• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM 2: İŞ GÜVENCESİ

2.3. İş Güvencesizliği Yaklaşımları

O procedimento anteriormente descrito para identificar a base de revestimento das estradas pelas imagens de satélite (pavimentada e não-pavimentada) não é suficiente para especificar aspectos mais detalhados das mesmas, sobretudo no que diz respeito às variações comumente associadas às estradas não-pavimentadas. Em trabalho de campo utilizou-se das orientações de Riverson (1987, apud, ODA, 1995, 73) (Tabela 7, seção 4.1.2) para identificar defeitos na pista e assim verificar as condições das rodovias locais (classe IV37) de modo a refinar as informações da tabela de atributos das rodovias digitalizadas.

Em campo foi possível a identificação de relações importantes, dadas entre as características das estradas vicinais e o contexto geográfico em que se inserem. As estradas vicinais não-pavimentadas apresentam significativas variações nas condições de rolamento, refletindo na variação da velocidade. Em linhas gerais é possível identificar alguns padrões que tendem a se repetir no espaço, e que possibilitam a aproximação de um modelo de classificação para as estradas rurais locais (classe IV) não-pavimentadas. As principais constatações se fizeram com base em duas condições geográficas: (i) arcos mais próximos do núcleo urbano (malha em redor) e (ii) arcos distantes do núcleo urbano (malha afastada)

(i) Malha em redor

Estas pistas apresentam condições mais adequadas ao tráfego, com maior largura e indicações de atenção pública quanto à manutenção das estradas, identificado pelo fato de serem mais bem estruturadas. Nesses perímetros foi possível obter melhor condição de rolamento, e observou-se pouco ou nenhum defeito (buracos, trilhas de rodas38, corrugações39, perda de agregado40). Mesmo quando identificadas variações de declividade, não foi notado importantes alterações na velocidade de operação do veículo. Assim esses perímetros são, do ponto de vista classificatório, rodovias locais de

revestimento primário. Exceções podem ser feitas para os arcos próximos ao núcleo

37

Ver seção 4.3.

38

Afundamentos no sentido longitudinal da roda.

39

Ondulações perpendiculares no sentido do tráfego. Essas ocorrências causam vibrações que geram desconforto e compromete a segurança durante o movimento do veículo (OLIVEIRA, 2005, p. 14).

urbano, porém sem continuidade e sem significativa ocupação humana. Nesses casos pode-se considerar como classe natural composta (apêndice B).

(ii) Malha afastada

Os trechos vicinais mais afastados dos núcleos urbanos apresentam muito ruins condições de rolamento e defeitos, indicando principalmente buracos, trilhas de rodas e corrugações. Tais prejuízos afetaram a velocidade média do veículo, impedindo a manutenção de uma velocidade constante, isso obrigou a tomar valores médios para a aplicação das orientações metodológicas e assim compor a avaliação aproximada (Tabela 11).

Pela condição técnica precária, deduziu-se que estas rodovias apresentam-se desprovidas de manutenção e atenção pública regular. Assim, estas são do ponto de vista classificatório rodovias locais naturais ou naturais compostas. As rodovias sem continuidade tendem a ser implantações naturais, ao passo que as que possuem ligações com dois ou mais arcos, tendem a ser naturais compostas, por indicarem algum melhoramento como a colocação de pedras britadas ou alocação de materiais do próprio local (apêndice B).

Tabela 11: Registro de observações tomadas em campo*

Distância percorrida

(m)

Município (SP) classe rodov Situação da Malha veloc. Média condições de rolamento (com base em Riverson, 1987)

1771.03 Miracatu local afastada 19.00 muito ruim

1260.84 Miracatu local afastada 18.90 muito ruim

1175.88 Miracatu local afastada 23.20 ruim

420.91 Miracatu local afastada 18.00 muito ruim

2652.23 Juquiá local afastada 21.00 ruim

1177.76 Juquiá local afastada 19.00 muito ruim

2952.47 Juquiá local afastada 17.30 muito ruim

1632.00 Registro local afastada 29.20 ruim

1755.25 Registro local afastada 19.10 muito ruim

610.67 Registro local afastada 19.00 muito ruim

3774.39 Registro local afastada 34.40 regular

1621.41 Juquiá local afastada 22.50 ruim

11380.74 Miracatu local em redor 40.20 bom

5231.42 Registro local em redor 43.30 bom

4485.34 Registro local em redor 34.50 regular

1895.13 Registro local em redor 35.00 regular

4056.66 Registro local em redor 26.40 ruim

3694.20 Registro local em redor 23.00 ruim

5227.92 Registro local em redor 35.00 regular

18651.80 Miracatu/Juquiá arterial Princ Não aplica 100.00 não aplica

7395.90 Juquiá arterial secund Não aplica 52.60 não aplica

5.1.2.1 Metodologia para a classificação da rede pelo tipo de revestimento

A partir destas verificações conduziu-se uma metodologia em SIG para classificar as estradas vicinais não-pavimentadas em Natural, Natural composta e

Revestimento Primário, que são as categorias propostas na AUSTROADS, 1987 (apud

Oliveira, 2005, p.29) para as classes de revestimento. Para isso adotou-se um procedimento correlativo, levando-se em conta a proximidade da área urbana, a densidade de ocupação rural e características das ligações dos arcos vetoriais (no caso, linhas sem continuidade). O procedimento seguiu os seguintes passos:

Passo 1 (base de consulta)

Esse passo descreve a preparação de planos de informação para se fazer consultas espaciais com vistas à classificação da rede pelo tipo de revestimento.

(i) Seleção de faixas de distância a partir do perímetro urbano:

Estas áreas foram selecionadas a partir da cobertura da rede em 3 níveis de abrangência, partindo do perímetro urbano dos municípios: (a) 0 a 5km; (b) 5 a 10km; (c) acima de 10km;

(ii) Identificação de áreas mais ocupadas pela população rural;

A partir do mapa de pontos referente às habitações rurais com estimativa do número de pessoas (seção 5.1.7) aplicou-se o estimador kernel41 com pixel de 100m e raio de 1 km, fatiado em 9 classes; selecionou-se as três maiores classes (433-506; 506-578; 578-650) indicativas de maior ocupação.

(iii) Seleção de arcos com apenas um nó de ligação com a rede (estradas sem continuidade).

Passo 2 (classificação das estradas não-pavimentadas)

Esse passo descreve a combinação de atributos considerados no processo classificatório (i) Classe Local Revestimento Primário:

Condição da classificação:

41

É um estimador para analisar o comportamento de padrões de pontos e calcular a intensidade em toda a região de estudo. É uma função realiza a contagem de todos os pontos dentro de uma região de influência, ponderando-os pela distância de cada um à localização de interesse (CARVALHO e CÂMARA, 2004, p.

arcos entre 0 e 5km do perímetro urbano; ou índice kernel acima de 433; exceto para arcos sem continuidade, que nesse caso foram classificados como Local Natural

Composta.

(ii) Classe Local Natural Composta: Condição da classificação:

arcos entre 5 e 10km do perímetro urbano; ou índice kernel acima de 433; exceto arcos sem continuidade, que nesse caso foram classificados como Local Natural

(iii) Classe Local Natural: Condição da classificação:

arcos distantes mais de 10km do perímetro urbano; exceto em índice kernel entre 433 e 578, nesse caso as rodo vias foram classificadas como de Local Natural Composta; e em índice kernel acima de 578, classificadas como Local Revestimento Primário.