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Türk Yazar ve Yönetmenlerin Uyarlama Kavramına Bakışları

2. NECATİ CUMALI SANAT HAYATI

1.3. Türk Yazar ve Yönetmenlerin Uyarlama Kavramına Bakışları

No Apêndice B, item B.5, apresenta-se um exemplo de como aplicar as análises de verificação da hierarquia dos solos à antecipação dos resultados comparativos entre os diversos métodos. Evidentemente, não se pode com isso prever de fato a carga de ruptura (pois não se prescinde do ensaio de prova de carga para isso), mas é possível verificar-se quais os métodos com tendência a menores ou maiores resultados, relativamente entre si.

Como exemplo foram escolhidos os trabalhos de Alledi et al. (2006) e Alledi e Polido (2008), cuja análise completa pode ser acompanhada no referido apêndice. Aqui será apresentado um resumo das considerações efetuadas para a ponta das estacas pesquisadas por esses autores, como segue.

As estacas pesquisadas eram do tipo Hélice-contínua, EH1 (L=8,0m) e EH2 (L=12,0m), de 0,4m de diâmetro instrumentadas, e o solo, o litorâneo de Vitória-ES com camadas alternadas de argila e areia. Sobre as curvas carga-recalque, foram aplicados diversos critérios de ruptura baseados em recalque limite e em interseção de retas, não sendo usados os critérios de Van der Veen, Chin ou Rigidez (o que se discutirá no próximo capítulo). Como o ensaio foi levado a um bom nível de deformação (>10%.D), os resultados dos critérios usados foram semelhantes, adotando-se respectivamente para cada estaca os valores de 700kN e 1000kN. A forma de aplicação da generalização dos métodos e das hierarquias se faz, para o caso de análise da ponta, por exemplo, a partir da Figura 82, aqui reproduzida como Figura 6, por se aplicar aos métodos de estaca Hélice. São utilizados também a Tabela 5 e a Tabela 6 para avaliar particularmente o método de Gotlieb.

Nessa figura vê-se que os valores do coeficiente característico KPDQ do método

Décourt Quaresma são mais conservadores que os demais, inclusive mais que o método de Alonso. Como para os três tipos de solos os valores são proporcionais em todos os métodos, pode-se calcular a relação média entre os valores de ponta de cada método e do Décourt-Quaresma. Esta relação será proporcional ao resultado final da resistência de ponta se o valor de SPT da ponta for igual para cada método. Assim, conclui-se que caso Décourt-Quaresma se aproxime do valor

obtido em ensaios para a ponta, os demais a terão superestimado; caso um dos demais se aproxime do valor de ensaio, então Décourt-Quaresma a terá subestimado.

Figura 6 – Comparação gráfica entre os fatores de ponta do método de Alonso (AL) e dos métodos Décourt-Quaresma (DQ), Antunes-Cabral (AC) e Kárez-Rocha (KR) apud AMANN (20004)

Para o método de Gotlieb, pode-se ver, na Tabela 5, que seu coeficiente

característico é KPGT= 60 kN/m² para qualquer tipo de solo, o que resulta em valores

próximos à média de Décourt-Quaresma, conforme a Figura 6. Dessa forma, para o mesmo valor de SPT, esses dois métodos devem resultar em valores próximos de resistência da ponta. A análise da Tabela 6, contudo, mostra que as considerações de embutimento da ponta são diferentes para esses métodos. Portanto, a diferença entre eles agora passa a ser dada pela relação entre a média de 3 SPT’s em torno da ponta e a média do trecho 8D acima e 3D abaixo da ponta.

Desse modo, sem que se apliquem plenamente os métodos, pode-se prever a relação entre seus resultados a partir da metodologia proposta. Obviamente, ao se aplicar um deles que, por ventura, se aproxime dos valores de ensaio, os demais já terão seu comportamento identificado sem a necessidade de aplicação.

Analisando agora os resultados do artigo: para a estaca EH1, o método de Antunes- Cabral (AC) foi o que mais se aproximou do valor experimental, enquanto que o de Décourt-Quaresma (DQ) subestimou seu valor, coerentemente com a análise

0 50 100 150 200 250 0 50 100 150 200 250 300 350 KPg (kN/m²) KP A L ( k N /m ²) Série5 KPDQ KPACmin KPACmax KPKR KPDQ/α 0 50 100 150 200 250 0 50 100 150 200 250 300 350 KPg (kN/m²) KP A L ( k N /m ²) Série5 KPDQ KPACmin KPACmax KPKR KPDQ/α

proposta acima. Os valores de Décourt-Quaresma corrigidos pelo torque SPT-T resultou valores ligeiramente superiores aos obtidos nos ensaios.

Para esse caso, o método de Gotlieb et al (GT) superestimou em 4,5 vezes o valor da ponta, o que aparentemente não está coerente com a análise feita anteriormente, na qual seu valor estaria próximo ao de Décourt-Quaresma, e, portanto, deveria também subestimá-la. Contudo, isso fica explicado ao se observar que as sondagens (não reproduzidas aqui) constantes do artigo de Alledi et al. (2006), na região de 8D acima da ponta a sondagem associada a esta estaca EH1, apresentam grande heterogeneidade. Visto que DQ utiliza valores no entorno de apenas 1,0m (acima e abaixo) da ponta, seu valor não sofreu tal influência, demonstrando a importância de se analisar a sondagem e as condições de embutimento, sendo que nem sempre as indicadas pelo método utilizado são adequadas ao caso em estudo. Para a estaca EH2, os métodos de Décourt-Quaresma (DQ) e Gotlieb et al (GT) foram os que mais se aproximaram dos valores experimentais da ponta, observando-se que, para essa estaca não havia tamanha variação dos valores de SPT na região 8D acima da ponta. Conclui-se, assim, a coerência com a análise acima apresentada.

Deixa-se aqui de apresentar outros exemplos, ressaltando-se, porém, que com a aplicação da generalização e do conceito de hierarquias, pode-se interpretar de forma mais sólida os resultados dos métodos semiempíricos, reconhecendo-se as características que levam cada um a ser bem ajustado em alguns casos e não tão bem sucedido em outros. Trata-se de uma forma de análise mais interessante do que a mera classificação dos métodos em “conservadores” ou “contra a segurança” e será de grande valia na elaboração da metodologia Semiempírica Unificada aqui proposta.

Benzer Belgeler