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TÜRKİYE’DEKİ EŞİTLİK DÜZENLEMELERİ

O desenvolvimento desta fase, ou seja, a operacionalização dos procedimentos teóricos subsidiou a construção da versão operacional do instrumento para avaliar a QV de pacientes portadores de melasma. A seguir, serão

apresentados os passos referentes aos procedimentos teóricos nas suas várias etapas:

4.5.1.1 Exploração teórica e empírica sobre QV em pacientes portadores de melasma

A exploração teórica do construto QV em melasma está expressa nos capítulos anteriores intitulados: “Qualidade de vida relacionada à saúde” e “Questionários específicos de avaliação da qualidade de vida na dermatologia”.

Para a construção pretendida, utilizou-se, como fonte dos itens, a literatura relacionada ao construto, a opinião de peritos na área (juízes) e dos portadores de melasma, além da experiência do próprio pesquisador.

4.5.1.2 Identificação das dimensões

Inicialmente, os pesquisadores se reuniram para definir os médicos especialistas que seriam convidados para participar do grupo focal. Esta técnica é utilizada para obtenção de dados a partir de discussões previamente planejadas, onde os participantes expressam suas experiências, valores, crenças, atitudes e representações sociais sobre questões específicas101. É particularmente apropriada

quando o entrevistador tem uma série de questões abertas e fechadas e deseja estimular os participantes a explorarem um assunto de importância para eles, com seu próprio vocabulário e seguindo suas próprias prioridades102. Além disso, permite

modo não acessível por meio de outros métodos de entrevista, considerando sua visão no contexto da visão dos outros102,103.

O grupo focal com os especialistas foi realizado em local e horário previamente estabelecidos e com a seguinte questão norteadora: “Na sua opinião, o que o melasma atrapalha na vida dos pacientes?”. A reunião somente teve início após o consentimento dos participantes (Apêndice 2).

Procedimentos operacionais adotados no uso da técnica de grupo focal

No sentido de assegurar a aplicação da técnica foram cumpridos os passos metodológicos que estruturam o trabalho em grupo focal, explicitados a seguir:

1. Construção de um roteiro de temas – guia de tópicos para conduzir as discussões no grupo, respeitando-se um tempo médio de uma hora e meia de atividade;

2. Formulação de critérios de representatividade, ainda que com flexibilidade para particularizar e consolidar a composição de participantes diante de suas especificidades104;

3. O grupo deve ser composto por no mínimo seis e no máximo quinze pessoas101;

4. Os dados devem ser obtidos a partir de mais de um grupo, com características diferentes a fim de permitir a identificação e a compreensão de diferenças da percepção105;

5. Estratégias formais de introdução no grupo focal, obedecendo-se às recomendações gerais de se proceder à identificação dos participantes, apresentação do moderador, do observador, dos participantes, à explicitação

da finalidade do grupo e solicitação de permissão para gravação das sessões104;

6. O encaminhamento da discussão propriamente dita, que se inicia assim que o moderador percebe que o grupo já está no clima da temática em pauta103. O moderador deve manter o foco da discussão, realizando síntese e

retomando, em eventuais desvios101;

7. Necessidade de fechamento do grupo pelo moderador, com a realização por este de uma recapitulação resumida da discussão, com a manifestação dos participantes, que modificam conforme julga conveniente, ajustando a interpretação do que poderia ser efetivamente a opinião do grupo104;

8. O observador deve ter a função de, após a realização do grupo, complementar o relato dos acontecimentos106,107;

9. Ao final das reuniões, a gravação foi transcrita na íntegra e analisada, proporcionando uma visão geral a respeito das questões abordadas. A análise dos dados é qualitativa e segue a metodologia adotada no trabalho101.

4.5.1.3 Construção dos itens referentes às dimensões e composição do questionário teste

Nesta etapa procedeu-se à realização do grupo focal com os portadores de melasma. Outrossim, foi consenso entre os pesquisadores que o mesmo seria constituído por 10 pacientes portadores de melasma facial, sendo que 50% deveriam ser oriundos de cada instituição pertencente ao estudo.

Cabe salientar, que os mesmos foram selecionados por critérios de comunicabilidade e adequado nível de entendimento para discussão. Assim sendo,

após agendamento prévio realizou-se a reunião, norteada pela seguinte questão: “Na sua opinião, o que o melasma atrapalha na sua vida?” . A realização desta etapa também ocorreu após consentimento dos participantes (Apêndice 3).

A análise dos dados qualitativos procedentes da transcrição de ambos os grupos foi realizada utilizando-se a técnica de análise conteúdo, proposta por Bardin108.

Essa análise consiste em “um conjunto de técnicas de análise das comunicações, com o objetivo de obter, por meio de procedimentos sistemáticos e objetivos, a descrição do conteúdo das mensagens, os indicadores que permeiam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção destas mensagens”. É uma técnica que possibilita a busca dos significados a partir dos discursos dos sujeitos da pesquisa108.

Assim, operacionalmente os discursos foram analisados seguindo-se as três etapas propostas por Bardin108:

1 – Pré-análise: é a etapa de organização do material e sistematização das ideias. Tem por objetivo a escolha dos documentos a serem analisados, a formulação das hipóteses e dos objetivos, além da elaboração de indicadores que orientem a interpretação final.

Essa etapa foi decomposta pela leitura flutuante do conjunto dos dados obtidos nos grupos focais (exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência).

2 – Exploração do material: ocorreu logo após a pré-análise e consistiu essencialmente na operação de categorização dos dados que se realiza na transformação dos dados brutos, visando alcançar o núcleo de compreensão do texto.

A categorização consiste em uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação, seguidos por reagrupamento com critérios previamente definidos. Nesta fase, para organização dos dados, realizou-se o recorte (escolha das unidades de significação) e a categorização (núcleos de sentido).

Na análise temática, o tema é a unidade de significação, que se libera naturalmente de um texto analisado. Deste modo, a partir das falas e processamento dos dados foram identificadas as categorias emergentes, uma vez que as respostas às questões abertas são frequentemente analisadas tendo o tema por base.

3 – Tratamento dos resultados e interpretação: os resultados brutos são tratados de maneira a torná-los significativos e válidos. A partir disso, o pesquisador pode propor temas e realizar interpretações com seu quadro teórico que digam respeito a seus objetivos ou a outras descobertas.

Neste estudo, a escala de respostas do instrumento QV escolhida foi do tipo Likert para a mensuração do construto, em cinco categorias de respostas em relação à frequência, sendo elas: 0-nunca/não se aplica, 1-raramente, 2- algumas vezes, 3- muitas vezes e 4- sempre.

4.5.1.4 Análise da validade de conteúdo dos itens (análise de juízes e análise semântica)

A validade de conteúdo refere-se à avaliação dos itens através da análise dos juízes e da semântica, que consistem em pedir, aos peritos, opiniões sobre a correspondência dos itens ao construto, no caso deste estudo, avaliar a clareza, objetividade, adequação dos termos e compreensão.

Com o objetivo de se obter um instrumento mais consistente, a versão inicial do HRQ-Melasma foi submetida à análise de juízes. Foram convidados seis profissionais experientes na área do construto, para julgar se os itens estavam se referindo, ou não, ao construto em questão e opinar, individualmente, sobre a qual das dimensões cada item se referia. Os critérios de escolha para compor o comitê de juízes foram: ser profissional de saúde com experiência na área do construto e/ou possuir conhecimentos sobre construção e validação de questionários de medida e concordar em participar da avaliação do instrumento. O convite aos mesmos foi realizado de modo verbal e pessoalmente.

O questionário aplicado aos juízes era composto por cinco questões sobre relacionadas à clareza, objetividade, adequação, compreensão e ainda sugestões a acrescentar ao HRQ-Melasma, caso houvesse (Apêndice 8).

Após a análise dos juízes, o instrumento foi submetido à análise semântica junto aos pacientes buscando-se verificar se os itens estavam sendo bem compreendidos, pelos membros da população à qual o instrumento se destina. Para a realização da análise semântica, foram selecionados os 10 participantes do grupo focal. Foi aplicado o mesmo questionário utilizado na avaliação dos juízes (Apêndice 8).