesse sentido, McInerney (2006) destaca que, mesmo havendo tantas divergências de comportamento que vão das trocas voluntárias à competição pela informação, a colaboração pode ser uma estratégia importante para se alcançar ações de compartilhamento e vice-versa.
Mas, apesar da existência dessas distinções teóricas, acredita-se que na prática o ato de compartilhar e o de colaborar co-existem entre si dentro de um mesmo espaço informacional, interconectando as trocas de informação por meio de uma rede de ligações que ora são voluntárias, ora são de co-realização, de acordo com diversos fatores. Os tipos de troca de informação surgem, seja pela necessidade ou vontade do ator envolvido ou pelo intercâmbio com outros agentes, criando uma relação dinâmica e multi-direcional ativada conjuntamente. A Figura 1 busca ilustrar exatamente a idéia anteriormente apresentada demonstrando a presença de uma interação entre estes dois tipos de comportamentos informacionais paralelamente um com o outro, tendo como destaque a interseção entre os elementos que revelam o significado dessa interação e dessa existência conjunta e integrada destes comportamentos de troca de informação.
Figura 1 - Coexistência dos tipos de troca de informação: compartilhamento e colaboração.
A figura acima demonstra que as trocas de informação em contextos organizacionais podem ocorrer conforme a intenção, vontade ou necessidade, das pessoas, com a finalidade de favorecer seus interesses pessoais e/ou da organização.
Nesse sentido, serão tratados a seguir os principais conceitos sobre cultura e comportamento informacional por serem temas que possuem estreita relação ao objeto de estudo proposto nesta pesquisa como forma de contribuir para a compreensão das atitudes do indivíduo frente às questões referentes ao compartilhamento da informação e à colaboração no uso de sistemas colaborativos.