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SATIŞLAR

TÜRKİYE’DEKİ BAĞIMSIZ MÜZİSYEN VE MÜZİK GRUPLARININ LİSTESİ:

I. FRANCISCO PORTELA, O GOVERNAOOR DE

DEODORO

C

para governador do agora Estado do Rio de Janeiro. teve início uma a Proclamação da República e a nomeaçâo de Francisco Portela intensa disputa entre os chefes políticos numinenses pelo controle do governo estadual e das bases de poder em nível local. Tal disputa, 110 contrârio do que se poderia esperar, não resultou de um confronto entre par­ tidários de projetos connitantes ou de rivalidades políticas datadas do regime deposto. Na verdade" as antigas diferenças entre monarquistas e republica­ nos se diluíram em função da maneira como foi deposta a Monarquia. isenta de enfrenlamento! decisivOS. Apenas um restrito grupo de civis participou junto com selores militares da articulação de um golpe contra o governo. e a queda do Império foi uma surpresa em todo o país. tanto para monarquistas quanto para republicanos. '

A Monarquia praticamente não encontrou quem se dispusesse a defen­ dê-Ia. Ao contrârio. a panir de 15 de novembro. assistiu·se a uma leva ma­ ciça de adesões ao novo regime. Preocupados em afugentar o fan tasm"a do " re­ gressismo". no dia 18 de novembro os monarquistas realizaram uma reunião em que foram declarados extintos em todo o país os antigos panidos e foi res­ saltada a conveniência de se aguardar a realiuoção de c:leiçãesconstituintes." A forma de govemojá não era realmente uma ques tão vital para os monarquistas. Desde que se haviam extinguido a escravidãoe o sonhada indeniuoção. amplos setores da classe de proprietários de terras se desinteressavam da preservação do regime monãrquico. que durante tantos anos mantivera os fundamentos da

'E>le c�"í'uh) é u ... "e ... o com pequenas modilk..,óC. do. ducumenl"" de lnobatllo. de Re· nalo L .... do C""IO N<lO e Lemos . •. A di.p"u p<1a direçito ""Iilica do E'I;Wlo" e a " Oli@:arq,,", no pOde'''. A' alleraç6e. sito de re.pon$BbilMladc: da courtknaçao do li"ro.

sociedade escravi$ta. Interessava-lhes. agora. influir na definição da nova or­ dem que começava a implantar-se com a e1{tinção das instituições imperiais.

Inidava-se um penodo típico de transição. quando gropos concorrentes disputam a hegemonia na condução do processo político. A derrubada da Monarquia deixou. porém. um vazio de poder. Não havia partidos políticos

em condições de exen::er ° papel unifICador que atê então coubera ao Impe­

rador e à sua burocracia. Apenas as Forças Armadas poderiam fl!.ur as ve­ zes de partido dotado de estrutura nadonal e centralizada. bem como res­ ponder pela direçâo política do pais. legitimadas perante a sociedade em de­ corrência do papel desempenhado pelo ElIiên::ito na derrubada do Império."

De

fato. o govemo provisório chefiado pelo gentr.1I Deodoro da Fon!i«a.

embora integrado tambêm por civis de longa tradição republiclina e liaado� às oligarquias estaduais. apoiou-se inteiramente nas Forças Amadas. e es­ pecialmente no Exêrcito.' Tratava·se de um movimenlo de mudlmça institu­ cional. e Deodoro. estudado em seu grande prestígio militar, tet\tou empol­

gar o controle politico do pais. Impregnado de noções que creditavam aos

políticos civis os problemas vividos pelo pais, ° presidente da Republica im­

primiu ia intervenção dos militares uma orientação que geraria sêrios confli­

tos com as oliKarquias estaduais.

Ao estender 11 influência militl!.r às antigas provincias, Deodoro pareceu desconhecer as forças republicanas locais. nomeando oficillis como gover­ nadores. Em alguns casos. porém. foi preciso absorver a iniciativa dos par­ tidos republicanos. como em Minas Gerais. São Paulo e Rio Grande do Sul.

ou aceitar a indicação de um membro do panido. como no Estado do Rio de

Janeiro. Em qualquer dessas situações, a conduta de Deodoro pautou-se pela busca da hegemonia militar no processo de organização política esta­ dual. Para isso. precisou de um lado fazer alianças com grupos civis interes­ sados em ascender ao controle político dos estados e. de outro. enfrentar as poderosas oligarquias, empenhadas em fonaleccr-se pela implantação do fe­ deralismo.

Sob a vigencia de um governo provisório. os Kovernadores nomeados por Deodoro, dotados de poderes exceptionais. disputaram a direção do pro­ cesso político com os grupos civis oligárquicos resistentes à sua liderança.

Nomeavam. demitiam. distriooiam verbas. incentivos e concessões financei·

raso criavam e extinguiam caraos e repaniçÔC's pôblicas. desmembravam e anexavam municípios. tomavam, enfim, todas as medidas que pudessem for­ talecer sua posição e erodir as bases pollticas dos adversãrios. No interior dos estados. as chefias .Iocais mobilizavam-se para exen::er innuencia políti­ ca. As tradicionais rivalidades cram superadas uu agravadas. de IIcoroo com o potencial que as aliança! apreSC'nl.aVll.m em relação ao acesso ao poder C'S-

ladua].

Q!

governadores procuravam explorar n diferenças entre u lideran·

ças oligárquicas. mas. em geral. nâo conseguiam subordinar ao govemo fe·

deral as suas facções mais expressivas. Essa intensa transação polCtica ca· raCterizou o país em todo o período que se estendeu da queda do Império à conslitucionaHzação dos estados.

A Província do Rio de Jam:iro. quando da deposição do gabinete Ouro Preto em Ij de novembro de 1889. era administrada por Carlos Afonso de Assis Figueiredo. irmão do presidente do Conselho de MinislTos. NotirlCado das ocorrências na Cone. o presidente da província ainda tenlO"l reunir for· ças para ajudar a defesa da Monarquia. enviando ao Rio de Janeiro uma tropa policial. Entretanto. diante do sucesso do golpe. acabou por renunciar ao govemo em favor de Rufino Furtado de Mendonçl\, um de seus vice·pre­ sidentes. Nesse ínterim, con\l.ldo. Niterói já passara ao controle do Cllpilão Francisco Vítor da Fonseca e Silva. que assumiu o comando do corpo poli­ ciai da capital numinense no próprio dia 15 de novembro.·

Por indicação de Oointino Bocaiuva, novo ministro das Relaçõcs E_te· riores. o governador nomeado para o Estado do Rio foi Francisco Ponela. que assumiu no dia 16.' Membro da comissão executiva do Partido Republi­ cano da província, Ponela era o mais idoso dentre os republicanos com as­ sento na Assembléia Provincial do Rio de Janeiro. onde. devido aos muitos anos em que vinha a\l.lando. linha bom trânsito tambêm entre os monarquis­ tas. A indicação de seu nome significou. porém. a preterição de José Tomás da Porciúncula, talvez o republicano de mais sólidas bases políticas regio­ nais, consolidadas durante 0$ vários mandatos que e,,-ercera como deputado provincial e estendidas por todo o 9.° distrito eleitoral. especialmente em Petrópolis, Paraíba do Sul, Sapucaia, Magê e E�trela" Po$sivclmente como compensação e em reconhecimento de sua força, o govemo provisório o nomeou, poucos dias depois, governador do Maranhão.

Naturalmente, bem recebido pelos republicanos, o nome de Ponela tllm­ bêm náo sofreu restrições da pane dos monarquistas, preocupados em aderir ao novo regime. No dia 18 de novembro. a Assembléia Provincial do Rio de Janeiro aprovou moção de apoio ao novo lovemo, apre�ntada pelo depu­ tado Almeida Pereira, líder da maioria conservadora."

A palavra de ordem entre as principais lideranças monarquistas era reco­ nhecer o novo estado de eoisas e preparar-se para innuir na "reorganilaÇão politica da nação, como a esta aprouver em SUIt soberania". �ntenciava o Conselheiro Paulino de Sousa.' Garantidas a "ordem pública" e "a sellu­ rança dos direitos dos cidadãos". prosseguia o Conselheiro, os monarquis­ tas deveriam trabalhar pela convocação da Constituinte. quando fariólm dóI organilaÇão federativa a questão política prioritária: .. A feder..ç5.' !,aTt-