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Türk Yüklenicilerin İş Yaptıkları Uluslararası Pazarların Kendilerine Özgü

3. TÜRK YÜKLENİCİLERİN ULUSLAR ARASI PAZARLARDAKİ YERİ

3.2 Türk Yüklenicilerin İş Yaptıkları Uluslararası Pazarların Kendilerine Özgü

Nietzsche (1844-1900) entendeu a vontade de forma muito semelhante à de Schopenhauer, exceto no pessimismo. Nietzsche fala de vontade de poder, ou de potência, como um impulso fundamental que nada tem de racional: a vida aspira a uma potência maximamente possível. A vontade de potência se refere ao impulso na direção da vida, presente em tudo o que existe, até mesmo além da vida orgânica. É a auto-afirmação da vida, não só no sentido da vida, mas também

de desenvolvimentos posterior da vida. Vontade e potência são conceitos metafísicos. A potência vital é fundamental e tudo o mais só é conseqüência. Como Schopenhauer, Nietzsche reafirma que a vontade é o que há de mais íntimo e profundo em tudo:

“A vontade não é somente constância de energia, mas maximu de economia no gasto: de maneira que o desejo de tornar-se mais, em cada centro de força, é a única realidade. De forma alguma é conservação de si, mas desejo de se apropriar, de se tornar senhor, de aumentar, de se converter em mais forte. (...) A vida, a forma do ser que nos é mais conhecida, é especificamente vontade de acumular força: todos os processos da vida têm aí sua alavanca. A vida, enquanto caso particular, aspira a um sentimento máximo de

potência; é essencialmente a aspiração a um excedente de potências. Aspirar não é outra

coisa senão aspirar à potência; essa vontade permanece sendo o mais íntimo e o mais profundo: a mecânica é uma simples semiótica das conseqüências.38 A vontade de

potência não é um ser, não é um devir, mas um pathos, - ela é o fato elementar de onde resulta um devir e uma ação.”39

Vontade de potência não se reduz à vontade de dominar ou a uma metafísica da violência. Ela é um esforço para triunfar do nada, para vencer a fatalidade e o aniquilamento, a catástrofe trágica e a morte ameaçadora. É a vontade de durar, de crescer, de vencer, de estender e intensificar a vida. É a luta do possível, além do atual, obedecendo ao apelo do possível. Não é, portanto, mera vontade de preservar-se no ser, num instinto de conservação, mas sim de ultrapassar. É uma vontade de posse total da existência e de si mesmo. É o conjunto das manifestações energéticas da existência natural e espiritual. É uma atividade multiforme, mas una e idêntica ante o nada que sempre a ameaça. Cada instante é sempre uma potência por inteiro, e apesar disso é tudo o que é e o que resiste: potência, apesar do nada:

“Nós mesmos somos, por breves instantes, o próprio ser original, e sentimos o seu indomável desejo e o seu prazer de existir; as lutas e os tormentos, o aniquilamento das aparências se nos figuram de súbito necessários, tendo em vista a superabundância das inumeráveis formas de existência que se acotovelam e se precipitam na vida, dada a fecundidade transbordante da vontade universal; o aguilhão furioso desses tormentos nos traspassa no momento mesmo em que constituímos uma só coisa com o incomensurável e original prazer de existir e em que, arrebatados no êxtase dionisíaco, pressentimos a indestrutível eternidade desse prazer.”40

Ela nos é um símbolo enraizado; o mais forte de todos os instintos; o que dirige a evolução orgânica. Falar em vontade de potência é utilizar-se de uma forma simbólica para se referir ao impulso de vida para mais. Não é contudo uma objetivação, por ser simbólica. É a raiz do movimento vital. Em tudo há uma luta entre dois impulsos: um de mais e um de menos. O impulso de mais é o impulso de vida, de potência; e o de menos é o impulso de morte, de passividade, de degeneração, de aniquilamento. É a luta do ser contra o não-ser. Mas a vontade de potência não é um absurdo nem uma incongruência ante a natureza. O conceito de energia da física hoje é uma

38 NIETZSCHE, Friedrich. Vontade de potência. Rio de Janeiro, Ediouro, s/d., § 296, pp. 240 a 241 39 IDEM. Ibid., § 297, p. 242

afirmação dessa vontade de potência no universo. Ela é também o destino de buscar sua contradição: o humilde quer ser estimado, o fraco quer ser forte.

Seria inapropriado chamá-la de vontade de poder. A palavra poder é estreita e dá lugar a equívocos, como sendo vontade de dominação ou violência. Se para Nietzsche trata-se de uma vontade que está em tudo, uma força em movimento em tudo, então ela só pode ser acessada simbolicamente e não pode assumir a forma de um desejo de poder dominador particular de um poderoso autoritário, como se somente ele possuísse tal privilégio. Potência é uma acepção vasta, cósmica. Não se trata então de um poder exterior que se impõe com canhões. É uma atitude psíquica de toda alma que é forte e não quer senão alimentar sua própria força, sua potência, que não se cansa de dar provas de sua coragem e de cumprir seu dever vital. Nada existe fora dela. E, para confirmar seu caráter simbólico, devemos lembrar que Nietzsche sempre a usa entre parênteses ou grifada, querendo indicar um acontecer universal e que se manifesta de infinitas maneiras.

A vontade em Nietzsche deve estar mais associada à vida. A vida é vontade mas de um modo diferente da concepção de Schopenhauer. Não é a vontade que, afinal, desgosta-se de si e acaba, mas a vontade de potência irresoluta. Diferente de Schopenhauer, Nietzsche resgata o domínio individual da vontade. A potência é a auto-afirmação do ser. Vontade de poder significa a afirmação do poder pessoal de viver, enfim, a afirmação da própria existência individual. Em nós, essa vontade de poder se transforma em vontade de poder social e pessoal, apesar deste não ser seu primeiro sentido.

A Vontade mora no corpo humano – a grande razão. No homem, ela está ligada à transmutação de todos os valores ou à transvaloração. Mas acima de tudo, o corpo deve ser reinventado. Devemos ter de volta a confiança no corpo e combinar o pensamento com ele. O oposto da vontade de viver é a vontade de nada, de negação. É a repressão dos desejos, o ressentimento da vida, a exaltação dos fracos e a suspeita em relação a tudo que vem do corpo – a sensualidade, a sexualidade, o prazer, a vontade, o egoísmo dos fortes e, enfim, o próprio desejo:

“Simplesmente não é possível ocultar-se aquilo que se exprime de verdade neste querer, que recebeu do ideal ascético a sua orientação: este ódio contra o humano, mais ainda ódio contra a animalidade, mais ainda contra a materialidade, este horror dos sentidos, até da razão, este medo da felicidade e da beleza, este desejo de afastar-se de toda aparência, da mudança, do devir, da morte, até do próprio desejo – tudo isto significa, ousemos compreendê-lo, uma vontade de nada, uma má-vontade contra a vida, uma revolta contra as condições mais fundamentais da vida, mas isto é e sempre há de ser uma vontade! E para repetir no fim o que disse no princípio: o homem prefere querer o nada a não querer.”41

Mesmo sob a supressão e busca da nulidade a vontade impera. Mas tudo ainda é possível e, em particular, uma transmutação dos valores, a invenção de um novo grande desejo: o super- homem, a fé no corpo, a criação de perspectivas novas e afirmadoras da existência. Mas tudo isso, segundo Nietzsche, não acontecerá naturalmente, nem tampouco por meio do ódio contra a vontade clássica. Isto só confirmaria o ressentimento e o colocar-se contra o homem de novo. Devemos estar a favor do querer e do homem em sua totalidade e não destituir a vontade em fragmentos de forma a enfraquecê-la, como quiseram Pascal e Schopenhauer. Tudo é vontade e, por isso, não se pode subestimar o poder essencial que a vontade no sentido clássico exerce sobre nós:

“Em Schopenhauer, o erro fundamental da vontade (como se o apetite, o instinto, o desejo, fossem o que há de essencial na vontade) é típico: o que é diminuir até desconhecer o valor da vontade. Da mesma forma a aversão ao querer; tentativa de ver no não-mais-querer, no sujeito sem alvo nem intenção (no sujeito puro, livre de vontade) algo de superior, a coisa superior em si, o que vale. Grande sintoma de fadiga, ou de

fraqueza da vontade: porque a vontade é que trata dominadoramente os apetites

impondo-lhes o caminho e a medida.42 O que há de mais corroído hoje é o instinto e a

vontade de tradição: todas as instituições que devem sua origem a este instinto são contrárias ao gosto do espírito moderno. Tudo que se faz, em suma, tudo que se pensa persegue a intenção de arrancar pelas raízes o sentido da tradição. Considera-se a tradição um destino; estudam-na, reconhecem-na como hereditária, porém não a querem. Tudo isso é precisamente anti-moderno no mais alto grau. E esta é a característica de nossa época ‘moderna’: ruptura das tradições, corrupção das escolas, predominância dos instintos que, preparados filosoficamente, faz o inconsciente assumir maior valor depois que se produziu o enfraquecimento da vontade, do querer fins e meios.”43

Pudemos observar que o pensamento voluntarista não restringe a vontade vitalista a um ato psicológico consciente. Não se pode entender a vontade apenas a partir da experiência psicológica que o homem tem de si mesmo como um ser conscientemente dono de vontade. Contudo, a palavra precisa ser mantida. A vontade, segundo os ontologistas voluntaristas, da filosofia da vida, aparece no homem como vontade consciente, e nos animais como instinto e impulso (que também aparecem no homem), como força nas plantas, e como direções ou tendências na realidade material, como gravitação, etc. Quando entendemos a vontade como elemento dinâmico presente na realidade toda, tudo isso faz sentido. Mas muito antes de Schopenhauer, Nietzsche ou Bergson, Boécio já havia apontado a importância de percebermos a vontade como força vital. Ele o fez por meio de uma bela descrição:

“Existirá um único ser que, enquanto se comporta conforme à sua natureza, não queira mais continuar a viver e deseje sua própria morte e destruição? Se considero o conjunto dos seres vivos que possuem a faculdade natural de querer ou não querer, não posso encontrar um que renunciasse espontaneamente à sua vida. (...) Podes observar que as plantas e as árvores esforçam-se por buscar para si os lugares mais convenientes conforme a natureza o permita e onde não corram o risco de secar rapidamente e morrer.

42 IDEM. Vontade de potência. Op. cit., p. 108 43 IDEM. Ibid., pp. 110 a 111

Assim, algumas buscam a pla nície, outras a montanha; há as que buscam os pântanos, algumas se prendem aos rochedos, enquanto outras preferem o árido deserto. (...) Como explicar que as partes mais frágeis, como a seiva, estejam cobertas e protegidas do exterior pela resistência da madeira, enquanto a casca defende a planta toda das tempestades, para protegê-la de toda a sorte de agressão? E quem pode ignorar que todas essas espécies são como mecanismos vivos concebidos não apenas para subsistir por certo tempo, mas também para adquir ir cada qual uma espécie de eternidade? (...) E não estamos falando aqui dos movimentos voluntários de uma alma lúcida, mas do instinto natural, tal como digerimos sem pensar os alimentos que tínhamos comido ou como respiramos sem nos dar conta enquanto dormimos. Portanto, mesmo entre os seres vivos o desejo de preservar a vida não parte de uma atividade intencional da alma, mas dos impulsos naturais. E tal se dá porque a Providência atribuiu às suas próprias criaturas o que é talvez a principal razão por que elas subsistem: o desejo natural de permanecer o quanto possível.”44

A vontade, sendo dinâmica, leva à forma e, através desta, podemos ser atuais e possuir o poder de resistir ao não-ser. No homem, a vitalidade tende a se incorporar em criações, formas e instituições culturais através do exercício da intencionalidade criativa. Ocorre que, por outro lado, toda incorporação põe em perigo o poder vital precisamente mediante o dar-lhe o ser atual. O homem está ansioso pela ameaça de uma forma final na qual sua vitalidade se perca. E, também, está ansioso pela ameaça de uma ausência caótica da forma, na qual tanto a vitalidade quanto a intencionalidade se perderão.45 A dinâmica da vontade como vitalidade é a fonte do processo criativo através do qual as coisas e eventos surgem e é ela que nos impede de fazer vistas grossas para a tensão ontológica básica entre impulso criador e forma criadora. No homem, a força vital, apesar de toda sua liberdade e profundidade, não tem como estar alheia e sem interação com a esfera de dimensão intencional. Até mesmo no nível biológico, o impulso vital não tende à opção da unicelularidade ou preservação auto-contida. Se pudermos falar de uma “vontade biológica”, ela se expressa na forma de criação de mais tecidos, e de avanços orgânico-sistêmicos, que operam o tempo todo por meio de infinidades de células de cooperação. Sem esta “vontade” inter- compartilhada e “aprendiz”, mesmo no nível biológico, a vida não seria possível e tampouco poderia recriar-se. Mesmo aqui o impulso criador e a forma criadora não se encontram desvinculados.

2.3. A VITALIDADE NO HOMEM A PARTIR DA DIMENSÃO DA

Benzer Belgeler