Cumaali YAVUZ
TÜRKİYE’NİN PARALİMPİK OYUNLAR TARİHİ
O conceito de estruturas de conhecimento (knowledge structures) ou esquemas (schemas) surge na psicologia moderna através dos trabalhos de neurologia clínica de Head (1920), Bartlett (1932), Woodworth (1938) e Oldfield e Zangwill (1942).
Em todos esses estudos houve comprovação empírica de que o processamento de informações nos seres humanos (e como vimos em Tolman, em ratos também), é fortemente dependente de experiências e comportamentos anteriores e/ou de expectativas sobre experiências e comportamentos futuros.
Tais experiências e expectativas estariam, segundo esses estudos, organizadas em estruturas abstratas chamadas estruturas de conhecimento, esquemas ou scripts. (KIESLER & SPROULL, 1982).
Não encontramos menções explícitas na literatura que conectem a noção de constructos pessoais de Kelly com a de estruturas de conhecimento, mas é possível especular que estas últimas seriam formas de armazenamento específicas de constructos pessoais e de links causais (ou de qualquer outro tipo) entre eles.
Assim, seguindo os princípios da PCT, um executivo poderia possuir diversos constructos para representar uma queda no desempenho econômico de uma firma. Ainda assim ele não teria uma estrutura de conhecimento a respeito desse fato.
Essa estrutura só passaria a existir na medida em que ele fosse capaz de diferenciar claramente os aspectos componentes e relacionados a essa queda e traçar relações (hierárquicas, causais, conotativas, etc.) entre eles.
Muitas vantagens tem sido apontadas para o modelo de processamento “top-down” baseado em estruturas de conhecimento.
Alguns autores têm analisado o papel das estruturas de conhecimento na percepção. A conclusão mais freqüente é a de que informações do ambiente que encontram respaldo em estruturas de conhecimento altamente organizadas e interconectadas têm maiores chances de serem percebidas do que informações não armazenadas em tais estruturas. (TAYLOR & CROCKER, 1980).
Novas informações que foram de algum modo capazes de atrair a atenção (i. e., informações salientes) serão incorporadas nas estruturas de conhecimento existentes na memória de longo prazo, caso sejam relevantes para tais estruturas. (COHEN, 1981).
No entanto, se a informação é muito discrepante, ela tende a ser ignorada ou esquecida. Com isso, Kiesler & Sproull (1982) acreditam que decisores irão incorporar mais facilmente informações discrepantes o suficiente, mas não tão discrepantes para parecer irrelevante. A questão aqui é quão discrepante é suficiente?
Estruturas de conhecimento, portanto, são os constructos contra os quais novas informações são testadas com relação a sua relevância, fazendo com que certos aspectos da realidade sejam mais salientes que outros. (FISKE & LINVILLE, 1980; FISKE, 1982).
Finalmente, Walsh (1995) fez um resumo das principais funções das estruturas de conhecimento citando os estudos mais significativos a respeito de cada uma: alocação de atenção – como o trabalho de White e Carlston, 1983; facilitação da codificação (encoding) – Cohen, 1981; busca e recuperação de informações na memória – Anderson e Pichert 1978, Cantor e Mischel 1977; auxílio na interpretação das novas experiências – Bower et al.,1979; fornecimento de uma base para produção de inferências – Langer e Abelson, 1974; Snyder e Uranowitz 1978; e agilização da resolução de problemas – Taylor et al., 1978.
Dentre todos os autores que vêm analisando o tema, Jonassen et al. (1993) têm se destacado por seu estudo de estruturas de conhecimento em geral e em suas formas de representação gráfica em particular.
Sua pesquisa se inicia com alguns pressupostos relevantes para entender o tema e esta pesquisa em particular:
? A estrutura é inerente a todo o conhecimento. Assim, o significado não existe até que alguma estrutura, ou alguma organização, seja alcançada. (MANDLER, 1983);
? Estruturas de conhecimento são sempre situacionais. Não existem estruturas “gerais” de conhecimento mas sim estruturas sobre determinada situação, domínio, tarefa, objeto, pessoa ou contexto. Indivíduos com experiência em um domínio têm uma estrutura de conhecimento para aquele domínio, enquanto aqueles sem tal experiência não a tem. (LURIGIO & CARROLL 1985, SMITHER & REILLY 1989);
? Estruturas de conhecimento são essenciais para a lembrança e a compreensão.
? Ao aprender, pessoas nada mais estão fazendo do que assimilando estruturas de conhecimento . O aprendizado consiste em alterações nos constructos da estrutura de conhecimento atual, na construção de novas estruturas de conhecimento e na inter-relação de ambas. (NORMAN, 1976);
? Estruturas de conhecimento refletem o mundo com um grau notável de fidelidade. (ANDERSON & SCHOOLER, 1990);
? Estruturas de conhecimento são essenciais na resolução de problemas. Pesquisas têm indicado que sua presença em protocolos para resolver problemas complexos é um bom preditor de alto desempenho nesta tarefa;
? Estruturas de conhecimento de experts diferem das de novatos, incluindo densos grupos de esquemas inter-relacionados. Esses esquemas guiam a interpretação e a resolução de problemas. (LARKIN et al., 1980).
Por outro lado, a presença de estruturas de conhecimento implica potenciais inconvenientes e erros cognitivos importantes. Elas podem causar a percepção errônea de detalhes relevantes para a estrutura mas que não se verificam na realidade dos fatos ou reordenar erroneamente os eventos de modo que eles sejam ativados em uma ordem consistente com a estrutura ainda que na realidade eles se apresentem em outra ordem. (SPROULL, KIESLER, & ZUBROW, 1981).
Tipos de Conhecimento
Para entender a noção de estruturas de conhecimento é preciso antes entender a noção de conhecimento.
Seguimos Bood (1998) com a idéia de que conhecimento se refere a algum tipo de interesse ativo, consciência ou familiaridade adquiridos pela experiência, enquanto informação é meramente conhecimento comunicado.
Em outras palavras, os humanos só adquirem conhecimento por experiência direta, enquanto eles podem angariar informação sem qualquer experiência. Isso é crucial em nossa pesquisa uma vez que vincula estruturalmente conhecimento a ação. Essa é precisamente a idéia de estruturas de conhecimento .
Jonassen et al. (1993), propõe a existência de dois tipos de conhecimento: declarativo, processual e a estrutura do conhecimento. Dado o foco de nossa pesquisa, o terceiro item é o mais importante. Deste modo apresentaremos rapidamente os dois primeiros tipos e discutiremos em maior detalhe a estrutura do conhecimento.
Conhecimento Declarativo (declarative knowledge) representa o conhecimento ou consciência de algum objeto, evento, ou idéia. Em outras palavras uma pessoa que tem um "conhecimento declarativo" sobre algo é capaz de defini-lo ou descrevê-lo, sem necessariamente saber como usá-lo.
Enquanto Ryle (1949) descreve este tipo de conhecimento como “conhecimento de que” (knowing that), James (1950) denomina-o "conhecimento sobre" (knowledge about) afirmando que ele é mais abstrato e conceitual resultante ou do conhecimento superficial de um tema ou de uma curta experiência prática seguida de abstração.
Conhecimento Processual (procedural knowledge) tem um caráter mais dinâmico sendo definido como a forma como pessoas usam ou aplicam seu conhecimento declarativo. Em outras palavras, o conhecimento processual é o conhecimento declarativo desenvolvido e colocado em ação.
Exemplos desse tipo de conhecimento são a resolução de um problema complexo, o desenvolvimento de planos, e a construção de argumentos. Em cada uma dessas atividades, o indivíduo recorre a um vasto corpo de conhecimentos declarativos sobre um ou mais assuntos e os utiliza para agir de modo inteligente.
Para Schank & Abelson (1977), através da prática de uma atividade, o conhecimento processual tende a evoluir, sendo representado em "frames", esquemas e "scripts" mais complexos e detalhados e ajudando a resolver problemas complexos de formas progressivamente mais estruturadas.
Ryle (1949) descreve o Conhecimento Processual como "saber como" (knowing how) e James (1950) o denomina "conhecimento por familiaridade" (knowledge of acquaintance).
Bood (1998) propõe uma outra nomenclatura com significativas diferenças em relação a essas:
? "Conhecimento de diretório” (directory knowledge) que contém informação sobre como as coisas são feitas. Semelhante ao que denominamos conhecimento processual de um modo geral;
? "Conhecimento de receita” (recipe konwledge) que representa informação sobre como as coisas preferivelmente deveriam ser feitas. Semelhante ao que denominamos como scripts;
? "Conhecimento axiomático” (axiomatic knowledge) seriam as convicções fundamentais ou causas finais que não podem ser reduzidas mais adiante. Este tipo de conhecimento está mais próximo à noção de cultura.
Jonassen et al. (1993) sugerem que entre os conhecimentos Declarativo e Processual há o que denominam de Estrutura do Conhecimento. Ela teria as funções de mediar a “tradução” do conhecimento declarativo em processual e facilitar a aplicação deste último.
O que nos importa especialmente no entendimento de cada um dos conceitos e autores das Ciências Cognitivas vistos até aqui (modelos de processamento top- down, teoria de campo, mapas cognitivos, a PCT e finalmente a noção de estruturas de conhecimento) são suas implicações para a ação e o desempenho.
Chega a ser um consenso na Ciência Cognitiva a idéia de que estruturas cognitivas diferentes são a variável mais relevante para explicar as diferenças de comportamento individual em dado momento.
Autores como Barnes (1984), Duhaime & Schwenk (1985), Dutton (1993a, 1993b), Dutton et al. (1983), Dutton & Jackson (1987), Johnson (1990), Lyles & Thomas (1988), Porac & Thomas (1990), Schwenk (1984, 1988, 1989), Smircich & Stubbart (1985), e Stubbart (1989) já reconheceram e vêm aplicando o conceito de estruturas de conhecimento para entender o impacto que as tais estruturas de executivos e TMTs têm sobre certos fenômenos como estrutura organizacional, estratégia, avaliações de desempenho individuais, eficácia de vendas e, em última instância o desempenho organizacional.