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2. NECATİ CUMALI SANAT HAYATI

1.1. Boş Beşik (1952)

A partir da discussão apresentada no item B.10 do Apêndice B, sobre a validade de se adotar um coeficiente único constante para o cisalhamento lateral sem considerar a influência do solo, como fazem alguns dos métodos estudados, sugere-se a

proposição de um método de teste que considere o coeficiente de tipo de solo e de tipo de ensaio um único valor médio constante. O nome “expedito” é devido à simplificação da etapa de avaliação da resistência de cada camada de solo do fuste. Este valor deve ser aplicado à média dos SPT’s ao longo do fuste.

Assim, ao invés de se utilizarem os coeficientes kts e kte, estes são substituídos pelo

coeficiente característico ktse=kts.kte=14kN/m², com base no valor médio arredondado

dos produtos da Tabela 10 pela Tabela 11. A Tabela 12 (ktE) deve ser usada

normalmente para considerar o tipo de estaca e recomenda-se usar ainda a Tabela 11 para o solo da ponta pois o uso de um único valor médio neste caso traz dispersões muito grandes. Esse valor deve ser multiplicado pela média de três SPT’s em torno da ponta.

Este método representa vários métodos analisados e permitirá exemplificar suas aplicações.

2.12 EXEMPLO DE APLICAÇÃO DOS MÉTODOS DE TESTE

Para exemplificar a aplicação destes métodos de teste escolheu-se a estaca denominada G202 (AMANN, 2000), tipo raiz, constante do trabalho de Corrêa (1988), que apresenta as seguintes características: D=250 mm; L = 20,92m; Kr=63 kN/mm, solo do Guarujá (litoral - SP) e cuja aplicação do exposto neste capítulo, com as tabelas do item 2.9, resulta no condensado de informações da Tabela 13 e seguintes:

Tabela 13 - Aplicação dos métodos Mediado e Expedito de teste à estaca G202 (AMANN, 2000) Solo Argila silto arenosa siltosa Areia siltosa Argila arenoso Silte

Nméd (i) 3,0 8,0 3,4 15,0 ∆L/L (i) 0,043 0,712 0,239 0,006 ∆L/L (i) (3D) 0,045 0,707 0,248 - ∆L/L (i) (8D) 0,048 0,688 0,264 - kts (%) 3,918 2,438 4,291 2,873 kte (kN/m²) 320,0 670,0 243,3 510,0 ktEL 0,439 0,439 0,439 0,439 ktEP 0,474 0,474 0,474 0,474 ktD 1,0 1,0 1,0 1,0 KLg(i) kN/m² 5,51 7,18 4,59 6,44 KPg(i) kN/m² 151,6 317,3 115,3 241,6 qL(i)(kN/m²) 16,52 57,13 15,60 96,56

Nessa tabela a simbologia dada por (3D) indica os valores obtidos caso se adote o embutimento de 3D acima e 3D abaixo da ponta, e a dada por (8D) representa os valores caso se adotasse o embutimento 8D acima e 3D abaixo da ponta, conforme apresentado no item 2.10. A omissão dessa referência indica a adoção de consideração apenas do SPT do solo da ponta, que nesse exemplo ocorre para o silte arenoso, situação que pode também ser representada pelo símbolo “0D”.

Tabela 14 - Valores do coeficiente característico KLg para o fuste e respectivo SPT (N) médio para cada condição de embutimento

Embutimento KLg(kN/m²) Nmed 0D 7,74 5,9 3D 7,63 5,9 8D 8,00 5,5 KLméd(kN/m²) 6,20 5,9 Kpméd (kN/m²) 211,35 26,0

A Tabela 14 apresenta os valores do coeficiente característico de resistência por cisalhamento lateral (KLg) para cada condição de embutimento considerada e o

respectivo valor médio do SPT ao longo do fuste, descontado o trecho de

embutimento, conforme o método Mediado de teste. O valor de KLméd representa o

mesmo coeficiente calculado, considerando-se o SPT médio ao longo do fuste independentemente das camadas de solo, correspondendo, portanto, ao método Expedito de teste. O valor Kpméd representa o valor do coeficiente característico,

considerando a média de 3 valores de SPT em torno da ponta para o mesmo método Expedito.

Tabela 15 - Valores das tensões e carga no fuste para cada condição de embutimento e modelo de consideração das camadas no método Mediado

Modelo Tensão (kN/m²) Estimativa (kN)

somatória qLg = 45,68 PL = 750,54 das qL3D = 45,02 PL3D = 713,18 camadas qL8D = 44,22 PL8D = 657,09 qLmed = 36,60 PLN = 601,43 média qLmed3D = 36,60 PLN3D = 579,87 qLmed8D = 34,29 PLN8D = 509,48

A Tabela 15 apresenta os valores calculados em cada modelo de consideração das camadas de solo para o método Mediado. O valor correspondente ao cisalhamento lateral para o método Expedito é igual ao qLmed3D.

a) carga transferida por atrito lateral na ruptura estimada por somatória das camadas (PL);

b) idem, sem o trecho de 3D acima da ponta (PL3D);

c) idem, sem o trecho 8D acima da ponta (PL8D);

d) idem, calculada pela média do SPT do fuste (PLN);

e) idem, sem o trecho de 3D (PLN3D);

f) idem, sem o trecho 8D (PLN8D).

Tabela 16 - Valores das tensões e carga na ponta para cada condição de embutimento e modelo de consideração das camadas no método Mediado

Tensão kN/m² Estimativa kN

qPg = 3623 PP = 177,86

qPg3D = 6280 PP3D = 308,29 qPg8D = 5863 PP8D = 287,78

qP3 = 5495 PP3 = 269,74

Na Tabela 16, apresentam-se os valores das tensões de ponta para cada caso de

embutimento e o valor qp3 refere-se à ponta do método Expedito.

O significado de cada carga de ponta estimada pode ser definido como:

a) ponta apoiada (0D) no SPT da camada inferior (PP);

b) embutida 3D acima e 3D abaixo da ponta (PP3D);

c) embutida 8D acima e 3D abaixo da ponta (PP8D).

d) média de 3 SPT’s em torno da ponta (Pp3)

Tabela 17 - Cargas de ruptura estimadas pelos diversos modelos de consideração do atrito lateral e do embutimento da ponta par os métodos de teste.

Modelo Estimativa Cálculo (kN)

Somatória PR = PL+PP = 928,41 das PR3D = PL3D+PP3D = 1021,47 camadas PR8D = PL8D+PP8D = 944,87 PRN = PLN+PP = 779,30 Média PRN3D = PLN3D+PP3D = 888,16 PRN8D = PLN8D+PP8D = 797,26 Expedito PRN3P = PLN3D+PP3 = 849,61

Finalmente, na Tabela 17 apresentam-se as cargas de ruptura utilizando o método Mediado, fazendo-se a combinação dos diversos resultados referentes aos modelos de consideração do cisalhamento lateral e do embutimento da ponta, a saber: pelo método Mediado: PR, PR3D, PR8D, PRN, PRN3D, PRN8D, e mais uma pelo Expedito:

Considerando-se todos esses valores, é possível interpretar todos os tipos de métodos semiempíricos e, ao mesmo tempo, é dada a abertura para se identificar qual dos modelos de consideração do cisalhamento lateral e de embutimento da ponta é o mais adequado ao solo e estaca em questão. Desta forma, a Metodologia Semiempírica Unificada não pretende estabelecer de antemão a forma de embutimento ou de consideração do fuste, mas permitir que os resultados demonstrem qual é o modelo mais adequado ao solo em questão.

Estss resultados referem-se, portanto, à primeira etapa de Previsão (estimativa) da Capacidade de Carga da estaca, devendo tais valores serem confrontados com os critérios de ruptura da curva carga-recalque, mas não da forma como se faz com o atual paradigma de análise.

3 VERIFICAÇÃO DO DESEMPENHO DE ESTACAS

Neste capítulo, abordam-se os diversos critérios de ruptura sobre as curvas carga- recalque de ensaios de prova de carga. São analisadas as considerações de Fellenius (1980, 2006), entre outros autores, sobre tais critérios e alguns trabalhos de Amann (2008a, b e c) para definição de parada do ensaio. Buscando melhor interpretá-los, propõe-se uma comparação com o método de transferência de carga baseado nas Leis de Cambefort modificadas por Massad (1992, 1993).

Por fim, apresentam-se resultados de aplicação dos critérios a casos práticos de estacas e discute-se o paradigma de classificação dos métodos semiempíricos, definindo-se nova proposta a ser empregada na Metodologia Semiempírica Unificada

Benzer Belgeler