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BÖLÜM 4: TÜRKİYE’DEKİ BANKACILIK SİSTEMİ VE SAKARYA’DA

4.1. Türkiye’de Bankacılık Sistemi

As barreiras tratadas aqui são objetos geográficos que de alguma forma funcionam como fatores de impedância. A presença ou ausência desses elementos na paisagem irão definir condições limitativas ao deslocamento no espaço, em alguns casos a existência de uma barreira pode restringir ou definir o próprio desenho da rede rodoviária; ou ainda funcionar como um elemento impeditivo à ocupação e mobilidade dos habitantes no espaço. Na pesquisa considerou-se como barreiras geográficas: (i) o relevo, (ii) a hidrografia, (iii) cobertura vegetal (iv) rodovia arterial de pista dupla.

(i) O relevo pode ser interpretado como um fator de restrição ao movimento do homem no espaço, principalmente em duas condições: quando em aclives a força de atrito impõe limites muito elevados de energia ao ponto de tornar impraticável o movimento, isso se manifesta em declividades muitíssimo elevadas; e quando a vertente define formas escarpadas que dividem o espaço como uma parede natural. Assim, o relevo pode ser traduzido como uma barreira geográfica. Cabe observar que essa restrição se impõe no desenho da malha rodoviária, que se desenvolve somente em

contexto da rede em SIG esta barreira não é modelada como uma impedância direta, mas é uma questão importante a se avaliar no caso da acessibilidade geográfica, pois a presença de barreiras naturais limita as alternativas de mobilidade da população no espaço. No caso da Microrregião de Registro (SP), a borda da Serra do Mar na porção nor-noroeste da área de estudo apresenta características topográficas que funcionam como barreira geográfica, e a forma da rede rodoviária reflete esta feição natural (Mapa 8).

No Mapa 8 o “relevo” indica a morfometria mais aguçada do terreno, e foi delimitado a partir de MDE pela análise das classes de declividades, curvas de nível e hipsometria da área. Adotando-se um processo interpretação visual e delimitação de superfícies, chegou-se à representação mostrada.

(ii) A hidrografia define limites para o traçado da malha rodoviária e, por isso, a rede de drenagem como uma barreira geográfica é inerente ao próprio traçado dos eixos. O planejamento das rodovias deve prever a interligação de pontos através da construção de pontes. No caso da montagem do banco de dados geográfico a rede de drenagem funcionou como elemento auxiliar do processo digitalização, pois, sobrepostas às imagens de satélite, apoiou a etapa de vetorização das vias de circulação, dando subsídio à interpretação dos objetos imageados.

A rede hidrográfica foi obtida na base disponibilizada pelo projeto SIG-RB. (iii) O uso da terra e cobertura vegetal por vezes define o desenho das rodovias, sobretudo as vias locais naturais e vias naturais compostas, pois os limites das propriedades rurais e talhões de mata nativa se impõem sobre o traçado das vias de forma que, ao contornar estas áreas, o encurtamento da distância pelo corte direto da estrada torna-se inviável. Na área de estudo tem-se o exemplo dos manguezais e mata atlântica densa.

O mapa de uso da terra e cobertura vegetal foi obtido no projeto SIG-RB e foi reclassificado em categorias de interesse para a pesquisa. As classes de uso identificadas como principais barreiras à mobilidade geográfica foram Floresta Densa e Terrenos

úmidos de vegetação Arbórea Arbustiva. A modelagem destes atributos nos SIG

atendeu a duas aplicações: na composição das impedâncias de visibilidade nas rodovias; e na análise da acessibilidade geográfica em superfícies fora da rede. Estas questões serão tratadas mais adiante nas seções 5.2.1.3 e 5.4.2 respectivamente.

(iv) As rodovias arteriais de pista dupla são barreiras que quebram a unidade física e impõem dificuldade ao movimento. Para a macroacessibilidade (feita por veículos motorizados) a passagem da barreira se dá pelos retornos alocados ao longo da rodovia. Nesse caso, o tráfego pela via de circulação gera uma impedância ao livre movimento entre os dois lados da rodovia.

Nos SIG a restrição de fluxo se faz pelo tratamento topológico do vetor, isso é feito pelo recurso da restrição de direção, assim, somente nas intersecções com retornos é possível atravessar a barreira. Na região de estudo a rodovia BR116 funciona como uma barreira geográfica dessa natureza, sua feição geométrica foi obtida no processo de digitalização da malha rodoviária, descrita na seção 5.1.1, e as definições topológicas e os ajustes feitos nos SIG, estão descritos na seção 5.1.2.

É importante conceber diferentemente a função de cada um dos elementos descritos como barreiras geográficas. O relevo e a hidrografia são fatores de importância à rede viária, uma vez que o traçado desta deve respeitar os limites impostos por tais barreiras, a superação desses limites é restrita às construções civis, como no caso de túneis e pontes. Com relação ao uso da terra e cobertura vegetal, as condições de mobilidade por rodovias são adversas para alguns ambientes, sobretudo em substrato instável, por exemplo, nas áreas onde se desenvolve vegetação úmida. As estradas e caminhos que atravessam floresta densa podem refletir na perda de visibilidade. As propriedades rurais desempenham um papel importante como barreira e a interferência destas parcelas se dá, sobretudo, nas rodovias locais e em caminhos naturais onde os limites das propriedades se sobrepõem ao desenho das vias de circulação, dessa forma o traçado viário acompanha o limite administrativo das terras. No caso das rodovias arteriais o efeito barreira é outro, como estas rodovias têm como propósito atender grande fluxo de tráfego e proporcionar fluidez, as intersecções são reduzidas. A redução da “porosidade” entre um lado e outro da rodovia estabelece um efeito barreira (community severance), que se impõe no espaço, quebrando coesão social e geográfica do mesmo. Assim as possibilidades de ultrapassagem da barreira se resumem aos retornos alocados ao longo da rodovia.

Mapa 8: Barreiras Geográficas